Dungeoneer - Interativa

12 Admita que eu sou melhor do que você


Notas iniciais
Após um mês, capítulo novo. Aqui teremos a primeira aparição de dois personagens de leitores, Allan Yank, criado pelo Anti-Monitor, e Kenta , criado pelo Kenta. Sobre a enquete que fiz no último capítulo: logo que postei essa história, a classificação era 18 e tinha hentai nos gêneros, mas em um momento estava sem clima e troquei para echy, mas então o clima voltou e consultei vocês, afinal, é o tipo de coisa que deve ser avisada (lembro de uma vez que eu, inocentemente, estava lendo uma fic de Bleach e me deparei com o pai do Ulquiora, na história, comendo o Ichigo - quase caí da cadeira, a autora não avisou que tinha Yaoi). Voltando ao assunto, todo mundo que opinou quer hentai, e nesse capítulo teremos....muita luta. Boa leitura. PS: capítulo sem imagens devido à internet lenta como uma lesma.

Era uma bela manhã. Poucos raios de sol passavam através dos galhos das arvores de uma densa floresta, iluminando fracamente dois rapazes que se encontravam sentados à beira de um riacho.

– Sabe Allan, vou deixar essa floresta – o garoto loiro de olhos vermelhos disse ao seu companheiro.

– Tchau – o outro, que era alto, magro e com cabelos pretos espetados, respondeu sem muita cerimônia.

– Não tente me impedir, não fico mais um dia nesse lugar. Você sabe o quanto eu odeio verde e principalmente insetos – o rapaz insistia.

– Eu não me lembro de ter te pedido pra você ficar.

– Então estou indo. Além de odiar essa floresta, ficar o tempo todo olhando pra outro macho não é meu objetivo de vida, e você sabe há quanto tempo eu não pego uma mulé?

– Não sei nem quero saber!

– Isso mesmo, quatro meses, e mesmo assim foi num momento de desespero. Tem noção de quanta gordura e da quantidade de pelos que tive que desbravar até chegar na...

– Pára com isso, não quero saber das suas aventuraras sexuais, acabei de comer – Allan interrompeu – na verdade nem sei o que você veio fazer na Floresta Amazônica.

– Eu queria chegar na Floresta das Amazonas, dizem que elas são muito gostosas, mas acabei vindo parar aqui. Eu devia ter virado à direita em Albuquerque...

– Se ferrou!

– Então vou indo, tenho certeza que existem ótimas recompensas para mim lá do lado de fora.

– Você irá atrás da recompensa pela captura dos alienígenas que todo mundo tá atrás?

– Não ligo pra dinheiro, a recompensa de que estou falando são mulheres, com certeza tem muitas fora dessa floresta maldita.

– Então tá. Adeus Kenta!

– Adeus, e boa sorte com suas plantinhas.

***

Hyugi, Junpei, Kon, Loren, Uroro e Sony estavam caminhado há dias, passando por florestas, rios, pântanos, porém sem passar por nenhuma grande cidade, no máximo alguma casa isolada no meio do nada. Eles também encontraram monstros e ladrões pelo caminho, mas nada que eles não pudessem resolver com espadadas e marteladas.

Os aventureiros haviam acabado de acordar de uma maravilhosa noite de sono em um chão de pedras, quando Sony foi consultar o mapa, planejando o caminho do dia que se iniciava.

– E aí, falta muito? – perguntou Junpei.

– Falta, mas avançamos bastante nos últimos dias – respondeu Sony, analisando o mapa.

– Você saiu todo quebrado da última luta, impressionante como ficou curado só bebendo o remédio que aquela velha te deu – comentou Hyugi.

– Já pensou que maravilha se distribuíssem pelo SUS? – brincou Loren.

– Sorte sua que aquela bruxa cozinhava mal pra caramba e trocou a poção por você fazer o almoço pra ela – comentou Kon.

– Cozinhar, tarefa de mulher – Uroro falou provocativamente.

– Qual é, tu usa esse shortinho sexy e essas asinhas e tá falando dele? Além do mais, eu adoraria chegar todo dia em casa e encontrar o Sony com uma coisa gostosa pronta pra mim. Ah é, comida seria legal também – disse Loren.

– Humph, saiba que esse é um típico traje de tenente, você nunca entenderia.

– Ai ai, que saudade da Beatrice, aquele jeito alegre e meigo, seu senso de solidariedade, seus seios grandes e firmes... – Kon suspirava.

– Vamos logo que eu quero chegar no vulcão e pegar a droga do cristal de prata – Loren mudou de assunto, se levantou e saiu andando, sendo seguida por seus amigos.

