Notas iniciais
Eu não consegui. Eu me rendo e confesso que não consegui.
Eu queria ter postado na semana passada, mas acabou miando. E daí eu prometi pra mim mesma que não escreveria mais nada até conseguir postar. O porquê disso? Já estou no último capítulo e simplesmente queria postar a fic antes de terminá-la. Olha como eu sou legal. Bom, meio fail porque anteontem eu não resisti, peguei o caderno e escrevi mais de uma folha inteira :~ mas anyway, ainda não está concluída.
E como eu continuo com mania de enfim,
Enfim.
HALLO KINDER *-*
Eu sei que vcs sentiram saudade c: (sentiram nada=P)
Aqui então está a nossa ilustríssima parte três (e, finalmente, a parte FINAL dessa história) (jura mesmo que vcs ainda aguentam imaginar a cara da Maria? me respondam isso depois) de GF.
E de novo, se você não leu GF e memo assim clicou, copia esse endereço e vai ler http://fanfiction.com.br/historia/79627/Geisterfahrer_-_A_Menina_Do_Tempo do contrário, TU NÃO VAI ENTENDER SEQUER AS VÍRGULAS. E depois leia 1000 Meere, claro https://www.fanfiction.com.br/historia/147903/1000_Meere_-_30_Segundos_De_Ausencia
Mas voltando aos meus leitores fiéis
Eu postando fic na sexta-feira? Pois é, isso não é muito normal, mas essa vai ser assim rs. Estou com um "pequeno" problema de hardware e com certa ~dificuldade~ até pra digitar os capítulos (não se preocupem, no presente momento, tenho prontos até o 9º).
Eu sei que vcs adooooram ler minhas notas iniciais mas eu vou me abreviar por aqui - e tem muuuuuita prosa de bastidores pra vcs nas notas finais kekekeke
E, antes que me perguntem, SIM, vou confundir as vossas cabeças (me gustav Q-)
Enjoy ^^

E aqui vamos nós de novo
Com todas as coisas que nós dissemos e nenhum minuto gasto
Para pensar que íamos nos arrepender, então nós apenas retiramos
Essas palavras e prendemos a respiração
Esqueça as coisas que nós juramos, que nós queríamos dizer
Here we Go Again — Paramore

*-*-*-*-*


"Finalmente o meu notebook voltou. Como é difícil ser prática hoje em dia! Só pra consertar a webcam demoraram um mês. Mas bom, não é exatamente um mérito meu ser antiquada, eu podia usar um tablet no serviço, mas eu detesto aqueles troços. Fora que a maioria é bloqueada. Bom, esse rosário todo de reclamações só pra te avisar que a gente pode marcar um lero pelo Skype, é só sincronizar o fuso horário. Abraço."

Este foi o penúltimo e-mail que ela me mandou. Nele constava também os horários que ela tinha disponíveis relacionados com o fuso horário daqui. Matutei um pouco e, depois de concluir que o único horário livre comum era tarde da noite e de madrugada, respondi propondo que marcássemos nosso "lero" virtual para domingo à tarde por lá, que corresponde ao início da noite por aqui.

Não é muito prático me corresponder com a Maria, levando em consideração que ela mora no Brasil e eu, na Alemanha. Mas a gente vai levando — e eu tentando manter o assunto. Demorei pra tomar coragem em mandar um e-mail para ela, depois daquela fatídica tarde no hospital em São Paulo em que ela me deu seu cartão. Tanto que eu achei até que ela podia ter trocado de e-mal, mas não, ela me respondeu.

Haviam se passado dois anos da ocasião quando começamos a nos corresponder, agora fazem pouco mais de dois anos e meio. Deve ser visível a quem lê que eu não gosto nadinha de falar da ocasião: trata-se de quando o meu irmão morreu. Lembro exatamente da sensação de vertigem e pontadas no coração que tive naquela hora em que senti que havia alguma coisa errada. E eu acho que nem água do Mar Morto ajudou a minha pressão a subir quando eu recebi a notícia de que Bill não estava mais entre nós.

