Dust in the Wind

29 Capitulo 28 - Arrependimento


Assim que a ligação terminou, Niklaus não teve mais como escapar as perguntas da namorada, que por mais que a sua vontade fosse de dizer "não é nada", ela não ia acreditar nem um pouco. Então respirou fundo umas tantas vezes e ao pegar as mãos dela, falou:


— Era a minha melhor amiga Rebekah! — iniciou ele. — Ela está no hospital, parece que uma amiga do namorado caiu e foi hospitalizada.. — não se alongou muito ele, até porque não conhecia assim muito bem o namorado novo da amiga, e muito menos deduziu quem era essa tal moça.


— Coitada da moça, ela deve estar mesmo mal! — Caroline mostrou compaixão, longe de saber que na verdade a pessoa pelo qual mostrava tal afecto era a sua amiga Elena.


— É, mas ela vai ficar boa logo. — ele abraçou a rapariga e ela começou a olhar o quarto com analise.


— Tudo isso para mim, Niklaus? — ela estava de facto feliz por ver que o quarto estava todo ele com um toque novo e tão bom que a deixou tão mais a vontade que essa curiosidade e compaixão que sentia pelo desconhecido desapareceram logo.


— Tudo para a minha namorada que eu tanto amo.


Ele a beijou com ternura, a pegando no colo levando até a cama como um noivo leva sua noiva até ao seu ninho de sua noite de núpcias. Eles estavam intensamente apaixonados um pelo o outro. A viver um amor impossivel de morrer, o que a tanto Caroline achava impossivel, contudo, ele havia mudado todo o seu pensar, e a verdade é que ela estava muito feliz.


— Eu adoro estar assim contigo e por mim não saia mais daqui! — desabafou ela sorrindo aos beijos que ele depositava na sua clavicula. — Ai, amor! — ela arfava ao beijos dele se agarrando aos lençóis sorrindo.


A xerife Forbes entrava em casa naquele momento, bem exausta até por sinal, que nem queria ver ninguém que não a sua filha para dizer boa noite e "não estou para ninguém". No entanto, ela não viu nem a loira, nem o namorado, o que deduziu que estariam durmindo. Mesmo assim, ela tomou a iniciativa de subir as escadas e ir até ao quarto da menina para deixar um beijo na sua testa como sempre recordava de fazer, já desde o tempo que esta usava fralda.


Num clima romantico e inesperado de ser interrompido, Niklaus já estava de tronco nu, a beijar a barriga da namorada quando a porta do quarto se abriu e um grito se deu.


— Oh meu deus! — a xerife estava escandalizada, logo o rapaz saltou para o lado pegando a t-shirt a vestindo, enquanto Caroline tentava falar com a mãe.


— Mãe, mãezinha... isso não é o que estás para ai a pensar. — a loira saltou da cama indo atrás da senhora que descia as escadas bem chocada. — Mãe, deixa-me explicar! — apressou o passo a garota para mudar o cenário que a mãe podia possivelmente a pintar em sua mente.


— Explicar o quê, Caroline? — a senhora parou bem no meio da escada. — Não achas suficiente o que vi?


— Não, mãe! Estas a pensar errado, e eu e o... — ela interrompeu.


— Nem quero saber, ouviste! — continou a descer as escadas até ao andar inferior e abrir a porta da rua. — Caroline, eu quero esse rapaz fora da minha casa, fora! — ela gritava estérica.


Niklaus acabou mesmo por perceber que a sua estadia na residencia Forbes havia terminado. Ele descia as escadas de cabis baixo, e sem olhar a namorada cedeu saindo sem questionar. Por outro lado, a garota não estava a gostar nem um pouco o rumo da sua história.


— Não podes fazer isto comigo, mãe! — gritou a rapariga bem frustada. — Ele é meu namorado! — as suas lágrimas surgiram no meio da dor que a senhora provocava na garota por deixar o unico e melhor namorado na rua.


A xerife mostrou.-se irrodutivel fechando a porta na cara dele, sem um licença. Caroline bem tentou abrir a porta, mas ela bateu o pé várias vezes dizendo a si mesma que era o melhor antes que alguém se magoa-se a séria.


