Défi Nouti
9 Cerco
Após o resultado do vestibular, acabaram as aulas e finalmente, chegou a formatura de Raito e Misa. A cerimônia foi realizada no auditório da escola, às sete horas da noite de uma sexta-feira.
‘ A família Yagami chegou cedo e acomodou-se em uma das primeiras fileiras. Logo entraram os formandos de todas as turmas, cantaram o hino nacional japonês, teve palavra do diretor e todas aquelas chatices que já estamos acostumados. Enfim chegou o momento da entrega dos diplomas, onde também foi anunciado o melhor aluno de cada turma.
– Agora, entregaremos os certificados da turma especial, e com a palavra, o aluno número um, Raito Yagami – anunciou a oradora da cerimônia.
Raito levantou-se, sob os aplausos da plateia e de sua família orgulhosa, principalmente o seu pai. Ele fez um belo discurso, exaltando a importância de todos serem pessoas úteis à sociedade.
No fim da cerimônia, houve uma sessão de fotos, onde finalmente Raito e Misa puderam se falar melhor.
– Ai amor, estou tão feliz de estar tendo minha formatura ao seu lado – comemorava Misa se pendurando no seu namorado, sem se importar que seu vestido “goth Lolita” subisse.
– Também estou feliz. E quero te ver essa noite, depois que todo mundo for dormir.
– Hum safadinho, é só me chamar que eu vou.
Depois da escola, Raito, seus pais e sua irmã e também Misa foram a um restaurante japonês, mas lá eles chamam apenas de restaurante.
– E aí Misa, quais são seu planos agora que terminou a escola? – perguntou Sayu.
– Vou me dedicar a minha carreira de atriz. Sabe, consegui o papel principal no filme que estou trabalhando desde que a outra atriz escorregou numa casca de banana que estava convenientemente colocada em uma escada, caiu e morreu – respondeu Misa.
– Legal. E você irmão?
– Tenho muitos planos, você ainda saberá quais são quando chegar a hora – disse Raito misteriosamente.
– Há há há...muitos planos é?
Em seguida, o garçom trouxe a sobremesa, maçã caramelada.
– Oba, maçã, eu quero.
Ryuuko pegou uma das maçãs. Quando a Misa viu a sobremesa começando a flutuar, ela simplesmente a pegou repentinamente e comeu.
– Que delícia, adoro maçã caramelada – exclamou Misa.
– Me dá o Death Note, vou matar essa desgraçada que roubou minha maçã.
– Vem aqui Ryukko – Raito diz isso e sai em disparada pro banheiro, acompanhado de seu amigo Shinigami.
– O que é Ryuuko? – perguntou Sachiko.
– Deve ser o amigo imaginário dele. Já disse, ele tá ficando maluco – falou Sayu.
No banheiro, Raito foi falar com Ryukko:
– Por que você queria matar a Misa? Não sabe que ainda preciso dela?
– Ela roubou minha maçã. Eu sei, todos iam ver a maçã flutuando e depois desaparecendo, mas isso não se faz.
– Ah? Não sei do que você está falando, mas se você não pegar as maçãs da mesa das pessoas amanhã eu compro uma caixa de maçãs só pra você.
– Combinado.
Raito voltou à mesa. Todos terminaram o jantar e se prepararam para partir.
– Vocês podem ir, eu vou levar a Misa em casa, sabe como essas ruas estão violentas – disse Raito.
– Pode ir, e não tenha pressa pra voltar – disse Soychiro, sorridente.
A família Yagami foram para casa, enquanto Raito e Misa partiram para a casa dela. Chegando lá, ambos entraram.
– Ai amor, estou tão feliz de ter esse tempo livre com você.
– Eu também. E queria te dizer que você é uma mulher muito atraente e que qualquer homem daria um de seus fígados por uma noite de amor com você.
– Oh, assim você me deixa encabulada, mas sim, eu quero.
– Ótimo! Você irá seduzir o L, descobrir o seu nome verdadeiro e então eu poderei acabar com ele de uma vez por todas.
