Dust in the Wind

47 Capítulo 46 - Recuperação e boa disposição


1 mês depois...

A recuperação de Niklaus era noticia na cidade, onde muitas pessoas que ao longo de muito tempo não haviam deixado de prestar sua solidariedade. Caroline estava radiante com o progresso e claro que não havia nada melhor que o namorado mesmo após tudo lembrava dela. Exato, as memórias dele estavam a voltar pouco a pouco.

Quem não estava nada feliz com os progressos do rapaz era Camille que a dado tempo achou possivel manipular as memórias do rapaz a seu favor e com isso reatar a relação perdida. No entanto o destino havia pregado uma boa partida, trocando suas voltas e em breve a sua liberdade estaria a um passo de ser arruinada. Niklaus podia agora após algum tempo prestar o seu depoimento em detalhes e com isso levar os culpados à prisão.

Entretanto a xerife como não era de deixar queita já trabalhava a ferro e fogo no caso e efeciente como era a resolver esse tipo de casos, esta história teria realmente um fim.

Porém era hora de visita onde os médicos aconselham a não massacrar os pacientes com perguntas. A loira ansiosa, foi a primeira aproximar-se da cama e tecer um sorriso ao vê-lo acordar. Niklaus ao aperceber-se da presença dela sorriu igualmente.

— Bom dia, meu amor! — a loira aproximou o rosto da bochecha dele deixando um beijo estalado. — Como te sentes hoje? — perguntou enquanto acaricio o rosto dele com as pontas dos dedos.

— Muito melhor e a causa és tu, porque és o meu raio de sol. — respondeu ele sorrindo de forma carinhosa, ao mesmo tempo que tentava mexer-se na cama.

— Nem pensar, o doutor pediu repouso absoluto! O que significa nada de mexer muito! — impediu a namorada dando uma de enfermeira.

— Ganhei uma enfermeira para cuidar de mim, acho que só isso me dá o direito a ter alta médica. — gracejou um pouco.

Instantes de uma troca de palavras engraçadas, entrava o doutor para mais uma ronda matinal aos pacientes internados naquela enfermaria. Haviam-se passado apenas 2 semanas desde que fora transferido para aquela area do hospital e os resultados só tinham sido os melhores possiveis. A fisioterapia estava a minar resultados muito ricos, as melhoras eram cada vez mais evoluidas. E para saberem como isso era, Niklaus quase dispensava ajudas das enfermeiras e na hora do banho já ia pelo seu próprio pé. Aparentemente podia parecer uma evolução minima, mas para quem acordava sempre de um pesadelo de nunca mais poder andar, era uma vitoria merecida. Entretanto o médico aproximou mais um pouco da cama para examinar, a sua expressão era séria.

— Bom dia, senhor Mikaelson! — saudou de forma educada ao pousar o prontuário em cima do comodo do lado. — Há pouco mais de uma 1 hora vi o resultado dos seus exames que por acaso foi realizado em cerca de 3 dias se a memória não me falha, e tendo em conta aos resultados positivos, o senhor poderá ter alta ainda esta semana. — e abriu um sorriso aliviando todos.

Contagiado, Niklaus sorriu muito feliz, tanto quanto Caroline que estava tão radiante com as novidades. Afinal aquelas horas todas pareciam não ter fim.

— Mas isso são as melhores noticias que podia receber, doutor! — falou totalmente animada a loira que já segurava a mão do namorado.

— Só preciso que tenha atenção a algumas coisas. O fato de ter alta não quer dizer que termina com algumas coisas, que efectivamente irao permanecer. — o loiro mantinha-se atento a cada recomendação. -

Nomeadamente, falo da fisioterapia. É inprescendivel sair desse continuo tratamento, e não esquecer as consultas de rontina. Quero saber como anda essa evolução, só para precaver se irão ou não surgir sequelas.

Depois do que acontecera com Niklaus, tão cedo não iria ignorar as indicações precisas de um profissonal.

— Garanto que farei tudo o que for necessário, doutor! — o rapaz dá sua palavra como garantia.

— Agora se não se importam, tenho uma ronda para cobrir e qualquer problema é chamarem a enfermeira que com certeza fará o favor de ajudar. — indicou ele ao afastar de prontuário novamente nas mãos.

