Défi Nouti

5 Procurado


Notas iniciais
Me desculpem, esse demorou pra sair. Espero que gostem.

Semanas se passaram. Raito esteve bastante ocupado matando bandidos e também atores que interpretam bandidos, sempre contando com a Misa para descobrir seus nomes verdadeiros. E nesse período, ele começou a ser conhecido como Kira, sendo criticado pela mídia e pelo governo, mas amado por boa parte da população, muitos até o considerando um deus.

Um dia, no departamento de polícia de Tókyo, o chefe de polícia Soychiro Yagami convocou sua equipe para uma reunião de emergência, reunindo apenas a elite da polícia investigativa japonesa.

– O governo japonês ordenou que façamos uma investigação muito importante. Como vocês devem saber, alguém está matando atores, e é nossa missão descobrir e prender o assassino.

– Matando, será? Sempre pensei que eles estavam morrendo por causa da pressão da profissão – disse Matsuda.

– Temos razão para crer que alguém os esteja matando, pois seria coincidência demais. Porém os motivos do assassino e a forma que ele age ainda são desconhecidos, mas de alguma forma, ele consegue matar a distância.

– Como sabe disso? – perguntou um dos policiais.

– Porque houve várias mortes simultâneas em locais muito diferentes. Aconteceu até mais de dez mortes praticamente ao mesmo tempo em quatro países diferentes. É lógico que pode se tratar de uma quadrilha, mas de qualquer forma temos um caso dificílimo. O chamaremos de caso Assassino que mata atores à distância e em vários lugares ao mesmo tempo.

A reunião continuou, com os policiais analisando os documentos do inquérito e discutindo entre eles.

Naquela noite, Soychiro chegou em casa mais tarde do que de costume, quando sua família já estava jantando.

Boa noite querido, como você não chegava resolvi servir as crianças – disse Suchiko.

- Tudo bem. Estou liderando uma investigação bastante importante, daqui pra frente vou passar mais tempo no trabalho _ falou Soychiro.

– Um caso, mas do que se trata? — perguntou Raito.

– Não posso falar, mas tem algo a ver com atores que estão morrendo misteriosamente _ respondeu seu pai

Raito terminou o seu jantar, pegou uma maçã para comer depois e foi para o seu quarto.

Já estão te investigando, o que vai fazer?

– Primeiro eu tenho que descobrir se realmente estão me investigando e em que pé ela está, se for o caso. Daí eu traço planos para não ser descoberto.

Interessante, mas que coisa é essa que está na sua mão?

– Se chama maçã, um tipo de fruta.

Você disse maçã? Eu adoro maçãs, não sabia que tinha no mundo dos humanos.

– Toma, pode ficar.

Raito jogou a maçã para Ryuuko, que pegou e a mordeu.

Que delícia, melhor do que as do mundo dos Shinigamis.

– Que bom que gostou. Seja bom comigo que sempre conseguirei mais dessas pra você.

Tá certo. Mas voltando ao assunto, como você pretende descobrir sobre a investigação?

– Isso é simples. Meu pai sempre usa o computador dele pra fazer anotações sobre o seu trabalho, eu vou lá e descubro o que está sendo tratado. Amanhã quando ele estiver trabalhando eu uso o computador sem ele saber. Um plano perfeito.

No dia seguinte, Raito acordou cedo, a fim de por seu plano perfeito em prática. Porém havia um problema, era dia de semana e ele teria que ficar o dia inteiro na escola. Precisava de alguma maneira de faltar aula e ainda de escapar da sua mãe, que costumava ficar o dia todo em casa.

Yagami resolveu ir para a escola, no meio do caminho pensaria em algo. Fez todo o percurso e entrou no colégio em absoluto silêncio, sendo seguido por Ryuuko. Pouco antes do intervalo da manhã, ele teve uma ideia brilhante para se livrar tanto da escola quanto da sua mãe. Quando o sinal tocou e os alunos começaram a sair da sala, Raito segurou a mão da Misa e sussurrou no seu ouvido “fique aqui na sala que eu preciso falar com você”. Misa sorriu e ficou na sala até que o último estudante se retirou.

– Amor, porque me pediu pra ficar aqui na sala? Não prefere ir pra um lugar mais reservado depois da aula?

– O que preciso de você tem que ser agora. Minha mãe tem o número do meu celular, mas não do seu, então você vai telefonar para minha casa e dizer que é da escola da Sayu, dizendo que ela está passando mal e que precisa que minha mãe vá buscá-la na escola. Em seguida, ligue pra nossa escola e diga que é minha mãe, e que precisa que me liberem por causa de uma emergência familiar. Entendeu ou quer que eu desenhe?

