Duplicidade
2 Violet Club
Notas iniciais
— Caso encerrado! — Eu finalizo o julgamento após ler a sentença com aquela velha sensação de dever cumprido. Mais um criminoso na cadeia!
— Ótima performance Cullen! — O juiz Aro Volturi, meu chefe, me elogia quando eu estou na porta do meu gabinete.
— Obrigado! Só fiz o meu trabalho. – Eu respondo. Ele está com alguns outros colegas conversando, eles me cumprimentam e passam. Eu entro no meu gabinete.
Retiro a beca, jogando-a no sofá, afrouxo a gravata e me jogo na minha poltrona. Suspiro. Foi um belo julgamento. A sensação de fazer a coisa certa me toma por inteiro, eu amo a minha profissão. Ser juiz é a melhor parte de mim, apesar de tudo o que enfrento para não perder a minha dignidade. Aqui eu conheci os homens mais honrados e os mais corruptos também.
— Senhor Cullen, tenho dois recados. — Jessica, minha secretária, me avisa da porta.
— Deixe-os em cima da mesa, por favor, e me traga um café. Preto e puro, pouco açúcar. – Eu digo e ela obedece. Depois de alguns minutos, eu me levanto e vou para a minha mesa.
O primeiro recado é da minha mãe convidando para um almoço no domingo na casa da minha tia Heidi. O segundo, é de Jacob pedindo para retornar à ligação. Eu reviro os olhos, aposto eu tem alguma nova pretendente neste almoço para minha mãe me querer tanto lá.
Pego o meu celular para retornar a ligação de Jacob. Jacob Black é um grande amigo e um fiel funcionário. Ele é a pessoa que mais me conhece nesta vida, mais até do que meus pais e minha irmã. Afinal, eles nem sonham com o meu negócio particular.
— Fala cara! Como estão as coisas por aí? — Eu digo quando ele atende.
— Tudo tranquilo mano, olha só, tem uma novata agendada. Você disse que tava querendo carne fresca então coloquei para você. — Ele diz do outro lado e eu abro um sorriso automaticamente. — Ela é convidada de Rose.
— Para quando? — Eu pergunto empolgado. Eu gosto muito de variar.
— Hum... sábado a noite. — Ele responde. Droga, hoje ainda é quarta feira!
— E tenho alguém para sexta? — Eu pergunto
— Sim... Kate e Amy. — Minha boca saliva.
— Maravilha. Nos vemos na sexta então. Me mantenha informado qualquer coisa.
— Só vem na sexta? — Jacob pergunta.
— Sim, tenho uns processos que estão me tomando muito tempo, preciso adiantar.
— Tá certo cara. Até sexta então.
Eu encerro a ligação na mesma hora que Jéssica traz o meu café. Eu agradeço e vou sentar à minha mesa. Afinal, preciso adiantar os meus processos para aproveitar o meu fim de semana. Logo minha secretária aparece com uma pilha de processos para mim. Quem foi que disse que vida de juiz, é fácil?
Enfim são 17h de sexta feira. Eu dirijo tranquilo, não para a minha casa ‘formal’, mas para o meu lar. Estaciono o meu volvo prateado na minha vaga habitual e entro no estabelecimento.
Violet Club
O Violet Club é um espaço dedicado ao prazer. É composto de membros fixos e os rotativos. Há um termo de sigilo que todos assinam quando se cadastram e devem obedecer, passível a multa. Até então, nos 8 anos de funcionamento, nunca houve um problema grave de quebra de sigilo. Já houve algumas poucas brigas, a maioria por ciúme, mas nada preocupante.
— Chefe, seja bem vindo. Suas instalações já estão prontas. — Leah diz gentil. — Deseja algo?
— Obrigada Leah. Onde está Jacob? — Eu pergunto andando pelo grande salão de recepção. Alguns frequentadores já estão chegando. Cumprimento alguns deles com um leve aceno.
— Está na gerência, numa ligação. — Leah diz e se aproxima de mim com seu tablet. — O senhor tem um casal para as 20h. Amy e Kate. — Eu sorrio, conheço muito bem as duas.
— Certo. Eu vou subir e relaxar um pouco. Diga a Jacob que o espero no bar em 40 minutos. — Eu digo e pisco para ela que sorri descaradamente.
