Dupla Personalidade

5 Capítulo 4: Mais Precisamente O Meu Fim


Notas iniciais
Então acabou né....... Depois de uma hora * com uma net super lenta * eu consegui postar u.u bjs bjs (2014) Eita, chegou o ultimo capítulo. Espero que se chegou até aqui, tenha gostado. Tentei organizar e arrumar o máximo que deu. Quem sabe volto outras vezes fazendo revisão né. Revisão: 06/12/2017

02 março de 2015.

Quinta – Feira, 22:00 horas.

Clínica Psiquiátrica São Mello.

Um ano se passou. Um ano desde que meus pais se morreram. Dois anos desde que Sophie morreu. Um ano desde que fui preso a este lugar. A culpa talvez tenha sido minha, por ser inocente demais, jovem demais, imaturo demais. Eles acreditam que mereço estar aqui, mas não mereço, pelo menos não pelo motivo que fui preso aqui. Alegaram que desenvolvi um monte de transtornos causados pela morte de Sophie e a morte dos meus pais, e claro, não podemos nos esquecer da depressão. Diariamente são vários remédios, várias perguntas que não quero responder, diversas visitas de médicos e enfermeiros, nenhum parente, nenhum amigo, ninguém, porque afinal, todos desistiram de mim, até mesmo eu já havia desistido.

Tudo aconteceu uma semana depois do incêndio. A culpa foi dela, inteiramente dela.

— Ei, o que está fazendo? – pergunto para Alicia, que estava sentada na cama dela.

A pergunta de um milhão de dólares, era o que eu estava fazendo no quarto dela. Bom, nem eu ao certo sabia, já que recebi uma mensagem apenas dizendo para eu ir lá, pois por algum motivo Samantha precisava de mim.

— Não é isso o que você queria? — pergunta mordendo minha orelha provocativa. E foi assim, do nada estava falando sobre a Samantha e no próximo estava grudada a mim.

— Ah? — digo não entendendo, e realmente não estava entendendo.

— Eu te quero — diz me beijando, e bem eu sou homem né, ai já viu. Sim, isso pode ser escroto de ser falado, mas logo me animei, literalmente.

Seus lábios atacaram os meus cheio de desejo, e mesmo não querendo comecei a beija-la, minhas mãos rapidamente foram o seu seio, qual eu apertei bem devagar, vendo seus olhos se fecharem e ela aproveitar aquela sensação que estava proporcionando a ela.

— Não podemos fazer isso — digo me afastado, não podia fazer aquilo com ela, era errado. Na verdade não havia nada de certo naquela situação, eu não sentia nenhum sentimento daquele tipo por ela, não era algo justo, eu não brincava com meninas ou apenas ficava.

— Eu tenho que fazer isso — diz com a voz firme começando a arrancar suas roupas, aquilo era excitante, muito excitante, mas então ela começou a literalmente a rasgar suas roupas e se bater. Aquilo deixou de ser excitante.

— Você não pode fazer isso — digo tentando parar ela, já que estava tentando arrancar as suas últimas peças de roupas e do nada. Ela começou a gritar. Era como se eu tivesse a estuprando e foi exatamente isso que os policiais pensaram quando invadiram a casa dela e me prenderam por tentar violentar uma menininha. Ainda consigo lembrar até hoje as palavras que ela disse segundos antes dos policiais me levar “Desculpa-me, mas não tive escolha”, só que eu sabia que ela teve uma escolha, mas escolher entre o que?

***

Depois de ter sido preso, fui trazido para cá, é claro, todos acreditam que aqui seja uma clínica psiquiátrica, mas eu só podia descrever como o inferno, cada dia era uma verdadeira luta para eu continuar vivo e o único motivo de ainda lutar para viver, é porque eu tinha a certeza que a pessoa que matou meus pais iria voltar para me levar também, e era apenas isso que me fazia suportar tudo. E eu estava certa, essa pessoa voltou, só não conseguia acreditar quem era.

— Ora, ora o que temos aqui — diz ainda com o capuz na cabeça, mas eu sabia quem era, sabia por que era mesma sensação.

— Quem é você? — pergunto tentando soar firme, não acho que tenha dado certo.

— Tem certeza que não sabe quem eu sou? — fala friamente.

— Porque você matou meus pais?

— Era parte da minha vingança — meus olhos logo vão para seus cabelos ruivos, que acabaram saindo da capuz, capuz esse que ela usava como esconderijo do seu rosto, da sua identidade.

— Que vingança? — pergunto tremendo, de medo e raiva.

— A vingança que planejei desde pequena, e enfim consegui colocar ela em ação.

— Eu não estou entendendo nada – falo frustrado.

— Como sempre lerdo — diz caçoando de mim— Mas vou tentar explicar melhor — diz tirando o capuz virada de costa para mim, em seguida tirou o seu cabelo, que na verdade era uma peruca.

— Samantha! — exclamo chocado.

