Durante as aulas...
9 Amigas da onça ou diretor da onça?
Notas iniciais
Era mais uma dessas apresentações de volta às aulas, com todos os alunos sentados no pátio e se esparramando também nos corredores (a escola não tinha um auditório, ginásio ou qualquer coisa do tipo). No centro de tudo, uma confusão de cabos, caixas de som e microfones. Os professores espremiam-se o mais atrás possível daquela confusão, para esperar cada um a sua vez de falar, ou pelo menos de tentar falar.
Não muito longe dali, no corredor perto da sala dos professores, um grupo de quatro ou cinco amigas e um amigo, riam e conversavam da maneira mais silenciosa possível, ao invés de prestar atenção nos discursos.
Não que algum aluno estivesse realmente prestando atenção, mas isso era apenas um detalhe...
A questão é em algum ponto das apresentações, o único menino do grupo começou a brincar com o cabelo de uma das meninas, tentando prender o cabelo dela com clips no tênis. O sentido disso? Nenhum, e mesmo que tivesse, não seria realmente importante, porque não era por qualquer motivo que aquele grupo tinha fama de louco naquela escola.
O que se pode considerar importante (ou trágico), foi que o diretor (que adorava pegar no pé dos estudantes) se aproximou calmamente naquele exato momento, e vendo aquela cena, não pode deixar de incomodar, afinal, não era todo dia que ganhava uma chance daquelas...
Em alto e bom som, pergunto ao coitado do menino (que não sabia onde se esconder), se ele por acaso não queria ser cabelereiro, pois, até onde sabia, não querendo ser preconceituoso, 99% dos cabelereiros possuíam um jeito mais afeminado. O menino estava paralisado demais para responder qualquer coisa. As meninas estavam tendo que segurar muito o riso para responderem qualquer coisa.
Foi o diretor se afastar um pouco para que elas finalmente caíssem na gargalhada (não que já não tivessem começado a rir antes), dessas que fazem você cair e quase sair rolando. Ele continuou em seu estado de choque, sem nem ao menos conseguir encarar alguém, extremamente constrangido.
O motivo para tamanho pânico era simples: ele era gay, só que não assumido. Pelo menos, não para todos e com certeza não para o diretor. E por isso continuou sem reação por alguns bons instantes, até que as amigas se recuperassem da crise de risos, completamente (ou quase isso) culpadas pela reação exagerada.
Realmente, era difícil saber o que era pior: um diretor daqueles ou umas amigas daquelas...
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