Dungeoneer - Interativa

25 Uroro versus Ururu


Notas iniciais
Origem dos nomes em Dungeoneer (1): Vocês já devem ter percebido que os nomes das mulheres de Dungeoneer são bastante peculiares. Vou dizer o significado de alguns deles: Braquistócrona: Significa "menor tempo", e é a curva que uma partícula sujeita a força da gravidade percorrerá no menor tempo possível, é um trilho que se você largar uma bolinha ela chega no chão em menos tempo do que se fosse uma reta. Cunegundes: é o nome da namorada do Cândido, do romance "Cândido", do filósofo Voltaire. Depois eu conto mais significados. Boa leitura!

Os heróis, já curados pelo Kurapika, continuavam sua caminhada rumo...sei lá, a algum lugar.

– Ô dona Braquistócrona, pra onde estamos indo? – perguntou Junpei.

– Estamos indo falar com uma velha conhecida minha. Depois do Sortudo, é a pessoa que mais entende sobre antigas escrituras e profecias que eu já vi, estou certa de que ela poderá nos dizer o que temos que fazer daqui em diante – respondeu a ruiva.

– Uma observação: algum de nós combinou uma data ou local pra se encontrar com o Kon e o Uroro? – indagou Hyugi.

Todos ficaram silêncio, pensativos.

– Putz grila, acho que na hora ninguém pensou nisso – comentou Loren.

– Se eu já tivesse ido ao reino de Camelot alguma vez eu me transportava pra lá, mas não faço ideia de onde isso fica – comentou Sony.

Nesse momento Beatrice se afastou do resto do pessoal e ficou olhando para o céu como se buscasse a resposta para alguma pergunta que ninguém fez. Loren, percebendo, foi para perto da sua amiga.

– Fica tranquila Beah, tenha certeza que ele vai ficar bem.

– Eu sei disso, pelo que pude sentir, ele não passou por nenhum grande perigo.

– Então por que dessa cara de bunda?

– É que...bem, lembra quando eu estava na floresta e falei telepaticamente com vocês?

– Lembro sim...e?

– Eu consigo me comunicar apenas com quem esteja pensando em mim no momento, e ele quase não pensa em mim, senti as ondas cerebrais dele por poucos segundos. Como eu odeio aquele idiota!

– Esses garotos de hoje são idiotas mesmo, quando ele voltar pule em cima dele, o jogue na areia da praia e tasca-lhe logo um beijo. Se eu ficasse esperando pelo Sony eu tava na mão até agora.

– Mas o Sony já gostava de você, ele não tomou iniciativa porque é muito tímido e por causa daquela coisa de meio hollow, quanto ao Kon eu já não tenho certeza que ele sinta algo por mim...

– Sente sim, ele sente um puta tesão por você, aproveite-se disso. O deixe na expectativa de que vai transar com você, e vá adoçando a boca deles aos poucos, vai por mim. Agora deixe eu ir lá que preciso seduzir o Sony, é hoje à noite que a giripoca vai piar, ou não me chamo Loskñkllb.

– Quê?

– Desculpe, ou não me chamo Loren Raisen! Uma mosca tinha entrado na minha boca e acabei engolindo, ela fará uma viagem divertidíssima.

As amigas voltaram para perto do restante do grupo e todos continuaram sua jornada.

****

Kon e Uroro voltaram à casa do Urahara quase ao amanhecer.

– Bem rapazes, está na hora de dormir – disse o anfitrião.

– Estou com mesmo com sono, tem algum quarto ou podemos dormir aqui na sala mesmo? – perguntou Kon.

– Acho que você não entendeu, está na MINHA hora de dormir. Vocês treinarão o dia inteiro.

– Que sacanagem hein, mas ainda vou querer aquela capa de invisibilidade – resmungou o alaranjado.

– Que tipo de treinamento devemos executar? Por favor, nos dê o programa para treinarmos enquanto o senhor descansa – pediu Uroro.

– Não será necessário, vocês terão ajuda. Jinta, Ururu, venham aqui na sala! – gritou Urahara.

Minutos depois, o menino que ficou tomando conta da barraca no dia anterior e uma garota, aparentemente com a mesma idade dele e com cabelos pretos amarrados em forma de maria chiquinha, foram até a sala com cara de sono.

– Crianças, estes dois ilustres cavalheiros são meus convidados, treine-os como eu os treinei. Agora vou dormir, não precisam abrir a barraca hoje, minha intuição está me dizendo que os fiscais da prefeitura vão passar por lá hoje e não estou podendo pagar propina – Urahara se trancou em seu quarto.