— Surpreso? — indaga, mesmo estando ciente de que eu me encontrava bem pior que isso.

— Por quê? — pergunto com raiva, e ignorando totalmente a sua pergunta.

— Pergunta errada — diz soltando uma breve risada.

— E qual a pergunta certa que eu deveria fazer? — pergunto com os dentes trincando em fúria.

— Quem eu sou de verdade, essa é a pergunta que você deve fazer — diz com um brilho nos olhos, que eu só vi uma vez na vida.

— Quem é você? — pergunto — Quem é você de verdade? — refaço a pergunta agora completa.

— Sabe, quando voltei para cá, morri de medo que você descobrisse quem eu era, mas ao mesmo tempo queria que você soubesse, talvez assim sentiria sendo eu mesma, nem que fosse apenas mais uma única vez... Mas você não me reconheceu — diz fazendo uma pausa — Eu pensei que quando você olhasse de novo nos meus olhos conseguiria me encontrar, me colocar no caminho certo de novo, mas não deu certo, de novo ela voltou, ela mandava e eu fazia, tentava lutar, mas era como uma criança lutando contra uma correnteza por mais que lutava contra as ondas elas sempre estava lá, me prendendo e me impossibilitando de tentar lutar — diz deixando algumas lagrimas rolarem, porém seu rosto continua frio — Sabe pode parecer idiota o que eu vou dizer, e talvez até seja mesmo, mas eu entendo o amor da Cathy e do Heathcliff, tem vezes que é difícil amar, principalmente quando essa pessoa é aquela que você deveria odiar — diz olhando nos meus olhos, e de novo eu pude vislumbrar atrás daqueles olhos verdes, que agora eu tanto odiava, o brilho que sempre amei, os mesmo olhos castanhos chocolate, que eu me perdia neles.

— Porque você tem que me odiar... Sophie? — digo chutando, sem realmente saber se estava certo na minha suposição.

— Porque “ela” quer que eu te odeie, por isso que eu tenho que te odiar, eu prometi isso a ela — diz com lágrimas escorrendo sem parar pelo seu rosto.

— Porque você não me conta direito para eu poder entender? — falo enquanto me levantava e me encostava a parede.

— Você sabe que eu sou adotada certo? — De novo essa frase?

— Sim sei — digo sem tirar os olhos do dela.

— Bom o que você não sabe é que, eu sou órfã por sua culpa. — diz deixando-me chocado com a revelação.

— Como isso é possível? — pergunto tentando manter a calma, calma essa que já não tinha mais.

— Minha mãe era uma mulher muito trabalhadora, e tente adivinhar? Ela também era muito bonita e claro que sempre chamava a atenção por onde passava, e foi inevitável ela não começar a ter um caso com o patrão dela, ela sabia que era errado, até porque ele era casado, mas isso não impediu para eles não se envolverem, e depois de três meses minha mãe estava grávida.

— De você?

— Não — responde olhando para os lados, como se alguém tivesse ouvindo — Ela estava grávida de Samantha — não consigo acreditar no que meus ouvidos escutavam — Minha mãe ficou muito feliz — diz agora mais relaxada — e o patrão dela também, assim os dois começavam a ter uma vida como marido e mulher, o tempo foi passando e quando viram a filhas deles já estavam com 4 anos, e foi nessa época que eles descobriram que ela estava grávida de outro bebe, eles fizeram planos e iriam viver juntos, se a esposa dele não tivesse engravidado de você.

— Você está querendo dizer que... Que meu pai e sua mãe tiveram algo? Você tá querendo dizer que você é minha irmã? – exclamo chocado por ela achar aquilo, mas também não tinha como ela não saber da verdade, não tinha como ela saber que na verdade eu era filho da Amy a empregada que deu o filho para a patroa criar.

Acredito que não estavam esperando por essa revelação, certo? Amy, melhor dizendo, minha mãe contou a verdade no dia que meus pais morreram. Nós tínhamos feitos planos, mas então eles foram desfeitos.

— Sim é isso que estou falando. — diz começando a andar de um lado para o outro — Mas não é só isso a história, tem mais, muito mais, quando minha mãe descobriu que ele não ia mais ficar com ela, ficou em prantos, mas ela não podia fazer escândalo, por que precisava do dinheiro dele para poder cuidar de mim, por isso apenas fingiu, ela se mudou de casa e cuidou de mim até os dois anos, foi nessa época que ela decidiu o que ia fazer, ela ameaçou seu pai, dizendo que se ele não voltasse para ela iria contar toda a verdade para a mídia e sabe o que ele fez? — apenas balanço a cabeça em sinal que não — Colocou fogo na casa dela, junto com ela e Samy dentro, eu estava na creche e a única coisa que descobri era as coisas que a Samy contava para mim.

— Mas ela morreu — digo fingindo estar calmo.

— Não, ela não morreu, ela sempre fala comigo e às vezes me manda fazer algumas coisas. Ela continua viva, aqui comigo, me protegendo, sempre — fala com os olhos vidrados em seu rosto.

