Notas iniciais
Gente, que vergonha, esqueci que tinha essa fic aqui! rsrs Mas para não ficarem aborrecidos comigo, só falta um capítulo para fechar essa história, então fiquem no aguardo Boa leitura!

No fim, Sara não pode dizer não a Gil, em nenhum dos assuntos que ele abordara. Ela não queria interferir na relação dele com o filho, e também sabia que se ela se intrometesse na vida dele, Gil se acharia no direito de fazer o mesmo com ela. E isso era tudo o que menos queria.

E sabia que não seria de todo o ruim ter Gil por perto na faculdade. Ninguém lá precisaria saber que era ele o pai de seu filho. Saberiam somente que os dois já trabalharam juntos, e olhe lá. O que estava de bom tamanho para Gil. O homem via isso como uma chance de recomeçar do zero, de poder estar todo dia com sua amada, sem os olhares que muitas vezes lhe eram lançados em Vegas, pois nenhum de seus novos colegas sabia de seu passado turbulento. E ele faria um esforço sobre-humano para que as coisas ficassem assim.

Gil não tinha uma agenda escondida ao estar ali, ele simplesmente queria estar perto do seu filho, e se isso o colocasse em contato direto com Sara melhor ainda. Ainda que ele tivesse jurado a Sara que não tentaria uma reconciliação, isso não o impedia de sonhar com uma. E por isso a notícia que recebeu logo em seguida acabou com a fundação tão recentemente construída em sua vida.

–Grissom, entra. Biel está terminando de se arrumar.

Pai e filho haviam marcado de assistir uma partida de beisebol naquela tarde, mas Grissom esperava ter um tempo para falar algo com Sara.

–Você quer algo enquanto espera? Uma água, um suco?

–Eu quero te fazer um convite.

–Grissom!

–Não é assim, Sara....já disse, não vou forçar nada entre a gente. Nunca. Você não confia em mim?

–E eu já ganhei algo de bom ao confiar em você?!

Sara logo levou a mão à boca, percebendo que passara dos limites ao ver que Gil se sentira ofendido. Mas essa era uma das razões pela qual era uma péssima ideia essa historia de ele estar perto o tempo todo. Gilbert Grissom a fazia perder a cabeça!

–Eu mereço, eu sei. Mas será que você pode, por um instante, deixar as pedras de lado ao lidar comigo?

–Desculpe Griss... mas diga... qual é o seu pedido?

–Fiquei sabendo que todo o início de ano a faculdade oferece uma festa . É uma forma de apresentar os professores novos, pelo que me dizem, e estou obrigado a comparecer- Gil fez uma careta ao dizer isso, mostrando sua desaprovação com o fato, e Sara não pode deixar de rir.

–Sim, e felizmente eu já passei pela minha, e não Gris, eu não vou te ajudar a sair dessa- Sara brincou com Grissom.

–Não era bem isso que eu tinha em mente... pensei de irmos juntos...

Antes mesmo dela abrir a boca, Gil já sabia que vinha uma explosão em sua cara, pelo endurecimento da postura de Sara.

– O quê! Grissom, o que nós combinamos quando você se mudou para cá?

–Eu sei, Sara! E tenho que me lembrar todos os dias que te vejo... mas não é sobre isso que estou falando. Não estou te convidando para um encontro.

–Não?- Sara visivelmente relaxou e se sentou no sofá, sendo seguido por Gil.

–Não, só pensei que faria sentido nós irmos juntos. Afinal, todos ali sabem que eu já fui seu chefe, e como eu sou novo ali você podia me ajudar a me enturmar.

–E desde quando você quer se enturmar, Gilbert?

–Ok, ok, você me pegou. Só pensei que indo com você me livraria de ter algumas conversas irritantes.

Sara sorriu. Aquilo era muito mais a cara de seu antigo supervisor. Se ele estivesse acompanhado, seus colegas de trabalho não se sentiriam tanto na obrigação de conversarem com Grissom, e ele seria poupado de conversas constrangedoras. Pensou com ironia como ele sempre a procurava quando estava em uma situação de risco. Foi a mesma coisa com Holly Gribs. Mas dessa vez Sara não iria correr a sua defesa. Mesmo se quisesse, não poderia, ela já tinha um par para aquela festa. E como dizer isso a Grissom? Sabia que o homem era ciumento. Ela não queria que ele descobrisse assim, afinal nem sabia se o que tinha com Brian iria para frente. Somente sua mãe sabia. Decidiu então que tentaria segurar aquela informação mais um pouco. Não queria irritá-lo antes dele sair com Gabriel.