Leah é uma bela mulher. Tem traço fino e um corpo magro, mas apetitoso. Posso dizer com propriedade, é claro. Ela tem um tom de pele quente e sedutor. Sorte de Jacob ter encontrado uma mulher incrível e que entende suas escolhas. Ele é um puta de um sortudo. Ela é a sub-gerente do Violet. O gerente é o Jacob, seu marido. Calma, não pensem besteira. Jamais trairia o meu melhor amigo, só estive com ela umas 3 vezes, mas com total consentimento de Jacob. E sua participação também.
Eu avanço para o corredor lateral e subo dois lances da escada que tem ao final dele. No primeiro patamar, nós temos os espaços rotativos, no segundo, temos os espaços privativos. No térreo, temos além do salão da recepção, o departamento administrativo, uma boate, um restaurante e um spa. São 15 espaços rotativos e 25 privativos. No final do segundo patamar, temos a suíte master, a Masen Suit. O Violet funciona num antigo palacete do século XVIII. Sofisticado e elegante. Clássico e moderno.
Eu entro na minha suíte e me encaminho para o closet. Escolho a roupa que usarei e coloco sobre a cama. Vou até o mini bar e sirvo uísque com gelo para mim. Eu ligo a banheira e começo a me despir. Eu me observo pelo grande espelho ali.
Edward Cullen, 32 anos, reconhecido juiz do Supremo Tribunal de Illinóis.
Eu olho a pequena tatuagem na linha da minha virilha livre de pelos e sorriu torto.
— Masen!— Eu leio a palavra escrita ali.
Este sou eu, de fato. Parece irônico que um nome falso transpareça a minha verdadeira identidade.
A água morna cobre o meu corpo relaxando-o. Foi um dia difícil no trabalho. Mas não vou pensar nisso agora. Aqui os processos e tribunais não existem. Ao menos que seja o fetiche de alguém. Eu dou um gole no uísque e olho o meu relógio de pulso. Ainda tenho um tempo. Relaxo mais um pouco ali e depois me lavo.
Confiro os meus bagunçados cabelos. Eu ajeito alguns fios com a mão mesmo. Camisa azul escuro, calça preta, blazer preto. Ao chegar ao bar, eu encontro o Jacob com uma linda loira morango. Ela veste um macaquinho frente única vermelho sangue bem curto. Que linda bunda!
— Boa noite! — Eu digo charmoso. A loira me come com os olhos e Jacob revira os olhos. A mulher é muito bonita e tem um belo corpo malhado. Há um silicone ali, exagerado por sinal. Mas ainda assim, muito gostosa.
— Boa noite Masen! — Jacob diz. — Tânia... Masen. — Ele nos apresenta. Eu me aproximo dela e deposito um beijo em sua bochecha. Ela se mexe de leve.
— É um prazer conhecê-lo! — Ela diz numa voz sexy piscando um de seus olhos azuis.
— Ainda não. Mas nós podemos ver se é... — Eu aceno com a cabeça o andar de cima. — Prazer, comigo, somente na cama. — Eu digo e seus olhos brilham. Jacob ri balançando a cabeça. Ele dá de ombro.
— Então o que ainda estamos fazendo aqui? — Ela joga sendo direta. Gostei. Eu olho para Jacob e ele já entende.
— Esteja aqui às 20h, você conhece a Kate. — Ele diz e dá um gole no seu uísque. Eu estendo a mão para a loira e ela me acompanha para o corredor de onde acabei de vim.
— É tímida, senhorita? — Eu pergunto e ela entende bem o que eu quero dizer com isso.
— Não, mas gostaria que fossemos só nós dois... hoje. — Ela diz intensa e eu assinto.
Eu subo para o segundo andar e nós entramos no primeiro quarto vazio do corredor. Eu o acesso com o meu cartão, que abre qualquer um sem precisar de autorização prévia. Todos os quartos privativos seguem o mesmo padrão. Lembra um quarto de hotel, porém a mobília sempre é em tons de vermelho, roxo, preto e cinza. Claro que também temos uma variedade de acessórios nada convencionais.
Eu puxo a loira para um chupão no pescoço assim que entro no quarto. Minha mão aperta a sua coxa e ela geme descaradamente. Safada, do jeito que eu gosto. Ela tira meu blazer e começa a abrir minha camisa. Eu desamarro o nó em sua nuca e libero seus seios fartos para mim. Fartos até demais, mas não reclamo. Ela se afasta um pouco para terminar de descer sua peça, ficando somente com uma minúscula calcinha fio dental preta. Eu retiro minha camisa, meu cinto e meus sapatos. Ela se senta na ponta da cama para tirar os saltos.
