Dust in the Wind

17 Eu sou culpada!


Notas iniciais
Olá, amorecos. Tudo bom? Mais um capítulo sendo postado. Esse caso que vai ser relato, foi embasado em dois episódios de Castle (acho que da 5ª ou 6ª temporada, não lembro de cabeça).

Washington — DC

— Oi, Vanessa — falou Wendy encarando a amiga — você deve está aqui pelo que leu jornal.

— Sim, mas não é só por isso, eu preciso de umas respostas que só você pode me dar — disse Vanessa séria e firme — por que você não quis falar comigo? Não atendeu as minhas ligações.

— Eu sinto muito.

— Sinto muito? É isso que você tem a me dizer?

— Eu não posso dizer mais nada. Só que sinto muito.

— Então só me responda a uma pergunta, mas eu quero a verdade — Vanessa continuava a falar firme — você se aproximou de mim por pena?

Wendy ficou sem reação naquele momento. Ela olhou para Daniel que a olhava com compaixão.

***

Elle sabia que seria uma conversa difícil, por isso sentou-se do lado de Emily e segurou a sua mão.

— Olha, se precisar de um tempo, eu espero o tempo que for — disse Elle.

— Não, está tudo bem — falou Emily estando um pouco nervosa respirou fundo e começou a falar — tudo começou quando eu trabalhava na Divisão de Crimes Sexuais. Em março de 2005 estávamos investigando Adam Deegan por tráfico de mulheres. Havia fortes indícios de que ele estaria trazendo mulheres estrangeiras para se prostituir aqui.

— Eu vi na época na TV — completou Elle — ele tinha envolvimento com a família Muserskiy, uma tradicional família russa.

— Isso — respondeu Emily tentando manter-se calma — Czar Muserskiy era um diplomata russo que tinha envolvimento com a máfia e com o tráfico de pessoas e de armas. Desde inicio sabíamos que não seria fácil — Emily mais uma vez respirou fundo e continuou — quando começamos a investigação, descobrimos um policial que trabalhava para a CIA infiltrado na casa dos Muserskiy, Ethan George.

— Eu me lembro do Ethan — disse Elle — fizemos testes juntos para entrar para o FBI.

— Ele também namorava a Calina Muserskiy, filha do Czar. Ela inclusive me ajudou com as provas que eu precisava para prender Deegan — Emily novamente fez uma pausa e ficou pensativa — Ethan me contou que após terminar esse serviço se mudaria para a América do Sul com Calina, onde viveriam em paz, longe da família dela e dos perigos de se trabalhar infiltrado para CIA.

— Que mal me pergunte — disse Elle — qual era a missão de Ethan?

— A missão dele era conseguir uma espécie de diário que Czar guardava, onde tinha todos os contatos e rotas do tráfico... com as mãos nesse diário, seria o fim dele e de um dos maiores esquemas criminosos do mundo.

— Mas ele não conseguiu? — indagou Elle triste.

— Não, ele não conseguiu — respondeu Emily — Ethan foi descoberto e assassinado.

— Então Ethan foi assassinado pela máfia russa? — perguntou Elle retoricamente — eu fiquei muito triste quando soube da notícia, ele foi uma das melhores pessoas que conheci.

— Eu também fiquei muito triste.

— Mas o que mais aconteceu? — perguntou Elle — onde Phillip se encaixa nessa história?

— Vamos por parte — respondeu Emily — após a morte de Ethan, Calina foi investigada como principal suspeita por justamente ser a única pessoa civil que sabia quem era Ethan. Mas logo ela foi inocentada. Foi outro colega nosso que o entregou, como uma forma de vingança por uma briga que tiveram no passado.

— E depois disso? — perguntou Elle percebendo que Emily desistira de falar.

— Depois a CIA foi atrás de Calina para que ela continuasse o trabalho de Ethan, ou seja, espionar a própria família — respondeu Emily.

— Calina ser espiã da própria família, mas isso era uma missão suicida. Se eles descobrissem, certamente ela não sairia viva.

— Foi a mesma coisa que pensei — disse Emily baixando a cabeça — e não era justo fazerem isso com ela e nem com a memória de Ethan. Ele perdeu a vida por causa dessa missão e ainda queriam mandar a mulher que ele amava para ser morta.

— Você quebrou o protocolo para ajudá-la? — perguntou Elle.

— Sim — respondeu Emily levantando a cabeça e encarando Elle — eu dei uma falsa informação para os jornalistas de forma anônima.

— Que informação?

— De que Calina estava sendo investigada por envolvimento com a máfia russa — respondeu Emily — nisso a família Muserskiy cortou relações com ela...

— E ela não pode fazer o serviço de espionagem para a CIA — completou Elle.

— Isso — concordou Emily — como ela não estava sendo investigada, Calina foi embora do país.

— O que você fez foi muito digno — falou Elle — você honrou a memória de Ethan.