– Jinta, é melhor irmos pro quintal, se quebrarmos a casa de novo o Urahara vai se zangar – disse a menina.

– É claro que vamos pro quintal sua tonta! – ralhou o garoto.

– Acho que você deveria ser mais cavalheiro, sabia que essa garotinha vai crescer, ficar bonita, você vai querer namorar com ela, que não vai querer nada com você porque foi mal com ela na infância? – Kon deu um sermão.

– Para de besteira e vamos logo pro massacre, quer dizer, pro treino.

Todos saíram e foram para o quintal, onde eram banhados pelos primeiros raios de Sol da manhã.

– O primeiro treinamento será uma luta, quem vencer almoça e quem perder fica com fome. A luta é no mano a mano, um contra um, e vou deixar que vocês escolham o oponente, eu ou a idiota aqui, mas já vou avisando que fico com muito mau humor quando sou acordado cedo!

– Que moleque mal criado tu é, detesto lutar com mulher, mesmo que ainda seja uma garotinha, então eu lutarei com você – disse Kon, heroicamente.

– Eu não tenho preconceito, luto com quem cruzar o meu caminho, pode ser homem, mulher, criança ou animal – gabou-se Uroro.

– Que nem aquele galo que te desceu o cacete no torneio? – lembou Kon.

– Calados, vamos lutar logo. Venha cabeça de abóbora!

Jinta pegou uma fina vara de bambu e a segurou como se fosse um taco de baseball, fazendo o terráqueo não entender nada. Mesmo não sendo fã de combates, Kon não simpatizou com o moleque, então desembainhou sua espada e saiu correndo na direção dele, a fim de derrota-lo.

Kon deu uma espadada da altura do abdômen do garoto, que saiu da frente fazendo o laranjinha passar direto feito touro que acabou de tomar um olé.

– Muito fraco! – Jinta bateu com a vara nas costas do Kon com tanta força que o aspirante a shinigami caiu de cara no chão.

– Toma toma toma! – Jinta pegou sua vara e deu vários golpes no adversário caído. Kon parecia um garoto que fez besteira e está tomando uma surra de vara de goiaba.

– Ai ai, para, você venceu! – Kon pedia arrego.

– Pra que parar, está tão divertido!

Jinta bateu até ficar ofegante, e obviamente, Kon ficou com seu corpo em carne viva e praticamente imóvel.

– Cansei, agora é sua vez Ururu.

A garota e o shinigami loiro se posicionaram para o combate.

– Vamos acabar logo com isso, depois de ter vencido um espírito inquieto na última noite vou precisar de um desafio de verdade!

– Vejo que está com pressa então não vou decepcioná-lo. POWER BAZUCA!

A menina tirou uma bazuca de dentro do seu vestido e atirou contra o pobre Uroro, que não teve tempo nem de pensar em ter qualquer reação. Foi atingido em cheio, teve vários ossos quebrados e ficou desacordado.

Horas depois, Kon e Uroro acordaram em uma espécie de enfermaria, onde um homem moreno parecia aplicar algum tipo de medicação.

– Já estou morto? – perguntou Kon.

– Felizmente não. Vocês têm sorte, se o próprio Urahara estivesse dando esse treinamento vocês já teriam ido morar com a deusa – disse o homem.

– Deusa, deve ser gata – falou Kon.

– Seu burro, ele quis dizer que teríamos morrido – brigou Uroro.

– E aí fracotes, vamos de novo? – chamou Jinta.

– Mas estamos feridos, fracos, com fome... – argumentava Kon.

– As ordens do chefe foi parar tempo suficiente apenas para vocês se recuperarem, vocês estão vivos então vamos nessa!

– Será um prazer, eu os subestimei por serem crianças, mas não me vencerá tão facilmente dessa vez – discursou Uroro.

Os quatro voltaram ao quintal, e novamente os heróis tomaram outra surra. O mesmo se repetiu por dias seguidos.

– Estou com sono, estou com fome, não vejo um par de seios já deve ter mais de um mês...Deus, me leve logo! – desabafava Kon, na enfermaria e todo ferrado.

– Eu ainda os vencerei, mesmo que partam meus ossos, meu espírito permanecerá intacto – disse Uroro, com muita raiva.

– Seus ossos já foram quebrados e remendados várias vezes, mais algumas não fará diferença – comentou Ururu.

