Dust in the Wind
26 Capítulo 25 - Susto
Depois de um dia tenso de aulas o unico pensamento que uma garota normalmente tem é simplesmente algo cor-de-rosa, certo? Caroline pensava desse modo ao entrar em casa, e para sua grande pena desencontrada de Niklaus, pois este havia ficado mais um tempo na escola para umas preparações de recurso de última hora.
A verdade, é que ele andava empenhado em tentar de tudo para conseguir chegar no fim e ter aquele resultado merecido, contudo, ela também estava ciente do quanto tinha de trilhar para dobrar a preguiça do rapaz.
Ela pousava as suas coisas em cima da mesinha da sala, olhando para os lados e não vendo ninguém em casa, tirou o casaco que trazia vestido e pendurou no cabide. Estava mesmo pronta a descontrair e deitar no sofá, contudo, um cheiro estranho, a fez reter o passo e seguiu até a cozinha na vez de deitar no sofá da sala.
A jovem podia jurar que não tinha esquecido nada pela manha e que tal habito de deixar a torradeira ligada, ou o liquificador ligado não eram coisa sua. Então em posição de descobrir quem era o culpado, pousou as mãos na cintura e fez uma fiscalização permenorizada. E não é que nessa busca do culpado, ela descobriu uma mancha de óleo?
— Eu sabia! — disse ela para si mesma, indo ate ao telefone para ligar a mãe.
A xerife que estava atarefada a cuidar de uma ocorrencia indevida na zona industrial tomou um susto valente ao ver o seu aparelho telefónico estava a tocar na algibeira. Os seus colegas olhavam para si com uma certa desaprovação, mas ela num simples acenar, pediu licença para ver o que se passava e porque tinha a desculpa perfeita de ter uma filha a passar por um complicado estado de saúde.
Ao ficar a uns tantos metros de distancia dos colegas, ela pode atender a ligação e mostrar seu grande e estremoso cuidado.
— Caroline, filha está tudo bem? — a jovem ficou tao mais descansada ao escutar a voz da mãe que estava mesmo ao ponto de desistir.
— Mais ou menos! — falou ela olhando a mancha no chão da cozinha com cara séria, que infelizmente a mae nao podia ver. — Andas-te a fritar ovos mexidos pela manhã? — questionou a garota sem rodeios.
A senhora Forbes estava a ponto de dizer uma asneira ao dar conta de o que problema não era um problema assim, e que tudo nao passava de uma doméstica solução.
— Filha, apenas ligas-te para perguntar isso? — a senhora não queria acreditar que tanta urgencia apenas se devia a um fato tao irrelevante.
— Claro, achas pouco? — ela deu de ombros. — Foste tu, ou não? É que daqui a pouco vou começar achar que andas com estranhos dentro de casa! — cogitou ela sem medos na lingua que logo a mordeu por ter sido tao afiada com a própria mãe que ao longo de tanto tempo nao havia dado problema algum nesse sentido.
Ela não achava que a mae não tinha esse direito, muito pelo contrário, ela achava certo o facto dela procurar uma companhia para seus dias e noites, porem, era algo impensável por momento.
— Caroline, querida estou cheia de trabalho, acho que vamos falar depois, ok? — a loira estava ao ponto de protestar a respeito de um fim de conversa sem resposta, mas já a xerife havia encerrado a ligação quando a garota ficou com o oscultador mudo no ouvido.
— Bonito, fiquei a falar para o boneco! — resmungou ela ao voltar a encaixar o telefone no gancho da parede.
***
A uma distancia significativa da residência dos Mikaelson, estava a maldita Cami com o voltante do carro entre mãos cotigando um plano que no fim de contas estava mais que formulado para terminar com a felicidade do loiro.
Ela tinha tudo pensado em sua cabeça, e nenhum detalhe em questão obvia, ia ser atrapalhado por desconhecidos. O seu foco era a namorada dele, e também o seu grande ponto fraco. A garota ja sorria maldosa com os seus pensamentos do dia, a sua audácia uma perfeição inquebrável, o seu desejo um aliado.
Quem corria ali opé era Damon que via um carro parado na berma da estrada, a sua cor não lhe era desconhecida, tanto que já havia entrado nele anteriormente, embora não estivesse a ver quem seria a garota dentro do veiculo.