— Que tipo de coisas? — pergunto já sabendo a resposta.

— Tipo matar os seus pais. — solta a frase rapidamente.

— O que aconteceu depois do acidente? — digo tentando ignorar o que ela disse, algo que não estava conseguindo ter muito excito.

— Para muitos fui dada por morta, mas eu não tinha morrido, como eu preferia que isso tivesse acontecido — diz sussurrando a última parte — Eu sempre fui muito quietinha sabe, sempre no meu canto sem tentar chamar a atenção para mim, e então me deparo apaixonada pelo cara mais lindo e popular da escola e mais incrível ainda, ele também sentia o mesmo por mim, começamos a nos envolvemos e foi ai que a Samy voltou, ela tinha sumido a tanto tempo, eu estava livre, mas então ela voltou e simplesmente disse quem você era, e foi ai que eu tive que partir, mas então o acidente ocorreu e metade do meu rosto é prejudicado, e ela voltou, falou que você era o culpado e foi ai que eu comecei com a vingança. A vingança dela, direcionada a você – diz com os olhos vermelhos.

— O que você fez no seu rosto? — pergunto estranhando não ver nenhuma marca.

— Plásticas e mais plásticas, inúmeras delas para deixar ele assim, acredita que até pele de gente morta tive que implantar no meu rosto? — diz sorrindo amargamente. — Tudo para chegar à perfeição e eu consegui, e foi ai que coloquei meu plano em ação.

— Não faz sentido — digo lembrando-me de algo.

— O que não faz sentido? — pergunta levemente confusa.

— Era você aquele dia na casa da arvore — digo convicto — se sua vingança tinha começado depois do acidente o que você fazia lá? — pergunto irritado por causa da minha confusão.

— Porque eu precisava te ver, nem se fosse de longe precisava saber que você estava bem, eu sabia que isso era errado, ela me dizia sabe, falava que devia te odiar, mas eu não queria te odiar — diz tomando fôlego – É claro que eu não imaginava que você fosse me convida para sair, por isso fui atrás de você e fiquei te olhando. Aquele era pra ser o meu adeus a você, já que pensei que não queria me ver nunca mais – diz com um suspiro.

— Talvez as coisas possam ser diferente — digo chegando perto dela.

— Será? — pergunta de uma forma tão meiga, que me lembrou a antiga Sophie que eu conhecia, aquela que eu pensava que conhecia, aquela que me apaixonei perdidamente, aquela que lutaria mil vezes se fosse possível para ela ficar bem. Mas não era ela. Eu sabia disso. Eu precisava fazer algo, mas os sentimentos estavam em conflito. Eu era o conflito.

— Claro que sim — digo tocando seu rosto delicadamente, naquele momento decidindo que nada importava, eu já havia perdido tudo, desde a minha liberdade até a minha sanidade, não queria perder ela mais uma vez – Eu senti tanto a sua falta — digo a beijando levemente nos lábios, em seguida volto a olhar para ela e vejo aquele mesmo sorriso que eu sempre amei. — Por você eu seria capaz de fazer qualquer coisa — digo falando a mais pura das verdades, quando estava com ela era como se a gravidade da terra não fosse o que me aprendia aqui, e sim ela, eu faria qualquer coisa, seria qualquer coisa... Que ela precisasse; um amigo, um irmão... Um protetor, qualquer coisa, por algum motivo, aquilo me lembrava alguma cena de livro, mas os malditos remédios não me deixava pensar direito.

— Então espero que um dia você possa me perdoar — e quando entendi o sentido na frase já era tarde demais, com apenas uma punhalada no peito, tudo que um dia fez sentido para mim foi sumindo, o meu mundo aos poucos foi deixando de existi, mas ainda pude escutar ela dizendo — Desculpa-me, mas eu precisei fazer isso, você disse que por mim faria qualquer coisa — diz soluçando por causa do choro — E te matar era a única forma de viver livre sem ela, de viver de verdade — e foi ouvindo essas palavras que meus olhos se fecharam para nunca mais se abrir, mas eu sabia que estava morrendo por um motivo bom, eu estava morrendo em nome do nosso amor, amor esse que sobreviveu ao ódio, amor esse que talvez um dia fosse comparado ao amor de Cathy e Heathcliff, um amor que nem mesmo a morte foi capaz de acabar ou destruir.

Um amor para vida toda. E foi assim, que ocorreu a minha história. Do começo ao fim. Mais precisamente o meu fim.

Notas finais
THAY: ACABOUUUUUU A TORTURA , ALELUIA U.U Aylla: Tortura? Tortura é aturar vc sua recalcada ......... Thay: digo o msm raxa idiota....... Aylla: Bem foi um prazer postar essa shot ( percebeu q eu estou no meu momento loucura né kkkkk bjs bjs espero que tenham gostado......... (2014) Então é isso pessoal. Aceito comentários. Beijos! (2017 ♥)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!