Dust in the Wind

42 Caso resolvido - parte II - Descobrimos seu plano


Notas iniciais
Postando conforme prometido. Boa leitura

Washigton — DC

Emily, depois que sua mãe apareceu no hospital para ver Jack, aproveitou para ir em casa tomar um banho e trocar de roupa. Ela se surpreendeu muito com a dedicação da mãe dela com Jack. Nem com Wendy, a primeira neta, a matriarca da família Prentiss agiu dessa forma.

Quando ela chegou em casa, sentiu um cheiro muito bom de comida. Era Sean fazendo o jantar. Então ela resolveu ir até a cozinha falar com ele.

— O que está fazendo? — ela perguntou assim que entrou na cozinha e sentou-se à bancada próximo a Sean.

Coq au vin — ele respondeu.

Emily o olhou intrigada.

— É um prato tradicional da culinária francesa — completou Sean.

— Eu sei disso — Emily retrucou — conheço variados tipos de culinárias. Eu só acho estranho você usar esse nome para dizer que está fazendo frango cozido.

Ambos acabaram rindo.

— Eu estava brincando — disse ela.

— Eu sei, até por que Coq au vin não é apenas frango cozido. Seria melhor adjetivado se dissesse frango ao molho de vinho, mas mesmo assim ainda seria pouco para descrever essa maravilha.

— Assim você deixa a gente mal acostumado — disse Emily — quando você for embora, vamos sentir muito a sua falta.

— Claro que vão — ele brincou.

— Sean — Emily falava agora em um tom mais sério — por que você está aqui? Você não tem obrigação nenhuma de estar aqui...

— Eu quero ajudar. Você e meu irmão estão precisando.

— Sei que estamos e você tem nos ajudado muito mesmo, tanto com Wendy quanto com Jack e ainda na organização da casa. Mas você tem sua vida em Nova Iorque.

— Digamos que eu estava precisando tirar um tempo daquela vida...

Quando Sean respondeu, ele estava de costas para Emily e de frente para o fogão.

— Olha para mim — falou Emily — alguém partiu seu coração em Nova Iorque? Me diga o nome dessa garota que eu preciso dar um puxão de orelha nela. Deixar um partido como você passar assim.

— O ruim de ser dessa família é que o tempo todo vocês ficam fazendo perfil.

— Então foi isso mesmo? — ela insistiu — desculpe se posso aparentar está me intrometendo, mas me preocupo muito com você.

— Podemos mudar de assunto? — ele pediu virando-se de frente para ela.

— Claro.

— E o Jack, como está?

— Provavelmente recebe alta amanhã — Emily respondeu animada.

— Verdade? — indagou Sean alegre — meu irmão já sabe?

— Ainda não. Resolvi não contar e aparecer com Jack e Wendy amanhã em Quantico para fazer uma surpresa. Minha mãe também quer ir.

— Mas Jack já vai poder viajar?

— Sim, nós vamos de avião, então é tranquilo. Quer ir com a gente?

— Não. Eu vou ficar fazendo o jantar — ele respondeu sorrindo — mas Aaron vai ficar muito feliz. Vai diminuir um pouco o impacto para quando Wendy disser a ele que vai embora.

— Eu queria que Wendy tivesse falado com ele antes, mas ela prefere esperar ele vir para falar pessoalmente. Até imagino a reação dele.

— Na minha opinião — falou Sean — ele vai receber bem...

— Até parece que você não conhece seu irmão — retrucou Emily.

— Ele vai fingir que não gostou, mas vai ser conformar. Aaron gosta do Doutor Reid. Ele sabe que a filha não podia ter escolhido um genro melhor. Só que o orgulho e o ciúmes que tem de Wendy o impede de admitir.

— Olha, temos outro analista de perfis na família.

— Não... eu só conheço bem meu irmão.

Assim ficaram os dois conversando.

