Notas iniciais
Oi criançada!
Foi complicaidnho escolher a música e, depois, só um pedaço pra encaixar nesse capítulo. Fazia teeempo que essa demo velha da Kerli tinha vazado quando eu vi que encaixava e decidi usar na fic. Foi uma das últimas músicas decididas.
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Este é um capítulo meio tenso (acho que mais da metade dessa fic é bem tensa, vish) - e sim, vamos contar o que o Lucas sonhou.
Vocês já assistiram "A Origem"? Se não, eu super recomendo. O filme me deu umas engrenagens pra eu arquitetar umas partes da fic. USHUIUHSSHSUHSUH E é muito bom.
Estou com um certo dilema a respeito dessa fic, nas notas finais eu pergunto pra vcs.
Por ora, ENJOY :D

Isso não tem machucado como as sombras
Você disse que eu aguentaria
Há apenas um sombra
E você não liga
Então deixe-me explicar
Deixe-me ficar
Por um tempo
Eu digo
Deixe-me ficar
Deixe-me ficar
Por um tempo
Let Me Stay — Kerli

*-*-*-*-*

— Tom... eu sonhei com o teu irmão.

Quase quebrei o prato que estava ensaboando.

— Como é?!

— Eu sonhei com o Bill... teu irmão.

— Sim, isso eu entendi... Como foi esse sonho?

— Confuso. Ele dizia alguma coisa, mas eu não ouvia nada. Só escutei ele falando alguma coisa que eu não entendi e depois o nome da minha mãe.

— Hm... E como ele estava?

— Que nem naquele primeiro DVD que a gente viu anteontem.

— Eu acho que andamos vendo DVDs e blu-rays demais.

— Não sei não. Ele parecia tão sério. Parecia que o que estava dizendo era importante.

— Então vocês dois acordam cedo, comem sem mim e ainda limpam a cena do crime? – Maria apareceu na porta da cozinha de repente, abafando nosso assunto.

— Achei que você dormiria até mais tarde. Nós dois acordamos e descemos, não queríamos acordar você. – respondi. – Aí eu fiz uma omelete pra gente comer e estávamos aqui conversando.

— Quer dizer então que Tom Kaulitz aprendeu a cozinhar! Isso sim me surpreende!

— Só uma ajuda pra sobrevivência.

Monica chegou dando bom-dia. Todos respondemos, e o meu cumprimento se estendeu numa pergunta:

— Pra quê tanto casaco?

— Vi na previsão do tempo que esta noite a temperatura cairia. E esfriou bastante, é capaz de nevar ainda hoje. – ela respondeu.

— Só eu não estou sentindo esse frio?

— Abre a janela, rapaz. Aqui dentro tá um forno comparado ao tempo lá de fora. – Monica disse.

— Vai nevar? – perguntou Lucas enquanto eu abria a janela da cozinha e sentia um vento congelante gelar minhas orelhas.

— Acho que é bem capaz... – respondi fechando a janela. Benditos sejam os meus aquecedores automáticos.

— Mas bom – Maria disse -, agora a gente vai voltar pro hotel e se nevar, amanhã a gente volta pras crianças poderem fazer um iglu com blocos de gelo. Tom, pode chamar um táxi, por favor?

— Mas você nem comeu nada.

— Eu como alguma coisa no hotel, não se preocupe. E antes que se ofereça pra levar a gente, lembre-se de que a tua mãe está pra chegar, você tem que estar em casa pra recebê-la.

— Ok. Um táxi. – fui pra sala, fiz uma ligação e voltei anunciando: — Daqui a pouco chega. Mas se nevar eu vou lá pessoalmente buscar o garoto pra brincar.

— Tá bom. Que seja. Agora você sobe – virou-se para o filho – e vai se trocar. Anda, anda!

Ele subiu as escadas correndo e ela foi logo atrás.

Começou a nevar eram pouco mais de três da tarde. Refleti se era melhor ir buscar o garoto logo e pegar a rua menos escorregadia ou esperar a neve acumular um pouco. Resolvi esperar, até porque a Maria podia ficar brava com a afobação. Sempre tive uma ponta de receio quanto a deixá-la nervosa.

