Notas iniciais
Então, falei que não demoraria. Obrigada a quem está lendo!

Washington — DC

— Eu sempre esperei por esse momento — ela disse tentando conter as lágrimas —. Eu não sei o que dizer.

— Me perdoa, filha — pediu Emily aproximando-se dela e ficando rente —. Eu não sabia que estava viva, eu sempre acreditei que estivesse...

— Eu sei, não precisa se explicar. Já faz alguns anos que descobrir a verdade — Evilyn falava se gesticulando bastante —. Eu sempre estranhei o fato de ter tido várias oportunidades mesmo sem ter condições: ótimas escolas, carta de recomendação para a faculdade, dentre outras coisas. Então há cinco anos, eu resolvi investigar. Foi quando descobri que a pessoa que mandava o dinheiro era um assessor de confiança da Elizabeth. Eu pesquisei o que pode sobre ela, foi quando vi o escândalo que ocorreu no mesmo ano que nasci: a filha da embaixadora que engravidou de um.., bem, a senhora sabe. Eu só juntei os pontos — Evilyn fez uma pausa —. Eu falei com a Elizabeth, só que ela me pediu para ficar longe da senhora e da minha irmã. E como vocês duas estavam morando em Londres, eu não tive muita escolha — Evilyn fez novamente uma pausa —. Até ano passado quando saiu em todos os jornais o sequestro de Wendy.

A garota baixou a cabeça esperando que a mãe dissesse algo. Ela esperou tanto por esse momento que quando finalmente chegou, ficou totalmente sem ação.

— E agora que sei que está viva, eu não quero que vá embora. A gente tem muito o que conversar — Emily fez uma pausa para segurar as lágrimas e depois continuou —. Hoje é dia das mães e quero ficar com meus filhos. Seria o melhor presente que poderia ter.

Evilyn levantou a cabeça e viu Emily com os braços abertos como se pedisse um abraço. O tão esperado abraço que dava vazão ao amor que tinha pela sua mãe, mesmo antes de conhecê-la. Evilyn aos poucos foi se aproximando e deu um abraço na mãe.

Foi um abraço reconfortante que lhe trouxe uma cura interior, de se sentir verdadeiramente amada pela mãe.

Hotch saiu do escritório, chegou à sala e viu as duas abraçadas. Assim que elas perceberam desfizeram o abraço e tentaram disfarçar as lágrimas. Mas Hotch olhava as duas desconfiado, estava de boca aberta e com várias teorias passando pela sua cabeça. Emily queria dizer algo, todavia sabia que não podia mais mentir para o marido e aquele momento não era oportuno para contar a verdade.

Hotch continuava as olhando, então tudo começou a fazer sentido na sua cabeça.

— A Garcia acabou de ligar — foi o que ele conseguiu dizer —, apareceu um caso em Illinois, estou indo para Quantico agora. Pode chamar o Reid para mim, eu só vou trocar de roupa e tirar o carro. É um caso urgente.

— Claro — respondeu Emily.

— Eu vou com vocês — disse Evilyn —, só preciso passar no meu apartamento.

— Não — falou Hotch —, você está respondendo processo, não pode ir a campo. Ainda mais que ainda está afastada cumprindo as 48 horas que manda o protocolo. Aproveita essas 48 horas, descansa e não fale com o Damon até eu voltar.

— Mas eu queria me livrar disso de uma vez por todas, eu preciso falar com ele logo.

— Você tem que ter uma boa desculpa para explicar o que fazia naquela noite seguindo Reid e Wendy. E se você não tiver, o agente Damon não vai pensar duas vezes ante de entregar sua cabeça para diretoria. E você sabe o que acontecerá caso isso ocorra? Adeus carreira no FBI — falou Hotch firme —. Então nem pensar em falar com ele sem antes eu analisar essa história toda. Está entendido?

— Sim, senhor — respondeu Evilyn.

Hotch não se dirigiu a Emily, ele somente subiu às escadas e foi para o quarto. E Emily foi chamar Reid. De certa forma ela se sentiu aliviada, não teria coragem de falar a verdade para ele naquele momento e mentir, ela não podia mais. E surgir aquele caso naquele momento pareceu oportuno, ela teria tempo de preparar o terreno para contar a verdade, mas de um modo que não fosse doloroso para ninguém. Todavia a sua preocupação naquele momento era aproveitar os filhos.

***

E naquela tarde, Emily foi com Wendy, Evilyn, Sean e Jack para um passeio no shopping. Na praça de alimentação, eles almoçaram, tiraram fotos e conversaram. Sean contava histórias e faziam todos rir, mas Wendy ficava séria. Além de não está se sentindo bem, ela viu o cunhado de Mary os observando, ela perguntava-se se seria somente uma infeliz coincidência, mas a única coisa que ela tinha certeza era que aquele homem lhe causava medo.

— O que minha gatinha tem? — perguntou Sean ao perceber que a garota estava longe.

— Nada — ela respondeu ainda com o olhar distante —, eu só não estou me sentindo bem. Um pouco enjoada e tonta.

— Não vai me dizer que está grávida? — perguntou Sean em tom de brincadeira.

— Tio — falou Wendy ficando rubra — isso é maldade.

— Enjoada e tonta? Eu só penso que pode ser isso.

— Se eu estivesse grávida, acho que Reid até morria do coração — ela pensou alto.

— Por que? Ele não quer filhos? — perguntou Evilyn.

— Na verdade, a gente nunca conversou sobre isso — respondeu Wendy.

— Eles tem muito tempo para pensar nesse assunto — retrucou Emily —. Eles são muito jovens, tem muito tempo pela frente — Emily acariciou os cabelos da filha —. Ainda está se sentindo mal?

— Um pouco — ela respondeu ainda vendo o cunhado de Mary.

Nesse mesmo instante, Emily percebeu os olhares.

— Conhece ele? — indagou a mãe.

— Não, eu só sei que ele é tio da Rachael e não gosta nenhum pouco de mim.

— É o Stan Collins — respondeu Evilyn — ele é do tipo bem covarde, adora amedrontar mulheres. Ele só não veio aqui por que o Sean está aqui.

— Eu devo me preocupar com ele? — indagou Emily.

— Por enquanto não — respondeu Evilyn —, mas seria muito perigoso se ele encontrasse Wendy sozinha.

— Perigoso? — indagou Sean.

— Ele ainda culpa Wendy pela morte da Rachael.

— Há quanto tempo ele está te seguindo? — perguntou Emily para Wendy.

— Eu acho que é a segunda ou terceira vez que o vejo, não tenho certeza.

— É melhor fazer um boletim de ocorrência — sugeriu Sean.

— Não adiantaria. A polícia não pode fazer nada enquanto não houver uma agressão de verdade — respondeu Evilyn —, e também ele é irmão de um dos mais influentes diretores do FBI, Ryan Collins, que inclusive encobre tudo que o irmão faz.

— Eu vou lá intimidá-lo — falou Sean.

— Não, não — respondeu Emily —. Ele não está fazendo nada de errado até agora, só temos que ficar atentos.

— Vamos embora, por favor — pediu Wendy.

— Vamos sim — disse Emily pegando o celular —, eu vou ligar para o Aaron para falarmos disso.

— Espere, mãe — pediu Wendy —, eu queria te fazer um pedido.

Notas finais
Logo logo teremos um capítulo novo, aguardem!