– Claro que entendi. Já vou fazer o que me pediu.

Misa pegou o telefone e fez as ligações. Antes do fim do intervalo, Raito foi chamado para comparecer à secretaria e em seguida, o autorizaram a ir embora devido a uma ligação da sua mãe.

Nossa, até que você teve uma boa ideia dessa vez – disse Ryuuko enquanto estava indo para casa junto com Raito.

– É lógico. Até agora você só teve uma pequena amostra da minha genialidade, mas agora que posso estar sendo procurado, terei que usar todo o meu intelecto.

O rapaz e o shinigami finalmente chegaram em casa, e como previsto, sua mãe não estava. Ele correu para o quarto dos seus pais, onde se encontrava o computador que ele

pretendia futucar, então o ligou e começou a procurar algum arquivo que pudesse ter as informações de que precisava. Raito estava usando o computador do seu pai, quando ouviu um barulho do lado de fora.

– Você vai me explicar direitinho porque te ligaram da escola pedindo pra eu ir te buscar – disse Suchyko.

– Mas mãe, não sei do que estão falando, deve ter sido um trote _ argumentou Sayu.

– Quem me ligou sabia coisa demais sobre a nossa família, fique no seu quarto até de noite, quando seu pai chegar ele decide o que fazer com você – ordenou mãe.

A garota subiu contrariada, passando na frente do quarto aonde o seu irmão estava escondido.

Sua mãe e sua irmã chegaram, o que vai fazer agora?

– Ei, fala baixo. Essa hora minha mãe costuma ir pra cozinha, ela não deve entrar no quarto agora, e a Sayu tá de castigo. Isso me dá tempo de terminar minha busca e dar um jeito de sair daqui sem ser notado.

Tá certo, vou falar baixo pra ninguém me ouvir há há há.

Raito copiou aleatoriamente alguns aquivos para o seu pen-drive e em seguida, ouviu o som de alguém abrindo a porta e rapidamente ele se escondeu debaixo da cama dos seus pais. Ele pode ouvir sua mãe entrando, ficando no quarto por alguns minutos e depois saindo. Porém ao sair, ela trancou a porta pelo lado de fora.

– Que droga, como vou sair agora?

É, se ferrou.

– Tenho um último recurso.

Raito pegou o seu celular e mandou uma mensagem para Misa.

“Misa, estou trancado no quarto dos meus pais. Minha mãe e a Sayu estão em casa, logo vão descobrir que eu fugi da escola pra vir em casa mexer no computado do meu pai. Dê um jeito de sair da escola e vem aqui pra casa.”

Alguns minutos depois, ela respondeu a mensagem dizendo que já estava fora da escola. Mas as horas foram passando e nenhuma notícia dela, e com certeza ao anoitecer sentiriam sua falta e a situação se complicaria ainda mais.

Quando já estava escurecendo, o desespero de Raito aumentava, a ponto de ir para a janela e se preparar para pular.

Vai pular Raito? Você pode se machucar.

– São só dois andares, não vou morrer.

Enquanto se preparava para o salto, ele viu logo abaixo da janela a Misa caída no chão, e Soychiro a ajudando a levantar. Os dois conversaram por um tempo, depois a Misa foi embora mancando enquanto Soychiro entrou em casa. Raito ainda se preparava para pular, quando chegou uma mensagem em seu celular:
“Tudo resolvido amor. Continue no quarto que logo você estará livre”.

Logo a porta do quarto abriu, e Raito pôde ver o seu pai entrando. O rapaz tomou um susto, tentando pensar rapidamente em alguma desculpa para dar, mas Yagami trancou novamente a porta e foi falar com o seu filho.

– Não precisa se explicar, sua namorada já me contou tudo disse Soychiro, compasivo.

_ Tudo, tudo mesmo? – perguntou Raito, confuso.

– Claro que ela não me deu os detalhes, mas você deveria ser mais cuidadoso. Quando precisar de um tempo a sós com ela pra...você sabe o quê, não precisa inventar aquela história toda, é só me ligar que eu dou um jeito de te encobrir.

– Está bem pai – respondeu Raito, mesmo ainda não entendendo bem do que ele estava falando.

– Por causa dessa confusão, a sua namorada tá machucada e pelo que sua mãe falou, a Sayu ficou de castigo. Vou lá pra fora resolver esses problemas e distrair as duas, enquanto isso você vai pro seu quarto, e qualquer coisa é só dizer que entrou pelos fundos.

