Dungeoneer - Interativa

1 Socorro, fui transportado para um mundo estranho por um macaco voador.


Notas iniciais
Primeiro capítulo. Nele, estarão presentes o Kon (Bleach), mas aqui ele tem a aparência do Ichigo, e não de um bicho de pelúcia (por enquanto) e também Junpei, de um anime chamado Those Who Hunt elves, ou Caçadores de Elfas. A capa do capítulo é do Junpei, acredito que todos aqui conhecem o Kon com o corpo do Ichigo. Em tempo: Dungeeoner é o nome de um RPG bastante antigo, e essa fic é baseada em uma história que mestrei no século passado. Divirtam-se.

Eram cinco horas da tarde. Os colegas de escola Kon e Junpei esperavam em um parque de diversões por duas garotas que após muita insistência aceitaram sair com eles.

– Eu acho que elas não vêm, marcamos três horas e já são cinco, e o celular delas tá dando desligado ou fora de área – disse Kon.

– Não é possível, você que deve ter espantado elas com esse seu cabelo laranja, você devia pintar de preto, as garotas vão pensar que você é baitola – falou Junpei.

– Porra, o cabelo laranja que dá o charme. Aposto que elas não vieram por causa desse seu visual escroto, onde já se viu ir pra um encontro com uma faixa de karatê e ombreiras, tá pensando que tá na década de oitenta? – retrucou Kon.

– Já que estamos aqui e já pagamos entrada, vamos em alguns brinquedos – propôs Junpei, encerrando a discussão.

Os amigos ficaram vendo quais eram suas opções, até que encontraram uma espécie de trem fantasma.

– Caverna do dragão, será que é maneiro? – disse Kon.

– Duvido que isso me assuste, mas vamos entrar pra ver – falou Junpei.

Eles entraram no brinquedo, sentando em seus assentos, e então o carrinho deu a partida. No interior era escuro, com bonecos de monstros que não assustavam ninguém, até que enfim, acabou o passeio e os rapazes saíram da “caverna do dragão”.

– Que sem graça hein – comentou Junpei.

– Esse brinquedo bom pra ir com uma garota. Escurinho, elas me abraçando por causa do susto, perfeito – fantasiou Kon.

Os garotos comeram cachorro quente com curry e em seguida foram a outro brinquedo que girava muito. Os dois saíram tontos e enjoados, até que então caíram desacordados.

Junpei acordou em um lugar estranho, era um enorme campo com grama alta, até a altura da sua cintura. Sem entender o que estava acontecendo, saiu para procurar pelo seu amigo.

– Kon, Kon, cadê você?

O ruivo apareceu correndo.

– Até que enfim você apareceu. Que droga de lugar é esse?

– Sei lá, só lembro de estar no parque com você e agora estamos aqui.

– Saudações viajantes!

Kon e Junpei olharam para trás, procurando quem disse tais palavras, e se depararam com um macaco prego com um par de asas voando.

– Ah, que diabos é você? – perguntou Kon assustado.

– Vou me apresentar, meu nome é Sortudo, a rainha me deu a missão de transportar os melhores guerreiros da Terra para o nosso mundo, que se chama Dungeoneer, para lutar contra uma grande ameaça que está por vir – explicou o estranho ser.

– Há, não falei que eu era um dos melhores guerreiros da Terra – gabou-se Junpei.

– Mas como eles estavam muito ocupados trouxe vocês mesmo – concluiu sortudo.

Os amigos terrestres ficaram sem palavras.

– Mas fiquem felizes, vocês possuem dentro de suas almas um grande poder que vai possibilitá-los de vencer o mal – falou Sortudo.

– Agora falou minha língua, mas como usamos esse poder? – perguntou Junpei.

– Vocês precisam entrar no labirinto dos Hollows e encontrar um baú. Quando encontra-lo é só abrir que seus poderes serão despertos.

– Moleza, e o que são esses Hollows? – perguntou Kon.

– São monstros enormes com uma máscara de osso, alguns tem tentáculos, outros cospem ácido. Mas não se preocupem, vou dar uma arma para cada um de vocês.

– Assim tá bom então, vamos encarar esses tais Hollows – empolgou-se Junpei.

Sortudo tirou (não se sabe de onde) dois porretes de madeira e entregou aos aventureiros.

– O que, isso que você chama de arma? – protestou Kon.

– É. Vou leva-los até lá.

O macaco pegou os rapazes pela camisa e voou até a entrada de uma caverna.

– Aqui está, entrem e encontrem o baú. Boa sorte – sortudo voou para longe.

– Caramba, esse macaco desgraçado deixou agente na furada – reclamou Kon.

– Não tem outro jeito, temos que entrar. Esses tais hollows não devem ser tão fortes assim – disse Junpei.

Os amigos entraram na caverna. O chão era de terra com muitas pedras pelo caminho, mas era possível caminhar, e apesar de ser uma caverna, ela estava iluminada por insetos semelhantes a vagalumes, porém seu brilho era constante e mais intenso.

