Dungeoneer - Interativa

20 Não é uma boa ideia apostar em corridas de ornitorrincos


Notas iniciais
Capítulo novo, demorou um pouco mas tá grandinho pra quem curte. Finalmente arranjei um desenho para a Braquistócrona, se alguém já tinha uma imagem mental dela, é só ignorar e não clicar no link. E antes que eu me esqueça: Vou fazer propaganda de mim mesmo, e daí. Publiquei uma one-shoot de Bleach chamada "Rukia, eu te salvarei!"que é uma visão de como teria sido se o Renji tivessa salvo a Rukia da execução. Como é a MINHA visão, espere coisas bem doidas. Tá aqui o link: http://fanfiction.com.br/historia/608415/Rukia_eu_te_salvarei/ Boa leitura!

Os heróis chegaram à casa da Braquistócrona no meio da noite e ela usou poções para curar os que estavam mais feridos, então todos dormiram profundamente. De manhã, todos estavam bem dispostos e durante o café começaram a conversar.

– Então aquele era realmente o cristal de prata? – perguntou Junpei.

– Com certeza. Eu tive medo de vocês não conseguirem, o Dragão Vermelho Cabeçudo é um monstro muito poderoso, se vocês o venceram é porque estão evoluindo rapidamente – elogiou Braquistócrona.

– Não vejo a hora de arrebentar a cara daquele Zerus e salvar logo a rainha, ó rainha – comentou Uroro.

– Segure essa testosterona, logo eu farei suas armas definitivas, mas a evolução delas depende de vocês, e com certeza Zerus está muito bem preparado para se defender contra ataques – disse Bráqui.

– Ótimo, vamos pegar essas armas logo, e você podia fazer uma pra Beah, conversamos por telepatia e ela disse que está voltando para cá – falou Loren.

– É claro. Vou começar com as armas mais simples. E Loren, estudei muito sobre seu peculiar armamento e decidi que não vou fazer armas novas para você.

– Beleza, pelo menos o Mu consertou quando tava quebrada e não tenho mais que ficar pagando peitinho.

– Calma, ainda não terminei. Não criarei nenhuma arma ou armadura nova, mas posso usar cristal de prata fundido para melhorar o que você já tem, acredite, vai ficar tinindo.

– Demorô.

– Por acaso você forja as armas nua? – perguntou Kon.

– Claro que não, que ideia foi essa? – repreendeu Sony.

– Custa nada perguntar né? Vai dizer que morando com ela você nunca deu uma espiadinha? – continuou Kon, deixando o Sony com uma mistura de vergonha com indignação.

– Vamos parar com esse papo besta, acho que nossa anfitriã tem muito trabalho pela frente não é? – Loren tentava encerrar o assunto.

– É verdade, e afinal, não posso ver nada mesmo – completou Hyugi.

– Vou começar fazendo as armas do Sony, Junpei, Hyugi e da Beatrice. Vou para minha oficina e não quero ser incomodada até terminar.

– Ô dona Braqui, posso fazer um pedido? – Junpei se levantou afobado.

– Pedir pode, se vou atender é outra história.

– Por favor, um cabo.

– Vou ver o que posso fazer – Braquistócrona ria.

A armeira entrou em um cômodo, fechando a pesada porta de madeira em seguida. Todos ficaram conversando amenamente até que ouviram alguém chamando do lado de fora.

– Será alguém querendo comprar armas? – supôs Sony.

– Sei não, talvez seja um ataque – disse Uroro.

– Vamos fazer o seguinte, a Braqui não quer ser incomodada por compradores nem por inimigos, vamos todos lá fora e botamos pra correr seja lá quem for – sugeriu Loren.

Todos concordaram, abriram a porta e saíram da casa juntos. Olharam em torno até que viram Beatrice montada na garupa de um porco com um laço rosa na cabeça, que era conduzido por um homem moreno, com ar roceiro.

– É aqui, obrigada pela carona Ganju – agradeceu Beah.

– Foi um prazer belezoca, chame quando precisar.

O estranho homem partiu rapidamente montado na sua porca até sumir da vista dos aventureiros.

– Ahhhhhhhh!

