Dungeoneer - Interativa
48 O fim... será?
Notas iniciais
Depois de tanto correr, finalmente Beah alcançou a Loren.
— Nossa, como você corre! – a garota estava ofegante.
— Atividades físicas nunca foram o seu forte – comentou a Loira.
— Eu sei. Que história é essa de que não vai voltar pra Terra, apanhou tanto na cabeça nas lutas e ficou retardada?
— Esqueceu que esse aqui é o meu mundo de verdade?
— Pode até ser, mas eu te conheço praticamente desde que eu nasci e sei que você não está feliz com isso. O que eu vou dizer pra sua mãe quando eu voltar, simplesmente que a filha dela sumiu e não vai mais voltar?
— Você não entende, eu tenho obrigações – ela ficou com os olhos marejados – por favor, não deixe isso mais difícil do que já está.
— Pelo menos você vai continuar com o Sony?
— Não posso, eu tenho que ter uma filha com aquele meu prometido inútil. Tenho certeza de que o Sony não vai aceitar me dividir.
— Então não tem jeito, tchau – Beah estava dando as costas, quando a Loren a segurou pela mão.
— Espera! Não precisamos ficar brigadas poxa, somos melhores amigas não somos? Eu vou ficar bem, o meu reino é um lugar legal! Quando você voltar pra casa, cuida da minha mãe, e seja feliz com o Kon, eu sei o quanto você esperou pra ficar com ele. E antes que eu me esqueça, já tá na hora de você perder essa virgindade né? Cinco dias esperando o túnel pra Terra ser aberto, nada pra fazer, você dois em um castelo cheio de camas...
— Calada Loren! – finalmente Beatrice sorriu – você está certa, não precisamos partir de mal uma com a outra. Se mudar de ideia nos próximos cinco dias é só vir aqui e entrar no buraco de minhoca com a gente.
— Prometo que vou pensar no assunto durante esses dias.
As duas se abraçaram com força. Logo depois a Beah foi se encontrar com o Kon, já a Loren se reuniu com a Biske, o futuro pai da sua filha e os monstros do reino dela, combinou com as outras rainhas de se encontrarem uma vez por ano naquele castelo e finalmente partiu.
Os dias foram passando traquilamente. Beatrice estava triste por ter se separado da sua amiga, mas por outro lado estava bastante empolgada por finalmente estar perto de voltar para casa. Kon e Hyugi também estavam animados, embora estivessem preocupados com o Junpei, que ainda não havia voltado.
*****
Sony e os outros hollows chegaram instantaneamente ao Eco Mundo por um portal que ele abriu. Chegando lá ele fez.... nada, apenas sentou no trono reservado ao rei ficou lá de bobeira. Toda ver que algum súdito vinha perguntar algo, ele apenas dizia “faça o que quiser”.
*****
Após três dias de corrida, Loren chegou ao seu destino. Lá foi ovacionada pelos monstros, embora a maioria deles nem tivessem percebido que ela sumiu por um século.
— Sua caverna está pronta senhora – disse a Biske – agora descanse, você merece! Vai querer quer que eu mande as ogras fazerem os preparativos do casório pra quando, daqui a uns seis meses?
— Não vou me casar.
— Como? – a mulher-gigante deu um pulo – não conversamos sobre isso dias atrás? Se você não tiver sucessora, mais cedo ou mais tarde Dungeoneer entrará em colapso e todo o trabalho seu e dos seus amigos do outro mundo terá sido em vão.
— Eu vou ter um droga de sucessora com aquele retardado ok? Mas não preciso me casar pra isso, como eu o conheço bem, sei que logo ele vai vir atrás de mim aí eu faço o que tenho que fazer. Agora some daqui antes que eu me aborreça com você.
— Como quiser rainha. – ela se retirou.
O que a Loren previu realmente aconteceu. No dia seguinte, logo depois que acordou, o seu ex-futuro sei lá o que estava olhando para ela.
— Não vou perguntar o que você veio fazer aqui porque eu já sei – a rainha disse, irritada.
— O casamento pode demorar, então porque não nos adiantarmos? – ele tentava fazer uma voz sedutora.
— Eu não vou casar com você, mas vou te dar se é o que quer saber. E saiba que vai ser só pra engravidar e vou me esforçar ao máximo pra você sentir o mínimo de prazer possível!
— Pra que tanto ódio no coração? Tenho certeza de que depois de uma noite (mas não estava de manhã?) comigo você nunca mais vai querer saber de outra coisa! – ele pegou uma garrafa de vinho e duas taças – porque não bebemos uma taça de vinho, vai te ajudar a relaxar.
Loren tomou a garrafa da mão dele e começou a beber rapidamente e no bico mesmo.
— Vamos logo com isso, quanto mais cedo começar mais cedo termina.
*****
Era o quarto dia de trabalho da minhoca dimensional, ou seja, no dia seguinte o buraco estaria completo e finalmente os heróis poderiam voltar para casa.
— O Junpei ainda não voltou – disse Kon com aos outros, que estavam sentados à mesa tomando seu café da manhã.