— Porque estás a fazer isto comigo? Niklaus não é o Tyler, ele é melhor! — ela não ia calar, ela tinha noção de que a guerra só agora começava.


— Caroline Forbes, eu sou tua mãe, por isso agradeço que me respeites! — e deu as costas a senhora dando como encerrada a conversa que mal havia começado.


***


Se para uns a noite era para ser romantica e acabava em tragédida, então para Damon a sua já havia terminado a muito tempo, pois ao atravessar mais uma ponte ele parou o seu camaro azul. Ao sair do seu veiculo, ele mostrou tatalmente arrependido pelo que havia feito com a ex-namorada, sabendo agora mais que nunca o peso que o álcool em demasia tinha sobre ele.


A verdade é que por mais pedidos de desculpa que ele pedisse, ou por mais vontade que tivesse de arreparar os seus erros, nada ia mudar. Sendo assim, a unica saida que lhe restava era a uma despedida da vida que não estava a ser a mais simpática consigo próprio.


"Lamento nunca vir a ser um bom pai, lamento nunca vir a ser perdoado" pensou ele consigo próprio enquanto encaminhava para o dorso da ponte e ver bem lá para baixo o quanto as aguas do rio circulavam agitadas. "Um Salvatore nunca devia sair do seu esconderijo, mas eu sai e agora eu preciso de sumir" continou a pensar enquanto subia a grade e se impoleirava pronto para saltar e marcar seu fim. "Adeus vida que me atraiçoas-te. E Olá inferno que me abraçarás" e sem mais pensamentos ele se atirou caindo fundo nas aguas do rio.


A escutar musica animadamente no seu Suzuki estava Meredith que chegava de uma visita na casa da sua tia na Virginia. Ao aproximar significativamente o seu carro da ponte, viu que um outro se encontrava estacionado. Porém, ele não era um carro qualquer, era um camaro Azul, e apenas pertencia a uma pessoa que ela tão bem conhecia, ao Damon Salvatore, irmão de seu melhor amigo.


"Mas o que faz ele aqui?" questinou-se mentalemente ao abrandar o carro até encostar na berma e ver se estava tudo bem com ele. Ao atravessar a estrada de uma lado ao outro, ela não viu ninguém dentro do veiculo, tudo estava silencioso, até demais.


— Damon! — ela começou a chamar por ele sem resposta. — Damon! Para com a brincadeira, isso não é nada bom! — disse ela face a falta de respostas do rapaz que em momento algum podia responder, mas que ela não sabia.


Abriu a porta do carro dele, procurou no porta-luvas o telemóvel e acabou encontrando, mas Damon, nem sinal. "Ele não pode ter ido longe, afinal aqui não tem nada" pensou consigo enquanto olhava a lista telefónica e encontrava o nome do Stefan e ligava para ele mesmo do aparelho do outro.


— Vá lá, atende Stef! — implorou ela enquanto acentava a mão no volante do carro.


Do outro lado sem vontade de conversar com ninguém que não o médico para saber noticias, estava Stefan que escutava o vibrar do aparelho no bolso da algibeira e o tirava para ver a piscar no visor Damon. "Que lata!" pensou ele ao voltar a colocar o aparelho de volta ao bolso e assim entrar para o interior onde um médico surgiu.


— Bolas, ele não atende! — falou frustada, Meredith. — Para quem mais irei ligar? — perguntou ela ao olhar novamente a lista telefónica, e achar o nome de Elena.


Antes de primir no botão para iniciar a ligação, ela lembrou daquela história de Stefan & Elena & Damon. "Ok, ela não é a melhor pessoa" pensou balançando a cabeça de forma negativa, e completamente alheia ao que havia acontecido com a garota na verdade.


— Para quem irei ligar? — ela já estava a entrar em desespero no meio da noite e no escuro que se fazia sentir.


Stefan ao ser encaminhado até a enfermaria que Elena se encontrava, volta e meia começou a pensar na repentina ligação do irmão. Ok, Damon podia ser a pior pessoa do mundo, mas ao ligar a uma hora dessas é porque alguma coisa havia acontecido, certo?