Loren gritou e correu até sua amiga, a abraçou, suspendeu no ar, botou no chão de novo e depois deu um tapa na sua cabeça.

– Ai, por que você fez isso? – reclamou Beatrice.

– É pra você nunca mais sair numa aventura perigosa sozinha!

– Você sabe que foi necessário e estou bem. Olha só o que eu aprendi a fazer.

A garota, apenas utilizando o poder da mente, atirou uma pedra no Kon, deixando um galo na testa dele.

– Isso doeu, quero beijinho pra sarar! – falou o alaranjado.

Beatrice chegou perto dele e deu um beijo na sua testa. Kon imediatamente tentou desviar para a boca, porém a sua admiradora não tão secreta recuou logo em seguida.

– Calma aí bebê, não é sua boca que está machucada.

– É Beah, tô vendo que na próxima luta você vai meter a porrada em geral – disse Junpei, empolgado.

– Eu quase morri várias vezes, mas aprendi e usar meus poderes e também muitas coisas novas sobre a profecia e sobre o nosso inimigo. Sabia que eu conheci outra rainha?

– Não sabia que existiam outras além da que foi plantificada – falou Loren.

– É claro que existem, mas nenhuma delas se compara à perfeita rainha da matéria Cunegundes, a pura expressão da perfeição da Deusa. Com certeza você conheceu a rainha da Energia, já que a rainha bestial tentou matar as outras e foi banida por isso – disse Uroro.

– É verdade que eu conheci a rainha da Energia, seu nome é Catenária e ela é uma fada, mas a história sobre a rainha bestial não é bem essa – informou Beah.

– Mas é óbvio que é, você acabou de chegar no nosso mundo e já acha que sabe muita coisa? Desde que comecei a treinar para ser shinigami tive aulas de história e sempre diziam que a antiga rainha bestial tentou matar as outras e teve que ser banida para outra dimensão pelo bem de Dungeoneer – Uroro parecia irritado.

– E quem era o professor? – perguntou Sony.

– Era o... – Uroro deu uma pequena pausa – Zerus Rose.

– Tá bom Beah, continue com o que você ia nos contar – pediu Junpei.

Ela começou a contar tudo, desde o começo. Como chegou à floresta, como começou a andar com o Allan e o Kenta, o ataque do demônio. Enfim, falou detalhadamente sobre tudo que a rainha Catenária contou sobre o passado dela, da antiga rainha bestial e de Zerus, provocando indignação em seu amigos. Enfim, ela falou sobre sua “passagem” pela Terra e a luta contra a Maga Lee. Quando terminaram, já era quase noite.

– Puta que pariu, quer dizer que a tal Maga Lee queria te matar? – indignou-se Kon.

– Maldito Zerus, vou mata-lo, levar no templo para ressuscitá-lo e matar aquele desgraçado novamente – bradou Uroro.

– Eu vou fazer o jantar – Sony foi para a cozinha.

– É isso pessoal, esperamos que agora possamos terminar nossa missão e voltar logo para casa. O que você achou de tudo isso Loren? – perguntou Beatrice.

Todos olharam para a loira e perceberam que ela estava dormindo. Beah a sacudiu até ela acordar.

– Ah? O que aconteceu? – Loren acordou ainda confusa.

– Quer dizer que você não ouviu uma palavra do que disse? – ralhou Beatrice.

– Ouvi até a parte que os dois caras te salvaram do monstro que queria te comer, mas como eu te conheço sei que não rolou nenhum ménage na floresta então acabei dormindo. Sacanagem você ter me acordado, eu estava sonhando que tava comendo bolo de chocolate servido em cima do corpo nu de um garoto bonito...aliás, cadê ele? – Loren levantou, procurando por alguém.

– Ele foi cozinhar alguma coisa – informou Hyugi.

Minutos depois a comida ficou pronta e todos comeram. Em seguida, Braquistócrona saiu da sua oficina, trazendo um grande bolsa com algumas armas dentro.

– Terminei as primeiras. Sony, fiz um bastão metálico e você que lida com as dimensões com certeza irá evoluir rapidamente.

– Muito obrigado senhora Braquistócrona!

– Junpei, conforme você me pediu, um martelo com cabo.