— O problema é que só o Sony sabe onde ele foi, vou rezar pra que ele volte a tempo – falou Beatrice.
— Eu ouvi quando ele pediu pro Sony transportá-lo, era pro Vulcão da Morte Certa – informou Hyugi.
— Mas que droga ele foi fazer lá? – Kon estava indignado.
— Só sei que se ele não voltar hoje eu vou lá procurá-lo, não podemos deixá-lo para trás – falou Hyugi.
— Mas será que um dia é suficiente pra chegar lá? – perguntou Beah – eu sei que não podemos abandoná-lo, mas se formos atrás dele pode ser que nenhum de nós volte pra Terra.
— Deve ter mais alguém que possa nos transportar além do Sony, tem o Sortudo, o Urahara, a fada gostosa... – sugeriu Kon, logo depois levando um cascudo da Beah.
— É verdade, eu posso usar magias de teletransporte sem problemas – Sortudo, que acabara de chegar acompanhado da Braquistócrona, entrou na conversa.
— Ótimo, vamos lá pro Vulcão buscá-lo – Hyugi levantou animado.
— Antes disso, considerem que talvez o Junpei não esteja no Vulcão da Morte Certa. Eu acredito que ele pediu carona do Sony para lá mas foi pra outro lugar, e talvez até esteja chegando. Por que não esperam até amanhã de manhã, se ele não voltar, deem uma passadinha no Vulcão? Fiquem traquilos, o Urahara me falou que o buraco só vai ficar completo lá pelo fim do dia.
Os heróis concordaram. Hyugi voltou para o seu quarto, estava quase na hora que a camareira do castelo iria ao seu quarto e no dia anterior ela havia prometido que daria um presente particular para ele. Kon e Beatrice resolveram caminhar de mãos dadas pelo jardim do castelo.
— Você tá sentindo falta dela não é? – perguntou Kon.
— Muita. Eu estava com raiva dela, mas já passou. Lembra quando eu me separei do grupo para aprimorar meus poderes? Ela foi contra, mas depois que eu expliquei os meus motivos ela me apoiou, e eu sei que ela tem fortes motivos pra ficar em Dungeoneer, ela precisa dar continuidade à linhagem das rainhas Bestiais.
— Se pelo menos tivesse uma maneira dela convocar uma eleição, trocar rainha por presidenta sei lá, um jeito de existir uma sucessora sem ela precisar ficar aqui e sem ter que dar pra aquele almofadinha que já deu pra perceber que ela odeia...
— Kon, você é um gênio!
— Sim eu sou, e agora que você reconheceu minha genialidade, que tal irmos pro quarto e celebrarmos o ato físico do amor?
— Calado Kon, temos que procurar o Sortudo!
A garota saiu correndo procurando pelo macaco, sendo seguida pelo namorado. Depois de algum tempo correndo e perguntando às pessoas que encontrava, finalmente o achou com a Braquistócrona na sala de armas.
— Sortudo, preciso que me teletransporte para o reino da Rainha Bestial – ela disse diretamente.
— Não sei se devo, você vai tentar fazer com que a rainha vá com vocês para a Terra.
— Tem uma informação que foi dita lá no capítulo trinta e que ninguém está se lembrando. Me leva pra lá agora senão eu juro que te enforco com suas próprias tripas!
— Ta bom, tá bom! – Sortudo concordou.
— Obrigada!
— Vamos lá Transportate Gatinha Cabaçus pro Reinus das Bestas Burris!
Assim que o macaco recitou o feitiço, a garota sumiu.
— Pra onde ela foi? – perguntou o Kon.
— Eu a mandei pra caverna das Bestas. Não se preocupe, vou só dar um tempo pra ela conversar com a amiga, amanhã eu a trago de volta.
— É impressionante como a Beatrice evoluiu, quando ela chegou aqui era só uma garota tímida e dependente, agora te ameaçou de morte pra tentar de alguma maneira trazer a amiga dela de volta. Eu já sei de que informação esquecida ela está falando, só espero que a teimosia da Loren não estrague tudo – discursou Braquistócrona.
*****
Beatrice apareceu na entrada da caverna e logo foi abordada por um centauro que guardava a entrada.
— O que você quer, garotinha?
— Vim falar com a Rainha Bestial, o assunto é urgente!
— Volte mais tarde, o príncipe disse que ela vai ficar o dia todo ocupada e deu ordem pra não deixar ninguém incomodá-la.
— Ele é que está incomodando. Por favor, é urgente, eu sou a melhor amiga dela!
— Não posso te deixar entrar, desculpa. Se você insistir, terei que usa a força – ele segurou um enorme porrete onde estava escrito “força”.
— Ih, a lá um balão sorvete! – ela apontou para o céu.
— Onde? – monstro olhou para onde ela apontou.
Aproveitando a distração do guarda, ela correu para dentro da caverna.
— Derreteu – ela disse, já a uma boa distância dele.
Ela correu, correu, correu mesmo. Ela tentava usar o seu poder psíquico para rastreá-la, mas parecia que o seu poder havia desparecido, então resolveu fazer uma coisa muito difícil: perguntou para os habitantes daquele lugar.