–Ah, Griss, nem que você me pagasse eu perderia a oportunidade de te ver tendo que ser sociável. Sabe, uma vez ou outra não faz mal a ninguém, dizem que até é saudável!

–Ah, falou a alma da festa!- Grissom retrucou. Tinha que admitir, adorava quando Sara estava brincalhona, mas ele viera aqui com uma missão, e não sairia enquanto não ouvisse uma resposta.

– Mas você ainda não me respondeu. Vamos comigo, Sara- ele pegou a mão dela e a olhou com uma carinha de cachorro abandonado, fazendo com que Sara amolecesse toda por dentro. Mas ela tinha que ser resoluta!

– Por favor! Você não tem motivos para me negar esse favorzinho- mas então algo veio na cabeça de Grissom- A não ser...- Grissom largou a mão de Sara e se levantou, cruzando os braços e olhando para o outro lado- A não ser que você já tenha alguém?- ele não queria olhar para ela no momento em que ela partiria seu coração, dando uma resposta afirmativa para sua indagação. E Grissom sentia nos ossos que ela o faria.

–Gris...- Sara sentiu seu coração quebrar junto com Grissom. Embora já não sentisse por ele o mesmo, sabia que ele sempre seria o amor da sua vida. Mas sabia também que era um amor doentio, que a faria sofrer, pois Grissom não era um homem feito para um relacionamento. E por isso ela partiu.

–Então é isso...- Grissom balançou a cabeça e riu amargamente- É claro que você teria alguém...uma mulher linda e inteligente como você...- Grissom falava sem olhar para Sara, mas a mulher pode sentir a dor que carregava as palavras dele. Mas tudo aquilo logo foi apagado, como Sara sabia que seria. Grissom voltou a olhar para Sara, o rosto impassivo, os olhos frios.

–Será que o Gabe vai demorar muito?- Sara logo se levantou, dizendo que iria apressar o garoto, mas não chegou nem nas escadas, pois Gabriel desceu correndo e se atirou nos braços do pai.

Sara observou apreensiva aquele encontro. Pois o Grissom que vira momentos antes era o mesmo que, em um tempo distante, a tratava com a maior indiferença do mundo. Ela não suportaria ver seu filho tratado da mesma maneira. Mas pelo visto ela não precisava se preocupar, pois Grissom retribuiu o abraço de uma maneira que só fizera com ela uma única vez, quando eles fizeram Gabriel. E enquanto ele abraçava seu filho, os olhos de Grissom encontraram o de Sara,e ela entendeu. Gabriel era a única coisa que restava de bom na vida dele, e Gil nunca o abandonaria ou o deixaria de lado. E isso era uma promessa que Gil levaria para o túmulo.

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Bryan Wendt era um homem realizado. Desde que saiu da faculdade de administração tocava o negócio da família de uma maneira espetacular. Além disso, ainda conservava a beleza e a jovialidade que possuía na adolescência, o que o fez ter uma dúzia de namoradas, mas nenhuma chegou ao posto de esposa. Recentemente, porém, ele sentia a necessidade de se tornar um homem de família. E quem melhor para ficar ao lado dele do que Sara Sidle. Ele a conhecera por intermédio de sua irmã caçula, que fazia ioga junto com Sara. Rebeca cismou que os dois eram feitos um para o outro, e quando sua irmãzinha cismava com alguma coisa...ah ela conseguia! E foi assim que eles começaram a se encontrar. Bryan sabia que Sara já tinha um filho, e isso para ele era um bônus. Para ele isso significava uma família instantânea!

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Grissom chegou à festa de fim de ano acompanhado de seu amigo e reitor da faculdade Owen Dawson. Fora Owen quem o dera a oportunidade de emprego. Como dois bons amigos, a conversa fluía rapidamente, e Gil logo se viu com um copo de Uísque nas mãos e sendo apresentado a várias pessoas de outros departamentos que não conhecia.

