Duplicidade
24 Madison Isabella Lincoln
Notas iniciais
O senhor George Lincoln se levanta e anda de um lado a outro da minha sala. Apenas 7 passos antes de me encarar. A senhora Lilian Lincoln não desvia seu olhar do meu. Um minuto inteiro parece passar até que a primeira lágrima cai de seu olhar, antes confuso, mas que agora entende a verdade de todos os fatos. Afinal, não é fácil ouvir que sua única filha, considerada desaparecida, está viva e casada com o seu algoz sendo outra pessoa.
— Ela... Não se lembra de nada? – A mulher em minha frente pergunta num fio de voz.
— Não lembrava, mas sentia que algo não se encaixava. – Eu respondo – Ela sempre sentiu que algo estava errado, ela tinha flashs e sonhos... mas somente a pouco tempo ela realmente lembrou quem de fato é e o que aconteceu com ela.
Um soluço sofrido escapa da boca da senhora Lincoln e seu esposo retorna ao seu lado para confortá-la. Meu coração se une ao deles, pois se eu mesmo senti uma angústia dolorosa quando soube que a mulher da minha vida havia sofrido tanto, imagina para eles que são os pais dela e a procuram por tanto tempo.
— Doutor... a minha filha – O senhor Lincoln me olha – Ainda está casada com ele?
— Infelizmente sim – digo refreando o nojo que sinto da situação – Mas tivemos que tirá-la de perto dele e atualmente ela está dada como desaparecida, mas na verdade está comigo e em segurança.
O suspiro de alívio é audível em ambos e a mulher me olha suplicante. Antes que ela fale, porém, eu me antecipo.
— Inclusive, ela está aguardando vocês neste exato momento. Foi ela quem pediu este encontro. – Eu digo e o casal se entreolha. – Acreditam que estão prontos para vê-la ou preferem esperar mais um tempo?
A senhora Lincoln se ergue com o olhar fixo no meu e tanto eu quanto se marido também nos levantamos.
— Doutor Cullen, estou pronta para este momento faz 10 anos! – Ela fala emocionada e eu lhe sorrio. Nesta hora uma batida suave na porta nos chama a atenção. Biers entra rapidamente e cumprimenta o casal.
— Este é o Investigador Biers. Foi ele quem me ajudou a descobrir tudo o que lhes relatei e permanece me ajudando a juntar todas as provas que precisamos para colocar todos os culpados na cadeia. – Eu digo para o casal.
— Muito obrigado, investigador, seremos eternamente gratos a vocês! – O pai de Bella diz emocionado.
— Não fiz nada além do justo. – Biers diz – Confesso a vocês que a história da sua filha mexeu comigo, mesmo eu sendo acostumado com essa rotina de crimes, alguns parecem ser piores que outros. A história de Madison foi uma das mais impressionantes para mim.
— De qualquer forma, obrigado!
— Biers, eu quis que você viesse porque preciso que você os oriente depois sobre tudo o que estamos fazendo e os nossos próximos passos – Eu digo ao loiro e depois me direciono ao casal. – Vou leva-los até Bella, ela os aguarda.
— Certo, então vamos. – O loiro diz e todos assentimos.
O casal não dirige mais e por isso vão comigo no meu carro enquanto Biers nos segue. Félix, que foi demitido por James depois do desaparecimento de Bella agora está em meu prédio, fazendo a segurança de Bella. A viagem é tranquila e assim que chegamos subimos para o meu andar. Eu avisei a Bella, assim que saímos do gabinete, que estávamos a caminho e imagino o quanto ela deve estar ansiosa neste momento.
— Bom, eu gostaria de ter um minuto com Bella antes de vocês entrarem. – Eu digo enquanto esperamos o elevador na garagem do meu prédio. – Sei que é pedir muito, mas imaginem como deve estar o coração da filha de vocês com essa expectativa. – eu digo encarando-os com gentileza. – Prometo não demorar.
— Tudo bem, Doutor, já estamos aqui, bem perto, é isso que importa. – O sr Lincoln diz abraçando a sua esposa de lado. A mulher me olha com carinho e apenas assente.
Subimos os quatro e quando o elevador se abre no meu andar me percebo também ansioso. Meu íntimo está tão ligado ao de Bella que seus sentimentos se tornam meus também. Eu me aproximo e abro a porta, encontrando o hall e a sala completamente vazios. Eu faço sinal para que os três entrem e se acomodem em minha sala de estar. Eu deixo a minha pasta e os dossiês no aparador e vou em busca de Bella, que sei que está no meu quarto.