Depois de conseguir a informação de um monstro que disse onde era o “quarto” da rainha diante do argumento da Beah de que o guarda a deixou entrar, finalmente ela encontrou sua amiga.
— Loren, não transe com esse cara! – ela entrou esbaforida e gritando.
Logo depois a Beatrice veio prestar atenção na cena: Loren segurando uma garrafa quase vazia e com cara de enterro, já o dito cujo estava pelado e fazendo uma suposta dança sensual. A fim de evitar essa visão, a garota virou de costas.
— Loren, tenho que falar com você!
— Como chegou aqui Beah?
— O Sortudo me trouxe aqui, mas isso não importa. Você não precisa fazer um filho com esse cara.
— Precisa sim! – o homem insistiu.
— Lembra do livro que a velha Chyio leu pra nós? Lá dizia que existem duas maneiras de alguém ser a sucessora da rainha Bestial, uma é ser filha dela e a outra é ser uma habitante desse reino meio humana meio outra coisa e vencer a atual rainha em uma luta justa com pelo menos quatorze testemunhas.
— Eu lembro disso – falou Loren – eu até poderia convocar uma luta, deixar alguma das monstras me vencer, mas não confio em alguém mais fraca do que eu no poder, poderia ruir esse reino.
— Mas você já foi vencida por uma mostra desse reino, e você não fez corpo mole, lutou pra caramba mas mesmo assim levou uma surra, já se esqueceu?
A Loren ficou com cara de que não estava entendendo.
— É a Biska caramba! Ela te venceu na final do torneio no Mart, até assumiu a forma gigante dela esqueceu?
Loren sorriu e sem dizer nada, saiu correndo dali. Beah estava indo atrás dela, quando olhou pra trás e viu o meio-dragão literalmente com as calças arriadas e com cara de “não acredito que aconteceu de novo”.
— Ô seu moço – ela foi falar com ele olhando pro lado, tentando não encará-lo – sei que eu acabei de te frustrar e você deve estar querendo me matar, mas é que a Loren não gosta de você e pelo que eu a conheça, era bem capaz dela acabar te dando uma joelhada no saco assim que você encostasse nela. Antes que você acabe voltando pra Friendzone, me escute: você é um cara bonito, percebeu como as fadas te olhavam quando você estava no castelo? Certamente você vai conquistar a mulher que quiser desse mundo, verá que ter se livrado da responsabilidade de ser o príncipe só vai abrir portas pra você.
— Você está certa – ele deu um sorriso malicioso – e já que você disse a mulher que eu quiser, bem que nós poderíamos...
— Eu falei mulher que você quiser desse mundo, eu sou de outro esqueceu? Agora preciso achar a minha amiga, e seja feliz! –ela saiu correndo, procurando a Loren.
— É mão, somos só nós dois de novo – ele olhou para sua própria mão.
Beatrice corria pelas galerias da grande caverna procurando pela amiga, quando resolver seguir um bando de monstros que estavam todos caminhando na mesma direção. Eles chegaram a uma espécie de câmara gigantesca, onde centenas de monstros estavam aglomerados. No centro da aglomeração estava Loren, que havia subido em uma grande estalagmite para que todos a vissem.
— Cala a boca todo mundo! – ela gritou e logo todos fizeram silêncio – Estou anunciando que já há existe a minha sucessora.
— Caramba, aquele meio-dragão é rápido no gatilho – comentou uma besta.
Um murmurinho se instaurou, até que depois de alguns gritos da Loren o povo calou a boca novamente.
— Eu não estou grávida ou coisa assim, eu fui vencida em uma luta justa por uma meia-humana desse reino e havia muito mais do que quatorze testemunhas, eram dezenas de punheteiros babando nos meus seios, mas enfim, venha aqui Biske!
— Eu? – ela, que mal podia ser vista em meio a tantos monstros enormes, ficou sem entender.
— Torneio no Mart sua lesada! Vem aqui, tô passando o trono pra você.
Finalmente a ficha caiu, então ela deu um enorme pulo e passou a dividir a mesma estalagmite da amiga.
— Você tem certeza? Gostou tanto assim daquele mundo onde foi parar depois das maracutaias da Zerus?
— Claro que tenho! Posso te dizer que eu sou muito mais Loren Raisen, loira fatal estudante do último ano do colegial em algum lugar da Terra do que rainha Bestial de Dungeoneer. E fala sério, vai dizer que você não quer ser a rainha?
— Não vou fazer cu doce, quero ser a rainha sim – Biske se levantou e bradou – me saúdem, sou a rainha de vocês!
Todos começaram a gritar. Loren, satisfeita, desceu e depois de se embrenhar entre as criaturas, conseguiu encontrar Beatrice.
— Missão cumprida – disse Beah – agora temos que entrar em contato com o Sortudo pra ele nos levar de volta pro castelo.
— Temos um dia ainda não é?
— Sim, por quê?
— Como assim por que, tenho que buscar o Sony!
— Verdade, mas não sabemos onde ele está.