Eles andaram por alguns minutos, quando ouviram alguma coisa rastejando. Ficaram a postos, com seus porretes em mãos, e de repente, surgiu diante dos seus olhos um monstro com o tamanho de um humano e corpo muito magro, porém sua cabeça era desproporcionalmente grande, com uma horrenda máscara de osso.

– Cara, que merda é essa – gritou Kon.

– Deve ser o hollow. Vamos matar! – gritou Junpei.

Junpei partiu para cima do hollow e o golpeou com força na costela, porém parece que o golpe não surtiu qualquer efeito no monstro, que contra-atacou dando-lhe um soco, que o jogou a alguns metros de distância.

– Droga, meus poderosos golpes não surtem efeito contra essa coisa – praguejou Junpei.

– Ahhhh – Kon também tentou acertar o inimigo, que se esquivou e começou a rir.

– Ah? Ele tá rindo da nossa cara? – surpreendeu-se Kon.

– Acertem na máscara – uma voz que vinha do nada dizia.

– Quem disse isso? – indagou Junpei.

– Não interessa quem disse, acerte na máscara.

Kon aproveitou um momento de distração do hollow e deu uma porretada na sua mascara, que rachou e logo em seguida, o monstro se desfez.

– Há, matei ele, segura essa hollow – comemorou Kon.

– Muito bem, agora que sabemos como matar os monstros ninguém segura agente – empolgou-se Junpei.

Os aventureiros continuaram a caminhada, enfrentando alguns hollows pelo percurso, todos sendo derrotados, embora ambos tenham saído levemente feridos. Muitas vezes, o caminho se dividia em dois ou até três, e os garotos escolhiam por onde iam seguir por pura intuição, e em alguns momentos, tinham a impressão de estarem andando em círculos.

– Caramba, agente não chega nunca, tô com fome – reclamou Junpei.

– Já estamos há horas aqui, quando vamos encontrar aquele baú que o Sortudo falou? – completou Kon.

Os heróis andaram mais um pouco e perceberam que a caverna estava se tornando mais larga e mais iluminada. Continuaram até que encontram um enorme baú.

– Uhul, até que enfim – comemoraram.

Eles foram até o baú e o abriram. Uma luz ofuscante saiu, e logo, os dois já sabiam de seus poderes como se fosse algo que sempre tiveram.

– Olha como eu pulo – Kon ficou dando grandes saltos, até bater a cabeça no teto da caverna.

– E eu tenho certeza que estou mais forte e sei usar vários tipos de armas, basta encontrar alguma – falou Junpei.

– E agora, vamos ter que voltar aquele caminho todo? – indagou Kon.

Os rapazes viram no fundo da caverna uma parede com um alvo, e escrito “quebre aqui para sair da caverna”.

– Que conveniente – observou Kon.

Junpei foi até o alvo e o quebrou com um soco. Abriu-se um caminho para o lado de fora. Eles saíram e perceberam que já estava de noite, e Sortudo os esperava do lado de fora.

– Parabéns, vocês conseguiram.

– É, agora que vencemos os hollows já pode nos mandar de volta pra casa não é – falou Junpei.

– Ainda não. Preciso saber que tipo de poder vocês desenvolveram – falou Sortudo.

– Eu aprendi isso – Kon começou a saltar.

– Grande coisa, um grilo faz isso. Me dê uma espada que eu retalho qualquer coisa – falou Junpei.

Sortudo entregou uma espada de duas mãos (novamente, ninguém sabe de onde ele a tirou ) e entregou para o karateca, que ficou dando belos golpes no ar.

– Estanho, vocês dois são guerreiros, deveríamos ter ao menos um mago no grupo de acordo com a profecia. Tem alguma coisa errada.

– Tá tá, profecias e tal, tô com fome, tem alguma comida aí? – perguntou Junpei.

– Se vira. Toda comida que precisar está por aí, é só pegar – respondeu Sortudo.

Os rapazes começaram a procurar comida. Junpei conseguiu caçar uns bichos parecidos com coelhos, e Kon pegou pássaros em pleno voo. Fizeram uma fogueira e assaram sua caça. Ao fim da refeição, Sortudo foi falar com eles.

– Encontrei o erro. Não eram dois heróis que eu deveria ter transportado, e sim quatro.

– Isso é fácil, é só transportar mais dois, e espero que sejam duas, se usarem sutiã GG melhor ainda – falou Kon.

– Não é tão simples assim. Gastei quase toda minha magia pra trazê-los até aqui, não vou conseguir transportar ninguém tão cedo – lamentou Sortudo.

– E agora, o que vamos fazer? – perguntou Junpei.

– Vamos dormir e amanhã iremos em outra missão. Temos que encontrar uma fonte de magia forte o suficiente pra trazer alguém do mundo de vocês.

Notas finais
Fichas fechadas, mas sugestões serão bem vindas. Abraços a todos.