— Amor? – Eu pergunto abrindo a porta lentamente.
Bella está sentada na beira da minha cama. Ela veste um vestido azul marinho e seu cabelo está solto em ondas sobre os ombros. Ao seu lado está o anuário com o qual ela passou grudada os últimos dias. Seu olhar encontra o meu e ali vejo emoção, medo, ansiedade. Dou um passo para dentro do quarto e é o suficiente para que ela dê um salto e corra até meus braços.
— Edward! – Ela sussurra – Eles...
— Vocês está pronta meu amor? – Eu pergunto procurando o seu olhar. Afago o seu rosto e lhe dou um selinho.
— Estou pronta! – Ela fala firme apesar de toda a emoção e fragilidade. – Por favor, não solte a minha mão! – Ela me pede e eu assinto sorrindo.
— Venha! – Eu digo e a conduzo devagar até a sala.
Assim que despontamos no ambiente, o casal Lincoln se ergue. Seus olhares refletem tantas emoções ao mesmo tempo que é muito difícil decifrar o que predomina ali. Biers está próximo ao balcão da cozinha, numa forma de dar mais privacidade. A mão de Bella aperta a minha levemente e eu uso a outra mão para lhe fazer um carinho. Eu a olho e vejo uma lágrima cair de seu rosto. Quando nos aproximamos o suficiente para estarmos a cerca de 2 metros de distância de seus pais, eu os apresento.
— Sr e Sra Lincoln, está é Isabella Swan. – Eu digo – Ou melhor, Madison Lincoln.
Ao ouvir chama-la pelo seu nome verdadeiro, outra grossa lágrima cai dos olhos de minha amada. Eu toco o seu rosto para enxugar e ela fecha os olhos, derrubando várias outras lágrimas no processo.
— Bella, estes são os seus pais!
— Minha Mads! – A sra Lincoln exclama num grito sofrido e se lança em direção a filha. Ela a envolve num abraço sofrido e saudoso. Aquela mulher que nunca desistiu da filha a encontrou enfim!
Soluços podem ser escutados de dentro do abraço das duas mulheres e logo o Sr Lincoln se junta a elas. Aproveito o momento para soltar a mão de Bella e me afastar um pouco. Eles acariciam todo o rosto da filha, se beijam e se abraçam diversas vezes. Choram de pura incredulidade e depois de pura alegria. Acabo pedindo um favor para Biers, para comprar algo para o nosso jantar pois a noite iria ser longa. Ele sai discretamente e eu permaneço encostado numa parede ali perto, fazendo o máximo de silencio possível!
— Céus! Isso é tão surreal! – O pai de Bella exclama eufórico. – Jamais pensei que fosse realmente possível te encontrar viva, minha filha!
— Eu... nossa! Agora para mim faz todo sentido! – Bella diz e eles se sentam no sofá maior ainda meio abraçados. – Eu nunca senti isso que estou sentido com Renée ou Charlie... era tudo tão diferente, mas eu não tinha como imaginar eles não eram, eu...
— Filha, não se culpe assim! – a mãe de Bella a abraça novamente. Eu sinto uma necessidade urgente em acalmá-la, mas sei que neste momento e tenho que dar espaço a eles.
— Quando recuperei de fato toda a memória daquela noite eu perdi o chão totalmente. Me senti tão mal, tão suja...
— Filha, conte-nos tudo. Precisamos saber tudo o que houve com você durante estes 10 anos. – Seu pai suplica e Bella olha para mim pela primeira vez desde que lhes dei espaço.
— Edward, pode explicar a eles comigo? – Ela pede e olha para a mãe. – Tem muita coisa que é vaga para mim, ainda estou montando um quebra-cabeças. – Seus pais assentem aflitos.
Bella começa então a contar tudo o que se lembra daquela noite. Até que seu olhar angustiado procura o meu quando chega a parte do acidente. Daí então eu assumo, explicando tudo o que sabemos e especulamos sobre a armação para esconder a morte da verdadeira Isabella e usar a amnésia de Madison para substituí-la.
— Desde que acordei naquele hospital, eu sempre soube que estava faltando algo em mim. Ouvi alguém dizer uma vez que eu sempre me sentiria assim por causa do coma. Mas eu sentia que não era só isso. – Bella fala – Mas jamais iria imaginar que toda aquela vida que diziam ser minha, na verdade, não era.