Aí sabe aquela sensação de querer saber o que aconteceu, mas por outro lado estar contente com a santa ignorância pra se "poupar" de qualquer coisa? Era assim que eu estava. O que eu soube foi que o carro havia ido de encontro a um barranco que subia.

Eu sei que até hoje Maria se culpa pela ocasião; mas, apesar de nunca ter falado diretamente sobre isso com ela, não consigo atribuir-lhe culpa. Eu simplesmente a compreendo desde aquela tarde em que ela me contou que viera à Alemanha, atrás da gente, graças a uma máquina do tempo vinda de 2020.

Marcamos então a conversa via Skype para domingo. Claro que eu estou inseguro e apreensivo; não temos mais toda aquela intimidade de antigamente. Então, amanhã, 18 de junho de 2023, reveremos as caras um do outro e trocaremos impressões sobre a vida, já que é isso o que as pessoas normais fazem.


— Tá me ouvindo? Tá me vendo? – disse ela dando tchauzinho pra câmera pra verificar a conexão.

- Sim. E você?

— Também, aqui está ok. Bom... oi, Tom.

- Oi, Maria. Como vai?

— Indo... Trabalhando, criando meu filho... Caminhando e cantando seguindo a canção.

Diante da minha expressão de não ter entendido o provável trocadilho, ela explicou:

— É uma música do final do século passado. Mais velha que nós dois. Mas ainda é muito cantada e conhecida, porque virou meio um hino da luta do povo. É da época da ditadura.

- Ditadura? No Brasil?

— Sim. Está achando que só o povo alemão sofreu com tiranos? Engana-se. No Brasil existiram duas ditaduras desde a proclamação da República; e a segunda, a Ditadura Militar, da qual originou-se essa música, foi a pior. A repressão e a censura foram terríveis; se você fosse contra o governo, se declarasse e fosse à luta, corria o risco de ser preso e torturado. Dois ex-presidentes daqui foram presos políticos naquela época. E não era qualquer tortura; eram coisas crueis, hediondas. Vinha gente dos Estados Unidos pra cá aprender como os militares torturavam as pessoas. – pausa. – Mas bom, esse episódio da História dá muito pano pra manga, e a gente tem mais assunto, certo? E você, como vai?

- É; indo também. Estudando, estagiando, trabalhando que nem um condenado.

— Estudando? Ah, há quanto tempo eu não falo Alemão!...

- Pois é. Tive que dar rumo à vida, né. Enquanto ainda dava pra viver com o que ainda tinha da banda, eu fiz uns cursos. Atualmente eu sou gerente do RH da Audi.

— Nossa, que ironia. Vocês faziam propaganda pra Audi.

- Pra você ver. Aí agora eu estou terminando a faculdade de Design. O normal são seis semestres, mas eu enfiei a cara nos livros, me adiantei pra caramba e vou terminar depois de quatro. Eu estudo como louco, é o refúgio que eu encontrei pra desviar a cabeça, sabe. Aí, agora, como eu to no fim do curso, tive que fazer estágio. Não consegui ficar na Audi porque já trabalho em outro setor lá dentro. Então a única coisa que eu consegui foi um não-remunerado na Volkswagen.

— Imagino que como Designer Automobilístico. Mas o que exatamente você faz lá?

- Desenho uns carros. Mostrei uns desenhos pro chefe do setor e ele gostou, disse que ia ver se tem como fabricar aquele modelo. Aí talvez um dia chegue um Volkswagen designed by Tom Kaulitz na sua garagem, eu só não sei se vou ter o meu crédito.

— Por quê?

- Porque eu sou só um reles estagiário, segundo o que me disseram, não poso assinar diretamente porque eu nem pago sou. E mesmo quando eu me formar, não sei se vão querer me efetivar, né...

— É; é complicado, seja bem-vindo ao mundo ferrado dos cidadãos comuns.

- Já que foi o que me restou no fim das contas, né... Eu tento não ficar lembrando muito do tempo da banda; mas sei lá. Às vezes eu sinto que sou excessivamente cobrado e explorado por ser ex-Tokio Hotel. Mas eu fico quieto...

