Duologia de poemas desvairados

2 A Mente Desvairada Per Si


O que pode vir de bom de uma mente com problemas internos e uma estrutura frágil?

O que acontece com uma pessoa normal caso ela perca alguém que ame, que gosta do que ela gosta, que fala do quer ela falar?

Uma perca não brusca, mas lentamente; que vai arrancando aquilo que fazia feliz, pedaço por pedaço, dia por dia; por muitos dias. O que fazer? Dar uma estocada com a lança do ódio, defender-se com o escudo da falsa indiferença ou esperar um beijo que não pode ser recebido?

O que fazer para tirar da mente rostos que ativam áreas da sua mente responsáveis por sentimentos de “algo não comprido”? Que doem, que incentivam alto-flagelo sentimental, que cada toque na ferida é uma dor lancinante no peito.

Um amigo, talvez; dois se contarmos com a família; mas um que você não vê, que conversa indiretamente, que faz pouco caso pessoalmente, e isso na mente de uma pessoa frágil, de uma mente corroída pela maré, mente desgastada, mente cansada.

Quando o refúgio externo é maculado com blasfêmias e heresias sobre o deus que está presente, a mente responsável por dar criação a esse texto. O que bom virá? Diga-me mente sem respostas que talvez sem respostas ficará.

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