Dust in the Wind
33 Cedendo aos desejos
Notas iniciais

Washington — DC.
Reid ia abrindo a boca para responder, mas foram interrompidos por uma chegada inesperada.
— Acho que já chega, não é Wendy? — falou Hotch bem sério encarando a filha.
A garota olhou para o pai um pouco assustada. Será se ele havia escutado o que ela disse. Seu coração palpitava e faltava sair pela boca só de pensar na possibilidade.
— Pai, eu só estou dançando — falou a garota envergonhada.
— Não, eu estou vendo vocês se agarrando com um rapaz na frente de todo mundo.
Wendy olhou para o pai querendo argumentar, mas não tinha argumentos. Então ela virou-se para Reid.
— Até mais tarde, Spencer! — ela falou saindo da pista de dança com o pai.
Ela disse “até mais tarde, Spencer”, será se ele entenderia o recado. Hotch segurou firme na mão da filha e sentaram-se à mesa onde também estavam Elizabeth e Emily. Reid ainda ficou parada no meio da pista tentando raciocinar tudo que havia acontecido.
Até que Elle e Garcia se aproximaram do rapaz e o agarrou.
— Que fofinho, ele está apaixonado — falou Garcia fazendo voz de criança.
— Reid, fisgou mesmo a garota — disse Elle.
O rapaz somente se esquivou das duas e saiu. Elas somente sorriram e voltaram a dançar. A música romântica que tocava cessou, e voltaram a tocar músicas agitadas.
Wendy ficou na mesa com a família, mas o tempo todo tensa. Seus pais eram analistas de perfis, e qualquer “passo em falso”, eles poderiam desconfiar do que a garota pretendia.
Reid foi para um canto isolado do jardim e ficou nervoso, era uma ideia louca e insana demais para ele. Se Hotch desconfiasse certamente abalaria a relação dos dois.
— O que foi, rapaz? — perguntou Morgan em tom de brincadeira dando um susto no rapaz.
— Nada — respondeu o rapaz que se tremia.
— Isso foi tudo por causa da bronca do Hotch? — quis saber o amigo.
— Não é isso — Reid falava gaguejando e suando frio.
— O que está acontecendo? — Morgan começou a ficar preocupado — está passando bem?
— Eu não sei se posso te contar — ele falou timidamente.
— Cara, eu sou seu amigo. Não confia em mim?
— Promete que não vai fazer piadas? — pediu Reid sério.
— Amigão, se está te deixando tenso, é claro que não vou fazer piadas — Morgan falou firme.
— É a Wendy... ela quer... ela quer... — Reid gaguejava e parecia que havia se engasgado.
— Ela quer terminar com você?
— Não... é.
— Ela quer casar? Quer um filho?
— Não. É que...
— O que é então? — Morgan olhou a expressão corporal do rapaz e compreendeu do que se tratava. Morgan logo abriu um sorriso — ahhhh, moleque.
— Morgan, você prometeu não fazer piadas.
— Reid, meu filho... você ganhou na loteria e está inseguro?
— Eu não sei o que fazer?
— Você vai saber o que fazer, isso lhe garanto.
— Então, esse é o seu conselho.
— Não, meu conselho é usar camisinha — falou Morgan fazendo uma pausa — Reid, isso não é nenhum bicho de sete-cabeças.
Morgan começou a falar com ele e o rapaz ouvia tudo atentamente.
***
Wendy evitava ficar procurando Reid com os olhos, para não dar bandeira. Ela estava sentada entre o pai e a avó, enquanto Emily estava do lado de Hotch. Havia duas semanas que os dois meio que agiam como estranhos, porém agora pareciam que tinha dado uma trégua.
Eles conversavam falando um no ouvido do outro e sorriam.
Só que estava entardecendo e já era a hora de cantar os parabéns, tendo em vista que Emily precisaria sair para dormir com Jack no hospital.
Wendy congelou, mas continuou evitando olhar para Reid, mesmo não tendo tido a confirmação se ele iria ou não. Só que agora não dava mais tempo de confirmar, pois a hora dos parabéns finalmente chegou.