— Corrigindo, você não sabe! Ainda temos um dia, vou pegar um rapidon, vamos chegar lá ainda hoje.
Elas saíram da caverna e passaram em uma espécie de estábulo que ficava do lado de fora. Beatrice ficou sabendo que o tal rapidon era um cavalo alado extremamente rápido. As duas subiram no animal e a Loren começou a conduzi-lo, e realmente ele voava muito rápido.
Já de noite, as garotas chegaram aos portões de um enorme e tenebroso palácio. Vários holows rondavam o local e já sentiam o cheiro das humanas.
— Loren, eu tô com medo, esses bichos não vão tentar nos comer?
— Vão, mas o que não mata engorda.
Elas pararam o rapidon bem na entrada do castelo e rapidamente, elas já estavam cercadas por hollows.
— Carne... – eles balbuciavam.
— Vocês não vão querer nos comer, olha como somos magrinhas – Loren levantou a blusa da Beah o suficiente para deixar suas costelas à mostra – mas aquele cavalinho é gordo e sadio, e já me disseram que o gosto é igualzinho ao de humanos.
Temendo por sua vida, o rapidon saiu voando, sendo seguido pelos hollows famintos. Se aproveitando dessa distração, as garotas entraram no palácio e começaram a procurar pelo Sony. O lugar era enorme, mas depois de muito procurar e matar alguns hollows pelo caminho, elas o encontraram no seu trono de pedra.
— Finamente te achei! – disse Loren.
— Loren, Beatrice? – ele se surpreendeu.
— Beah, pode me deixar a sós com ele? – Loren pediu.
— Nem pensar que eu vou ficar sozinha com esse monte de monstro querendo me comer, vocês podem até começar uma seção de sadomasoquismo que eu não tiro meus pés daqui.
— O que aconteceu? O Zerus voltou?
— Sony, eu não sou mais a rainha Bestial.
— Como assim?
— A Biske me venceu em uma disputa e agora ela é a rainha. Vou ser bem direta, estou voltando pra Terra e quero que você venha comigo.
— Lembra que você disse que tinha obrigações como rainha? Eu também tenho obrigações como rei dos hollows.
— Você odeia ser hollow e odeia mais ainda esse lugar, vai fazer birra agora? – ela se aproximou, o abraçou com força e falou no seu ouvido – eu não sei ser romântica, até que gostaria de ser às vezes, mas só sei que... voltar pra casa sem você não vai ser a mesma coisa, preciso de você lá comigo.
O casal se beijou apaixonadamente. Ficaram grudados, até que foram interrompidos pela Beatrice os cutucando.
— Não queria atrapalhar esse momento, mas olhem ao redor.
Ao abrirem os olhos, eles perceberam que estavam cercados por uma infinidade de hollows extremamente feios.
— Preciso fazer um anúncio. Estou renunciando o meu posto como rei dos hollows.
— Como assim? Precisamos de um rei e não há mais nenhum arrancar vivo, você que é meio humano é o que mais se aproxima disso.
— Vocês nunca consideraram ter uma rainha?
Todos procuraram pela dona daquela voz e viram uma mulher loira com seios enormes e quase nua, com anatomia humana, porém com uma máscara de ossos cobrindo parcialmente o seu rosto.
— Quem é você? – perguntou Sony.
— Uma fêmea que atingiu o nível de arrancar recentemente. Você não deve lembrar, mas nos conhecemos quando você era bem pequenininho, eu tive um rolo com o seu tio e você sempre me chamava de Tia Halibel.
— Prazer em revê-la Tia Halibel. Pronto, você é a rainha dos hollows.
— Viva a rainha! – todos gritavam.
— Agora podemos ir embora? – Beah estava nervosa.
— Tomara que dê pra chegar a tempo, não sei se o rapidon sobreviveu... – disse Loren.
— Quem precisa de rapidon? – Sony abriu um portal – fiquem tranquilas, eu já aprendi a controlar melhor o meu poder e é seguro levar quantas pessoas eu quiser.
O trio entrou no portal e sumiram para sempre daquele lugar.
*****
Amanheceu e finalmente, chegou o dia do retorno dos heróis. Kon e Hyugi acordaram preocupados e foram logo procurar pelo Sortudo, o achando algum tempo depois, sempre com a Braquistócrona.
— Sortudo, a Beah não voltou – disse Kon.
— Nem o Junpei – completou Hyugi.
— Já se passou um dia desde que eu a transportei, ela não deve ter conseguido convencer a Loren a voltar pra Terra com vocês – ele deu uma pequena pausa – vou localizá-la e trazer de volta antes que seja tarde.
— Bom dia! – Loren acenava e pulava, com o Sony e a Beatrice ao seu lado.
— Beah, que bom que você voltou! – Kon correu até ela e a beijou.
— E vejo que você foi buscar o seu gatinho, não é assim que vocês falam? – comentou Bráqui.
— Não que eu não esteja feliz em não-ver vocês, mas e aquela história de rei dos hollows e rainha bestial? – indagou Hyugi.
