Notas iniciais
Sim, isso não é uma ilusão. Sim, sou eu mesma! Ah, minha amigas, que saudade de vocês! Eu juro que ao longo destes quase 2 anos eu lembrei muito de vocês e tentei voltar aqui muitas vezes. Muitas mesmo. Mas eu tinha decidido a mim mesma que eu só voltaria a postar quando eu terminasse de escrever todas as minhas histórias em andamento. E sim, terminei Duplicidade e Oito anos, ao menos. Não Posso Ser Ela tem alguns capítulos escritos, porém por ser longfic, ainda não terminei. Então, fiquem ligados no cronograma colocado lá no meu perfil e vamos enfim dar destinos ao nosso casal. Então, boa leitura!

Eu olho mais uma vez o meu descanso de tela do celular.

Nada!

Solto um suspiro longo e frustrado. Eu detesto esperar.

— Doutor Cullen, — Minha secretária dá uma leve batida na porta de meu gabinete antes de abri-la minimamente – Vim avisá-lo que a reunião começará em 10 minutos.

— Obrigado, Srta Stanley! – Eu digo polido. – Estou indo.

Eu me permito ir ao banheiro e jogo um pouco de água fria em meu rosto. Tento me deixar o mais apresentável e disposto possível. Ajeito minha gravata enquanto caminho de volta ao escritório e visto o meu palitó. Pego o meu celular e confiro mais uma vez. Nenhuma mensagem nova. Eu o jogo no bolso da calça, pego aquela pasta tão valiosa e suspiro antes de sair da sala.

— Estou indo Srta. Stanley, por favor, anote todos os recados. Não sei quanto tempo durará a reunião.

— Certo doutor. Cuidarei de tudo por aqui. – Ela diz solícita – Boa reunião!

Meu sorriso sai automático, pois sei que essa reunião tem tudo para não ser boa. Me encaminho para o elevador, encontrando com Jasper nele.

— E aí Cullen?! – Ele fala assim que adentro no pequeno espaço.

— Tudo tranquilo e você? – Eu digo. – Quanto tempo!

— Verdade... você anda sumido... – Ele fala sugestivo. – Na verdade, vocês.

— Verdade. Estivemos um pouco ocupados no momento, mas acho que podemos marcar algo em breve.

Jasper sorri malicioso. Sei que ele está pensando na diversão que foi o nosso último jogo. Caramba, já faz tanto tempo!

— Estou sempre a disposição... – Ele fala e nesta hora o elevador para. Ambos nos entreolhamos antes de sairmos no décimo andar. – vamos ver do que essa reunião se trata.

A Sala Master de reuniões estava cheia. Todos os 25 juízes do Supremo Tribunal de Illinois, o seu Reitor e a Cúpula da Suprema Corte Federal estavam na sala. Alguns assessores e assistentes estavam presentes também. Era algo importante, mas eu era o único que sabia. Aquele frio na barriga voltou a me incomodar. O mesmo frio que senti 3 semanas atrás, quando fui convocado a uma entrevista com a Cúpula, como Volturi havia previsto.

Eles me queriam como Reitor do Supremo, estava escrito na cara deles naquele dia. E nada me daria mais prazer do que derrubar o Volturi.

Mas eu precisava fazer isso completamente. Não queria que ele fosse aposentado com honras e tudo mais. Ele tinha que ser desmascarado como o corrupto monstruoso que é. E era por isso que eu estava aguardando aquela mensagem com tanta ansiedade. A mensagem que me diria se eu podia ou não jogar a merda no ventilador. E a merda estava bem ali nas minhas mãos, tudo dentro daquela pasta.

A reunião se iniciou como manda o figurino. Aro Volturi estava sentado em destaque e eu podia ver claramente o seu descontentamento com aquela cerimônia. Ele sabia que aquela era a reunião que definiria o seu futuro, que o tiraria da Cadeira de Reitor e o aposentaria. Mas eu ainda queria mais. Queria lhe dar a pior surpresa de sua vida. Desmascará-lo na frente da Suprema Corte.

Perdido em pensamentos, me sobressalto com a vibração do meu celular. Um único toque. Uma mensagem.

Lentamente, eu saco o meu celular do bolso e abro um sorriso de satisfação ao ler a resposta que tanto esperava. Neste mesmo momento, o Chefe da Suprema Corte começava a se dirigir a Aro, para iniciar as honras pelo trabalho prestado. Eu respiro fundo e me levanto da cadeira.

— Dr Cullen, o que te faz interromper a nossa reunião? – O chefe me encara sério.

— Peço perdão à Suprema Corte e a todos os meus colegas aqui presentes – Eu digo alto e claro, com toda a imponência que adquiri como Juiz em todos estes anos. – Mas preciso abrir os olhos de todos vocês sobre este homem. – Eu aponto na direção de Volturi, que está surpreso e um burburinho começa na sala. – O Reitor Aro Volturi não é o homem honrado que todos nós pensamos que fosse.

Agora o burburinho se tornou ainda mais alto e toda a Cúpula se ergue surpresa.