Foi quando Owen precisou se ausentar por um momento que ele a viu. Felizmente, Sara não parecia notar sua presença o que deu a oportunidade a Gil de ver o quão bela sua Sara estava. Usava um vestido longo cinza, bem ajustado ao corpo, de mangas compridas e as costas nuas. Os cabelos estavam presos em um coque. Bela demais para outro homem que não ele. Grissom suspendeu sua bebida, sabendo que se não o fizesse iria causar uma confusão com aquele homem que estava a acompanhando. Como Sara podia escolher alguém como aquele cara? Ele parecia que nem saíra das fraldas ainda!

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Sara se sentia sortuda por estar acompanhada de um homem tão seguro de si e ao mesmo tempo tão despretensioso quanto Bryan. Além de ser um espécime maravilhoso de homem, com seus 1,85 metros, cabelos morenos e cacheados bem cortados, de queixo quadrado e barba aparada. Os ombros largos e o corpo de atleta fechavam divinamente o pacote e preenchiam o terno cinza que ele usava com maestria. Sara se sentia segura com ele como a muito tempo não se sentia com homem algum.

Ao mesmo tempo, estava também apreensiva. Já avistara Grissom em um canto da festa, encostado na parede com um copo na mão. E ele não tirava os olhos dela!

–Amor, é ele?

Sara contara a Bryan sobre Grissom. Não tudo, somente que ele era o pai de seu filho e que ela o abandonara quando a relação não deu certo. Mas Bryan sabia pelo jeito dela falar que aquele homem ainda mexia com Sara. Então ele chegou mais perto, abraçou Sara pela cintura e a beijou no pescoço.

–Quer ir lá falar com ele?

–Sim... isso teria que acontecer alguma hora não é?- ela disse, se referindo a apresentação de Bryan e Grissom. Sara gostaria que Bryan chegasse para ficar, antes mesmo de Grissom se mudar para sua cidade. Já estava cansada de ficar sozinha, de não fazer sexo. Agora com ele por perto era imperativo que ela tivesse alguém quem desviasse sua atenção de Grissom. E Bryan era o escudo perfeito. Tinha certeza de que Grissom não poderia achar nada de errado nele.

Enquanto a Bryan, a fala de Sara o deu a confiança que ele precisava para encarar aquele homem tão onipresente em sua relação. Bryan reparara que Sara tinha alguma dificuldade em relaxar com ele, em se entregar, no início da relação. Imaginou que isso era consequência de uma relação que terminou mal. Quando Sara disse que tinha um filho então ele teve certeza de que o pai de Gabriel seria o motivo de toda aquela insegurança. O homem endireitou a gravata e estendeu a mão para Sara.

–Vamos? Eu estarei com você o tempo todo.

“ Acho que você vai precisar mais de mim do que o contrário” Sara pensou, sabendo da personalidade de Grissom.

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–Gil, você veio

Gil ouviu a melódica voz de Sara vindo por de trás dele. Ele se virou, lentamente, e seus olhos caíram primeiro em Sara, e ele estendeu um sorriso a ela.

–Eu não tinha alternativas. Owen sabe onde moro...

Sara riu, pensando na tenacidade do reitor.

–Então é ele o seu querido amigo?

–Sim... nem tão querido agora, visto que ele me abandonou em favor das lindas moças daqui- Gil apontou com o braço para uma direção geral, indicando a festa, que realmente também estava repleta de belos jovens.

–Eles tem o dom de me fazer sentir como uma velha.

–Você, querida, não devia se preocupar com isso. A idade só acrescenta a sua beleza.

–Humhum!

Sara corou ao se dar conta que esquecera completamente de apresentar seu par a Grissom, mas os dois homens não sabiam dizer se ela corara devido ao elogio de Grissom ou ao seu esquecimento de Bryan. O que deixou uma situação já com potencial para ser tenso ainda mais quente.

–Gil, esse é Bryan Wendt. Bryan, esse é o pai do Gabriel.

Os dois homens se entreolharam, como se medissem um ao outro. Bryan foi o primeiro a estender a mão.

–É um prazer senhor Grissom. Sara falou um bocado sobre o senhor.

Grissom deu um sorriso amarelo e recolheu sua mão.

–Ah, finalmente te encontrei Gil!- Owen apareceu de repente, assustando o trio- Senhorita Sidle, vejo que está matando as saudades de seu antigo supervisor.

–Ah, sim... e como.

A noite prometia ser bem desagradável, e foi.

Notas finais
Hummm, Bryan ou Grissom, quem ganha essa luta pelo coração de Sara?