— Achamos brechas nas leis e passamos nossos postos para outras – disse Loren.
— Agora que estamos todos juntos, vamos procurar o Urahara e ver quando vamos poder fazer a viagem – propôs Sony.
Todos concordaram e logo receberam informações de que o Urahara estava no jardim monitorando o buraco de minhoca. Ao descerem, viram o cientista observando atentamente o túnel.
— E aí Urahara, fica pronto hoje ainda não é? – perguntou Sortudo.
— Faltam apenas algumas horas. Vou mandar chamar todo mundo, tem muita gente que está aqui no castelo apenas esperando para ver vocês partirem, sem contar que tem alguns terrículos que vão pegar carona com vocês.
— Tem mais gente da Terra aqui? – Kon estranhou.
— Aquela menina que veio da Friendzone junto com os generais marinas – informou Urahara.
— Também tem a Hisana, sabia que ela também é da Terra? – disse Sortudo.
— Quem é Hisana? – Loren perguntou.
— Aquela mulher que disputou um campeonato de comilança com você – contou o macaco – vou desfazer o efeito do fruto do passado pra ela voltar ao normal.
O tempo foi passando e todos estavam reunidos. Os heróis, os agregados, rainhas, fadas, shinigamis e curiosos.
— Sortudo, o que fazemos com esse bebê? – três fadas carregavam, com dificuldade, uma menininha que tentava comer o próprio pé.
— Voltarte a ser comuera antis!
Sortudo executou a magia, fazendo a bebê voltar a ser uma mulher de uns vinte anos.
— Ah? Onde estou, quem sou eu? – ela estava confusa – Sortudo?
— Quando você vai me explicar de onde se conhecem? – Bráqui perguntou, zangada.
— A explicação é simples. Eu sabia que um dia eu teria que trazer os heróis para Dungeoneer, porém o feitiço de transferência entre mundos é muito complexo e eu precisava praticar. Em um desses testes eu acabei trazendo essa garota da Terra para cá.
— Lembra que eu quase te matei por isso? – ela lembrou.
— E peço desculpas. Mas agora você poderá voltar para casa.
— Eu não vou – ela disse tranquilamente.
— Você é maluca? Quem, tendo opção, ficaria em Dungeoneer? – estranhou Kon.
— Eu era sozinha lá na Terra, aqui eu posso andar a pé por aí, lutar, matar e comer criaturas gigantes, e ainda tenho minhas formas de dragão e de tigre.
— Já que prefere assim, tudo bem – falou Sortudo.
— Eu conheço esse cheiro – comentou Hyugi.
Logo apareceu o Junpei cambaleando, machucado e com as roupas todas rasgadas.
— Onde tu se meteu? – perguntou Kon.
— Escalei montanhas, lutei com monstros, fiquei dias sem comer e só tenho uma coisa para dizer: compensou!
— Falta só uma hora pra minhoca chegar no universo de vocês – disse Urahara – quem vai entrar no buraco levante a mão.
Beatrice, Hyugi, Junpei, Kon, Loren, Sony e Tomoyo levantaram a mão.
— Não querendo ser estraga prazer de novo, seria prudente levar um meio-hollow para um mundo de humanos? – Sortudo se pronunciou.
— Eu vou te matar macaco desgaçado! – Loren ficou irada.
— Explique isso melhor – Beah cobrou.
— Se o lado monstruoso do Sony se manifestar na Terra, ele poderá se tornar perigoso, ainda mais em um mundo sem shinigamis para detê-lo.
— Eu sou shinigami – disse Kon.
— Mas está sem zampakutou. Na verdade, todas as armas de vocês foram pulverizadas na luta com Zerus e pelo que parece, o poder que adquiriram em Dungeoneer também se foi.
— Não precisam se preocupar, eu tenho uma solução – Urahara entrou na conversa.
— Você sempre tem solução pra tudo? – perguntou Hyugi.
— Eu criei um artefato que chamei de hougyoku. Ele poderá murchar o hollow e tornar o Sony totalmente humano.
— Você quer isso Sony? – Loren perguntou para ele.
— É claro, não posso ser um perigo para o seu mundo – ele respondeu.
— Mas que tipo de artefato é esse hougyoku? – perguntou Braquistócrona.
— É um nome que significa supositório de trinta centímetros.
Hyugi, Kon e Junpei começaram a rir, deixando o Sony bastante desconfiado.
— Supositório, o que é isso?
Sua namorada contou no seu ouvido o que era.
— Não, nem pensar!
— Mas amor, é o único jeito de ficarmos juntos – ela insistia – eu mesma coloco pra você, e vou ser carinhosa.
Depois de muita insistência, finalmente ele aceitou. Urahara entregou o artefato ao casal que se retirou, foi para um quarto e fez o procedimento que não será descrito aqui porque ninguém merece ler isso.
— Só fiz isso porque te amo muito – Sony disse pra ela.
— Eu reconheço isso e vou te recompensar muuuito bem, você pode pedir o que quiser. Tá entendendo? Pode pedir qual-quer-coi-sa – ela enfatizou essa parte – pense bem no que vai querer.