— Como ousa fala dessa maneira, Dr Cullen?! – O chefe da Corte está possesso.

— Excelência! Falo com a propriedade de quem vem investigando a conduta de reitor a meses. – Eu digo e ergo a pasta em minhas mãos. – Reuní diversas provas depois de uma suspeita direta em um caso que solucionei a pouco tempo. Hoje, acabamos de prender o principal autor do crime e ele esta confessando toda a participação do Reitor Aro Volturi no crime cometido inicialmente a 10 anos atrás neste momento.

A comoção é grande no ambiente e meus olhos recaem no homem asqueroso que me encara com um ódio mortal. Eu poderia sentir medo, eu deveria sentir, mas mesmo que sentisse não podia mais recuar. Eu precisava fazer isso por mim, por Bella e pela honra do meu país.

— Dr Cullen exigimos que explique detalhadamente tudo o que diz, se algo em suas declarações for infundado, você sofrerá consequências gravíssimas.

— Isso é um absurdo! Claro que é tudo infundado – Aro volturi exclama – Ele quer me denegrir para conseguir o meu cargo!

— Dr Cullen! Explique-se imediatamente!

— Senhores! – Eu digo começando a minha fala. – A pouco tempo estive tentando solucionar um caso antigo, o desaparecimento de Madison Lincoln que ocorreu a 10 anos e que o tribunal simplesmente não fez nada para solucionar.

Todos começam a silenciar e ouvem atentos a minha explicação enquanto eu me encaminho para o púpito, onde está o Chefe. Fico satisfeito observando Volturi ficar ainda mais nervoso.

— Descobri que a garota não havia sido sequestrada a princípio, mas sim fugido com o namorado. Após um trágico acidente, onde ela perdeu a memória e uma outra garota morreu, ela foi convencida de que a sua vida era a vida daquela garota e lhe impuseram a identidade e a vida de Isabella Swan.

Novamente uma onda comentários se surge.

— Nada disso foi documentado ou registrado pois o nosso reitor simples mentes apagou tudo do mapa. – Eu digo. – Ele encobriu a família que destruiu a vida de duas garotas e simplesmente arquivou o caso sem resposta alguma.

Todos se chocam quando eu entrego os documentos que comprovam o arquivamento do caso.

— Isso não prova nada, eu nunca soube de nada disso! – Aro exclama.

— O hospital admitiu que recebeu uma isenção concedida pelo senhor! – Eu exclamo – A polícia local também deixou claro que o juiz estava ciente das irregularidades e passou por cima. Está tudo aqui,

— Você não tem como provar tudo isso, eles podem estar mentindo sobre isso! – A voz de Aro estava desesperada.

— Mas Charlie e Renée Swan e James Winter podem dizer tudo o que a Corte quiser e precisar ouvir para acreditar que você sabia de cada detalhe do plano sórdido deles. Eles fingiram serem pais da garota para ter uma grande fortuna em troca do silêncio. Você, inclusive foi o mentor do plano e do contrato de casamento de James e a suposta Isabella.

Descarrego tudo com nojo e ódio. Era um prazer sem igual ver o imponente Aro Volturi totalmente desestabilizado.

— Dr Cullen! Tudo isso é .... insano! – O chefe da Corte me encara perplexo ao ver que as provas são verdadeiras e que eu estava sim falando toda a verdade. – A Suprema Corte está abrindo um processo civil-criminal contra o Senhor Aro Volturi. – E o Chefe diz para os oficiais ali presentes – Prendam-no!

Não muito longe dali, Riley Biers e uma equipe tática da Policia de Chicago adentravam na Delegacia de Homicídios com James Winter, Charlie e Renee Swan sob custódia. Uma boa quantidade de jornalistas e fotógrafos se debatiam para conseguir alguma declaração ou uma boa foto do CEO da Winters algemado, acusado de assassinato, sequestro e lavagem de dinheiro. Era o começo do fim deles.

— Conseguimos amor! — Eu digo baixo, mas exultante pelo telefone, ainda dentro da sala de reuniões. Ouço a exclamação de alivio e felicidade de minha amada do outro lado da linha.

— Graças a Deus, meu amor! — Ela diz emocionada. Posso ouvi a risada e gritos de minha irmã e sei que ela deve estar abraçada e Alec neste momento.

— Assim que puder, estarei com você. Há muita coisa para eu explicar por aqui... — Eu digo olhando o chefe da Suprema Corte sinalizando para mim. — Tenho que ir, te amo!

— Se cuida, te amo! — Ela responde.

Depois de passar o resto do dia dando esclarecimentos e depondo sobre o caso, eu encontro com Alec, Nessie e Bella no corredor do Supremo Tribunal. Havia pedido para que Alec trouxessem Bella para depor. Os pais dela também estavam por ali, dando todo o suporte que ela necessitava.