– Valeu dona Bráqui, agora sim tô parecendo o Thor – Junpei pegou o martelo e ficou brincando de dar golpes com ele.

– Beatrice minha querida garota fraquinha, preparei uma faca bem levinha que tenho certeza que você conseguirá usar.

– Obrigada, mas acho que meu poder mental será suficiente – falou a menina.

– É melhor você aceitar, nunca se sabe quando pode ser necessário.

Beah pegou a pequena faca e agradeceu sorrindo.

– Eu não esqueci de você Hyugi, a arma que preparei é muito parecida com a que você está acostumado a usar. Mas lembre-se, ela foi feita com cristal de prata então suas possibilidades são muito maiores do que simples espadas de ferro – Bráqui entregou uma katana o rapaz.

– Muito obrigado. Acredita que lá em Etérnia só me deixavam usar espadas de madeira?

– É isso. E Loren, venha comigo que agora vou trabalhar na sua arma.

– Beleza, espero que valha a pena, arrancar esse cristal do olho daquele dragão foi nojento.

As duas mulheres entraram na oficina e fecharam a porta.

– Ai que inveja, tenho certeza que a Braquistócrona vai aproveitar pra dar uns pega na Loren – suspirou Kon.

– Não fale assim delas – repreendeu Sony.

– Ai Kon, você não muda – reclamou Beatrice.

– Espere, ela não fez armas para vocês dois – observou Hyugi, se referindo ao Kon e ao Uroro.

– Zampakutous devem ser forjadas com muito cuidado, certamente ela as fará depois de terminar as armas vulgares e de descansar – falou Uroro.

O grupo ouviu passos do lado de fora da casa que parecia ser de algo maior do que simples pessoas.

– Que estranho, parece que tem alguém se aproximando daqui, mas está alto demais pra serem pessoas – observou Hyugi.

– Eu já vi até ogros procurem a Braquistócrona para comprar armas, então não estranhem se for algo do tipo – falou Sony.

– Sei não, estou com um mal pressentimento – disse Beatrice com um tom de voz preocupado.

– Vamos despachar logo seja lá quem for – Junpei se dirigiu à porta que dava para o lado de fora, e assim que a abriu, levou um chute no meio do tórax que o arremessou de volta para dentro da casa.

– Quem está aí? – bradou Uroro, empunhando sua espada que, infelizmente, não era uma zampakutou.

– Hoje estou com sorte, aceitei um serviço para vir até aqui acabar com uma tal de Braqui sei lá e o que encontro é o shinigami que traiu a rainha e fugiu com os alienígenas, certamente ganharei muito dinheiro com essa missão – um homem extremamente alto e musculoso, com cabelos curtos e pretos estava se abaixando, tentando entrar pela porta.

– Vejo que você me conhece e, em contrapartida, eu nunca te vi mais feio – disse Uroro.

– Ele não traiu a rainha, o cara da rosinha é que fez isso – disse Beatrice.

– É verdade, nem ele e nem nós, as pessoas do outro mundo que salvarão Dungeoneer – disse Kon, heroicamente.

– Hum, então vocês são os sujeitos que estão sendo procurados? É hoje que eu pago as minhas dívidas. Na verdade eu esperava um pouco mais de vocês, derrubei o mais forte apenas usando dez por cento da minha força.

– Tu é um folgado mesmo, saiba que esse chute nem doeu – Junpei já estava em pé e segurando seu novo martelo.

– Vou pedir encarecidamente que você vá embora, nós não somos os caras maus, apenas caímos em uma armadilha do Zerus – argumentou Sony.

– Tô nem aí se vocês são bons ou maus, só estou interessado no dinheiro que irei receber – disse o sujeito, cruzando os braços.

– Já sei que teremos que lutar, a casa vai ficar toda quebrada e eu que vou ter que arrumar tudo depois, então podemos batalhar do lado de fora? – propôs Sony.

– Por mim tudo bem, mas se for algum truque eu boto essa casa abaixo com vocês dentro!

O estranho saiu. Logo em seguida, os heróis também foram para o lado de fora conforme o combinado, já com suas armas e prontos para a batalha.

