Duplicidade
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Notas iniciais
Eu avanço sem me importa muito com a velocidade alta enquanto seguro firme a mão da minha amada. Bella ainda está tensa devido os acontecimentos das últimas horas, mas é nítido em seu rosto a felicidade de estar livre de James. Ainda que não seja a total liberdade, só de estar longe dele Bella consegue está ainda mais radiante em sua beleza.
— Afinal, porque você mudou os planos tão de repente? – Bella pergunta por fim
— Depois que vocês saíram, ao passar num outro corredor, ouvi James e Aro conversando sobre você. James estava dizendo que estava desconfiado de você...
— Merda, eu devo ter dado bandeira! – Ela se recrimina e eu afago sua mão
— Sim, amor, ele captou algo, mas não era só isso. Ele estava furioso por você se negar a ele e também estava falando dos Swan.
— Entendo...
— Não amor, não entende. – Eu digo e reduzo um pouco a velocidade para poder olhá-la com calma – Aro sugeriu a ele que eliminasse todos vocês!
Um breve silêncio se forma.
— Amor, eu não podia permitir que você voltasse para aquela casa essa noite depois de James concordar com a sugestão de Aro.
Uma pequena lágrima cai de seu olhar.
— James ia tentar me matar... – Ela sussurra – Ia fazer isso uma segunda vez.
Todo o meu corpo se contrai e eu freio bruscamente no meio da pista. Ambos nos assustamos e por sorte não há veículos por perto no momento.
— Edward!
— Segunda vez? – Eu digo entre os dentes. Eu a encaro profundamente.
— Sim, eu lembrei de boa parte... – Ela diz emocionada – Vamos, eu quero te contar tudo com calma, nem eu tô conseguindo organizar as ideias.
Levam uns segundo para que eu retome a direção do carro, mas quando o faço, faço a toda velocidade. Alguns minutos depois, Bella estranha o local.
— Edward, achei que fossemos para o Violet...
— Não, hoje você vai conhecer a minha casa. – Eu digo e ela sorri para mim.
Cinco minutos depois, eu estaciono na minha vaga e conduzo Bella para o elevador. Mais cinco minutos e estamos adentrando o meu apartamento.
— Wow... – Bella exclama baixinho ao ver a decoração do meu espaço – Eu realmente não esperava por isso.
— Que foi, esperava uma cobertura luxuosa? – Eu jogo brincando e ela revira os olhos.
— Não, mas é que é tão a sua cara... simples e sofisticado
— Sério? – Eu pergunto retirando o terno e conduzindo Bella ainda mais para o interior do apartamento.
— Sim, você está descrito nas paredes, na mobília... é tudo muito você aqui.
— Obrigado. – Eu digo segurando a sua mão – Venha, vamos tomar um banho. – Depois te apresento a casa inteira.
Nós vamos para o meu quarto e de lá para o banheiro do mesmo.
— Você quer um tempo sozinha? – Eu pergunto querendo lhe dar um pouco de privacidade.
— Não, eu não quero ficar nem mais um minuto longe de você, Edward. – Ela diz e me beija docemente.
Com isso, tomamos banho apenas nos fazendo carinho e trocando olhares e pequenos beijos, apesar da excitação visível, ainda há muita tensão no ar e precisamos conversa antes de sucumbirmos aos nossos desejos. Após o banho, eu preparo dois sanduiches quentes e nos sentamos no chão da sala. Abro um vinho e então eu espero que Bella conduza a nossa conversa. Estou ansioso, mas quero que ela seja livre para me contar tudo sem pressão.
— Edward, lembra da psicóloga que me indicou? – Ela começa e eu assinto – Na última samana, fizemos uma sessão de hipnose e resgate de memórias
— Sim, você ti dito que já haviam feito uma. – Eu digo. Estamos sentados um de frente para o outro, encostados no sofá.
— Sim. Esta última vez foi a terceira sessão. Nas primeiras só tive alguns flashes, mas nesta última vi algumas coisas, que apesar de terem sido mais nítidas, eram imagens ainda sem contexto na minha cabeça. – Ela faz uma breve pausa e me olha profundamente – Até esta noite.
— Do que você está falando, Bella?
— Estou falando que tudo ganhou sentido na minha cabeça quando aqueles homens invadiram o banheiro e me remeteram a um susto que eu tive há 10 anos atrás Edward.
Meu coração se aperta com a revelação.
— Foi o reviver de um trauma. Eu senti tudo plenamente e toda a lembrança do que aconteceu aquela veio com tudo. – Ela diz exasperada. – Tudo, Edward.
— Oh meu amor! – Eu me inclino para confortá-la, me sentindo mal por ter proporcionado a ela tanta agonia.
— Não Edward, preciso falar. Você precisa saber tudo o que aconteceu. Temos que dar um basta nisso.
— Então diga meu amor. – Eu digo e Bella endireita sua coluna para começar a narrar os ftos que ficaram obscuros em sua consciência por 10 anos.
— Aquela festa foi um pretexto. Eu já havia combinado com James de ir me encontrar com ele e por isso sair antes. Combinamos num local perto da casa da festa. Dali fomos para a casa de campo. A Ideia era ficarmos lá a sós.
Ele toma um gole mínimo do vinho.
— Eu era apaixonada. Uma adolescente completamente iludida e apaixonada. – Ela diz pesarosa. – Ao chegarmos, começamos a beber muito. James ficou muito alterado e disse que queria transar na piscina. Eu estava um pouco melhor que ele e disse que não queria, mas ele não gostou. Ele me arrastou para o jardim e começou a dizer que ia me matar e então ela apareceu devido aos barulhos dele.