Durante o último mês, desde o dia em que se reencontraram, eles a tem visitado quase todos os dias. Como Bella ainda não podia sair do meu apartamento, em certa altura, convidei ambos para passarem uma temporada em meu apartamento. Assim eles fariam companhia a Bella e tentariam recuperar um pouco de tempo perdido. Além do que, eles precisam conhecer melhor a filha deles.

Por conta disso, nós não jogamos mais e nem fomo ao Violet juntos depois no meu jogo com Amy e Kate. Ah que noite foi aquela? Bella foi uma perfeita voyer. Mais que isso, ela comandou a noite. Me lembro que quando chegamos ao bar e eu expliquei as minhas acompanhantes que Bella assistiria nosso jogo e que estávamos juntos, elas exultaram e deram a ideia de Bella nos dominar. Foi uma experiência nova e espetacular.

Bella comandou toda a nossa noite, ditando as posições, quem foderia quem, quem chuparia quem e até permitia a hora de gozar ou não. Ah, cada vez mais acredito que criei um monstro. No final de tudo, foi a minha vez de assistir Kate e Amy namorarem Bella. Elas a levaram a loucura de um orgasmo avassalador apenas com as línguas. Foi uma noite boa pra caralho.

Eu ainda retornei ao Violet, sem Bella. Mas apenas para ver algumas questões administrativas e burocráticas, coisas que somente eu como dono poderia resolver. Contudo, em nenhuma das vezes eu joguei. Eu simplesmente nem cogitava mais a ideia de um jogo sem Bella. Não fazia mais sentido para mim.

É, o amor é capaz de tudo mesmo.

— Oi amor! — Eu digo a abraçando pela cintura com carinho. Ela se encaixa em meus braços e sorri, me dando um selinho em seguida. — Boa noite! — Digo para minha irmã, Alec, os Lincoln e Biers ali presentes.

— Acho que agora finalizamos toda essa parte. — Biers se pronuncia. — Agora é deixar a Cúpula analisar tudo e dar entrada no julgamento de Aro concomitante ao julgamento criminal do Ministério Público. — Ele me encara – Isso vai ser história por muito meses, é melhor estarem prontos.

— Eu sei. Mas não há como ninguem escapar ileso dessa sujeira. — Eu digo e todos me olham. — Serão cerca de 5 julgamentos: no Ministério Público pelo assassinato da garota Swan, lesão corporal grave, sequestro e imposição de falsidade ideológica de Madison. — Eu olho com carinho pela Bella – O julgamento de Aro no Supremo, dos Swan por acordo ilegal, abuso psicológico e chantagem, e dos Winter por fraude e lavagem de dinheiro. — Eu encaro Alec — A sua empresa pode não sobreviver a isso, você sabe, né?

— É um mal necessário — Alec diz deixando os ombros caírem — Se todo o crescimento dela foi feito de maneira ilegal, nada mais justo – Vejo Nessie afagar o braço de seu noivo para lhe apoiar. — Eu sinto pelas pessoas que empregamos, elas sim vão perder muito. Se ela for para a ruína, que seja. Eu não quero ser herdeiro de algo contaminado dessa forma. Eu posso construir algo limpo e meu. — Ele fala e olha para a minha irmã que lhe sorri.

— Isso mesmo, meu amor, e eu vou estar sempre ao seu lado. — Ela diz e ele a abraça em agradecimento.

— Bom, quanto a você, meu amor. — Eu digo olhando para Bella – Seu casamento já está sendo anulado. E já entrei com o processo de requerimento de identidade. Vocês terão que fazer um exame de DNA para tornar a filiação legítima de forma que o Ministério Público conceda a identidade de Madison Lincoln de volta para você. — Bella sorri lindamente e olha para os pais ao seu lado – Com a liberação, você poderá fazer a mudança que deseja e acrescentar o Isabella ao seu nome.

— Maravilha! — Ela exulta.

— Com isso, acho que agora merecemos comemorar toda esta luta que travamos nos últimos meses. — Nessie diz empolgada

— Sim, foram anos esperando ardentemente por este dia, e ele enfim chegou – o pai de Bella diz embargado e percebo a Sra Linclon derramando algumas lágrimas. Bela sai de meus braços para abraçar a mãe com carinho.

— Sim, Sr Lincoln, vocês, mais do que todos nós, merecem comemorar! — Eu digo e todos sorriem.

Dali, todos nós vamos para um restaurante maravilhoso e jantamos alegres. Biers tenta não participar, dizendo ser algo de família, mas Bella insiste com ele, dizendo que ele foi parte fundamental disso. Depois do jantar, nós brindamos com um espumante e era quase palpável a nossa felicidade.

Mal sabia eu, que aqueles sorrisos estavam ameaçados.

Notas finais
É meu povo, o grande momento chegou! É tão bom estar de volta! Estou ansiosa pelos reviews de vocês! Por favor, sei que deixei vocês abandonadas por muito tempo, mas quero cumprir minha palavra e terminar a história para vocês. Ainda que reste apenas uma leitora aqui. Por favor, me deixem saber que vocês ainda estão comigo aqui. Salvador, 28 de junho de 2024, por DC Anjos. Beijinhos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.