Uma sozinhos novamente, e porque o quarto apenas se resumia a ter um leito, Caroline sentiu-se um tanto mais à vontade para sentar na pequena aba e conversar. Agora com todas essas noticias boas, o tema que claramente seria outro e dificilmente não tocava no nome Camille. Pois de volta e meia, nunca sendo por mal, Niklaus fazia referencia a isso. Só por muito que custasse isso causava uma certa repulsa na namorada.

— Sei que não gostas de falar sobre ela, mas tenho que admitir que apesar de tudo, ela acabou por provar de forma justa que não vai intreferir mais na nossa relação. Agora só quero que acredites em mim, amor.

Por não gostar dela e ter a certeza de que pessoas como Cami não tinham consciencia de nada e que muito menos mudavam simplesmente, ela preferia manter a sua posição. Mesmo que isso aos olhos do loiro fosse um perfeito disparate e seus medos fossem desnecessários.

E cá entre nós que ninguém nos escuta... Toda a esmola que é grande até o pobre que é pobre desconfia a valer. E nesse caso a situação não era tão diferente.

— Niklaus gosto muito de ti, aliás gosto não, amo-te que é mais intenso... — confessa ela debruçando sobre a cama. — Por favor, não vamos falar mais dela, não quero discutir contigo.

— Tudo bem, entendo que não te sintas confortável e respeito obviamente. — ela suspirou de alivio deixando um beijo na bochecha dele, que fez o loiro virar instivamente o rosto para a beijar nos lábios.

***

Elena passeava no parque com o seu filho e com Kol que muito bem acompanhava. O casal já estava junto à cerca de 3 semanas, mais precisamente, até já mantinham uma relação de namorados. Jenna havia sido a primeira pessoa a dar todo o apoio que a sobrinha precisava e como tal sentia-se realizada por ver que todos os caminhos começavam a ganhar um norte na vida dos sobrinhos.

No entanto, para que pudessem realmente estar juntos e felizes, Kol precisou de passar por algumas divergências, só que ainda assim numa luta constante conseguiu achar a solução imediata e logo evitou a consequencia de partir e deixar assim a sua recente conquista.

Por outro lado era complicado para o rapaz ter que ficar afastado da própria familia a troco de um romance incerto, ainda assim sabia que tinha idade suficiente para criar sua própria escolha, viver sua vida ativa do modo que quisesse. O que na verdade estaria formulada a concentimento de Elena. E se de fato fosse de sua vontade que Kol acompanha-se na vida académica que tanto sonhara, ele iria sem pensar duas vezes. Afinal ele havia aceito criar junto com ela o filho de um ex-romance, sem qualquer tipo de preconceito maldoso.

Agora ali totalmente concentrados na observação do menino, Junior gatinhava na grama do parque tentando de certo imitar outros bebés por ali que igualmente tentavam o mesmo gesto.

— Parece a coisa mais sensacional que já vi e queres saber? — ela olhou para ele quando o escutou aquelas palavras, ergueu a sobrancelha curiosa. — Nunca travei um contato tão grande com um bebé, como aquele que tenho com o teu filho. — Elena sorriu incrivelmente feliz.

— És incrivel! — disse a morena ao afastar uma mexa para de trás da orelha.

— Já me disseram isso, mas vindo de ti é a melhor coisa que alguma vez poderia ouvir... — afirmou com um total entusiasmo nunca antes visto.

Alguns tempos depois, Kol já atrevia a brincar com o pequeno jogando assim a bola para ele, e vice versa. A criança parecia totalmente feliz, e de fato nada mais importa para alguém que não deixar um pequeno nas suas "7 quintas", radiante.

No contágio da boa disposição recorrente, outras crianças igualmente a rondar a idade do pequeno Gilbert quiseram juntar-se a eles. Os pais quase não tinham escolha e os acompanhavam obrigatoriamente.

Uma das senhoras chegou mesmo a bater conversa com Elena por algum tempo e quando realmente passados minutos infinitos é que perceberam a extrema canseira de todos. Claro que alguns pediam colo em choro, outros já tentavam levantar, ou ainda tinha aqueles que já achavam a grama uma bela de uma cama.