***

Quantico — Virginia

Heidi continuava olhando a pasta fixamente. Vagarosamente, ela foi se sentando e a abriu. O tempo todo com a cara fechada e sem querer dar o braço torcer. Todavia, ela lia tudo atentamente.

— Vocês estão me dizendo que Nikolai Pavel é um dos chefes da máfia russa? É isso? — indagou Heidi mais calma só que ao tempo que estava incrédula — eu cheguei a suspeitar que ele fosse uma peça importante nesse quebra-cabeça, mas ele foi morto e eu acabei deixando ele de lado.

— Mas a morte dele foi forjada — respondeu Aaron — nós confirmamos que quem está preso na Califórnia não é o Phillip Froster e sim o Nikolai Pavel, o irmão gêmeo. Confirmamos através da digital. Ele usava uma digital de silicone fino de Phillip Froster, por isso passou despercebido.

— O tempo todo ele brincou comigo — ela falava tentando segurar sua raiva — ele mentiu para mim.

— Agora ele é todo seu — retrucou Rossi — sua tão sonhada promoção está garantida com essa descoberta.

Mas Heidi nada disse, ficou somente calada. Ela não aceitava o fato de ter sido enganada tanto tempo.

— Você pôs em risco a vida da minha esposa e da minha filha — falou Hotch bem sério — sem contar a pressão que você exerceu quando Emily estava grávida de Jack fazendo que com que ela quase morresse no parto. E tudo isso pra que? Para provar que você é uma inútil que não sabe fazer seu trabalho direito.

— Calma, Hotch — pediu Rossi. Heidi ficou o tempo todo calada, agindo friamente, mas Hotch percebia que por dentro ela estava chorando.

— Calma, nada — respondeu Hotch — eu quase fiquei sem a minha família por causa das sandices dessa mulher.

— Eu sinto muito, agente Hotchner — ela falou ainda estando séria — mas agora vou completar meu trabalho, pois sua filha ainda corre o risco de ser pega pela máfia russa, já que Phillip a colocou com titular de várias contas com dinheiro ilegal, mas acredito que com Pavel sob custódia, tudo será facilitado. Boa sorte em capturar seu serial killer.

Heidi levantou-se com a pasta que Hotch lhe dera na mão. Nem se despediu e saiu. Hotch ficou bastante estressado, por esta razão, Reid também saiu, deixando-o a sós com Rossi.

Ele foi para sua mesa e voltou a fazer relatórios. Sua cabeça latejava de dor, ainda estava bem perplexo com o que tinha acontecido a Jessyca. Enquanto lia os relatórios, ele percebeu que Evilyn o olhava constantemente, como se quisesse falar alguma coisa com ele. Só que o rapaz ignorava. No entanto, ela aproximou-se puxando assunto.

— Como vai Reid? — ela ficou em pé do lado dele.

— Bem — o rapaz respondeu friamente.

— Eu vi o relatório preliminar e você resolveu o caso Phillip, vim te dar os parabéns.

—Ainda não resolvemos, falta pegá-lo ainda.

— Eu sei que sim, mas não deixa de ser um grande feito.

— Obrigado — Reid respondeu como se quisesse encerrar o assunto.

— Reid — ela o chamou para que ele a olhasse e assim que ele o fez, ela continuou a falar — eu sei que você é meio desconfiado de mim. E não tiro sua razão, já que não fui tão honesta com você quando nos conhecemos — ela disse isso o rapaz arregalou os olhos — minha avó já trabalhou na casa da família Prentiss, por isso meu interesse na mãe da sua namorada. E por isso eu queria te pedir um favor.

— Que favor? — Reid franziu a testa totalmente atônito.

— Que me levasse para conhecer Emily Prentiss.

— Como eu vou te levar para conhecê-la se eu nem te conheço direito.

Reid virou-se e voltou a se concentrar no seu relatório. Evilyn respirou fundo não conseguindo conter sua ansiedade. Ela pensou que depois que entrasse para a BAU seria fácil ter acesso a Emily, mas não. Tudo parecia estar mais difícil.