Então curioso em saber quem era, abrandou o passo e remou até ao carro fazendo uma surpresa a quem não esperava ser surpreendido. Cami levou um susto bem grande quando viu alguém a bater na sua janela, a pedir para baixar o vidro e trocas dedos de conversa. Ela baixou, e sorriu como uma verdadeira garota simpática.
— Damon! — ela falou impressionada ao ver o quanto o rapaz estava suado e cheio de musculos definidos.
— Camille, meu deus não te vejo a um tempão! Como estás garota? — ela acenou para ele entrar no outro lado do carro, e ele cedeu dando a volta ao veiculo e entrar na porta do pendura.
Cami, para nao ficar mais no local, sendo que já havia sido vista por um, não queria ficar com o seu plano destruçado, então tratou de sair para mais longe na companhia de Damon, que pensando bem seria até bem interessante.
— Eu estou ótima, e tu? — ela perguntou enquanto virava a direita para entrar no parque de estacionamento do parque verdejante da cidade.
— Eu melhor é impossivel! — falou todo cheio de si, como se o mundo nada devesse para ele, e que todos lhe deviam. — Estou novamente solteiro, daquele modo que as garotas gostam! — exprimiu ele.
— O que aconteceu? A tua namorada deu com os pés? — perguntou ao travar o carro e olhar para ele de relance enquanto pegava a bolsa para resgatar o seu gloss. — Sabes o que acho da sonsa da Elena, ne? — ele deu de ombros.
A conversa ia ser longa pela estada do fim de tarde, mas Damon pouco estava a lixar para o facto de chegar tarde ou cedo em casa, pois na sua ideia, era não ter de olhar a cara de parvo do irmão, ou a barriga farta da ex-namorada.
— Digamos que fui eu que dei com os pés! — disse ele com desdem ao olhar a janela fora. — Elena engravidou! — Cami começou a tossir com a noticia.
— Ei, está tudo bem? — ele mostrou preocupação pela garota.
Logo aquela tosse repentina passou mais, e ele suspirou de alivo. Então o retorno foi inevitável, bem seguido de muita risada e conversa fora. Eles muito iguais, tão preversos como os psicopatas, e tão obsecados quanto um ser humano a merces de um transtorno.
A verdade, é que ninguem ficava a rir nessa vida, e Cami estava prestes a mostrar isso, provocando o mais e complicado de erredio da vida do casal feliz da cidade. Aquele casal que achava que nada os abalava, mas era apenas uma questão de tempo ate acontecer.
— Está sim, eu não imaginava que alem de sonsa, ela pudesse ser burra! — comentou guardando o gloss de volta na bolsa e a pousando no banco traseiro. — Sinceramente, podias ter escolhido melhor a garota da tua vida! — revirou os olhos ele encostando a cabeça no acento.
— Tipo uma garota como tu? — ele virou para ela que ria de olhos fechados também ela encostada no acento.
— Claro, eu sou perfeita! Só o meu ex-namorado é que não vê o quanto isso é verdade, mas ele prefere ficar com umazinha, ai. — desencostou de imediato. — Conheces ela? — mostrando curiosidade em saber ao certo quem era o alvo e que perigo isso podia oferecer para si.
— Estas a falar da Caroline? — questionou ele meio surpreso, ela balanço que sim.
— Essa garota não é mais o que era, ela em tempos foi a lider de torcida, quase namorei ela, só que ela era chatinha ao ponto de nao querer qualquer rapaz para si. — Cami balançou a cabeça ao escutar essa história. — Ela namorou também o Taylor, que deves conhecer, pois tem uma boa relação com a Sophia e a Hayley.
— Hayley?
— Sim, ela!
— Ela por acaso não vem de New Orleans? — Damon coçou a nuca pensativo, tentando chegar a conclusão que infelizmente ele não sabia responder, então a jovem deu conta disso e logo mudou sua curiosidade. — Ok, não importa. Apenas quero reconquistar meu namorado.
— Se ele for inteligente volta para ti em tres tempos, mas como é um gajo que tem cara de ser burro, vai continuar com a doentinha da cidade. — a rapariga ao ouvir o comentário, ergeu a sobrancelha.