Todos foram novamente para o lado de fora da casa. Como de costume, as lutas foram Kon versus Jinta e Uroro versus Ururu.

– Se não se importam, gostaria de lutar primeiro – Uroro estalava os dedos.

– Por mim tudo bem – disse a menina.

– Tanto faz, lutem então – assentiu Jinta.

O combate começou. Como de costume, Ururu pegou sua bazuca e atirou contra Uroro, porém dessa vez ele jogou sua espada longe e mergulhou no chão para não ser atingido pelo tiro.

– Você se livrou do peso dessa espada mixuruca para se esquivar, muito inteligente. Mas como pretende me atacar? – perguntou a garota, com um tom irônico.

Uroro fechou os olhos e mentalizou crianças o chamando de marica. Em seguida, sentiu uma energia fluindo pelo seu corpo como nunca antes, então abriu os olhos, concentrou essa energia na sua mão e disparou uma rajada de vento da mesma maneira que fez contra o espírito que capturou, porém dessa vez o fez de forma mais consciente. A rajada acertou Ururu em cheio e a arremessou a vários metros de distância. Ela rolou várias vezes pelo chão e ficou toda ralada, sem conseguir se levantar.

– Assim que eu vou te vencer, ops, te venci! – disse Uroro, orgulhoso pela vitória.

– É isso aí Uroro, mostra pra esses moleques quem é que manda! – comemorou Kon.

– Muito bem, ganhou da minha parceira molóide, mas agora sou eu e você cabeça de abóbora.

Começou a luta entre Kon e Jinta. O moleque continuava usando aquela vara, que permanecia intacta mesmo após ser usada centenas de vezes para bater na cabeça dura do seu adversário. Ele resolver tomar a iniciativa e correu para cima do oponente, pronto para surrá-lo mais uma vez.

Kon, que havia observado atentamente a forma como o seu companheiro venceu a luta anterior, fechou os olhos, se concentrou profundamente, abriu os olhos novamente e estendeu sua mão na direção do adversário, e não aconteceu absolutamente nada. Jinta o alcançou como já era esperado, deu uma senhora surra no cenourinha, que apanhou mais do que boi ladrão e teve que novamente ir para a enfermaria.

Quando Kon acordou, sentiu um delicioso cheiro de comida e então levantou o que sobrou do seu corpo e seguiu tal odor. Chegou até a sala, onde Urahara, Jinta, Ururu, Tessai (o cara que remenda os heróis depois das surras), Yoruichi e também Uroro comiam alegremente.

– Olá Kon, deseja comer conosco? – perguntou Urahara.

– É claro, parece estar apetitoso – disse o rapaz.

– Mas não pode, só depois que vencer o Jinta – falou Urahara, tranquilamente.

– O quê? Só pode estar de brincadeira, até o Uroro já está tirando a barriga da miséria – reclamou Kon.

– Mas eu venci a garotinha – Uroro continuava comendo – esse shopkalrbe está uma delícia.

– Que fome...não sei o que é isso mas deve estar bom – Kon choramingava.

– Você nunca comeu shopkalrbe? São vísceras de lagarto cozidas dentro do estômago de um boi da cara preta – informou Tessai.

– Se quer comer, me vença, e saiba que eu não vou facilitar! – Jinta mostrava seus supostos músculos.

– Vamos logo então!

Todos já haviam terminado de comer e foram para o quintal, que já havia se tornado uma arena de combate, ou quem sabe um campo de tortura dos candidatos a shinigami. De qualquer forma, ambos armaram suas guardas e começaram a batalha.

Como de costume, Jinta pegou a vara e partiu para cima do oponente. Kon tentava desesperadamente se esquivar dos ataques e até conseguia evitar alguns, mas recebeu a maioria, provocando grandes danos ao seu já prejudicado corpo.

– Desista fracote, você nunca va me vencer – Jinta se vangloriava.

“Droga, por que eu aceitei vir nesse lugar, deveria ter esquecido essa história de shinigami e seguido com o resto do pessoal. Braquistócrona, a bela ruiva que constrói armas e gosta de um vuco vuco com macacos, Loren, loira, belos seios e que ficou maravilhosa com aquela armadura que só cobre o mapa do tesouro, e a Beatrice, com seus raros olhos violetas e seios ainda maiores do que das outras, seus cabelos castanhos e pele clara e macia são perfeitos, e nas poucas vezes que pude sentir o seu cheiro fiquei louco...Beah, com certeza você é a garota mais bonita que eu já vi”

– Kon, Kon, está me ouvindo? – uma voz feminina era enviada diretamente ao cérebro do alaranjado.

