Dzoo-Noo-Qua
2 Capítulo 2 - Caninos na chuva
Já havia se passado um bom tempo desde quando seu pai saiu com a manada. Dzoo-Noo-Qua relaxava em cima de uma rocha, enquanto ouvia Waterloo correr em círculos próximo a ele. O clima havia mudado. Quando Jättar havia saído, o sol brilhava forte no céu. Agora, nuvens pesadas em tons de cinza escuro estavam se aproximando. A chuva incomodava um pouco Dzoo-Noo-Qua, o principal problema de uma tempestade seria apagar a grande fogueira que queima no centro de Bleakwind Basin. A fogueira representava a união da familia, uma casa gigante com a fogueira acesa, mostra que existia vida ali, além de fornecer calor nas noites frias e poder esquentar os alimentos. A fogueira não podia apagar, caso a chuva começasse, Dzoo-Noo-Qua teria que cuidar disso.
E a chuva veio. Começou com pequenas gotas molhando as pedras, mas logo começou a cair torrencialmente. O fogo crepitava, som de fogo apagando começava a ser mais alto. O jovem gigante se sentiu nervoso. O fogo não poderia apagar. Levantou-se, com pequenos saltos foi até as pequenas construções de madeira que sua mãe usava para cozinhar. Desmontou algumas e colocou os grandes gravetos no fogo. A fogueira estalou, mas foi em vão.
A chuva aumentava, ao contrário, a fogueira diminuia. O que era antes uma grande fogueira digna de criaturas grandes, agora era apenas uma pequena fagulha de fogo que lutava bravamente para se manter viva. Com um sopro de vento, sua existencia se foi.
Dzoo-Noo-Qua sentou-se em baixo de um pilar de uma grande construção antiga que fazia parte da sua casa. A chuva aumentava. Havia uma sensação ruim em seu peito. A fogueira não deveria ter sido apagada.
– Waterloo — chamou na língua dos gigantes — Waterloo, vem aqui — Não houve resposta. Seria essa a sensação ruim? — WATERLOO!! — esbravejou. Sua voz pode ser ouvida a um quilômetro de distância — WATERLOO, APAREÇA! — gritou enquanto batia no pilar, fazendo a construção tremer.
Surge do meio da tempestade uma criatura gigantesca. Dzoo-Noo-Qua salta para trás e se prepara para ter que lutar. Até reparar que a criatura na verdade é Waterloo encharcado e extremamente satisfeito com a peça que lhe pregara. O pequeno mamute abaixou-se perto do
jovem gigante, um pedido de desculpa que somente grandes amigos entenderiam. Juntos ficaram ali por algum tempo. Dzoo-Noo-Qua adormeceu.
Quando acordou, o gigante notou que seu amigo mais uma vez não estava lá. Levantou-se alarmado. Resmungou alguma coisa e viu que a chuva havia diminuido. Caminhou pela casa quando um grito chegou ao seu ouvido, um pedido de ajuda, um grito de mamute, um grito de Waterloo.
Dzoo-Noo-Qua correu para a rocha mais próxima, subiu e teve uma visão assustadora: Cerca de dez lobos grandes faziam cerco ao redor do mamute, todos com sangue nos pelos. Haviam se alimentado não tinha muito tempo. Um dos lobos arriscou morder a pata traseira do mamute. Waterloo encarou o gigante com uma expressão de desespero. Todos os lobos rosnaram e preparavam para atacar, quando o gigante saltou de cima da rocha e caiu a poucos metros de distância dos animais. Com uma sacudida de braços e um grito ameaçador, jogou dois dos lobos para longe. Waterloo avançou, lançando os lobos a sua frente para uma distância consideravel. Alguns lobos aproveitaram-se e atacaram o mamute pelas costas. Dzoo-Noo-Qua agarrou um deles com uma das mãos, o sacudiu no ar e o lanço com toda sua força no chão. Um lobo de pele escura avançou e rasgou uma das pernas do gigante. Dzoo-Noo-Qua desceu seu punho na cabeça do animal, de cima para baixo, lançando a cabeça do lobo contra o chão com o impacto.
O maior dos lobos avançou contra Waterloon, rasgando-lhe o torso. O mamute gritou, deixando Dzoo-Noo-Qua fora de si. O gigante lançou-se contra o lobo, socando-lhe o focinho, urrando. O animal ao cair tentou contra-atacar, mas foi o pior… Ao tentar atingir o pescoço de Dzoo-Noo-Qua, o gigante segurou o animal pelas patas traseiras e o como um porrete, acertou o animal na rocha ao lado, quebrando-lhe todos os ossos. O restante dos animais fugiram ao ver o ataque brutal de Dzoo-Noo-Qua. O gigante, chorava. Waterloon, havia deitado, sem forças. Jättar observava a cena de longe.
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