— Não os tire. Eu gosto assim. — Eu digo e ela sorri safada. Ele me chama com um dedo e eu avanço sobre ela.
Ela geme e aperta meu membro por cima da minha roupa. Depois, me empurra se colocando sobre mim. Ela retira minha calça e cueca, sorrindo para minha semi ereção. Com maestria, ela manuseia meu pênis e o coloca na boca. Com alguns minutos de seu trabalho, eu fico completamente duro.
Pesco uma camisinha ao lado da cama e a chamo para vir até mim. Ela fica de joelhos, com sua boceta bem diante do meu rosto. Eu a chupo e ela geme sem parar. Quando a vejo bem lubrificada, eu a trago para sentar em meu membro depois de vesti-lo.
Segurando firme em seu quadril, eu a faço cavalgar feito louca. Ela desfaz o rabo de cavalo e seus fios loiros balançam acompanhando nossos movimentos. Ela goza rapidamente. Eu lhe dou um segundo e a viro na cama colocando a de quatro para mim. Eu seguro em seu cabelo, puxando a para trás e começo a meter forte em sua boceta. Ela grita, geme e xinga como uma vadia. Ela goza mais uma vez e eu a sigo.
— Uau, Masen! — Ela exclama sentada na cama enquanto eu vou até o frigobar. Pego uma cerveja e tomo dois goles. Eu paro a sua frente. Ela pega a garrafa e toma um gole. São 19h15.
— Tenho 15 minutos ainda... — Eu digo e ela sorri safada. — Que tal um banho?
Ela assente fazendo um coque em seu cabelo. Eu a agarro pela cintura e a levo para o banheiro. Contra a parede do box, nós transamos rapidamente. Ela termina tudo com um boquete delicioso. Me visto enquanto ela penteia o cabelo.
— Achei que poderíamos passar a noite juntos... — Ela diz sedutora me olhando pelo espelho. Eu sorrio de lado.
— Não passo a noite inteira com uma pessoa só. — Eu digo terminando de fechar a minha camisa – Mas veja na recepção se nós não podemos repetir outro dia. — Vejo sua expressão vacilar – Agora preciso ir, tenho um outro compromisso. — Eu visto meu blazer.
— Qual o seu nome... para eu fazer a reserva do encontro. – Ela pergunta vindo até mim ainda nua. Ela se tenta um beijo e só alcança minha bochecha.
— Jacob já te disse. Masen. — Eu digo e saio do quarto com um sorriso sorrateiro. Um belo jeito de começar a noite.
Quando eu chego na recepção, Leah me diz que Kate e Amy estão no bar. Eu agradeço e me encaminho para lá. No caminho, encontro Jasper, um grande amigo e assíduo do clube. Fora que trabalhamos no mesmo lugar fora daqui.
— Masen! — Ele me cumprimenta e caminha ao meu lado.
— Hale! — Eu digo. — Como vai? Algum encontro?
— Vim dar uma olhada... vou passar pelo rotativo e ver se tenho alguma sorte. — Ele diz.
Nesta altura já chegamos na boate e eu me encaminho para o bar.
— Boa sorte então. — Eu digo – Agora preciso ir.
— Até mais então! — Ele responde e vai para a pista.
Kate e Amy estão encostadas no balcão do bar. Kate é loira, alta e gostosa. Hoje ela usa um vestido frente única preto bem justo até o meio de suas coxas. Amy, sua namorada, usa um short preto e uma blusa de seda roxo transparente. Ela, ao contrário da outra, é morena com olhos escuros como a noite. Amy tem o corpo fechado em tatuagens, visto que é tatuadora profissional. Ambas frequentam o clube a 1 ano. Inclusive elas se conheceram aqui e se apaixonaram. Eu gosto de ter um momento com elas, elas são quentes e deliciosas. Me deixam saciado.
— Olá! — Eu digo encostando em Kate por trás enquanto aperto a bunda farta da Amy. Ambas me olham e sorriem.
— Que bom que está animado! — Amy diz me dando um beijo no pescoço. — Já iniciou a noite sem nós?
— Bom, você sabe... a loira apareceu, não pude negar. Carne nova sabe. — Eu digo dando de ombros — Estão prontas?
— Prontíssimas! — Kate diz rebolando contra minha pélvis e pisca para Amy. — Vamos para o privativo hoje, tudo bem?
— Seu desejo é uma ordem, estou aqui para servi-las, minhas rainhas. — Eu digo e elas se dão as mãos. Elas vão andando na minha frente e eu as sigo para as escadas.
A noite promete!
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