– Que voz é essa? Eu devo ter morrido e você é um anjo.

– Obrigada por me achar com voz de anjo, mas sou eu, a Beatrice.

– Beah, que saudade, onde está você?

– Não importa, temos pouco tempo. Sinto que você está com grandes problemas.

– É verdade, estou há dias sem comer e sendo espancado por um moleque, ele é muito forte e não sei se vou sobreviver.

– É claro que vai. Vamos fazer um acordo, se você o vencer, quando nos encontrarmos de novo eu te mostrarei meus seios.

– Todinhos? Sem censura?

– Exatamente. Agora vá antes que ele te pegue.

Kon abriu os olhos, e mesmo estando caído no chão e levando uma surra de vara, desembainhou sua espada e a usou para bloquear os ataques do Jinta.

– Estou vendo que está mais rápido e até consegue parar os meus golpes, mas ainda não será suficiente.

Jinta segurou a vara com as duas mãos e deu um golpe de ponta na direção do rosto do seu oponente com o intuito de furá-lo. Kon, por sua vez, rolou no chão evitando ser golpeado, então deu um daqueles enormes saltos que sabia dar desde que despertou seus poderes, e na hora de cair, ficou de ponta cabeça com a espada com a ponta virada para baixo, esticou seu corpo a fim de minimizar a resistência do ar (não que ele soubesse o que é isso) e desceu em alta velocidade na direção do garoto.

O molequinho, vendo a investida do adversário, tinha duas opções, se esquivar ou tentar bloquear, e acabou escolhendo a segunda opção. Ele segurou cada extremidade da vara com uma das mãos, deixando sua extensão posicionada a fim de chocar-se com a espada do Kon. De fato isso aconteceu, a espada quebrou a vara e atingiu o garoto em cheio, fazendo um corte no seu tórax que quase o parte em dois.

– Tessai, leve o Jinta imediatamente para a enfermaria! – gritou Urahara.

– Sim senhor! – Tessai pegou o garoto e, junto com Ururu, o levaram para dentro.

– Muito bem Cabeça de Tangerina, finalmente você conseguiu vencer, acho que a falta de comida realmente o motivou – concluiu Urahara.

– É verdade, e a recompensa que vou receber é uma carne chamada maminha – Kon fez sua piadinha e em seguida caiu de cara no chão, tão ferrado quanto das outras vezes.

Kon acordou no dia seguinte sem dores, porém com muita fome. Foi até a cozinha, onde todos comiam...sei lá, alguma coisa. O laranjinha sentou-se e começou a se servir, comeu, comeu muuuuito.

– Vejo que gostou do café da manhã – comentou Urahara.

– Está delicioso, eu estava morrendo de fome – disse Kon.

– Que bom que gostou, custa apenas dois merréus!

– Porra, não tem nada de graça nesse lugar – Kon resmungou e entregou as moedas ao anfitrião.

– Não reclame, pelo menos o treinamento está sendo grátis – falou Uroro.

– E por falar em treinamento, hoje vocês irão lutar contra hollows – informou o camelô.

– Isso, já faz tempo que não detono essas aberrações! – comemorou Uroro.

– Deve ser fácil, lembra que matamos dois desses lá em...não sei o nome do lugar, mas lembra que salvamos aquela garotinha de cabelos rosas? – lembrou Kon.

– Vejo que já vocês já têm experiência nesse tipo de luta então já começarei na dificuldade very hard. Jinta, Ururu, abram a banca hoje, se aparecer algum fiscal apresentem-no ao senhor suborno.

– Sim chefe!

As crianças saíram, então Urahara se levantou.

– Venham comigo, e antes que eu me esqueça, deixem suas espadas aqui.

– Ué, então como vamos lutar com aqueles bichos? – contestou Kon.

– Com essas – Urahara tirou do seu manto duas katanas bonitas e brilhantes como cristal de prata.

– Oh minha deusa, finalmente, nossas...

– Calma Uroro, forjei suas zampakutous na última noite, porém eu ainda não coloquei os espíritos nelas, portanto, elas não passam de espadas comuns. Mas não se desanime, são espadas de cristal de prata forjadas por mim, então tenha certeza de que elas são excelentes – ele entregou as espadas aos shinigamis em treinamento – agora venham comigo.

