Dust in the Wind

8 Capítulo 7 - Reencontro


Havia chegado o horário de saida, aquele pelo qual todos alunos ansiavam atentamente em seus relógios de pulso, pois ai estariam todos livres e podiam descomprimir da tensão das aulas chatas e insistentes de matéria.


Elena ja saltitava pela escadaria animada ao ver na entrada o seu namorado de cabelo meio humido e com um sorriso de arrasar à sua espera. Bonnie ao perceber isso, logo mudou de rumo indo ate a biblioteca ver se encontrava a Caroline, pois na sua ideia ficar sobre olho de casal nao era de todo o seu perfil, e para vela, ja haviam muitas por ai a assistir.


A morena ao perceber que a amiga havia mudado de caminho, puxou logo o namorado para namorarem atrás do ginásio, que era um ponto seguro para encontros às escondidas, ou ate para fazer aqueles famosos furos de aula, onde podiam dormir na relva, ou simplesmente fazer outras coisas.


Eles trilhavam animados para lá com sorrisos e mostras de amor, quando aos beijos encostarem na parede e nao darem conta de que nao estavam sozinhos, mas acompanhdos de outro casal, que ja estava lá a mais tempo. Elena ao olhar para o lado e ver de quem se tratava, perdeu logo a sua vontade de outra hora. Damon que estava com ela percebeu de imediato a mudança de humor na morena, pois tratava apenas da presença do ex que ainda por cima estava com maior "bitch" da escola, isso mesmo a Katherine.


– Lena se quiseres podemos ir para outro lugar! — sussurrou o rapaz no ouvido da garota que parecia preplexa a observar o casal que nao parava de estar ao beijos, mesmo ja tendo a perceção que alguem os observa, mas que pensando a ideia de continuar a provocar era só isso mesmo provocação. — Lena? — Damon voltou a chamar, contudo o que ela fez foi simplesmente virar as costas e voltar para a frente do ginásio e sentar no muro.


O rapaz na espectativa de ajudar a namorada de alguma forma, foi atras dela, nunca tentando contrariar as suas atitudes, que no fim de contas começavam a preocupa-lo, onde na medida do possivel começavam as primeiras duvidas aos sentimentos dela, o que na verdade qualquer um teria, nao?


– Esta mesmo tudo? — ele sentou tambem no muro, tentando olhar para ela que estava de cabeça acente nos joelhos e triste.


– Eu nao suporto ver aqueles dois juntos... — sussurrou ela bem baixinho como se ninguem mais que ele pudesse saber desse desabafo, quando na verdade Katherine sabia perfeitamente que Elena morria de ciumes seus e dai se valia em glórias.


– Lena... — antencioso, Damon pegou na mão da namorada implorando por um olhar seu carinhoso. — Eu posso nao ser igual ao meu irmão, posso nao ser talvez o rapaz mais perfeito que ja conheces-te ate hoje, posso ate nem ser muito inteligente, mas olha eu garanto que gosto de ti e nunca vou trocar-te por outra. — ela conseguiu soltar um sorriso, mesmo ele sendo pequenino e fraco mas para quem esperava pouco ja era alguma coisa.


– As vezes luto pouco pela nossa relação, acho que tens sido tu o elo mais forte. — sussurrou ela, ao qual o namorado a silenciou num beijo quente e caloroso, ela acabou mesmo por retribuir nesse mesmo gesto esquecendo de imediato o episódio deplorável do outro momento e entregando-se a paixão.


Ja os outros dois continuaram no mesmo sitio, só que o ambiente de afecto e pura maluqueira acabou mal, pois Stefan uma vez mais repreendia a namorada, que ja começava a ficar um pouco farta das suas continuas desculpas por causa da ex.


É certo que ninguem suportava o facto de ter de levar com a cara de quem nao gostava vezes sem conta, mas no caso era diferente. Katherine nao suportava Elena de maneira nenhuma, desde o tempo em que esta namorava o rapaz, e ao qual a irritava profundamente continuar a ser uma presença continua na familia Salvatore, por pura e simplesmente namorar com Damon, o outro bonitão da familia que no passado havia sentido uma mera atração pela morena dos caracóis esvoassantes.


– Se continuares com esse teu arzinho, juro que a nossa relação nao vai prolongar-se por muito mais tempo. — alertou a rapariga enquanto dava uma ajeitada nos seus caracóis definidos. — Juro que as vezes penso que apenas estejas comigo apenas por tentar esquecer a outra, mas aviso-te desde já eu nao sou uma boneca descartável. — apontou o dedo para ele, pegando na sua pasta e arrancar sem dar chance do rapaz responder.