— Mas não podemos esquecer de que eu quebrei o protocolo para fazer isso — respondeu Emily.

— Nem sempre o que está no protocolo é o justo ou o correto. A própria CIA deveria ter tido essa consciência.

— Eu sei, mas logo eles descobriram o que fiz. E ameaçaram me prender sob a acusação de conspiração contra o meu país, e que eu com certeza receberia a pena de morte por isso. Porém eles me ofereceram uma contraproposta.

— Que você deveria investigar Phillip Froster.

— Phillip também estava sendo investigado por lavar dinheiro da máfia russa no Antiquário que ele possuía — respondeu Emily — mas em nenhum momento a CIA me contou do envolvimento de Phillip com o assassino da moeda ou com qualquer outro crime.

— Eu entendo, porém por qual motivo usou o seu próprio nome?

— Por causa da Wendy... eles me obrigaram a levar minha filha. E eu também tinha que ficar ao lado dela, ela só tinha 8 anos. Aaron não teria tempo para ficar com ela.

— Se eles te obrigaram a levar Wendy. Então eles sabiam que Wendy era o que atrairia Phillip.

— Acredito que sim, mas eu não sabia — respondeu Emily — eu deveria ter desconfiado, mas no terror que eu estava, eu não havia parado para pensar nisso. Depois Phillip conseguiu um cargo na Interpol e foi mandado para Londres, logo eles fizeram a mesma coisa comigo. Eu fiquei três anos namorando Phillip, mas a CIA disse que para conseguir o que queria, eu teria que me casar com ele.

— Deve ter sido horrível — falou Elle — fizeram com você, o mesmo que queriam fazer com Calina, te mandaram numa missão suicida. Quando Phillip descobrisse, seria seu fim e de Wendy.

— E foi quase o que aconteceu — retrucou Emilly — Phillip e Ramona sequestraram a minha filha e quase a mataram.

— Mas não conseguiram. É isso que importa!

— Por pouco... só que os estragos que fizeram na minha filha foram permanentes.

— E Hotch? — perguntou Elle — quando soube do seu casamento, não tentou fazer nada para impedir?

— Quando Aaron soube, por mais que ele dissesse que não se importava, eu senti que ele ficou magoado comigo. Mas em nenhum momento ele me pediu para desistir. No fundo eu queria que ele tivesse feito alguma coisa, porém ele não fez.

— O Hotch sempre foi louco por você, isso é muito óbvio para todos nós. Precisa ver como os olhos dele brilha quando fala de você ou da filha.

— Ele deve está me odiando — disse Emily deixando as lágrimas rolarem por seu rosto — o dia todo estranho comigo. Eu também não tiro a razão dele, tudo que aconteceu com Wendy foi por culpa minha.

— Não, Emily... não se culpe por ter feito a coisa certa. Você lutou para honrar a memória de um amigo...

— Imagine como eu fiquei durante todos esses anos em que, a cada briga da minha filha com Phillip, eu tive que ficar do lado dele... Wendy teve várias crises de crise de pânico. Ela aprendeu a se esconder, não enfrentar os problemas, para não a magoarem.

— Eu lamento muito por tudo isso.

— A Wendy sabe disso?

— Não — respondeu Elle — e nem vai ficar sabendo.

— Obrigada — falou Emily.

Elle abraçou Emily em solidariedade.

***

Vanessa estava em pé, com Daniel a seu lado, encarando Wendy enquanto esperava uma explicação da amiga.

— No começo sim — respondeu Wendy resolvendo contar a verdade — eu vi as maldades que as outras garotas fazia com você e senti pena sim. Lembrei-me da Rachael...

— E viu que eu seria apenas uma forma de tentar diminuir sua culpa pelo que aconteceu com ela — completou Vanessa interrompendo a fala de Wendy.

— Não é bem isso...

— Foi sim e você só não conta a verdade por que continua com pena de mim.

— Por favor, Vanessa.

— Meninas — disse Daniel — vamos sair daqui e conversar num lugar mais reservado.

— Por mim, tudo bem — respondeu Vanessa.

Wendy ia concordar, quando percebeu alguém atrás da Vanessa e do Daniel, ela olhava fixamente para trás da amiga, ficando trêmula e começou a falta-lhe o ar.

— Está vendo — disse Vanessa — ela não responde.

Daniel estranhando a reação de Wendy resolveu olhar para onde os olhos da garota fixavam. Então ele virou-se para olhar e foi a vez dele nervoso.

— Senhora Baxter — falou Daniel assustado. Sim, era ela. E ela estava em pé ali, chorando.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Essa semana eu vou está muito ocupada e por isso não sei se vou conseguir postar no sábado, mas vou me esforçar ao máximo que puder. Agradeço imensamente ao carinho de vocês. Fico muito feliz com o retorno que tenho recebido. Ainda estou com o bloqueio que estou passando, mas eu me obrigo a escrever! E gente, me digam o que estão achando, por favor!