— Como? A namorada do Niklaus está doente? — essas não podiam ser melhores noticias.
***
A aula do loiro havia terminando a cerca de 10 minutos, quando ele viu o seu aparelho telefónico tocava no bolso da algibeira, preocupado ao ponto de ser algo sério, o pegou e atendeu.
— Alô?! — a indentificação no visor era de um numero restrito, algo como "desconhecido" para si, mas enfim, ele estava curioso. — Alô? — ninguém respondia do outro lado da linha e isso começava a irrita-lo profundamente. — Cami, és tu? Se és, podes parar porque nada do que faças vai mudar! — falou ele sem rodeios e irritado com essa brincadeira de mau gosto da ex-namorada.
Contudo, ninguém respondeu, e a ligação acabou mesmo sendo encerrada, sem que o loiro pudesse saber ao certo o que estava acontecer. A verdade, é que tudo facilmente o tirava do sério quando fazia referência a passado.
A um espaço largo de onde ele estava vinha Bonnie de livros na mão e como já havia dado conta de que o moço que via era o tal que a Caroline descrevia como sendo o moço com cara de anjo, ela provocou um esbarrar de livros no chão, para que nesse sentido ele a viesse socorrer e assim tirar dedos de conversa. A sua ideia era perfeita, a melhor que podia ter e depois quem em seu perfeito cavalheirismo deixava uma moça bonita sem ajuda, não?
A morena de pensamento firme contou até 3 e largou os livros de imediato no chão e seguido de um "ai" ela abaixou pegando eles. Niklaus que escutou o aparato, virou-se ajuda-la e simpático como era entregou entre mãos os correspondentes pertences da rapariga e ajudou ainda a levantar.
— Obrigada! — sorriu ela mostrando um olhar de aprovação enquanto recompunha o regaço de livros. — Vou ter mais cuidado para a próxima, mas isso de ter provas e mais provas deixa-me bem atrapalhada. — desabafou ela.
— Então somos dois, que ando no mesmo clima de tensão! — contornou ele, para agrado dela. A jovem estava pronta para afiar a lingua dizendo mil coisas ao mesmo tempo, mas depois começou a pensar consigo própria que não seria uma boa ideia assustar o loiro com suas afiadas coisas loucas. Ele percebeu a distração dela. — Ei! — ele balançou a mão na frente dos olhos dela, até que pudesse reagir. — Morena?
— Sim?! — ela voltou a terra logo após um tempinho de pensamentos de cima de almofada. — Estava a pensar que talvez eu te conheça. — disse ela por fim não aguentando mais ficar com a língua presa.
— Conheces? De onde? — ele a olhou caminhando uns passos para a frente do portão ainda na companhia dela que o acompanhava. — Eu não me lembro de ti, a menos que sejas alguma das amigas da Caroline! — disse ele afim de não parecer antipático.
— É, sou sim.. na verdade a melhor amiga, assim como a Elena que não sei se já conheces-te que enfim.. tempo não irá faltar para conhecer. — ela começou a empurrar ele para fora como se comanda-se todo o jogo. — Ela fala muito de ti e sabes que mais eu aprovo completamente porque és um girão.. — ele corou um pouco. — e estava mais que na hora da minha amiga encontrar um rapaz que a fosse fazer feliz... sabes ela namorou um tempo com o Taylor, aquele moço que é nosso colega nas aulas de história? — ele acenou que sim. — Pronto, ele a deixou que a a loira foi contar que estava doente.
— Que macabro! — disse ele parando para que ela parasse também já fora dos portões. — Ele é um perfeito idiota por ter feito isso com uma doce e encantadora garota como a Caroline. — ele estava mesmo desiludido com uma ação de um rapaz que devia ter em considerável atenção ao estado clinico de quem dizia amar, certo?
— Só por ai vejo que és o rapaz certo para ela, e que vocês os dois tem mesmo de ser felizes. — concluiu Bonnie, pegando da bolsa o comando do carro e o abrir. — Bom.. foi ótimo conhecer-te Niklaus! — ele ergueu uma sobrancelha ao escutar seu nome proferido por ela sem ter na ideia de o ter mencionando, mas ai lembrou que a namorada o havia mencionado.
— Também foi bom conhecer-te... morena! — ele acenou.
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