O trio saiu da casa e caminhou bastante. Chegaram a um local tão seco que o solo chegava a ser rachado e avistaram um buraco que devia ter uns quinhentos metros de diâmetro e bastante fundo, então finalmente pararam na beira desse grande buraco.

– Chegamos – anunciou Urahara.

– E onde estão os hollows? – perguntou Uroro.

– Lá dentro – Urahara os empurrou e ambos se espatifaram no fundo da cratera.

– Seu desgraçado, por que fez isso? – gritou Kon.

– Tudo que faço com vocês é extremamente necessário e faz parte do treinamento – ele usou um leque para esconder uma risada marota – logo hollows os atacarão, se sobreviverem eu colocarei os espíritos nas suas zampakutous.

– Agora falou minha língua, podem vir hollows malditos, destruirei todos – bradou Uroro, com sua espada empunhada.

– E se não sobrevivermos? – perguntou Kon.

– Não se preocupem, se isso acontecer eu mandarei uma carta de condolências para suas famílias – respondeu Urahara.

Logo a conversa foi interrompida por dois hollows que surgiram do nada e atacaram os rapazes. Eles o venceram sem muita dificuldade, entretanto não tiveram tempo de comemorar, já que mais quatro hollows surgiram. Eles ficaram lutando por horas contra um número cada vez maior de monstros, até que finalmente chegou um momento de calmaria.

– Será que acabou? – perguntou Uroro, ofegante e com pequenas escoriações.

– Só tem um jeito de saber, Ô do chapéu, já acabou? – Kon deu um grito, mas não obteve resposta.

Em seguida, um monstro enorme, com uns quinze de altura, usando um manto preto e uma máscara branca com nariz de Pinóquio saiu de dentro de um portal que surgiu dentro da cratera, provocando um tremor de terra que fez os heróis se desequilibrarem e cair no chão.

– Que isso? – Kon se assustou.

– É um menos grande, já li sobre eles em livros mas nunca tinha visto um de verdade. Ele é uma evolução de um hollow e muito poderoso, que a deusa tenha piedade de nós! – Uroro estava apreensivo.

– Ah, agora lembrei, foi um bicho desses que deu a Pedra Filosofal pra mim e pro Junpei – contou Kon.

– Impossível, mas isso não interessa agora, vamos lu...

O discurso motivacional do loiro foi interrompido por um cero emitido da boca do menos, que o atingiu em cheio e o arremessou contra a parede do buraco.

– Você está bem Uro...

Antes te terminar, o menos também lançou uma rajada contra o ruivo, que saltou fazendo com que o ataque passasse por baixo dele. Para o azar do Uroro, o “tiro” que o seu companheiro evitou acabou o acertando, fazendo um buraco no seu tórax, de onde escorria uma grande quantidade de sangue.

– Arggg – Uroro colocou a mão em seu ferimento – ainda bem que me acostumei com os tiros de bazuca que levei daquela menina, senão eu já estaria morto.

Kon correu na direção do menos e deu várias espadadas nos seus pés, sem provocar qualquer dano. O gigante riu e deu um chute no rapaz e o jogou contra a parede também.

– Há há há, desistam humanos, hoje vou almoçar vocês! – disse o menos.

– Ai, essa doeu – reclamou Kon, massageando as costas – e não vou deixar nenhum monstro me comer!

– Você está com sorte, está numa situação bem melhor do que a minha – Uroro, mesmo com dificuldade, conseguiu levantar – mas lembre-se que você deve acertar a máscara dele.

Kon entendeu o recado e correu com a velocidade de uma fofoca, deu um daqueles grandes saltos, empunhou sua espada e deu um poderoso golpe na direção da máscara do bicho, que se esquivou fazendo o quase shinigami passar direto. Novamente o rapaz bateu na parede, mas dessa vez, para sua infelicidade, o Menos Grande foi mais esperto e deu um poderoso soco o achatando.

– Merda, acho que ele quebrou meus ossos... – resmungava Kon, caído e sem forças.

– Hoje é meu dia de sorte, senti o cheiro de vocês lá de onde eu moro, acho que vou começar comendo esse jabá com jerimum.

O menos segurou Kon e o levantou, o levando ao encontro da sua boca que já salivava. O pobre cabeça de abóbora gritava e tentava, sem sucesso, escapar do seu terrível destino. Quando o monstro já estava prestes a colocar sua refeição na boca, uma forte rajada de vento o derrubou, assim como a sua comida.