Soychiro saiu do quarto e deixou a porta entreaberta, de forma que Raito pudesse escapar sem dificuldade. O resto da noite correu normalmente, e depois do jantar, Raito voltou para o seu quarto e foi imediatamente ligar para a Misa.

– Olá Misa, está tudo bem com você?

– Está sim, que bom que se preocupou.

– Eu te vi perto da minha casa falando com o meu pai, depois ele me deixou escapar do quarto. Como você conseguiu isso?

– Segredinho de mulher.

– Tudo bem, não vou me importar com isso agora. Você deve ter usado a minha estratégia de fingir uma ligação da casa para sair cedo da escola não é?

– Na verdade não, só pulei o muro mesmo.

– Está ótimo. Amanhã nos falamos.

– Beijo. Até amanhã.

Raito desligou o telefone e foi verificar os aquivos que copiou para o seu pen-drive.

Ela é bem esperta, conseguiu convencer o seu pai de que vocês dois estavam juntos.

– Sei que é, e tem sido bastante útil nos meus objetivos. Eu nunca faria parceria com alguém que não fosse inteligente.

Após algum tempo, Raito finalmente encontrou um arquivo com as informações de que precisava. Nele havia a ata da primeira reunião da equipe de investigadores, bem como o nome de todos eles e seus próximos passos.

– Eu estava certo, aqui diz que eles estão procurando um bandido que mata pessoas

à distância. Só tem um erro, eles dizem que eu mato atores, mas na verdade eu mato bandidos.

Há há há...como eles são idiotas.

– Hum, encontrei um padrão. Na lista das vítimas, só há nomes que a Misa conseguiu descobrir para mim.

E o que vai fazer em relação a isso?

– No momento, não vou pedir nenhum nome para a Misa, matarei apenas bandidos cujos nomes verdadeiros tenham sido divulgados.

Mais uma semana se passou. Raito continuou matando apenas bandidos famosos cujos nomes eram divulgados na TV, jornais ou na internet. O grupo da investigação do caso “Assassino que mata atores à distância e em vários lugares ao mesmo tempo” continuou seus trabalhos. Em uma das reuniões, Yagami foi falar sobre isso com a sua equipe:

– Analisando os dados sobre as mortes desde que elas começaram percebemos que a frequência de assassinatos era bem intensa. Mas desde que nossa investigação começou, não houve morte alguma.

– Chefe, será que de alguma forma o assassino sabe que estamos tentando pegá-lo? – perguntou Matsuda.

Ao ouvir tal declaração, todos os que estavam na reunião começaram a rir.

– Não seja ridículo, é impossível que alguma informação tenha vazado – falou Soychiro.

Logo em seguida, uma funcionária do departamento de polícia veio chamar os membros da equipe de investigação:

– Senhores, desculpe interrompê-los, mas precisam ligar a TV nesse momento.

Ao ligarem a televisão da sala de reuniões, eles puderam ver um pronunciamento:

– Meu nome é Lind L. Taylor, conhecido como L, o maior detetive do mundo. Essa é a primeira vez que apareço em público, ainda mais em uma transmissão para o mundo todo. Estou envolvido pessoalmente na investigação para descobrir quem é o Kira, vou descobrir quem ele é e prendê-lo.

Naquele mesmo momento, na escola onde Raito e Misa estudam, a direção convocou todos os alunos para assistir ao pronunciamento no auditório. Raito de começo não estava levando fé, mas quando viu o homem que falava na TV, se sentiu intimidado, então abriu a mochila e escreveu seu nome do Death Note. Quarenta segundos depois, L. Taylor caiu ao vivo, e a imagem foi substituída pela letra L estilizada, e uma voz robotizada começou a falar:

– Te peguei. Não era o agente L, era um criminoso no corredor da morte, que concordou em fingir que era eu. Tenta me matar agora, Kira. Não consegue? Há há há, não me pega. Mas eu vou te pegar. E já sei que você está no Japão, essa transmissão não foi internacional, mas só aqui mesmo.

A transmissão foi encerrada, e esse foi o assunto do dia, na escola, na polícia, em todo o Japão. Raito ficou muito nervoso o dia todo, e na volta para casa, Ryuuko foi provocá-lo.

Então Raito, estão na sua cola. Vai deixar de ser o Kira?

– Claro que não. Agora que vai ficar interessante, a batalha vai começar. Descobrirei quem é o L, o matarei e então me tonarei o deus do novo mundo.

Raito, disse isso e continuou indo para casa dando sua risada maléfica, sem prestar atenção nas pessoas que o olhavam achando que ele era um louco.

Notas finais
E aí galerinha, o que acharam? Mandem reviews.