Nevou pra caramba. Liguei pra Maria avisando que estava indo buscá-los – e que era pra ela vir também. Eram quase cinco horas e minha mãe não havia chegado ainda, então eu fui lá rapidinho.

De volta, não demorou muito para que o meu quintal se transformasse num campo de batalha – logo comecei a travar uma guerra gelada contra Lucas e a mãe (é, ela também entrou na brincadeira). Não fazia guerra de bola de neve desde que tinha oito anos, e o meu primeiro e último adversário fora o Bill. Era uma lembrança feliz, então eu a guardei com carinho e continuei brincando como se tivesse voltado a ser criança.

Eis que, num contra-ataque, Maria mirou em mim mas acertou outro alvo: minha mãe, que tinha acabado de trespassar o porta de entrada.

— Ops... – Maria fez uma careta.

— Se eu dissesse que essa foi uma recepção calorosa, soaria contraditório. – disse minha mãe.

Lucas se escondeu atrás da barreira improvisada no quintal. Eu levantei do chão, sacudi a neve da roupa e fui abraçá-la.

— Mãe! Achei que a senhora não chegava mais!...

— E eu, por um momento, achei que tinha uma criança aqui.

— Bom, na verdade, tem uma criança. E lembra que eu disse que tinha uma pessoa aqui que você ia gostar de ver? – nessa hora a Maria me imitou levantando-se e sacudindo a neve da roupa, e deu uma cutucada no filho – Aqui está ela. Maria.

Mamãe olhou para Maria, que estava ao lado e ergueu o braço num aceno.

— Maria... – ela estreitou o olhar – É a mesma Maria que eu estou pensando...?

— É sim. – respondi.

— Não acredito. Aquela Maria?...

— É, mãe.

— Meu Deus! – ela deu um passo em direção à Maria e segurou as mãos dela. – Você está tão linda!... Mas parece bem mais nova que o Tom.

— Mãe! – reclamei – Ela é mais nova que eu. Cinco anos. Lembra daquela história...?

— Ah, claro, claro. Agora eu me lembro. Nossa, quanto tempo... Como vai você, querida? Há quanto tempo voltou para a Alemanha?

— Há alguns dias. Eu só vim pra formatura do Tom, ele me convidou. Vou dançar valsa com ele.

— Eu não sei dançar valsa! – protestei.

— Hã, eu estou bem – continuou. – Me formei em Administração há alguns anos, e trabalho no RH da Volkswagen no Brasil.

— Mudou de cargo? – interrompi de novo.

— É, fui promovida antes de vir pra cá da outra vez. E por último, mas não menos importante, dessa vez eu vim de avião. Quer dizer, nós.

— Oh... “nós”?

— Lucas e eu. Meu filhinho. – ela disse apresentando o garoto.

— Você se casou? – mamãe perguntou.

— Não! É uma longa história. Mas eu não sou casada. Moramos só nós dois.

Minha mãe sugeriu que entrássemos, alguém podia ficar doente nesse frio. Fiz chocolate quente pra todo mundo na cafeteria e ela conversou mais com Maria e o filho.

— Vai passar a noite aqui, Maria? – mamis perguntou após tomar o último gole do chocolate.

— Não, não!... Já passamos as duas últimas noites aqui; e como só tem um quarto de hóspedes, onde a senhora dormiria? Nós vamos voltar para o hotel, já abusamos da hospitalidade do Tom. Aliás, já estamos indo.

— Não vão ficar nem para o jantar?

— Não, Tom, muito obrigada. Vamos mesmo voltar. Não vão faltar oportunidades pra nos encontrarmos de novo, certo? Afinal foi justamente por sua causa que eu vim pra cá, fora que é o único amigo que eu tenho em Berlin.

— Ok. Você pelo menos aceita que eu te leve até o hotel?

— Sim, Tom. Tudo bem.