– Percebi que você me conhece, como sou um shinigami educado, quero saber o seu nome antes de mata-lo – pronunciou-se Uroro.

– Meu nome...eu já tive um nome muito respeitado, mas um dia perdi todo o meu dinheiro apostando em corridas de ornitorrincos e tive que mendigar nas ruas. Agora sou conhecido apenas como Tô Duro.

– É um prazer conhece-lo senhor Tô Duro, agora vamos lutar!

Hyugi segurou sua espada de cristal de prata e o atacou no intuito de cortar o adversário. Tô Duro segurou o braço do rapaz e o arremessou contra uma árvore, a derrubando.

– Ai... – Hyugi colocou a mão na sua costela, que doía bastante – não estou vendo nenhuma diferença dessa arma em relação à uma katana comum.

– Acho que serei capaz de liquidar todos vocês usando apenas quinze e meio por cento da minha força – Tô Duro fez um pequeno esforço e seus músculos cresceram um pouco.

– Você que é cem por cento chato, vou devolver aquele chute que você me deu CHUTE DO DRAGÃO!

Junpei deu uma voadora no seu oponente, porém Tô Duro apenas saiu da frente, fazendo o cabeça de martelo passar direto, se desiquilibrando e caindo no chão, felizmente sem se ferir.

Beatrice, aproveitando que o inimigo estava concentrado na luta contra os garotos, usou sua tele cinese para atirar grandes pedras em alta velocidade contra ele, porém elas apenas bateram no seu forte corpo e caíram no chão, sem provocar qualquer dano.

– Não me faça rir garota, fica boazinha enquanto eu mato os seus coleguinhas.

“Ele é muito forte, nada que eu atire contra ele dará resultado...Será que meu poder de sugestão está melhor do que antes? Preciso analisar este cara melhor” pensou Beah.

Agora foi a vez do Uroro, que atacou com elegantes golpes de espada que foram todos bloqueados pelo Tô Duro. Kon, talvez contagiado pelo espírito de combate dos seus companheiros, correu, deu um belo salto e enfim, uma espadada de cima para baixo que partiria o corpo de qualquer pessoa normal em dois hemisférios. Como já pudemos perceber, Tô Duro não é uma pessoa normal, ele segurou a espada com as mãos nuas e bateu com seu cabo no nariz do cenourinha, quebrando-o na hora.

– Filho da puta, como eu vou paquerar as gatinhas com a cara desse jeito? – Kon colocava a mão no rosto, tentando estancar o sangue que escorria.

– Já acabaram? Se me permitem, preciso matar vocês e a armeira logo pra pegar minha grana.

Enquanto discursava, Tô Duro sentiu um golpe na sua nuca. Sony havia se teleportado para as costas dele e o atacou silenciosamente com seu recém construído bastão de cristal de prata, que era leve porém muito resistente. O golpe provocou um corte na cabeça do gigante, que colocou a mão no local ferido e constatou que estava sangrando.

– Hum, vejo que subestimei vocês, então usarei vinte e um vírgula setenta e sete por cento da minha força ARRRRRRG! – Tô Duro deu um grunido e seus músculos cresceram mais, começando a dar a ele uma aparência grotesca. Ele tentou acertar um soco no Sony, porém o garoto se teleportou para longe dele.

–Você fala demais!

Uroro, visivelmente irritado, deu vários golpes de espada no oponente, que se esquivava sem dificuldade. Em certo momento, ele segurou a espada do shinigami pela lâmina e, devido à enorme rigidez que sua pele havia adquirido, não provocou dano algum, então ele apenas a retirou da sua mão, o deixando desarmado. Tô Duro já se preparava para dar um super mega power soco, quando começou a flutuar.

– Mas que merda é essa? – praguejava o homem, sem entender por que flutuava.

Beah estava extremamente concentrada na tarefa de levitar o seu inimigo. Sua ideia inicial era soltá-lo para que a queda o matasse, mas em um momento de reflexão percebeu que isso não seria suficiente, então optou por mantê-lo no ar, pelo menos assim ele não machucaria mais ninguém.