Stefan ao contrário do que sempre fazia de ir atras da namorada como chachorro, fico no mesmo sitio, sentando na relva e observando. Para ele tudo a acabava de acontecer era apenas mais uma prova de que a outra jovem nao o achava indiferente e que ao mesmo tempo nao havia esquecido, mas isso nao ia mudar nada no momento, pois ela nao mais sozinha, pelo contrário estava com Damon, que por consequencia era seu irmão, o que complicava uma subita ideia de reconciliação.


***


Depois de algumas aulas cansativas e surpresas desagradáveis, a loira decidiu voltar para casa, nao pelo facto de nao gostar da companhia de sua amiga Bonnie, porque era incansável em todos os meios e preocupada ate demais, contudo Caroline queria mesmo ficar sozinha.


A rapariga ao entrar em casa e pousar as coisas no cimo do sofá, correu de imediato ate ao quarto, onde procurou em seu esconderijo de cantinho de relações como ela chamava e começou a procurar por coisas e lembranças de sua relação falhada com Tyler. A jovem estava decidida a terminar com o esse desagradável pesadelo, e a unica forma que tinha era destruindo as recordações que guardava e que tanto a deixavam rancorasa.


Ao pegar na caixa amarela com uma fita rosa que ela própria havia feito na época, ela abriu e ao tirar as primeiras fotografias de um casal feliz, rasgou, começando mesmo por meditar palavras feias.


No entanto manter as fotos apenas em pequenos rasgões nao ia resolver em nada o seu ódio crescente por esse rapaz, então ela estava decidida a reduzir a cinzas todos os presentes, cartas, fotos e afins, mas ainda assim nao o podia fazer dentro de casa, pois a mae estando a dormir podia acordar exaltada imaginando fogo na mesma.


Tendo na ideia essa tarefa, dirigiu-se ao jardim com a caixa em mãos, e isqueiro dentro da mesma. Os pensamentos de Caroline continuavam pesados, todos eles como se carregassem uma massa de energias negativas e a unica forma de elas desaparecerem era queimando o passado, assim como ele havia feito tao bem.


A rapariga despejou a caixa para dentro de um balde de lata grande onde acendeu o isqueiro e deitou fogo a tudo. Ela observava as chamas pensativa, como quem observa um fim de história.


Quem ali passava perto era Niklaus que começou a ver um fio de fumaça no jardim, ele estranhou, pois nao era algo incomum ocorrer em situações dessas, pelo menos desde que lembrava. Curioso entrou nas mediações do jardim vizinho nunca pensando que alguem estivesse presente, ou talvez estivesse mas nao fosse quem ele esperava encontrar.


A verdade é que ao passar a primeira sombra da arvore viu a rapariga do outro dia, aquela pelo qual ele nao conseguia parar de pensar, que de alguma forma surgiu na sua casa e que por outro lado era ja um motivo de inspiração em sua nova pintura.


Niklaus nao queria assustar ninguem, mas nao queria interromper um ritual de queima, então aproximou uns mais passos mais a frente em silencio, ficando mesmo ao lado da garota e comentar:


– A queimar recordações de um ex-namorado! — a rapariga ao perceber desse simples comentario olhou para ele, o rapaz simplesmente sorriu para ela, aquele sorriso carinhoso que ele tão bem tinha.


– Mais ou menos isso! — disse ela ao lançar do bolso um papel que queimava de seguida com o resto das chamas. — A coisas que nao valem a pena mantermos guardadas se nao fazem falta. — sussurrou levantado os olhos ate ele, quando este ainda nao havia parado de a observar por um minuto.


– Ele devia ser muito importante para ti para manteres todas as recordações contigo. — tirou o casaco das costas, pousando apenas ao ombro. — Desculpa, eu nao tenho nada haver com isso e talvez eu esteja a ser indelicado. — tentou desculpar-se ele que logo ela balançou a cabeça tranquila sem traços de raiva por tais palavras.


Claro esta que para Caroline falar do passado nao era de todo o seu maior prazer, contudo as vezes dava consigo a pensar que talvez um desabafo faria toda a diferença. No entanto com as amigas nunca ia conseguir, pois elas nao entendiam o que ela queria falar quando na verdade ja a conheciam e podia simplesmente podiam mal intrepretar. No caso da pessoa que tinha diante de si, tudo era diferente, ele era desconhecido ate certo ponto, mas ja estava a ser simpático mesmo nao sabendo as razões da situação que presenciava.