— Pode deixar que vou pedir algo a altura – ele a olhou maliciosamente — Agora vamos, já está quase na hora.
— Vai na frente, eu já te alcanço.
O rapaz concordou e saiu.
— Deusa, para de se esconder que eu sei que você tá aí – Loren falou para o alto.
— Como você chegou a essa conclusão? – perguntou uma voz feminina extremamente melodiosa.
— Quando eu invadi esse castelo no alinhamento, você me chamou pelo meu nome original e como eu sei que ele não pode ser pronunciado, concluí que somente a deusa conseguiria tal façanha.
— Você é esperta, por coisas assim que as rainhas bestiais são as minhas preferidas desde a criação.
— Ficou chateada por eu ter desistido do meu posto?
— Claro que não, a sucessão foi feita dentro da lei, a Biska te desceu a porrada e venceu a luta honestamente, estou certa de que ela será uma rainha excelente.
— Deusa, se não for desrespeitoso da minha parte, posso te fazer uma pergunta?
— Todo mundo pode perguntar qualquer coisa, se eu vou responder são outros quinhentos.
— Você é a Deusa toda poderosa, porque não impediu o Zerus?
— Resposta simples para uma pergunta simples, porque ele é de outro universo. Vou te contar um segredo, cada universo possui um deus e há um acordo entre nós de não interferirmos diretamente contra seres que não sejam do nosso universo. Se o Zerus fosse de Dungeoneer eu já teria acabado com a raça dele há muito tempo, mas como ele é da Terra, sabe como é, não quero arrumar problema com o deus de lá até porque ele é um cara bem maneiro, de vez em quando nos reunimos pra jogar, jogamos baralho, damas, dominó, só não dá pra jogar RPG porque ele se recusa a jogar dados.
— Então é por isso que os heróis da profecia são da terra...
— Isso mesmo, nada melhor do que terráqueos para lidar com um terráqueo. Por isso, para enfrentar o Zerus, era preciso abrir os templos dos quatro alimentos usando uma tecnologia que apenas pessoas da Terra dominam, o touch screen.
— E a entrada repentina e inesperada do Hyugi também deve ter tido um dedo seu não é?
— Não, foi pura sorte mesmo. Os quatro heróis não são pessoas predestinadas a serem heróis, qualquer terráqueo poderia ser, mas esse é um segredo que nem o Sortudo conseguiu desvendar. Sabe outra coisa estranha e que ninguém parou pra se perguntar?
— Que coisa?
— Como lacaios do Zerus entraram nos templos dos alimentos.
— É verdade, não tinha parado pra pensar nisso. Como ele conseguiu?
— Da mesma maneira que os heróis, já que ele é originalmente da Terra, estava apto a abrir os templos. Se ele tivesse uma arma de cristal de prata, teria sido desastroso, mas felizmente tudo acabou bem.
— É verdade.
— Agora vá porque o buraco pro outro mundo já está quase aberto.
— Deusa, existe alguma coisa depois da morte?
— Você precisa morrer pra ter essa resposta, se quiser eu faço isso por você agora mesmo.
— Eu posso esperar, obrigada! E eu posso ver como você é?
— Seus olhos não aguentariam tanta beleza. Como eu sei que você é pidona e tem muitas coisas pra perguntar, vou sair antes que eu me aborreça e te obrigue a ficar com aquele seu ex.
— Prefiro a morte. Deusa, foi um prazer te conhecer, agora tenho que voltar para casa...
Loren saiu correndo até encontrar o povo todo se preparando para a viagem.
— O buraco está aberto. Entrem e corram como se suas vidas dependessem disso (e dependem mesmo). Se o túnel fechar com vocês dentro deles, ficarão vagando no vazio eternamente – falou Urahara.
— Esperem! – Sortudo entregou uma pedra vermelha e brilhante ao heróis – daqui a um ano, no tempo da Terra, se reúnam em torno dessa pedra que vocês terão uma surpresa.
Todos concordaram em fazer o que o Sortudo pediu e sem mais adiamentos, pularam no buraco. Era tudo muito colorido e brilhante, mas como foram advertidos pelo Urahara, trataram de correr enlouquecidamente e sem olhar para trás.
— Agora que eles se foram, posso fazer uma pergunta? – Sortudo se dirigiu ao Urahara.
— Sim – o shinigami respondeu.
— Como aquele rouki sei lá que funciona?
— Ele libera lentamente uma substância que acabará com a parte hollow daquele garoto.
— Então isso poderia ser substituído por um comprimido?
— É, acho que sim – Urahara coçou a cabeça – ele ficaria bastante chateado se estivesse aqui pra ouvir isso.
****
Em algum lugar, pessoas carregavam enormes blocos de pedra, aparentemente para construir algo. Não muito longe, alguém com longos cabelos azuis observava tudo.
— Senhor Zerus, o monumento ficará pronto em sete não dias – um homem relatou.
— Ficará pronto em três, caso contrário eu vou passar você em ovo, farinha e depois fritar – disse Zerus.
— Sim senhor! – o homem, amedrontado, se retirou.