Hyugi se recuperou da última porrada que levou e correu bastante, pulou nos ombros do Junpei, usando-o como plataforma para dar um salto maior ainda. Assim que estava perto o suficiente do Tô Duro, o rapaz, guiado apenas pelo cheiro o seu inimigo exalava, fincou sua espada no seu abdômen, que o atravessou até sair pelas costas.

– Retiro o que falei aquela hora, uma katana comum não atravessaria um corpo tão duro – comentou Hyugi, logo caindo de bunda no chão.

– Mandou bem Beah, mostrou que você está realmente muito mais forte – elogiou Junpei.

– Além de bonita está poderosa, assim vou ficar apaixonado – falou Kon.

– Ai Kon, obrigada – Beatrice, toda derretida, largou o Tô Duro de sua prisão aérea, caindo no chão e fazendo a terra tremer.

Quando os amigos já se preparavam para voltar para dentro de casa, o grandalhão se levantou, para surpresa de todos.

– Essa doeu, vejo que subestimei vocês – ele ainda estava cambaleando – agora vou usar cinquenta e nove e cinco dezesseis avos por cento da minha força.

Tô Duro se inchou novamente, seus músculos cresceram ainda mais e sua pele se tonou cinza. Ele saltou e acertou um potente chute na cabeça de Hyugi, que foi arremessado a dez metros de distância e, dessa vez, caiu desacordado.

– Venha provar do meu martelo AAHHHHHH!

Junpei tentou dar uma martelada no gigante, porém ele segurou o martelo para se defender e logo em seguida deu um potente chute nas costelas do cabeça de martelo. Junpei caiu no chão com duas costelas quebradas e tendo dificuldade de respirar.

– Quem vai ser o próximo? – provocava Tô Duro.

Beatrice colocou suas mãos próximas à testa se concentrando, mas por algum motivo não conseguia fazê-lo levitar.

– Acho que agora ele ficou pesado demais, não vou conseguir usar meu poder mental para movê-lo – lamentou Beah.

– Toma essa!

Uroro deu um rápido golpe de espada no inimigo. Quando a lâmina atingiu Tô Duro, ela se quebrou em mil pedaços.

– O quê? Nunca vi um humano que quebrasse uma lâmina de ferro, mesmo não sendo um metal nobre, dessa maneira – espantou-se Uroro.

– Minha vez!

Tô Duro segurou Uroro pelo tornozelo e deu um salto, aterrissando perto do Kon.

– Vou bater nesse filho da puta com esse outro filho da puta!

O fortão usou o Uroro como se fosse uma clava e bateu no Kon, que sequer teve tempo de se defender. O resultado foi dois shinigamis no chão com várias fraturas expostas.

Sony se teleportou para perto da Beatrice, segurou seu braço e a carregou novamente para dentro do portal. Os dois foram parar no topo de uma árvore.

– O que você fez Sony? – falou Beah, com um tom bravo – não vou fugir, ainda posso lutar.

– Eu sei disso, mas temos que manter aquele cara longe da casa.

– Isso tudo só para não ter que fazer a faxina?

– Não é isso. A Braquistócrona está trabalhando na armadura da Loren e as duas estão vulneráveis. O cara que está nos atacando é absurdamente forte, se tem alguém que pode vencê-lo são elas.

– Até aí tudo bem, mas agora que estamos longe ele vai atacar a casa, e ainda pode matar os nossos amigos caídos.

– Agora entra o meu plano: Ô TÔ DURO, ESTAMOS AQUI, BEM NOS PEGAR!

Nesse momento que a Beatrice percebeu que eles estavam bem próximo da casa. Tô Duro logo apareceu na frente deles dando um pulo acompanhado de um soco, e por um nano segundo antes de serem atingidos, Sony transportou a si mesmo e a Beah, os salvando do poderoso golpe do inimigo.

– Vocês querem brincar de gato e rato? Posso fazer isso o dia inteiro!

Tô Duro continuou atacando ferozmente, enquanto a dupla se transportava de um lugar para outro, porém nunca indo parar tão longe. Sony era bastante habilidoso nessas fugas, e como ele conhecia muito bem o campo de batalha isso dava uma certa vantagem a ele.

Enfim, já de noite, a porta da casa se abriu e Loren e Braqui saíram lá de dentro.