– Foi, mas ja passou e acho que o remédio de superar a dor de algo é mesmo seguir em frente, e queimar as recordações que temos que nos fazem sofrer. — explicou ela voltando a olhar para a chama que perdia significativamente tamanho. — Mas mesmo assim tenho de pedir desculpa, porque causei de certo modo aqui um pequeno embaraço, nao? — ela lançou seus olhos brilhante uma vez mais ao rosto lindo diante de si em que os seus olhos eram tambem eles de um tom cristalino e brilhante.


– Não faz mal vizinha, estas a vontade de queimares o que quiseres. — levantou as mãos gesticulando e sorrindo, ela sentiu-se muito mais a vontade com esse a presságio.


– Bom, acho que vou voltar para dentro, porque a festa ja terminou. — disse ela acenando e dando as costas para dirigir-se a porta traseira do jardim, nao estando a espera sentiu uma leve tontura que a faz desmaiar no chão.


Niklaus que observava a rapariga e ao ver que ela perdia significativamente o equilibrio, socorreu de imediato, ficando totalmente preocupado e lembrar que talvez pudesse ser alguma quebra de tensão que a jovem tivesse ou que simplesmente pudesse ter algum problema de saude. Ele buscou de sua mochila um pacote de açucar que levava sempre para quando nos treinos se sentissia menos energico e tomar.


Nessa expectativa ele levou o conteudo ao aos lábios da jovem que aos pontos reagia e ao mesmo tempo abria os olhos para alivio dele.


– És diabética? — perguntou ele quase inocente, mas nao querendo de alguma forma provocar embaraço, pois a jovem ja corava a sua frente.


Caroline que acordava de um susto recompunha-se em pé com ajuda do rapaz que nao tirava as maos de cima dela com receio que ter alguma outra recaida. Ele estava mesmo preocupado e dicido a levar a jovem em casa por ver que talvez nao estivesse em condições de o fazer sozinha.


– Não, deve ser apenas fraqueza. — apressou-se ela a responder para tentar de alguma forma tranquilizar o rapaz que estava com cara aflita. — A sério estou mesmo bem, nao precisas de levar-me em casa. — disse ela tentar as soltar as mãos dele da cintura.


Ele acabou mesmo cedendo ao pedido, ficando uma vez mais a observar ela voltar para casa, e no momento logo lembrou de perguntar uma ultima coisa antes que nao voltasse a ter oportunidade.


– Vizinha! — ele chamou, logo ela olhou. — Qual é o teu nome? Quer dizer para que na proxima eu saiba. — falou ele sorrindo amavel enquanto voltava uma vez mais a colocar a mochila as costas.


– Caroline! — respondeu ela abrindo a porta.


– Prazer, sou Niklaus! — ele deu um passo a frente pronto para ir embora quando acenou um ultimo adeus.


***


Se uns recuperavam de uma quebra, outros simplesmente preparavam-se para um guerra como era o caso de Tyler que entrava no Mystic Grill disposto a encontrar o jovem Gilbert que a muito tempo andava a provocar.


Este ao dirigir-se ao balcão ficando surpreso ao encontrar o seu amigo Matt de serviço que logo reduziu a sua vontade de uma boa luta a uma troca de palavras sobre assuntos banais.


– Ei, Donovan! — cumprimou o rapaz com um aperto de mão à Loockood. — Como é? O que tens ai para eu beber? — sentou o rapaz, enquanto o outro ja pousava o pano e pegava uma garrafa e copo servindo.


– Tenho um bom Brandie que vais gostar, é da nova coleção. — comentou o jovem arrastando o copo para o outro que logo o bebeu em tres tempos, voltando a pousar o copo e acenar para que este deitasse mais liquido.


– E a tua irmãzinha como esta na fila do desemprego? — começou a rir Tyler como se aquilo fosse mesmo para ser uma piada.


– Foste tu a causa dela ter sido despedida, Tyler? — Matt ficou completamente surpreso e ao mesmo tempo chateado por ver que a irmã havia perdido uma boa aportunidade de conseguir seu próprio salário por conta de um rapaz. — O que tu fizes-te, hum?


– Então, ele provocou mais do que devia e so teve o que mereceu, sabes a Vick nao é boa para servir, nao tem perfil e alem disso mistira muito o profissional com o privado. — comentou o rapaz voltando a beber novamente. — Mas nao te preocupes ela volta a encontrar alguma coisa por ai. — riu-se.