— Ela.. ?
— Isabella Swan. – Ela sussurra e seus olhos lacrimejam. – Ela nos flagrou e quando ia sair correndo, James a agarrou pelo braço e a levou para o carro, eu fui tentar ajudar e acabei dentro do carro também. Nós duas estávamos no banco de trás e James arrancou um carro em alta velocidade.
— Meu Deus, Bella!
— Foi então que o acidente aconteceu. James, sem cinto, foi jogado pelo airbag para fora do carro. Eu e a garota Swan ficamos presas e ela... – Um soluço escapa e uma lágrima cai pesada em seu rosto. Seu olhar encontra o meu – Eu a vi morrendo, dando os últimos suspiros.
Eu a abraço e ficamos algum tempo ali, sentado e abraçado. Bella chorou copiosamente a dor da descoberta até adormecer completamente. Eu a carrego para a minha cama e me deito ao seu lado, jurando a mim mesmo nunca mais deixar que nem a sombra de algo parecido venha acontecer novamente.
Sinto a movimentação e os sussurros agitados de Bella e me sobressalto. O pesadelo é intenso e sofrido. Afago seu rosto tentando acalmá-la e acordá-la sem sustos maiores. Eu a beijo suavemente e no começo ela rejeita, mas depois vai cedendo.
— Estou aqui meu amor, estou aqui! – Digo entre os beijos e a embalo. Ela se agarra a mim como se a sua vida dependesse disso.
— Me beije, Edward, eu preciso de você! – Ela suplica e todo o meu corpo corresponde ao seu pedido.
Nossas línguas se aprofundam uma na outra e nossos corpos dançam a sua canção de amor. Embalado não só pelo amor ou pelo desejo, mas por uma real necessidade de pertencimento. Agora, mais do que nunca, tendo consciência de quem é, Bella precisa se reafirmar em seu próprio corpo, se possuindo ao me possuir.
Eu avanço sobre sua pele e a beijo inteira. Não, nada de beijinhos carinhosos não. Meu instinto primitivo quer marca-la como minha e deixar isso à vista. Tento ser mais gentil para não machucar seus seios e pescoço que devem estar ardendo devido aos chupões, mas eu não consigo parar. Depois a minha boca desce o corpo macio dela e minha língua quente abocanha seu nervo inchado e sedento de prazer. Bella se desmancha para mim e eu sorrio satisfeito.
— Sou eu quem preciso de você, Bella... inteira e completamente! – Eu digo enquanto ela se recupera e me posiciono sobre ela, explorando o máximo de seu corpo com delicadeza e precisão. Em pouco tempo, eu deslizo para dentro de sua doçura quente e macia.
— Agora eu vou matar a saudade que eu tava de me enterrar todo em você... — Eu digo rouco e intenso colocando uma de suas pernas sobre o meu ombro e escancarando a outra com uma de minhas mãos.
Eu a possuo num golpe duro e forte. Bella grita em puro êxtase.
— Caralho! – Ela exclama – Mais!
— Não posso ficar longe de você. Sussurro ao seu ouvido agoniado. É uma afirmação e uma súplica. Bella acolhe a minha rigidez sedenta por mais e eu não lhe nego nada. Ambos explodimos juntos num elo de amor que desejamos que seja eterno.
— Eu te amo Bella.
— Eu te amo Edward.
O som estridente da campainha soa novamente me fazendo resmungar. Olho para o meu lado e Bella está alheia ao mundo em um sono profundo e restaurador. Me apresso em colocar um moletom e uma camiseta e vou para fora do quarto. Assim que fecho a porta do cômodo, a campainha soa novamente. Levo um susto quando abro a porta.
— Até que enfim! – Nessie entra como um rojão em minha sala com Alec em seu encalço.
— Nessie? Alec? — Eu os encaro confuso, uma vez que nada daquilo estava combinado. Ambos porem me encaram decididos.
— Onde ela está? Me diga que deu tudo certo! – Nessie pede e antes que eu responda, Bella surge do corredor vestida num roupão.
— Estou bem, pessoal!
— Graças a Deus! – Nessie e Alec correm para Bella e a abraçam.
— Mas o que Alec faz aqui? – Eu pergunto quando o abraço se finda.
— Você acha mesmo que eu ia conseguir dormir em paz com Alec angustiado atrás de Bella. – Nessie diz – Eles são como irmãos, Ed. Se coloque em meu lugar. Você conseguiria suportar causar dor em quem você ama? – Ela pergunta e eu abraço Bella, negando com a cabeça.
— Quando Nessie me contou sobre ontem e que isso era necessário decidimos vir para ouvir a história toda. – Alec diz – Eu preciso entender tudo isso.
Eu e Bella nos encaramos por um breve momento. Ela vai até Alec e Nessie e segura em suas mãos.
— Contaremos tudo desde o início, mas Alec, saiba que não será fácil. – Ela diz e conduz ambos para o sofá. Eu sinto meu corpo se aquecer com a forma como ela já se sente em casa na minha casa.
— E você precisam saber que ninguém nem imagina que sabemos de tudo o que vamos contar.
Bella toma fôlego e quando fala faz minha irmã e meu futuro cunhado caírem o queixo.
— Bom, para começar, eu não sou Isabella Swan.
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