— Oh minha filha, você foi enganada, iludida. – A mãe dela a conforta e Bella aceita de bom grado.
— Eu sei, mas não consigo evitar pensar que tudo estava o tempo todo aqui – Bella diz levando a mão à cabeça. Seus olhos lacrimejam. – Fico me perguntando por quanto tempo eu ainda iria continuar no escuro. Será que eu acabaria tendo um filho com James? Será que eu nunca me lembraria da verdade? – ela exclama – Essa perguntas me martelam todos os dias. Bella desaba novamente e eu me dou conta do quanto a minha amada estava sofrendo internamente com tudo isso. Dessa vez eu não me seguro e vou até ela, me agachando em sua frente e a acolhendo em um abraço.
— Bella... não se sinta assim! – Eu digo ao seu ouvido, ciente do olhar de seus pais em nossa interação.
— Se não fosse por você, Edward! – Ela fala – Se nossas vidas não tivessem se cruzado, se não tivesse me apaixonado por você... eu ainda estaria lá, com aquele monstro!
Eu a abraço novamente e a sra Lincoln me cede espaço para me sentar ao lado de Bella e confortá-la. A mulher vai para o outro lado da filha junto ao marido e ambos nos observam. Bella se recompõe um pouco e os encara.
— Sei que tudo ainda é confuso, mas preciso que saibam que eu e Edward nos amamos e é esse amor que tem me mantido de pé nos últimos tempos. – Bella me surpreende com sua declaração. Seus pais nos olham profundamente e sorriem. Bella se inclina novamente e os abraça.
Neste momento, Biers chega com comida para um batalhão. Todos sentamos a mesa e eu fico observando os pais de Bella relatarem as mais diversas histórias sobre Bella e sua infância. Fico feliz com os sorrisos enormes que minha amada dá quando consegue recordar de alguma lembrança que os pais relatam. Depois do jantar, todos vamos para a sala e iniciamos um assunto mais sério. Peço que Biers explique aos pais de Bella tudo o que estamos fazendo para punir os culpados por toda essa tragédia acometida na família deles. As horas passaram voando e quando tudo ficou esclarecido e definido, chegou a hora da despedida.
— Mãe, pai! – Bella os chama quando ambos estão se ajeitando para ir embora. – Gostaria de lhes pedir permissão para uma coisa. – Ela fala e segura em minha mão como que buscando coragem.
— Diga filha! – Sua mãe lhe diz.
— Depois que tudo for resolvido e enfim eu ter a minha identidade de volta, eu gostaria de permanecer usando o nome Isabella. Pensei em trocar o meu nome do meio e me tornar Madison Isabella Lincoln. – Bella diz meio tímida.
— Oh! – Eles exclamam – claro, imagino que tenha se acostumado a esse nome... – Seu pai fala.
— Não é somente costume, pai. – Bella diz – É como uma homenagem. Quando eu deixar de ser Isabella Swan, ela morrerá de verdade e eu gostaria de homenagear essa menina que morreu tão injustamente. – Bella me olha e depois encara os pais. – era para ter sido eu e não ela.
— Oh filha, não pense nisso! – Sua mãe trata de falar.
— Bella, isso é um gesto muito bonito – Eu digo afagando seu ombro.
— E nobre. E eu apoiamos a sua decisão, Madison Isabella Lincoln! – Seu pai diz e Bella sorri amplamente.
— É uma pena não podermos te levar para casa! – Sua mão diz desolada.
— É só até tudo acabar, mãe. – Bella diz para acalmá-la.
— Exato, e quando quiserem poderão vir visitar a filha de vocês. Vou deixar o acesso de vocês liberado e Félix ficará ciente também.
Ambos sorriem, mas sei que seu desejo era não mais se separarem da filha. Todos nos despedimos e eles se vão, Biers os leva em casa a meu pedido. Assim que todos saem e olho para a minha amada.
— Feliz? – Eu pergunto para ela.
O sorriso que ela me dá é sincero e genuíno. Seus olhos estão avermelhados pelo choro recente, mas a felicidade em seu rosto a torna ainda mais linda. Ela cola nossos corpos e me olha nos olhos.
— Imensamente, meu amor!
Eu a tomo em meus lábios com doçura. Hoje eu percebi o quanto a minha pimentinha, apesar de forte, também é frágil. Ela é uma menina no corpo infernal de mulher. O meu desejo só aumenta por ela, por estar com ela, por ser dela.