— O meu plano de voltar para a Terra foi frustrado, mas depois de ter ficado tanto tempo em Dungeoneer e me fortalecido, dominar a Friendzone foi como brincadeira de criança. Construí outra máquina de transporte interdimensional, porém, depois que eu gastei todas as poções demonizadoras, não existe fonte de energia poderosa o suficiente para possibilitar essa viagem. Mas eu sou paciente, um dia essa fonte de energia vai acabar caindo aqui e eu voltarei para me vingar, mesmo que já tenham passado milhares de anos e todos estejam mortos, vou me vingar há há há há há.
*****
Depois de correr, correr muito muito mesmo, finalmente os heróis caíram em algum lugar.
— Doeu – reclamou Kon.
— Finalmente estamos na Terra – Junpei começou a beijar o chão.
— Mas que lugar da Terra? – Beatrice perguntou.
— Será que estamos longe da Papua Nova Guiné? – perguntou Loren.
— Vocês são da Papua Nova Guiné também, que coincidência – comentou Hyugi.
— Eu sou japonesa, mas não faço ideia de como estamos falando a mesma língua – disse Tomoyo.
— Isso é um mistério, mas antes de tudo temos que descobrir onde estamos – falou Hyugi.
— Se acharmos um telefone público eu ligo pra minha mãe e ela manda alguém nos buscar, onde quer que nós estejamos – disse Tomoyo.
Todos começaram a procurar, até que encontraram. Eles também descobriram que estavam no Sri Lanka e em algumas horas, um empregado da mãe da Tomoyo chegou para levá-la, mas antes deu uma passagem para a Papua Nova Guiné para todos.
— Obrigado pelas passagens grátis, garotinha! – Hyugi agradeceu.
— Eu é quem agradeço, se não fosse por vocês eu nunca teria voltado para a Terra – a menina agradeceu.
— Você veio da Friendzone não foi? Quem sabe, voltando pra casa, você se acerta com o menino que te desprezou – falou Beatrice.
— Bom, é que.... não é beeem um menino, mas deixa quieto. Adeus!
Os heróis pegaram um avião e, finalmente, chegaram no lugar onde moravam. Cansados, cada um foi para sua casa, e é claro que não foi fácil explicar o sumiço para suas famílias.
Hyugi foi quem ficou fora por mais tempo, dois meses no tempo da Terra. Para explicar o que aconteceu ele alegou amnésia, e é claro que seus pais ficaram muito felizes em tê-lo de volta. A notícia da volta do Hyugi logo se espalhou e no dia seguinte, a menina que o mandou para a Friendzone foi vê-lo.
— Hygui, que bom que você voltou!
— Oi Pantomima, pensei que você tinha ido pra Europa com o seu namorado.
— Eu ia, mas aquele desgraçado me trocou por outra porque ela tinha seios grandes! E por falar nisso, eu sei que você gosta de mim, quero te dar uma chance.
— Não precisa, eu tô de boa. Nesses meses que mais pareceram anos, descobri que a melhor coisa que existe são as mulheres mais velhas, uma garotinha como você não me interessa mais.
Ela saiu de lá um tanto murcha, e é claro que ninguém entendeu como o Hyugi cresceu tanto, ganhou músculos e um pouco de barba em apenas dois meses.
Não muito longe dali, Junpei, Kon e Beatrice também reencontraram suas famílias. Para eles, tinham passado apenas dois dias, o Kon até contou que foi parar em outro mundo, mas obviamente ninguém acreditou. Dias depois Beatrice apresentou o Kon como seu namorado, deixando sua mãe muito feliz.
Loren também voltou pra casa, acompanhada pelo Sony. Assim que entrou, sua mãe foi correndo para perto dela.
— Loren, onde você se meteu esses dias? Quase me matou do coração!
— Mãe, é uma história impossível de ser contada.
— Ah é, tô indo pegar a minha havaiana de pau!
Foi nesse momento que ela notou a presença do Sony.
— Nossa, agora tô entendendo o que você ficou fazendo por dois dias, onde você encontrou ele tinha algum mais velho disponível?
— Ah é, esse é o Sony!
— Prazer senhora! – ele a cumprimentou.
— Usaram camisinha?
— Mãe, não vou ficar falando dessas coisas com a senhora...
*****
Aquele ano passou tranquilamente. Hyugi passou a levar uma vida calma como um estudante comum e estava muito feliz com isso. O Junpei, assim que terminou o colegial, passou em um teste e começou a fazer pequenos papéis em filmes de luta em Hong Kong, não dá pra dizer que ele é um grande astro, mas está no caminho.
Como já era de se esperar, a Beatrice foi aprovada para estudar em famosa universidade. A surpresa foi o Kon também ter conseguido entrar na mesma universidade que ela, mas ele teve uma boa motivação, a garota disse que só ia transar com ele pela primeira vez quando ele passasse no vestibular, então ele começou a estudar dezoito horas por dia e fez uma ótima prova.