Assim que a diversão terminou, Kol fez a gentileza de pegar o menino no colo poupando esse trabalho à mãe. Ele aconchegou a criança bem no seu peito e as mãozinhas do menino já abrangiam o ombro dele usando para cochilar. Ao chegarem em casa Jenna que os via pela janela veio em corrida lenta para encontrar a preciosidade da sua vida e quando viu a sobrinha gesticular o dedo em silencio, percebeu que o menino havia pegado no sono.

— Hum, meu pequenino cansado... — sussurrou ao espreitar por entre os cabelos escuros que tapavam o rostinho gordinho.

— Se você visse, ele brincou tanto que até mesmo eu estou cansado... — confessou Kol numa voz baixa em sem grandes movimentos bruscos para não acordar o pequeno.

— Estou vendo que deu belos resultados... e por favor meu rapaz... trata-me por tu ou vou começar achar que estou velha e não sei. — disse ela fazendo aquela pouse de brincalhona. O rapaz bem tentou erguer uma mão na dificuldade.

Entretanto Elena pegou do colo do namorado o filho e não tardou a subir para ir deita-lo no berço. Jenna recolheu-se até à cozinha para preparar um café para a visita, embora não fosse tão mais uma visita... ele já fazia parte da familia.

— Queres café? — pergunta ao vê-lo entrar na cozinha e puxar uma cadeira alta do balcão da kitnet.

— Aceito, sim... nem que seja para tirar o sono que estou sentindo. — disse ele ao puxar um jornal do balcão.

Enquanto esperava o dito café da tia da namorada, aproveitou para ler as noticias do jornal e então curioso tirar o aparelho do bolso e ver as novidades do Instagram. Acho um comentário da irmã mais nova que dizia "otário" e riu com aquilo. A morena logo apareceu e viu que ele sorria.

— Alguma novidade? — pousou a cabeça no ombro do rapaz só para ver o que ele tanto navegava.

— Só um comentário da minha irmã chamando-me de otário.

— Por acaso... — ela fez um ar de suspense ao tirar a cabeça do ombro dele.

— Há, é? — ele levantou da cadeira para fazer cócegas nela, pois sabia que aquele era o ponto fraco de Elena.

— Meninos! — repreendeu Jenna tentando mostrar respeito, contudo era tão jovem adolescente quanto eles. — Venham para a mesa, o café está a ponto de esfriar.

Lá foram uns bons meninos e acabaram por regressar aos seus lugares, ainda com traços de "isto vai ter retorno". Só que então para tirar toda a animação instanea a campainha suou. Jenna ainda tentou olhar pela janela, mas não conseguiu ver nada. Já estava escuro lá fora.

— É o Alaric! — supõe Elena provocando Jenna.

A tia lança de imediato o pano da loiça na direção dela e corre para atender a porta. Justamente, a morena não estava errada e Alaric realmente estava ali e era a visita. Ambos acabaram por aparecer na cozinha de braço dado. Estavam sorridentes.

— A que se deve toda essa animação? — pergunta Alaric perdido na risada.

— Ora, o motivo és tu Ric... — responde Elena mais vermelha que um tomate de tanto rir.

— Fico feliz que virei palhaço... digo, ou menos garanto que no desemprego não fico.

Acabaram todos contagiados pela boa disposição e conversas divertidas, bem como mais cocegas tornavam a cozinha num palco de ternura.

***

Por outro lado o ambiente andava bem pesado, já lá ia um mês desde que a bomba havia rebentado e deixado o coração de uma unica pessoa ferido. Contudo, Rebekah achava que apesar de não ter feito nada, aquela havia sido a melhor solução. Elijah até podia ser seu irmão, só o que ele havia feito com a pobre da Spencer não tinha perdão. Ela merecia coisa melhor, uma chance digna de si mesma. Mesmo assim ela merecia uma relação verdadeira, sem qualquer tipo de traição e compaixão.

Só que apesar de tudo, haviam perguntas que a sua cabeça não calava. Aliás como Nádia sabia de tudo? Teriam sido as amiguinhas de Katherine a espalhar o boato? Bom, tendo elas culpa ou não, tudo ficou-se a saber depois, e melhor foi para a loira que acabou por lavar suas mãos do assunto.

Quanto ao romance secreto, que agora não era mais secreto, o casalinho parece que acabou por se assumir perante todos e agora ao que parece até já viviam juntos, em uma outra cidade. Talvez em Portland, quem sabe. Porém, essa nem era a pior parte, mas aquela que se tem e engolir sapos para aceitar uma vadia e falsa como cunhada.