— Perdoe-me pelo pedido idiota — ela disse tristemente.

O rapaz apenas fez um sinal com a cabeça que estava tudo bem e voltou a seu relatório e Evilyn saiu em direção ao elevador. Nesse instante seu celular tocou. Ele olhou no visor: era um número desconhecido. Mas resolveu atender.

— Pronto.

— Jason — falava uma voz masculina bem baixinho.

— Phillip?

Nesse instante Reid correu de volta para sala de reuniões, onde Hotch e Rossi estavam. Ambos levaram um susto quando o rapaz entrou de supetão na sala. Ele apontou para o celular como se quisesse dizer que havia algo errado nele.

— Sabe que dia é hoje? — perguntou Phillip.

— Phillip, hoje são 04 de maio de 2016 — respondeu o rapaz falando o nome dele para que Hotch e Rossi soubessem com quem ele estava falando.

Assim que ouviu o nome do bandido, Hotch fez o sinal para que Reid enrolasse o máximo que pudesse e correu para a sala de Garcia.

— Exatamente, meu irmão. O grande dia está chegando, está tão perto de nos vingarmos daquelas vadias.

— Que vadias?

— Todas elas, todas as vadias de uma vez por todas e nós vamos fazer isso juntos, parceiro. Só nós dois. A Ramona morreu igual as vadias que vamos matar. E mais, vamos matá-las no dia delas.

— Claro, parceiro. Só me diga onde você está que eu vou ai.

— Não pode. O FBI está te vigiando. Eu tive que sair do seu prédio, pois há dois dias foram fazer uma vistoria lá. Estavam procurando alguém. Mas depois te falo. Agora eu tenho que desligar ...

— Não desliga, Phillip.

— Eu volto a fazer contato.

— Não — pediu Reid, mas ele já havia desligado.

Reid lamentou. E em seguida foi com Rossi na sala de Garcia.

— Eu tentei o máximo que pude — ele falou assim que entrou na sala.

— A Garcia conseguiu rastrear essa ligação nessa área de Washington, mas não conseguiu identificar o local exato — disse Hotch — são nas proximidades da seu prédio, Reid.

— Então ele ainda está em Washington — falou Reid como se estivesse pensando sozinho.

— O que ele disse? — perguntou Rossi.

— Que o dia estava chegando, o dia que ele mataria todas as vadias — respondeu Reid.

— Ele disse a quem se referia? — indagou Hotch.

— Não. Ele foi bem genérico — replicou o rapaz — que as mataria como matou Jessyca. E seria no dia delas.

— Falando em Jessyca — disse Garcia — agora há pouco saiu o resultado do exame toxicológico preliminar dela. Eu ia avisar vocês, mas Hotch entrou aqui e o resto vocês sabem. Resumindo: foram encontradas altas doses de anthrax no organismo da garota.

ANTHRAX” os três falaram juntos. Reid ficou pensativo.

— Vamos meu jovem — disse Rossi — diga no que está pensando.

— Era isso que a Jessyca queria me dizer. Ela falava “AN" e eu não sabia o que era — respondeu Reid — e eu acho que eu sei o que Phillip pretende.

— Então nos diga — pediu Rossi.

— Acho que ele planeja um ataque químico com Anthrax. Ele quer matá-las e vai ser no dia delas — mais uma vez Reid falava com o olhar distante, como se estivesse fazendo um cálculo de cabeça — eu já sei quem e quando, só não sei onde — ele disse ainda um pouco assustado.

— Mas quem ele planeja matar? E quando? Phillip sempre odiou as mães que ...— Hotch ficou raciocinando e em seguida pegou o calendário que estava sob a mesa de Garcia e olhou a data — próximo domingo é dia das mães.

— E ele quer matá-las, no dia delas — concluiu Rossi.

Notas finais
O que vocês estão achando? Deixem suas opiniões. Beijão e até mais tarde!