Duvarin
1 O Mundo Cinza
Notas iniciais
Primeiramente, eu quero avisar que é por causa de uma aposta que eu não estou mais deixando review. E meu amigo filhodaputa, apagou a minha fic...
Estarei fora na semana da pascoa porque:
1-) Eu sou filhadamãe
2-) Eu vou tá me infartando de doce XP
Reviews hein? u-u
O mundo atual é dividido em duas partes, o lado bom, e o lado ruim, eu nasci no lado ruim junto com meu irmão, Len Kagamine, ele é três anos mais velho do que eu, mas infelizmente, ele foi para o lado de lá, então, agora, meu objetivo em fazer o teste para passar é apenas ver o meu irmão mais uma vez...
Viver no lado de cá é ruim, muita gente, pouca coisa, e para passar para o lado de lá é muito difícil. Pois temos apenas uma chance em toda a vida, não é permitido duas chances, afinal só fazemos 15 anos uma vez...
Do fundo do meu coração odeio todo esse sistema hipócrita e preconceituoso. Os ricos ficam do lado de lá felizes com sua suas vidas de merda, enquanto nós, os pobres, os ‘encostos, os ‘lixos’, ficamos aqui, sem nenhuma chance de sobreviver, sem nenhuma chance de ser feliz.
Nosso pai sempre cuidou de mim e meu irmão, Len sempre dizia que iria passar para o outro lado, que ia ser feliz lá, mas nosso pai achava o contrario, eles viviam discutindo por causa disso, o pai dizia que podíamos ser felizes aqui, que não precisávamos ser gananciosos...
Porem ele nunca foi feliz, ele nos contou que quando há pouco tempo que eu tinha nascido, o mundo ainda era um e nossa mãe havia ido visitar a nossa avó que vivia do outro lado, ela tinha ido de avião, mas ai... Da noite pra dia um enorme muro se formou, famílias foram separadas e ele nunca mais viu mamãe... Eu queria realmente acreditar nas palavras dele, mas Len foi para o outro lado, papai morreu e então eu estou sozinha...
Eu vivo nesta preocupação, não sei o que aconteceu com Len, ele prometeu-me que assim que passasse, iria tentar me passar para o outro lado, assumiria um cargo de grande importância e tentaria derrubar aquele muro... Mas... Há três anos eu não tenho mais nenhuma noticia de meu irmão, temo que ele tenha morrido.
Apesar de as pessoas dizerem que aquele lado tudo é felicidade, que não há mortes, que a pessoas vivem felizes eu não acredito nisso, a morte chega para qualquer um, seja a pessoa rica ou pobre uma hora ela vai morrer.
Apesar de tentar falar com ele, é proibido, as pessoas do lado de cá não podem nada, não tem direito a nada e se tentar fazer algo contra o governo ou protestar eles mandam matar.
As pessoas querem tanto passar por que aqui não há alguma chance de ‘felicidade’, primeiro de tudo aqui não há escolas, as pessoas lutam por comida, o nosso ouro aqui é a água e mata-se para ter pelo menos um pano que lhe aqueça.
Garanto que esta situação nunca mude e é por isto que todos adolescente de 15 anos tentam passar, muitos vão, poucos voltam...
Aqui estou eu, pela primeira vez, em frente a um muro com um monte de pessoas na minha frente e atrás de mim, eu não sabia onde ela começava e nem onde ela terminava, era tudo tão estranho, diferente, o que fazia eu me sentir mais nervosa ainda, afinal, tinha tantas pessoas ali, e apenas 3% iam passar, quais as chances?
Olhei para o garoto na minha frente, ele era alto, tinha cabelos azuis, eu tenho quase certeza de que eu já o vi em algum lugar, fiquei tentando lembrar onde já o tinha visto, quando de repente me dei conta de que eu já estava prestes a “entrar” no “muro”, eu tinha que apresentar o RG para o guarda que estava na porta, assim eu fiz, ele olhou e me deixou passar.
Passei pela catraca que separava o “lado de cá” com “o lado de lá”, o que realmente me surpreendeu, afinal, todos diziam que “o lado de lá” era tão colorido, cheio de vida, etc., mas o que eu estava a presenciar ali era um mundo cinza, sem cor, os uniformes, tudo! Será que tudo o que nos escutamos do “lado de cá” é apenas uma mentira? Ou será que esse muro é a única coisa que separa o cinza com as lindas cores de jardins floridos do outro lado?