— Ah Bella, como eu sou louco por você! Eu te amo tanto!
— E eu te amo ainda mais, Edward!
O beijo que se segue até tenta, mas não consegue ser suave. A intensidade entre mim e Bella é uma constante inegável. É como o sol, sempre ali, mesmo quando está nublado. Eu a ergo em meus braços e a levo para a nossa cama.
Nossa cama!
Estes dias de convivência tem sido preciosos apesar de tudo. Vou admirando seu corpo enquanto retiro cada peça. Bella é uma mulher excepcional em todos os sentidos. Carinhosa, companheira, generosa. Mesmo com toda a sua avalanche de problemas e questões, ela nunca os descarrega em mim quando estamos juntos. Ela faz tudo para me deixar relaxado e confortável depois de um dia cansativo no Tribunal. É a mulher perfeita.
Quando me ergo para retirar as minhas próprias roupas algo na mesinha ao lado da cama chama a minha atenção. Uma folha de papel com um desenho.
— O que é aquilo? – Eu pergunto com a minha curiosidade aflorada. Bella olha na direção que estou olhando e cora levemente.
— Ah... eu descobri porque sempre gostei tanto de artes. – Ela diz – Eu pintava na escola. E segundo o anuário, eu estava me candidatando para o curso de Artes Plásticas na faculdade. – Ela fala se esticando e pegando o desenho.
Eu olho para o meu rosto podo desenhado a lápis. A grandeza de detalhes me surpreende. Eu estou sorrindo no desenho e Bella é tão talentosa que se o desenho estivesse colorido eu ia jurar que era uma foto. Fico ainda mais surpreso em saber que ela me desenhou sem que eu posasse para ela, completamente usando a memória que tem de mim.
— Bella... é incrível! – Eu exclamo emocionado com seu talento – Você é incrível, meu amor!
— Obrigada! – Ela diz tímida.
— Sou em que agradeço, eu vou emoldurar este desenho, tenha certeza! – Eu digo, deixando o desenho na mesa novamente e avançando sobre ela. – Mas agora eu tenho algo mais importante para fazer...
— Oh céus! – Bella exclama quando minha boca sorve seu mamilo direito com lentidão.
Suas mãos pequenas trabalham em meu corpo para me deixar nu e eu vou lhe acariciando para deixa-la pronta para mim. O que mais me encanta em Bella é que tudo nela é na medida certa para mim, seus seios cabem perfeitamente em minhas mãos e com minha boca eu consigo sugar sua aureola e o mamilo.
— Deus, Edward! — Bella exclama e eu a fito. — Eu quero você, agora! — Ela diz desesperada. Eu não resisto um sorriso.
Eu a admiro, nua em meu colo. Nosso desejo arde de tal forma que logo eu estou sobre seu corpo e a penetro lentamente.
— Ah minha pimentinha! — Eu digo ao adentrar a sua carne. É simplesmente perfeito me encaixar nela.
— Vem meu amor! — Ela diz ao meu ouvido e eu começo a investir nela com precisão, mas sem pressa. Quero aproveitar cada instante deste momento.
Bella infiltra sua mão em meu cabelo e os puxa com força à medida que seu prazer se aproxima. Eu aumento a velocidade de minhas estocadas e quando percebo seu desespero, eu reduzo um pouco. Vou me segurando desta forma por um tempo até que ela me morde o ombro e sem que ela está louca de tesão.
— Edward, por favor! — Ela pede gemendo e eu não resisto mais. Prossigo aumentando a velocidade sem parar. Ela me aperta completamente e eu não me seguro. Bella grita algo, mas eu estou mergulhado demais em meu prazer para entender.
Eu descanso minha cabeça no vão entre o pescoço e o ombro de Bella, colocando o peso de meu corpo em meus cotovelos e braços apoiados no chão. Sinto as pernas de Bella deslizarem de minha cintura e eu desencaixo nossos corpos. Eu a observo e ela está me admirando. Eu me deito ao seu lado, virando a cabeça para continuar olhando-a.
— Bella... fica comigo para sempre? — Eu digo lentamente. Seus olhos de arregalam de surpresa.
— Edward... ? — Ela sussurra e morde o lábio.
— Por favor, Bella, me prometa que será minha mulher para sempre. – Eu imploro e ela sorri para mim. — Quando tudo isso acabar, casa comigo?! — Seu sorriso cresce amplamente.
E ali sei que serei feliz para sempre.
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