– Onde vocês se meteram hein? Eu não vi diferença nenhuma mas a Braqui garantiu que minha armadura foi aprimorada, vejam como ficou? – a loira estava exibindo a sua micro armadura.

Enfim as mulheres olharam melhor e perceberam que estava ocorrendo uma terrível batalha ali. Junpei, Kon, Uroro e Hyugi estavam nocauteados e um super bombado atacando Sony e Beatrice, que fugiam desesperadamente das investidas do inimigo.

– STAR FALL!

A espada da Loren brilhou intensamente, então uma rajada de energia foi lançada dela, atingindo o Tô Duro, o transformando em carvão instantaneamente.

– Loren! – Beatrice correu até ela e se jogou nos seus braços – bem que o Sony falou que você era a única que poderia vencer esse brutamonte.

– Ah, eu nem sei como eu fiz isso – Loren tentou parecer modesta.

– O que aconteceu é que a sua arma evoluiu. Foi mais rápido do que eu pensei, com certeza você passou por alguma situação em que aprendeu uma técnica de luta enquanto estava buscando o cristal de prata – explicou Braqui.

– Eu já sei quando isso aconteceu. Eu estava lutando com aquela tal de Biske, que sabia dividir a sua energia entre partes diferentes do seu corpo. Eu a observei e aprendi a fazer isso, mas como eu não tenho muita paciência concentrei tudo no meu punho mesmo. Fiz a mesma coisa agora, mas parece que a energia ficou concentrada na espada e enfim, lançada naquele bombado, graças ao banho de cristal de prata que a Braqui me deu.

– Hum, teria sido melhor um banho de língua – sussurrou Junpei, tentando se levantar.

– Vamos cuidar dos feridos, depois conversamos melhor – ordenou Braquistócrona.

***

Na manhã seguinte, os heróis que caíram na batalha acordaram em camas, em um quarto sem janelas. Beatrice veio chama-los.

– Finalmente acordaram, venham logo que a Braquistócrona quer falar com todos nós.

Os rapazes saíram do quarto, subiram uma escada de madeira e chegaram à sala de jantar. Perceberam que ainda estavam na casa da Braquistócrona.

– Bom dia dorminhocos – falou Loren, comendo um pernil de porco selvagem.

– O que aconteceu? Cadê o Tô Duro? – perguntou Uroro.

– A Loren o fritou com sua nova super arma evoluída – contou Beah.

– Posso ver sua nova arma? – perguntou Kon, já babando.

– Só essa vez hein – Loren formou sua armadura.

– Ué, não estou vendo nenhuma diferença – comentou Junpei.

– E eu não estou vendo nada – completou Hyugi.

– Vocês não estão percebendo porque só estão olhando pros peitos e pra bunda, olhem para os seus cabelos – disse Braquistócrona.

Todos fizeram o que ela disse, e viram uma tiara prateada nos seus cabelos.

– É essa a grande diferença? – estranhou Junpei.

– Ficou linda, adorei – elogiou Beah.

– Acho que isso não protege muita coisa, mas a fritada que dei no bombadão fala por si só, quem estava acordado viu – falou Loren.

– De qualquer forma, pelo que o Sony me contou, Zerus já sabem onde estamos e este lugar não é mais seguro, temos que sair daqui imediatamente – disse Braquistócrona.

– Concordo, mas poderia fazer as zampakutous antes disso? – pediu Uroro.

– Vejo que você não conhece tanto sobre o mundo dos shinigamis quanto pensa. Quem fez a sua antiga zampakutou? – perguntou Braqui.

– Não sei, eu a recebi quando passei no exame.

– Então vou te contar uma coisa, apenas shinigamis podem forjar zampakutous – informou a armeira.

– É Uroro, lascou pra tu – comentou Loren.

– A maioria dos shinigamis estão no castelo e sob a influência de Zerus – disse Uroro, quase sussurrando.

– A maioria, mas nem todos. Você e o Kon devem procurar um velho amigo meu, seu nome é Urahara e ele poderá forjar poderosas zampakutous de cristal de prata.

– Kon? Eu não ligo pra essa tal sambacutou, quero ficar com vocês três – Kon se referia às mulheres.