Parei ao lado de uma janela onde alguns homens estavam se trocando, de repente um guarda grandão veio até mim, me assustando.
- Ei, por que parou? — Ele perguntou de uma forma autoritária e rude
- Eu queria saber onde é o vestiário das meninas — Eu falei com um certo receio do que ele ia fazer...
- É por aqui! — Ele falou pegando na minha mão e segurando a mesma com uma força muito grande, tentei fugir, mas ele não deixou, o segui no meio daquela multidão gigantesca, até que nós chegamos em uma sala, a mesma daquela janela, nela tinha vários homens e mulheres se trocando
— Aqui.
Fiquei paralisada por alguns segundos, mas logo me toquei de que se eu ficasse ali, quem sabe o que poderia acontecer, fui para um canto da sala esperar a minha roupa, logo aquele mesmo cara apareceu com as minha roupas nas mãos
- Você tem um minuto! — Ele falou de uma forma grosseira
Eu peguei a roupa, olhei para a mesma, tentando achar um jeito de me trocar sem ninguém me ver, até que apareceu uma menina de longos cabelos vermelhos, já vestida com o uniforme, ela estava segurando uma manta, era que nem um provador.
- Vai rápido — Ela falou para mim, depois virou a para eu me trocar — Meu nome é Miki...
- Pronto — Falei logo ao acabar de me trocar, ela retirou a manta da minha frente — Meu nome é Kagamine Rin.
- Não temos tempo, vamos! — Ela falou enquanto já saia correndo, tentei segui-la, mas logo a perdi de vista...
Olhei para os lados e vi aquele mesmo garoto de cabelo azul, me aproximei dele tentando lembrar o nome...
- Kaito?! — Ele me olhou com certo espanto, examinei o rosto dele e logo percebi que eu não havia errado, mas...
- Desculpe, mas eu te conheço? — Ele falou de uma forma fria e foi andando... Impossível! Aquele com certeza era o Kaito! O mesmo Kaito no qual eu brincava na minha infância, junto com Luka, Miku, Gumi e todo o resto dos meus amigos... Aliás, eu fico imaginando onde eles estariam agora... Acho que eles devem estar aqui, afinal, todos eles tem 15 anos...
Nesse momento, eu não posso deixar isso me abalar, afinal, eu tenho que conseguir passar... Fui andando, até encontrar uma fila, na minha frente, estava “Kaito” e atrás de mim estava Miki.
- Rin? — Me virei para trás para ver quem estava me chamando e para a minha surpresa era a Miku
— Rin! — Ela veio correndo me abraçar, o mesmo com as outras três meninas.
- Rin! — Gritaram as três em uníssono, elas eram Megurine Luka, MegPoid Gumi e Kasane Teto
- Meninas, que saudades! — Acabei falando alto de mais, e alguns guardas que já estavam de olho na gente vieram até nós, pegaram violentamente o braço das meninas e levaram-nas para os seus devidos lugares. Já que eu não tinha mais com quem conversar e eu não queria ter que pensar no teste de seleção, pois isso me deixaria mais nervosa, resolvi tentar descobrir se aquele era mesmo o Kaito
- Kaito, eu sei que é você! — Ele apenas olhou para mim, e continuou a seguir curso da fila
— Por que você tá mentindo para mim?!
- Escuta aqui mulher, você tá maluca? Eu nunca te vi na minha vida! — Ele falou grosseiramente
- Ei, tá tudo bem aí? — A Miki falou com um tom de superioridade
- Sim — Nós falamos em uníssono.
De repente, a fila parou, nós tínhamos que nos separar em fileiras, colunas, eu fiquei ao lado da Miki e da Luka, um homem parou na “ponte” que havia em cima bem no meio dela, e começou a gritar:
- BEM VINDOS AO PROCESSO DE SELEÇÃO! AOS 15 ANOS, VOCÊS TEM UMA ÚNICA OPORTUNIDADE DE PASSAR PARA O LADO DE LÁ! APENAS 3% CONSEGUIRÃO! NÃO HÁ SEGUNDA CHANCE! AGORA, REPITAM! – Ele gritava para minha infelicidade.