– Não vou deixar você comer mais nenhum humano, mesmo que seja esse inútil! – Uroro, já de pé, segurava segura sua espada e fazia cara de brabo, muito brabo.

– E o que vai fazer, mandar mais um desses ventinhos? Eles não podem me ferir, e tenho certeza que seu ki já está acabando!

– Não era reiatsu? – estranhou Kon, caído, sangrando, quebrado e com dor.

Uroro aproveitou que o inimigo ainda não havia levantado e correu em sua direção. Sua espada brilhou, ele deu um golpe muito rápido a fim de acertar a máscara do inimigo, porém o monstro colocou sua mão na frente, que foi decepada pelo golpe do loiro.

– Desgraçado, vou te comer primeiro!

O menos gritava irado, com sangue negro espirrando do lugar onde outrora havia uma mão. Uroro, cheio de si, tentou novamente atingir a máscara, porém o monstro se levantou rapidamente, de forma que o loiro acertou o pé do bicho, provocando apenas um pequeno corte. Em seguida, o gigante pisou no shinigami, o deixando muito, realmente muito ferido, quase morto.

– Vou comer um purê de humano hoje, que delícia!

Uroro já estava desmaiado e prestes a ser comido, e Kon sabia que seria o próximo.

– Droga – Kon limpava o sangue que escorria pelo canto da sua boca – eu não posso morrer, a Beatrice prometeu mostrar os melões pra mim quando nós nos reencontrarmos.

– Oi Kon, só vim te lembrar do nosso acordo.

– Beah, que bom ouvir sua voz. É claro que lembro, mas acho que infelizmente não vou poder cumprir a minha parte – ele choraminga – esse troço que eu tô enfrentando é forte demais, quando você voltar pra Terra cuide das minhas irmãs e fale pro meu pai que ele é muito sem noção.

– Que pena, já que você não quer, vou mostrar meus seios pro Junpei. Eu acabei de tomar um banho gelado e meus mamilos ficaram durinhos por causa do frio sabia? E eu tomei banho com a Loren, ela pegou neles de brincadeira e me disse que eles estão maiores e mais macios do que o de costume.

Kon se levantou com o semblante sério, segurou firmemente o punho da sua espada, que nesse momento triplicou de tamanho. Ignorando a dor e os ferimentos, ele deu um enorme salto na direção do Menos Grande, e antes que Uroro fosse devorado, o laranjinha deu um rápido e certeiro golpe na máscara do monstro, que se partiu e caiu no chão, provocando um tremor de terra. Segundos depois, o corpo do menos se desfez em bazilhões de partículas infinitesimais.

– Ve..venci...mal posso esperar pelo meu prêmio – Kon sorriu vitorioso e enfim caiu desmaiado.

********

Em algum lugar, já era noite e os outros heróis estavam dormindo, com exceção da Beatrice e da Loren. E por falar na Beatrice, ela estava trêmula, com as mãos frias e suadas e o seu rosto estava vermelho de vergonha.

– Não acredito que você me convenceu a falar aquilo tudo, e que história foi essa de que você apalpou meus seios no banho? Ele vai pensar que somos lésbicas.

– E isso só vai aumentar o desejo dele, parece até que não o conhece desde a quinta série. Você não disse que ele estava prestes a morrer, e depois da telefonia mental que vocês fizeram ele ficou mais forte e derrotou o inimigo?

– Foi, mas...

– Mas nada, ele tá vivo e quando vocês se virem de novo é só pegar o boy.

– É, nesse ponto você está certa, mas acho que não vou ter coragem de mostrar meus seios pra ele...

– Ó, prometeu tem que cumprir. Mostra logo e deixa ele mais doido ainda, mas é pra parar nos peitinhos hein, deixa essa periquita bem guardada até ele te pedir em casamento!

– Como você é escrota, ainda não sei porque eu ainda te dou confiança...

– Porque você me ama e sua vida seria um saco sem mim.

– Você está certa, mas não precisa ficar se gabando.

– Tá bom, agora vai dormir.

– Mas eu não estou com sono...

– Vai dormir AGORA!

Beatrice não estava com sono, mas o tom de voz sua amiga foi tão imperativo e seus olhos irados pareciam dizer “durma agora ou te farei dormir para sempre”, então ela simplesmente deitou e dormiu.

Notas finais
É isso pessoal. Eu pretendia fazer essa parte do treinamento em no máximo dois capítulos, mas vou precisar de mais um, então me desculpem caso esteja ficando massante. Obrigado por lerem e até o próximo capítulo!