Misa ficou paralisada, sem acreditar no que estava ouvindo e totalmente decepcionada.
– Mas Raito, como eu vou encontrar o L pra fazer o que você me pediu?
– Eu o conheci no dia do vestibular, e ele mesmo me contou que era o detetive L. Ele foi aprovado, então quando as aulas começarem, daqui a um mês, nós o procuramos na universidade e então colocamos o plano em prática.
– Você não vai ficar com ciúme?
– Vou, mas é por uma boa causa.
– Sendo assim eu faço.
– Ótimo então. Durante esse mês, ficarei em casa julgando e executando criminosos, e quando as aulas na universidade começarem, eu encontro o L, apresento você a ele e o resto deixo por sua conta – Raito terminou de falar, deu um beijo na sua namorada e então vai embora.
Durante um mês, Raito se manteve quase o tempo todo no seu quarto, descobrindo nome de bandidos e escrevendo seus nomes no Death Note, saindo de casa apenas para comprar maçãs para o Ryukko. Já no fim daquele mês, ele acordou com a Sayu o chamando e batendo na porta do quarto.
– Irmão, vem rápido, chegou um telegrama pra você.
Raito levantou e foi até a sala de jantar, onde seus pais estavam tomando café.
– Chegou uma carta da universidade, quem sabe você passou em uma reclassificação? – disse Soychiro.
O rapaz abriu a carta e começou a ler em voz alta.
– Raito Yagami, devido ao seu QI incomum, você está sendo convidado para participar de um estudo no departamento de psiquiatria da Universidade de Tóquio. Caso haja interesse, compareça na próxima segunda-feira ao departamento para maiores esclarecimentos.
– Que bom filho, você vai participar de uma pesquisa estão tão orgulhoso – comemorou Soychiro.
– Com certeza irei lá segunda.
Após o café, Raito voltou para o quarto e Soychiro se preparou para ir trabalhar, sorrindo e comemorando.
– Meu filho, em uma pesquisa da universidade...
– Estou desconfiada. Acho que ele foi convidado pra ser cobaia – disse Sachiko.
Soychiro ignorou a observação da esposa e partiu.
Na segunda-feira seguinte, Raito compareceu à universidade logo pela manhã. Procurou pelo departamento de psiquiatria, o encontrando já próximo ao meio-dia, e lá, fora recebido por um professor em sua sala. Ele não tinha o estereótipo de um psiquiatra, era um homem de meia idade com um cabelo black power.
– Muito bem senhor Yagami, uma pessoa que não posso revelar a identidade me disse que você possui uma inteligência muito peculiar. Então gostaria de fazer alguns testes, para determinar seu QI com precisão – informou o professor.
– É claro, fico feliz em ajudar – disse Raito, sorridente.
– Ótimo, podemos começar hoje. E você terá um companheiro, ele é calouro da universidade, vou te apresentar a ele.
O professor conduziu Raito até outra sala, onde estava o L, sentado naquela posição de costume, lendo uma revista e com um pirulito na boca.
– Deixe-me apresenta-los, Yagami, Ryuzaki, Ryuzaki, Yagami – apresentou o professor.
– Já nos conhecemos – falou L.
– É verdade – completou Raito.
– Ótimo então. Já está quase na hora do almoço, que tal começarmos os testes no início da tarde? – propôs o professor.
– Ótimo – responderam os rapazes.
Raito e L saíram para comer no restaurante do campus. Enquanto o Kira pediu uma porção de sushis, L preferiu um bolo de chocolate.
– Mas então Ryuzaki...é esse o seu nome? – perguntou Raito.
– É, você me pegou – respondeu L.
– Como está indo na faculdade? – falou Raito.
– Bom, hoje foi o primeiro dia, houve apenas uma aula inaugural onde o reitor nos deu as boas vindas e explicou alguns procedimentos básicos. Depois disso, fui lá na psiquiatria – disse L.
– Mas você me disse que é o L, vai ter tempo de investigar o Kira e estudar? – perguntou Raito maliciosamente.
