Enfrentaram os piores inimigos da humanidade quando crianças. Conheceram um mundo onde criaturas não humanas viviam em harmonia. Tornaram-se os melhores amigos desde a infância. Mas nem Myotismon nem Devimon foram capazes de amedrontar a dupla mais jovem de digiescolhidos quanto o... EXAME NACIONAL!

Kari Kamya já estava no fim da adolescência. Batia à porta de uma vida adulta. Seu sonho era ingressar na universidade de Tóquio. Prestigiada. Quem também resolveu se esforçar foi T.K.

A senhora Kamya atendeu a porta assim que a campainha soou.

— Bom dia, senhora Kamiya. Vim para estudar com a Kari.

— Ela está tomando banho. Pode aguardar na sala?

Quem surgiu foi Patamon atrás da cabeça do rapaz. O digimon viu Tailmon. Logo começaram a brincar.

Takeru sentou no sofá. Olhou os porta-retratos da família Kamiya. Fotografias de Kari e Tai eram frequentes. O ambiente do apartamento trazia uma eutimia agradável.

— T.K?

— Kari!

A menina chegou na sala ainda com os cabelos escorrendo. Pediu para aguardar mais um pouco até ficar totalmente pronta.

No quarto, a moça usou o secador da mãe para agilizar o processo. Faria de tudo para que aquele encontro de estudo saísse o melhor possível. E Kari era persistente e não desistia das coisas que almejava. Seria capaz até de sarpar uma âncora para manter Takeru em seu radar emocional.

— Pronto!

— Va-vamos — T.K ficou encantado com a aparência da moça.

Tailmon impediu de Patamon entrar no quarto. Não era o momento propício. Ambos os humanos tinham que ficar sozinhos.

— Se você insistir em entrar nesse quarto, juro que crio um labéu seu e espalho pelo digimundo.

— Quê?! Tailmon, o que é labéu?

— Agora está na hora de preparar o suco deles. Vamos.

— O QUE É LABÉU?!!!!

Dentro do quarto, os dois levaram a sério os estudos. Não podiam brincar quando o assunto era entrar para a universidade.

Num certo momento, Takeru aproximou a sua mão ao cabelo de Kari e tirou uma folha de cerejeira. Tal ação deixou a menina ruborizada. Há tempo que ela iniciou um sentimento para além da amizade. Tal como o sentimento de uma pessoa apaixonada.

— Essa matéria é um pouco mais difícil. Kari?

— Ah sim. Tenho um pouco de dificuldade.

— Eu te ensino.

Minutos depois, Kari fechou os olhos e cochilou um pouco. Cansada de estudar até tarde da noite.

— Kari? — T.K alisou o cabelo da amiga. Ele também nutria um sentimento romântico.

A senhora Kamiya bateu na porta e pediu licença para entrar. Carregava uma bandeja com dois copos de suco e duas fatias de bolo.

— Tá com sono, filha?

— Sabe que dormi quase meia-noite...

— Não se esforce muito. A saúde em primeiro lugar. Até logo — fechou a porta.

Conversa vai, conversa vem. Retornaram aos estudos. O sorriso seráfico de Kari deixou Takeru feliz.

Tailmon e Patamon caminharam pelo corredor até chegarem ao quarto. Patamon voou e girou a maçaneta.

— Olha.

— Saiu como o planejado — respondeu Tailmon.

Takeru e Kari dormiam abraçados no chão.

Os digimons fecharam a porta.

— Tailmon, você vai contar pra eles que colocou Zolpidem no suco deles?

— Silêncio. Olha o labéu!

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