— Entendo. Mediocridade toda essa pressão pra cima de você. Mas é bom que você não ligue e tente mostrar sua capacidade por trás do Tom do Tokio Hotel.

- É isso que eu faço, ou tento fazer. Lá na faculdade eu sou uma corda de cabo-de-guerra; a maioria do povo tem entre dezenove e vinte e cinco anos e eu vou fazer trinta e quatro. Então, a metade me odeia e me esnoba por causa da banda e a outra metade me apoia. Eu sou um alienígena lá dentro.

— Tenso. E... não te incomoda o povo falando sobre a banda, talvez até mencionando o Bill?... Te perguntando...?

- Incomoda. E muito. No começo foi muito pior; vinha uma horda de gente em cima, me xingar, me prestar solidariedade, me pedir um autógrafo, me fazer perguntas... No terceiro dia de aula eu fiz uma placa com os dizeres “sim, sou Tom Kaulitz, estou estudando Design, a banda acabou, Georg e Gustav estão tão tristes quanto eu, não quero falar sobre o Bill e por favor não me peça um autógrafo” e pendurei no pescoço.

— Está brincando!?

- Não tô não. Tem um monte de foto minha etiquetado por aí, saiu até no jornal na época. E sempre no começo dos semestres eu tenho que fazer isso de novo, porque sempre entram novos alunos, aí já viu.

— Caramba... Tô imaginando o dia em que você for se formar, vão ter que alugar um estádio pra Colação de Grau!

- Olha, eu não tinha pensado nisso ainda. E eu vou me formar no fim do ano.

— Que bom. É muito boa a sensação de ter um diploma na mão.

- Eu também não vejo a hora de pegar no meu. A faculdade até que é legal, mas falta alguma coisa, sabe?

— Entendo. Mas me diz uma coisa, como conseguiu que um curso de seis semestres terminassem em quatro?

- Ah, foi fácil. No começo, eu entrei muito sério e fiquei muito obcecado. Eu fazia o primeiro regular, trabalhava à tarde e voltava pra faculdade à noite e assistia às aulas do segundo. No final do semestre, a reitoria me chamou querendo saber o que estava acontecendo, eu expliquei... e diante da situação, eles fizeram uns rolos lá, eu fiz uma prova e assinei um documento e pulei para o terceiro. Aí foi a mesma coisa; eu fazia o terceiro de manhã, assistia as aulas do quarto à noite e no fim do semestre me deixaram pular.

— Caramba! E agora você tá fazendo isso de novo?

- Não, agora eu tive que sossegar. Passei a frequentar o quinto regular à noite e tô estagiando na parte da manhã.

— Hm, entendi. Meus parabéns.

- Parabéns por ter me tornado um obcecado? Eu simplesmente precisava de algo pra manter a cabeça ocupada longe da... bom, você sabe.

— É. Sei. Eu ainda não me conformo e nunca vou me perdoar...

- Mas, venhamos e convenhamos, de qualquer forma, a gente não vai poder fugir desse assunto pro resto da vida.

— Eu temia que você dissesse isso.

Notas finais
Gente bonita, se tiver algo errado me avisem, eu não tive tempo de revisar kk
Curi #01: Eu estava inspirada pra breve encheção de linguiça história porque eu não sabia mais o que escrever no primeiro capítulo. HEHEHEHEHEHE ~ E também porque estava um pouco absorvida pelas aulas de História, adoro estudar os Anos de Chumbo (:
Curi #02: Fiz o Tom estudar:F HAHAHAHHA
Não foi muito fácil escrever do ponto de vista dele, encarei isso como um desafio a mim mesma. Modéstia (que eu já não tenho) à parte, estou me saindo bem. ^^
Curi #03: Essa parada de pular período não existe. Só se você tiver feito algum curso superior ANTES e ir eliminando as matérias comuns (que ficam cada vez mais específicas).
Curi #04: É, Paramore. Ainda não explorei ~toda~ a discografia deles. *grins* Não vai ter muita novidade musical no leque sonoro dessa vez.
Bom, se tinha mais alguma coisa, esqueci :F
Até semana que vem galëre! ^^