Já o Sony e a Loren, bem... eles continuam juntos. O rapaz começou a morar na casa dela, então é como se fossem casados e, além disso, os dois construíram um restaurante na garagem que apesar de pequeno, tem feito bastante sucesso na região.
Finalmente, passado exatamente um ano da volta dos heróis para a Terra, todos se reuniram no restaurante da Loren e do Sony e então pegaram a pedra dada pelo Sortudo.
— Porque será que o Sortudo falou pra nos reunirmos em torno dessa pedra? – perguntou Beatrice.
— Tô desconfiado, vai que aquele pulguento resolve nos levar pra aquele mundo maluco de novo – comentou Junpei.
— Vixe, a pedra tá piscando – Kon apontou pra pedra.
A pedra começou a emitir um brilho intenso e repentinamente, todos viram o Sortudo.
— Nós voltamos pra Dungeoneer, vou te matar! – Junpei gritou.
— Calma, deve ser só um holograma – disse Hyugi.
— Ele está certo – o macaco falou – eu programei essa pedra mágica pra estabelecer uma comunicação com o mundo de vocês. Consome muita magia, mas como estamos todos com saudade, vale a pena!
— Oi gente! – a Braqui apareceu ao lado do Sortudo.
— Senhora Braquistócrona, que saudade – disse Sony.
— Sinto sua falta também. Está cuidando bem dele Loren?
— Muuuuito bem – a loira respondeu.
— Rainha, que bom te ver! – Biske se jogou da transmissão.
— Que isso, agora você que é a rainha – disse Loren.
— É o hábito – ela deu um suspiro – mas vejo que você se deu muito bem indo pra esse mundo, passaram noventa anos e você continua com essa cara de menina.
— Noventa anos? – os heróis estranharam.
— Me deixem explicar – Sortudo tomou a frente novamente – o tempo passa diferente aqui, pra vocês passou um ano, mas pra nós passaram noventa. Não perceberam que meus pelos agora estão brancos?
— É verdade – comentou Beah.
— Pai, pai, esses são seus amigos do outro mundo? – uma menina aparentemente com oito anos de idade, cabelos vermelhos e belas asas brancas chegou voando na transmissão.
— Ah? É filha de vocês? – os heróis se espantaram.
— E ela é bonita! – Junpei se espantou mais ainda.
— Puxou tudo da mãe, só as asas são minhas – comentou Sortudo.
— Vamos parar com esse assunto, tô começando a imaginar como vocês fabricaram ela e tá me dando enjoo – disse Loren.
— Oi gente! – Yoruichi apareceu, e logo o Kon se escondeu atrás da Beah.
— Oi... nos conhecemos? – Hyugi estranhou.
— Tirando o Kon, vocês me viram poucas vezes. O Urahara não pôde vir, ele está muito ocupado com a fábrica de knorr meu humano dele.
— Hein?
— Ele conseguiu o antigo sonho de trazer paz entre hollows e humanos, depois que ele apresentou o seu produto para a rainha dos hollows, eles adoraram e temperam qualquer coisa com a invenção do Urahara. Além de ter resolvido esse antigo conflito, ele se tornou a pessoa mais rica de Dungeoneer vendendo o knorr meu humano e também o Kisuco Urahara.
— Aquele cara merece, graças a ele tive o meu bingulim de volta – Junpei se pronunciou.
— Fico feliz com isso, fazer os hollows deixarem de comer humanos foi a coisa que mais tentei quando era rainha, além da eliminação dos demônios – falou Loren.
— Como estão as outras rainhas? – Sony perguntou.
— A Cunegundes está grávida, temos uma nova rainhazinha a caminho – disse Biske – a rainha fada ainda está esperando o príncipe dela, e eu já encontrei o meu.
— Sério? – perguntou Hyugi.
— Não fica com ciúme, se pudesse eu te passava o rodo de novo! Voltando, descobri que o par geneticamente perfeito pra uma mulher gigante como eu é uma raça chamada Belo, eu conheci um deles e ele nem esquenta de me comer quando eu estou na minha forma verdadeira!
— Por favor, menos detalhes, vou ter pesadelo – Loren implorou.
— A magia tá acabando, a transmissão vai ser cortada. É hora de dar tchau – falou Sortudo.
— Tchaau!
Todos se despediram e a imagem se apagou.
— Foi bom ver que todos estão bem – falou Beah.
— Vocês dois, que nasceram em Dungeoneer, não se arrependem de terem decidido ficar na Terra? – perguntou Hyugi.
— Nem um pouco – respondeu Sony.
— Às vezes eu sinto falta da ação que tinha por lá, mas nem de perto estou arrependida, aqui tenho a minha mãe, o Sony e vocês – declarou Loren.
— E agora que terminamos de falar com o povo de Dungeoneer, o que vamos fazer? – perguntou Kon.
— Comer! – disse Loren, animada.
— Já vou preparar meu exclusivo cachorro-quente gourmet.
Sony foi para a cozinha, enquanto os outros ficaram no salão conversando. Depois de pronto, todos terminaram o dia comendo, rindo e lembrando das grandes aventuras que viveram no mundo mágico de Dungeoneer.
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