- MUITO OBRIGADO!
-”MUITO OBRIGADO”- Eu achei isso tudo muito ridículo e por esse motivo eu não repeti.
- POR DAREM A CHANCE – Não irei agradecer a lixos como aquelas pessoas, que só sabem se aproveitar dos outros.
-”POR DAREM A CHANCE” – Chance de merda
- DE UMA VIDA MELHOR! – Vida de merda
-“DE UMA VIDA MELHOR”- Notei que havia dois guardas me olhando, continuei sem repetir.
- MUITO MELHOR! – O caralho!
-“MUITO MELHOR” – Deveriam todos morrer
- MUITO OBRIGADO! – Se eu passar eu vou matar todo mundo!
-“MUITO OBRIGADO”
Todos saíram andando, eu apenas segui o fluxo, mas logo notei que os guardas pareciam estar me seguindo aonde quer que eu fosse, acho que dei mancada em não falar o juramento, mas eles não poderiam fazer nada, poderiam? Afinal eles têm grande parcela de culpa nessa desigualdade.
Continuei andando até que senti algo em meu ombro
- Rin – Me virei para ver quem era, e para a minha surpresa, era Kaito — Pelo visto você já sabe quem eu sou...
- Sim
- Bom primeiramente, você já deve ter notado o porquê que eu não quero que ninguém saiba quem eu sou... — Fiz que não com a cabeça. Mas na realidade eu já sabia, apenas queria ouvir da boca dele
— Eu tenho 16 anos, mas, por favor, não conte para ninguém!
- Ok — Falei de forma indiferente e continuei andando.
Cheguei rapidamente na próxima prova, ela era um teste físico.
- Escutem todos! — Falou o mesmo guarda do juramento — Essa é uma prova física, provavelmente, metade de você não vai passar e vão possivelmente morrer!
Eu fiquei paralisada, morrer?!Eu não posso morrer agora! Eu tenho que encontrar o meu irmão! Observei os obstáculos e fiquei pensando em como passar daqueles...
-... Última regra! Você não poderá desistir no meio da prova, se não será desqualificado imediatamente! — Hum, acho que eu viajei demais dessa vez...
Conforme a fila andava lentamente, mais pessoas saiam de maca, outras, saiam cheias de sangue ou desmembradas, logo chegou a minha vez.
- Kagamine Rin — O instrutor me chamou — É a sua vez!
Os obstáculos eram horríveis, vários percursos tinham sangue, membros, corpos, mas nem isso me fez desistir. Dei um passo à frente me apresentando e fui até a linha.
O supervisor apitou e eu comecei a correr feito uma louca. Entrei dentro e um túnel escuro e aparentemente longo. De repente, duas facas caíram na minha frente, uma delas raspou no meu rosto, não foi muito, mas foi o suficiente para sangrar.
Depois de uns minutos dentro do túnel, engatinhando e desviando de várias facas. Quando eu finalmente estava perto do final, uma luz forte veio e me cegou, quando eu me dei conta, a luz estava diminuindo, o final do túnel estava se fechando.
Corri o máximo que eu podia, meus pés estavam doendo demais, eu mal podia respirar, mas se o portão se fechasse e eu ficasse aqui eu morreria, havia facas que passavam o tempo todo bem na saída do túnel, com certeza se eu passasse por lá eu morreria.
Era morrer ou morrer... Quando estava preste a fechar dei um pulo e consegui sair do túnel, cai no chão com tudo cuspindo terra e sangue.
— Parabéns Kagamine, você passou – Dizia a mulher segurando uma prancheta.
As facas do final haviam rasgado as minhas pernas e minha barriga, sorri vitoriosa e por falta de sangue e com fome, acabei por desmaiar.
Notas finais
O inicio da fic foi baseado num seriado, mas é só o começo por que eu e a Gi só vimos o primeiro episodio. (A serie ainda esta sendo feita) A parte da 'organização' é toda nossa! Só pegamos emprestado a ideia dos 3% XD
Acho que é só.
Mandem reviews o//
Le~beijo na bunda =*
Fale com o autor