— Lá terei eu que fingir ser a cunhada feliz! — sussurrou a loira revirando os olhos enquanto esperava Matt à porta Grill.

Entretanto o namorado estava um pouco atrasado, e paciencia misturada com pé em salto alto não era nada se sua indole. E porque um dia nunca corre bem sem qualquer erro, tinha de aparecer Nádia no fundo da rua enquanto acompanhava o loiro, que de fato tinha um atraso justificado. Na verdade um atraso muito mau justificado.

Nádia era perita em provocar muitas das garotas da cidade, principalmente aquelas que tinham de fonte limpa que não tencionavam fazer amizade consigo.

Ao finalmente chegarem no outro lado da estrada, que era apenas o lado onde a loira estava e já batia o pé insistente por algumas respostas. A morena que em todo estava provocando cada vez mais, por ter simplesmente percebido a presença da namorada do rapaz presa como cão de guarda na porta do local de trabalho dele, segurou o braço de Matt ostenciavamente.

— Matthew Donovan! — Rebekah pulou em raiva literalmente quando chamou o nome completo do namorado. A sua expressão era raiva misturada com ódio e puxou ele para si.

— Rebekah! — o rapaz tentou perceber o que levava a namorada a entrar naquele aparato todo e tentou pensar em alguma desculpa para a sua falta de cumprimento de horário. — Desculpa, princesa... é que apanhei uma amiga de boleia. — olhou Nádia que sorria triunfante, depois desviou o olhar à loira que parecia nem um pouco convencida.

Por vezes era bem mais simples fugir dos assuntos com a velha desculpa do "tenho de ir. O trabalho não se faz se não for eu a concretiza-lo" que ficar e escutar um monte de coisas que no final iriam ser tão más que o arrependimento chegaria tarde.

Matt realmente foi embora por bom senso é certo e o grupo ficou reduzido apenas Nádia e Rebekah. A morena podia simplesmente mostrar o quanto era manipuladora, esse era o seu perfil.

— Afasta-te do Matt estás a ouvir? — ordenou a loira roubando a deixa da outra que abria a boca para falar algo. — Tens imensos rapazes com quem podes brincar.... rapazes livres. Agora com o namorado das outras tu não chegas nem perto. Isso eu garanto... — ela riu baixo. — Aliás das outras eu nem me importo, agora do meu... — Rebekah começou a rir irónica. — não voltas aproximar.

— Quem disse que quero brincar? — pergunta Nádia encarando as próprias unhas com desdem.

— O que queres, então? — a loira não estava a perceber onde ela queria chegar com aquela conversa toda. — Destabilizar-me é isso? — a morena começou a rir das figuras que Rebekah fazia ao formular as perguntas. — Qual é a graça, Nádia? — o temperamento da loira começou a subir.

— És uma graça porque basta tocar no teu ponto fraco e ficas completamente fora de ti, se soubesse disso mais cedo teria te procurado bem mais cedo.

E ditas essas palavras girou nos próprios calcanhares e saiu batendo perna pela rua fora. A loira por sua vez havia ficado sem entender e de como podia simplesmente livrar de todos os encostos da sua vida.

Primeiro havia aparecido Camille fingindo de amiga da onça e após levar um fora do Niklaus, não se convencer e ficar completamente doente por reconquista-lo, mesmo que isso implicasse fazer mal aos outros. Essa mulher só pensava em si, jamais teria consideração por qualquer tipo de pessoa. Katherine era outra pedra no seu sapato, que ainda por não estar satisfeita de pescar todos os rapazes da cidade havia ido logo pescar Elijah e arruinar a relação que este tinha com Spencer. Para no fim sair em danças animada porque sempre conseguia o que queria. Para finalizar e porque não podia faltar mais essa, sobra Nádia a pedra que não havia conseguido ultrapassar e que só dava ódio de lembrar aquela cara de derretidinha em cima do Matt.
Há, mas essa linda loira tinha cá um condão danado para atrair mulheres perigosas, malucas e realmente manipuladoras.

— Elas sentem é inveja! — monolga ao sair de mãos nos bolsos Jeans e bolsa pendura a tira colo. — Um dia vão morrer com o próprio veneno. Ai nem vou importar de pagar belos dólares para assistir.