Então ele fez a gentileza de susurrar no ouvido da namorada um "Já volto" e afastou-se do quarto para ir no corredor onde estaria um pouco mais a vontade de fazer uma ligação. Ao fim de duas tentativas, ele desistiu pensando consigo que nem devia se preocupar com o irmão. Ainda assim, o moreno dos olhos verdes tinha um coração de manteiga e não conseguia imaginar alguém precisar de sua ajuda e ele a recusar, mesmo sabendo ele perfeitamente que essa pessoa podia ser a pior do mundo.


Pensando assim, ele pegou o aparelho ligando novamente, até que alguém atendesse, e realmente isso aconteceu, pois Meredith viu que o aparelho do rapaz piscava e justamente era o seu amigo.


— Stefan! — ela nem deu tempo para o rapaz falar que já o enchia. — Estou aqui no carro do Damon, e antes que começes a pensar coisas, ele não está aqui.


— Mas a onde é que estás? — perguntou ele afastando-se até a janela, mas sempre olhando para os lados no intuito de ninguém o escutar.


— Na ponte de Wickery! — respondeu ela olhando para os lados bem assustada. — Quando cheguei aqui, ele não estava, e já procurei por aqui, chamei por ele, e nada. — ela suspirava frustada, mas ao mesmo tempo já sentia aquele frio que o cimo da ponte fazia sentir.


— Eu agora também não posso sair daqui, estou no hospital a Elena caiu, enfim uma longa história... — ele olhava para os lados. — Talvez seja melhor chamar a policia, vai que ele foi assaltado, ou alguém o deitou no rio.


— Nem digas uma coisa dessas! — ela olhou para baixo na grade. — Está uma corrente muito forte, se ele realmente caiu ao rio, duvido que sobreviva. — desabafou ela, mas maior preocupação deste.


***


— Tens noção de que nunca vou perdoar-te, ne? — perguntou de forma retórica a loira para a mãe que já havia entrado no quarto. — O que tu fizes-te não tem perdão! Eu odeio-te por isso, por seres incrivelmente má comigo.


Sem espaço para continuar a dar a oportunidade de ouvir injurias da filha, a xerife abriu a porta do quarto indo na direção da garota e olhar nos olhos dela.


— Tudo o que faço é por amor a ti, jamais penses que é maldade minha. — ela suspirou olhando para o lado e cantando baixo. — Caroline! — falou mais alto a senhora, o que fez a garota parar o cantico infantil. — Olha para mim! — pediu esta, porém a menina manteve o olhar no lado esquerdo. — Filha!


— Não me chames de filha, sabes perfeitamente que isso não sou! — ela bateu o pé virando as costas.


— Por favor, eu fiz o que fiz, por amor! — ela tentou abordar novamente aquele tema. — Eu não penso que o Niklaus vá fazer o que o teu pai fez comigo... — interrompeu.


— Nem penses mesmo, não tem nada haver uma pessoa com a outra. — ela olhou a mãe por trás das costas. — O meu pai é um homem sem caracter, que eu nem quero conhecer, se ele algum dia aparecer na minha frente. Para mim ele está morto. — afirmou ela de forma firme e pouco benevolente. — Agora, eu pensei que conhecesses melhor ele, puxa, ele fez tanta coisa por mim mãe, será que não vês? — as lágrimas surgiram nos olhos da loira que se virava totalemente para a mãe.


— Desculpa, amanhã conversamos melhor que eu não tive um dia muito bom! — a senhora se desculpou entrando no quarto novamente.


Mas Caroline ficou lavada em lágrimas em pleno corredor se encolhendo gradualmente enquanto descia a parede até sentar no chão, e tapar seu rosto doce em seus joelhos.


Já no seu sótao estava Niklaus a olhar para a janela da namorada no intuito de a ver, contudo, a sua ausencia era tal que ele sentia que a noite havia terminado num pesadelo. Ele desistiu até de pensar, e apenas pegou no pincel e focou sua inspiração para pintar, sabendo ele bem que era uma forma maravilhosa de o tranquilizar, embora a unica imagem que lhe saia era o rosto belo da sua musa.