Todos começaram a prestar homenagens a garota. Os pais, a avó, o tio e algumas colegas da faculdade. Apesar de estar gostando das homenagens, ela não via a hora de tudo aquilo acabar. Pois cada minuto virou uma eternidade e aumentava o desespero da garota.
Todavia aquilo tudo logo acabaria. E assim que acabou, Wendy esperou passar uns dez minutos. Ela olhava para os lados e não via mais Spencer, porém via Morgan que conversava com Garcia e Elle.
“Será se ele foi?”, mas logo descobriria. Wendy se despediu dos pais dizendo que estava com muita dor de cabeça e que não era para ser incomodada. Hotch percebeu que havia algo mais errado com a garota, no entanto deu o espaço que ela queria.
Emily foi logo para o hospital. E Hotch ficou com Elizabeth até que o último convidado fosse embora, para depois ir para onde a esposa.
***
Wendy subiu às escadas e caminhou até seu quarto totalmente tensa. Ela pegou a chave reserva e abriu a porta. Seus olhos percorreram por quarto a procura do rapaz e, sim, ele estava lá, estava olhando a estante de livros e esperava por ela.
A garota, sem dizer uma palavra, caminhou até o meio do quarto e parou, ele não olhou para ela. Não que ele não a tivesse percebido que ela estava ali, mas sim por que estava tão nervoso quanto ela. Wendy tomou coragem e chegou perto do rapaz, então ele, não podendo mais evitar, a olhou.
Eles ficaram se fitando por alguns instantes totalmente em silêncio.
— Então — disse Reid — o que quer comigo?
Wendy tentou forçar um sorriso, mas percebia-se o quanto ela estava nervosa. Com a respiração forçada, ela resolveu falar.
— Eu queria falar com você — ela respondeu — você tem andado distante desde que saímos do cativeiro. Eu sei que a gente tinha brigado antes disso tudo, mas eu achei que as coisas tinham se resolvido.
— Está tudo bem, são outras preocupações que estou tendo — o rapaz abaixou a cabeça.
Wendy inclinou a cabeça para olhar para o rapaz.
— Tem certeza que está tudo bem? — ela perguntou acariciando o rosto do rapaz.
— Eu quero esquecer de tudo que aconteceu — ele falou ainda cabisbaixo — esquecer meus problemas passados, meus pesadelos, meus traumas... — Reid fez uma pausa e a encarou, enquanto ela continuava segurando o rosto dele — eu quero você, Wendy. Somente você.
Reid olhava no fundo dos olhos da garota, mas ela nada respondeu e ficou parada o olhando, e assim que conseguiram interpretar um olhar do outro, seus lábios se encontraram num beijo bem quente e ardente, demonstrando o quanto um desejava ao outro. Era inexplicável a atração dos seus corpos. Os dois se abraçavam como se quisessem ficar mais próximo ainda.
O impulso de quererem finalmente ficarem juntos, já não dava mais para ser controlado. E sabiam que precisava daquilo mais do que tudo.
Ele, agindo instintivamente, envolveu seus braços na cintura dela e a puxou para mais perto de si, como se fosse possível senti-la mais perto do que já estava. Ele parou de beijá-la e encostou seus lábios no pescoço dela, beijando levemente. E também para sentir o cheiro dela.
O corpo da garota estremeceu com o toque dele. Reid voltou a beijá-la e percorreu suas mãos por todas as costas da garota e a levou até a parede mais próxima e a encurralou entre seu corpo e a parede que estava bem gelada. Wendy pode sentir assim que seus ombros encostaram nela.
A atitude surpreendeu a garota, que não esperava esse tipo de atitude dele. Mas naquele momento, eles não tinham o que raciocinar, somente se entregarem aquele desejo insano.
Ele, não satisfeito e percebendo que Wendy estava totalmente entregue, deslizou suas mãos por dentro do vestido sentindo o corpo dela quente. Ele parou suas mãos nos seios da garota e os acariciou por cima do sutiã.
Ela soltava gemidos abafados, totalmente entregue às carícias que ele fazia.
Reid sentia que ela o queria, por isso deixou o nervosismo de lado e aos poucos foi se soltando mais.