– Nada disso, você é um dos heróis da profecia e tem muito mais obrigação de se fortalecer do que o próprio Uroro – Bráqui foi taxativa.

– E onde podemos encontrar esse Urahara? – perguntou Uroro.

– Ele é dono de uma loja no reino de Camelot, sabe onde fica? – disse Braqui.

– Já ouvi falar, com certeza consigo chegar – disse o shinigami.

– Então é isso. Partam logo antes que mais servos do Zerus cheguem aqui.

– Mas eu não quero ir – Kon choramingava.

– Vai logo antes que eu te dê uma moca – Loren mostrava seu punho fechado.

– Tá bom, mas vou querer um beijo quando voltar.

Beatrice se levantou em silêncio, foi até o quarto e deu um grito com sua cara enterrada em um travesseiro.

Braquistócrona entregou a porção restante do cristal ao Kon e ao Uroro, que se despediram do grupo e partiram.

– Bom, temos que sair daqui também – comentou Hyugi.

– Vamos só reunir mantimentos e partir também – informou Bráqui.

– Sony, pode me dar uma carona até o Vulcão? – pediu Junpei.

– Mas por que você quer ir lá novamente? – estranhou o garoto.

– Lembra que eu tenho que ir no Brejo Forasteiro serão decapitados, que fica lá perto? – lembrou Junpei.

– Boiei nessa – disse Bráqui.

– Acredite, o Junpei tem um graaaaande problema para resolver – falou Loren.

– Mas como você vai saber onde estamos? – perguntou Sony.

– Vamos fazer o seguinte, você me deixa lá e nos encontramos no mesmo lugar em três dias tá bom? – propôs Junpei.

– Tá certo, em três dias ainda não vamos ter chegado ao meu esconderijo. Só tente não morrer até lá – consentiu Bráqui.

– Brigado dona Braquistócrona, você é dez!

Sony segurou Junpei, abriu um portal e os dois entraram nele.

– Vou ver como está a Beah.

Loren foi até o quarto onde sua amiga foi se esconder.

– Você tá bem?

– Eu não entendo o Kon, as vezes ele age como se gostasse de mim, mas logo depois ele fica dando em cima de toda mulher que vê pela frente. Arrg, eu devia ter ficado com o Allan.

– Para tudo, você não me contou essa história.

– Outra hora eu conto.

– Você quem sabe, o Kon é um bom garoto, só falta aprender que não é atirando pra todo lado que se consegue uma namorada. Você quer que eu conte pra ele o que você sente?

– Não, vou morrer de vergonha se você fizer isso.

– Eu cumpri a minha parte mantendo ele longe de qualquer ser do sexo feminino, e não foi fácil. O resto é com você, mas se quer uma sugestão, parte pro ataque assim que ele voltar.

– Obrigada, vou aceitar o seu conselho.

Enquanto isso, Sony e Junpei apareceram na base do Vulcão da Morte Certa.

– Aqui estamos Junpei, nos vemos daqui a três dias.

– Valeu brother. Agora que somos amigos, posso te fazer uma pergunta?

– Claro, o que é.

– Tu é gay?

– Quê? – Sony quase engasgou com a própria saliva.

– Gay, viado, boiola, baitola, queima rosca, dá ré no quibe...

– Não, por que essa pergunta?

– Viu como a Loren se joga em cima de você? Por que não pega ela logo?

– Não é tão simples assim ...

– Tem a ver com você ser meio hollow?

– Na verdade tem...

– Já percebeu que ela não dá a mínima? Você vive num mundo em que uma gostosa igual a Bráqui dá pra um macaquinho que voa, ah, quer saber, já dei meu conselho, se quiser siga se não quiser problema é seu.

– Obrigado, vejo que você se preocupa mesmo comigo. Agora tenho que ir.

Sony se teleportou de volta ao encontro dos outros. Agora nossos heróis estão separados em pequenos grupos, Junpei buscando uma cura para seu enorme problema, Uroro e Kon procurando o Urahara no reino de Camelot e os demais indo para algum esconderijo.

Notas finais
É isso galera, espero que tenham gostado e obrigado por terem chegado até aqui.