– Eu estou acostumado a fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Além disso, tenho uma boa equipe me ajudando, não preciso estar no quartel general o tempo todo – respondeu L.
– Terminei de comer. Vou escovar os dentes, se não se importa – falou Yagami.
– Fique a vontade.
Raito foi para o banheiro. Lá, tirou seu caderno da mochila e escreveu Ryuzaki.
– Agora acabo com ele de uma vez por todas – sussurrou para si mesmo, sem se importar com a risada do Ryuuko.
Kira voltou para o salão de refeições correndo, a fim de ver seu rival morrendo de ataque cardíaco. Ao voltar a mesa, o detetive já havia terminado de comer. Raito olhava fixamente para o seu relógio, não entendendo porque ele não morria apesar de terem se passado bem mais do que quarenta segundos.
– Bom amigo, temos que voltar para fazer os tais testes – chamou L.
Raito o acompanhou desanimado. “Droga, realmente vou ter que contar com a Misa”, pensava ele.
Voltaram à companhia do professor que estava conduzindo a tal pesquisa. Lá, foram postos em salas separadas, onde cada um foi entrevistado por uma estagiária. Raito ficou sentado em uma cadeira confortável, em uma sala toda branca com pouca mobilha. A estudante que o entrevistaria era alta, ruiva e de cabelos cacheados, vestindo uma calça jeans e camiseta bem discretas e por cima, um jaleco branco.
– Vamos lá Yagami, vamos começar os testes – disse a garota.
Ela começou um teste psicotécnico, que consistia vários desafios lógicos. Após duas horas de testes, ela começou a fazer uma série de perguntas, que ele deveria responder rapidamente.
– Quando eu falar uma palavra, você deverá responder rapidamente com a primeira coisa que vier na sua mente – solicitou a estagiária.
– Ótimo – disse Raito.
– Cor.
– Vermelho.
– Fruta.
– Maçã.
– Kira.
– Eu.
– Revista.
– Gatos sarados.
– Clima.
– Frio.
– Ótimo, terminamos por hoje. – disse a moça.
Raito deixou o departamento, e do lado de fora encontrou L.
– Olá meu amigo, o que achou dos testes? – perguntou L.
– Muito fáceis – gabou-se Raito.
– Também achei – falou L.
O local estava cheio de estudantes passando, e entre eles, surgiu repentinamente a Misa.
– Oi amor – Misa se jogou em cima do Raito o beijando.
– Nossa, você a super modelo Misa Amane é sua namorada? Que inveja – exclamou L.
– É, sou um cara de sorte. – conclui Raito.
– Ei, alguém passou a mão na minha bunda – reclamou Misa em alto tom.
– Isso é um absurdo! Não permitirei tal comportamento no campus, vou procurar as autoridades – bradou L.
– Fique tranquilo, foi só uma apalpadinha – disse Raito.
– Já que é assim está bem. Antes que eu me esqueça, hoje a noite vai ter uma festa da minha turma, gostaria que vocês dois fossem. Será no centro acadêmico, espero vocês lá – convidou L.
Raito e Misa se despediram, enquanto L voltou ao departamento de psiquiatria. Entrou na sala e foi falar com o responsável pela pesquisa.
– Olá Aizawa, como foi o resultado dos testes? – perguntou ao policial, que estava disfarçado de professor de psiquiatria.
– Quando a garota falou Kira, ele respondeu Eu. Temos tudo gravado. – informou Aizawa.
– Ótimo, irei pedir a prisão preventiva dele. Hoje de noite estarei em uma festa com ele e também sua namorada, quero verificar se ela tem participação nas mortes.
Nesse momento, L olhou para a própria mão e viu que estava segurando um telefone celular de capa rosa.
– Olha, esse é o celular da Misa – surpreendeu-se L.
– Eu vi pela janela quando você o pegou, quer verificar ligações e mensagens dela com o Raito não é verdade? – falou Aizawa.
– Na verdade não, eu só queria passar a mão nela mesmo. – disse L na maior cara de pau – Cuide do mandato de prisão para mim?
– É claro, vou procurar o juiz agora mesmo.
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