— Vou pegar as chaves do carro. Vai com a gente, mãe?

— Não, Tom, vou ficar aqui mesmo. Estou cansada da viagem.

— Certo. Então vamos?

— Assim que nos despedirmos da sua mãe. Tchau, D. Simone. Foi um prazer revê-la.

— Igualmente. Mas ainda tornaremos a nos ver, sim? Boa noite. E boa noite pra você também, Lucas. Você é um menino lindo.

— Obrigado. Boa noite.

Levei os dois de volta para o hotel rapidinho e voltei para casa. Minha mãe estava vendo tevê.

— Tom – ela ralhou quando deitei no colo dela no sofá -, não acha que está muito grandinho pra querer colinho?

— E ainda dizem que para as mães os filhos serão sempre crianças. Poxa, mãe, estava com saudade. A gente se viu tão pouco esse ano.

— Tem razão. Também estava com muita saudade de você. Aliás, vamos ver o seu irmão amanhã?

— Ôh, mãe. Vai me desculpar, mas não quero ir lá de novo. Fui lá ainda ontem levar a Maria, e bom...

— Tudo bem, tudo bem. Não precisa passar por isso. Mas eu vou.

— Tá bom.

Eu mal tinha saído da cama no dia seguinte, estava passando o meu café na cozinha quando o telefone tocou.

— Alô? – atendi sonolento.

— Tom?

— Sim, quem é?

— É o Lucas.

— Hã? Lucas? Isso são horas? O que foi?

— Desculpa, você tava dormindo...? Eu acordei, peguei o seu número no celular da minha mãe e vim correndo te ligar.

— Por que motivo? Tá muito cedo pra eu te buscar pra fazer guerra de bola de neve. E eu não estava dormindo não.

— É que... eu sonhei com o teu irmão de novo. E dessa vez, eu entendi o que ele disse.

— Como é?! E o que ele disse?

— Ele disse... disse que...

— O que ele disse? Fala logo.

— Ele disse... que... – ele parecia muito nervoso.

— Se acalma. O que há? O que você sonhou que o Bill disse?

— Ele disse que queria que a minha mãe estivesse com ele.

— Como assim?

— Teu irmão morreu, não morreu? Se ele quer que a minha mãe vá pra junto dele, ela tem que morrer também, não tem? Você também quer que a minha mãe morra?!

Notas finais
Curi #01: Vocês devem se imaginar por que o Tom ia fazer justo ~uma~ omelete. Bom, não tem um motivo específico, é só que é uma coisa fácil de fazer (e a minha especialidade culinária, tirando o bolo de cenoura insuperável) e que 99% das pessoas comem.
Curi #02: Imagino que o Tom tenha uma cafeteira tipo aquelas Dolce Gusto, que deve fazer até bolo de chololate -n Não sou exatamente fã de café, mas me gustaría mucho ter uma pérola daquela em casa. HAUAHUAHUHA
Curi #03: Atentem um pouquinho nessa alteração súbita da Maria quando a tia Simone perguntou se ela era casada. Ela tem meio um tique com isso HAUHAUHA
Curi #04: No presente momento da fic, Lucas tem 6 anos. Talvez ele pareça meio quieto porque eu não falo muito dele, mas ele é bem esperto. Fiquei meio "assim", porque as crianças de hoje são meio ~mongas~ (são mesmo po), mas eu com 6 anos já era ligada no 330, maoe~ Agora que a bateria tá fraca e a fonte de energia tá escassa. HAUAHUAHUHA
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Comunicado:::::::: terminei de escrever a fic. é. ç-ç
E o dilema que eu queria e não queria compartilhar é::::::::: autoboicote: seria autocensurar-se ou dar uma chinelada na cara bem dada, só que sem intenção? (socorr)
Até semana que vem.
E REVIEW NÃO MATA, NEM DÁ DOENÇA
PENA QUE NÃO RENDE MAIS CASH NEM EXPERIÊNCIA
Mas eu respondo, eu sou legal
Sou preterida e isso não é legal! (e ótima com rimas, hã?)
:**