Spencer achava Wendy uma pessoa rara, única que sempre gostou dele pelo que ele era. E ele nunca mais permitiria que ela se afastasse por qualquer motivo que fosse. Desde o primeiro momento que a viu, ela chamou sua atenção não somente pela beleza, mas pela ternura, inteligência e ousadia.
Ele a queria não só por aquele momento, mas por toda a vida. A partir dali, ele a queria para ser sua companheira para o resto da vida. Pois ele precisava dela em todos os momentos.
E a garota também estava disposta a isso.
Ele não pensava na hipótese de estar ali no quarto dela, correndo o risco de a qualquer momento Hotch, Emily ou até mesmo Sean entrar para olhá-la, como estavam fazendo sempre. Não, ele não pensava, apenas agia. Agia tomado pelo desejo de finalmente ter a mulher que ama em seus braços.
Então ele subiu o vestido dela, o tirando. Ele estava louco para desfrutar daquele corpo perfeito que nunca saia dos seus pensamentos.
Ele não queria agir com pressa, porém seu corpo implorava por ela. Todavia tentava manter o controle para aproveitar mais.
A garota delirava a cada toque do rapaz, foi então que ela parou de beijá-lo e resolveu abrir os botões da camisa do rapaz e a tirou, revelando o peito dele, ela foi acariciando, contornando cada músculo, até que chegou a borda da calça.
Wendy hesitou por um momento. Então Reid voltou a beijá-la, nessa situação, Wendy criou coragem e desabotoou a calça dele, novamente pararam de se beijar e ela então abaixou a calça dele e livrou-se dela, revelando a cueca boxer preta do rapaz.
A garota percebeu que o rapaz já estava bastante excitado. Assim, a garota tocou no membro dele fazendo leves movimentos com a mão. Reid delirou com o toque dela e voltou a beijá-la para abafar o gemido.
Enquanto ela continuava a acariciá-lo, o rapaz livrou-se do sutiã. Então pode sentir finalmente o corpo tela totalmente no seu. Somente se ouvia a respiração ofegante de ambos e os gemidos abafados.
Mas Reid não aguentava mais, ele precisava tê-la de uma vez por todas. Então gentilmente foi a empurrando até a cama. Os dois nunca haviam feito isso, mas instintivamente sabiam como deveriam fazer.
O rapaz tratou de tirar a calcinha dela, e ela por sua vez ajudou, pois sabia o que estava por vir e já estava ofegante por antecipação.
Logo ele livrou-se da sua cueca. Por alguns instantes a insegurança bateu em Reid. Então ele foi beijando cada centímetro do corpo dela, enquanto o corpo da garota implorava para ser possuído por ele.
Então ele deitou-se por cima, “pedindo espaço” para ficar entre suas pernas. E sem perder mais tempo, Reid a penetrou. Começou devagar e foi acelerando os movimentos. A garota soltou um gemido de dor e contorceu o corpo, então ele parou.
— Não para — ele falou baixinho no ouvido dele — eu aguento.
E assim ele começou e não parou mais. E aos poucos foi aumentando a velocidade. O corpo do rapaz tremia e tinha vontade de aumentar ainda mais a velocidade, mas lembrava-se da dor que a garota sentia, por isso controlou-se.
Mas era inestimável o prazer que ele sentia ao entrar e sair do corpo dela. E a medida que o tempo passava, ele não queria mais parar. Ele queria mais. E ela também.
Logo ambos chegaram ao ápice do prazer. Controlar os gemidos era praticamente impossível. Ele nunca havia sentido tanto prazer na vida.
Reid deitou-se do lado da garota, sentindo o coração dela bater forte e o dele também batia.
Ela o abraçou e o beijou levemente. Os dois se encararam e riram um para o outro não acreditando no que haviam acabado de fazer.
Os dois ficaram se curtindo sem dizer uma palavra, mas logo foram interrompidos por uma batida na porta do quarto. Wendy e Reid levantaram-se assustados, pois ainda estavam nus.
— Wendy... Wendy — dizia a voz masculina do outro lado à medida que batia na porta.
— É meu pai — disse a garota — o que eu faço?
Ambos se entreolharam totalmente perdidos.
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