Todos continuaram andando, até que chegaram a uma estrada de terra batida, com um aspecto muito parecido com aquelas encontradas no interior. Também perceberam um aumento gradativo do movimento de pessoas, desde esfarrapados andando a pé até carruagens luxuosas com grandes comitivas.

– Devemos estar perto de alguma grande cidade – comentou Junpei.

– Estamos bem perto do Mart, a maior loja do mundo, por isso a movimentação – disse Sony.

– Só uma tarde de compras pra alegrar meu dia. Nós temos... – Loren contava algumas moedas em seu bolso – alguém entende esse sistema monetário?

– Cinco boladas e vinte merréus – informou Uroro.

– Loren, queria saber como você sabia que aqueles monstros carregavam dinheiro – perguntou Hyugi.

– Eu sempre joguei RPGs online e neles, quando matamos monstros, ganhamos dinheiro ou itens, aí eu concluí que nesse mundo funciona igual – respondeu a loira.

Todos caminharam mais um pouco e avistaram uma grande construção que parecia um castelo, com a diferença de que não havia muros e muitas pessoas entravam e saiam por seus grandes portões.

– Isso parece um shopping medieval – comentou Loren.

– Onde tem shopping tem gatinhas, vamos – Kon estava bastante empolgado.

– Não se esqueçam de que isso não é um passeio, vamos comprar provisões e armas que possam ajudar na missão. Temos que chegar no Vulcão da Morte Certa e pegar o cristal de prata, pra então enfrentar o maldito Zerus e salvar a rainha Cunegundes, ó honorável rainha, mantedora da estabilidade de Dungeoneer, pura expressão do lado mais belo da deusa. – declamou Uroro.

– Tá provado, tu não bate bem da cabeça – falou Junpei.

Finalmente eles chegaram uao Mart. O local era realmente enorme, com muitos andares e setores, cada um dedicado a um tipo de mercadoria, como comida, roupas, armas e itens mágicos.

– Como vamos gastar esse dinheiro? – perguntou Sony.

– Podemos dividir entre nós e cada um compra o que quiser, mas eu acho melhor juntarmos tudo e comprar alguma coisa realmente útil – sugeriu Hyugi.

– Eu lembro da mulher do macaco ter falado sobre torneios. – lembrou Junpei.

– É verdade, eu costumava participar de campeonatos de karatê e kendô antes de ir parar em Etérnia. Nossa, como aquele lugar era chato... – falou Hyugi.

– Eu nunca me interessei por torneios, prefiro combates reais, mas posso até entrar nele pra mostrar a vocês como um verdadeiro shinigami luta – falou Uroro.

– Tá muito marrento ô da asinha, vou entrar nesse torneio só pra te dar um chute na bunda na frente de todo mundo. – declarou Loren.

– Veremos – o shinigami provocou.

– Tá, todo mundo quer participar, mas ainda não sabemos aonde são essas lutas – lembrou Sony.

Todos concordaram com ele, e depois de pedir informação a algumas pessoas, foram informados que as inscrições são feitas no último dos doze andares da loja e que se encerram ao meio dia. Como já estava quase na hora, todos correram para não perder a chance de concorrer.

Ao chegar no último andar, notaram que era o lugar mais cheio de todo o estabelecimento. Havia uma arquibancada, onde muitas pessoas estavam sentadas, e no centro do salão, uma espécie de tablado circular, certamente era o local aonde aconteceriam as lutas. Além disso, em uma mesa, uma garota com orelhas de gato fazia a inscrição dos participantes.

– Vamos pra fila – chamou Kon.

– Você vai participar também? – perguntou Junpei.

– Claro que não, você sabe que eu não gosto de lutar, mas quero muito o telefone daquela gatinha – falou Kon, arrumando seus cabelos com os dedos.

– Se você chegar perto dela eu arranco esse cabelo com a minha espada e sua cabeça vai junto – ameaçou Loren.

– Que isso amor, se tem tanto ciúme de mim é só falar.

– Vai para arquibancada AGORA!

O tom usado pela guerreira foi tão ameaçador que o Kon não discutiu, apenas fez o que ela mandou.

Os aventureiros entraram na fila, e quando chegaram na sua vez, a gatinha começou a explicar.

– Olá guerreiros. Eu não conheço vocês, então presumo que seja a primeira vez, por isso explicarei como funciona: nossos torneios são diários, começam no início da tarde e vão até de noite. As lutas são um contra um, perdeu uma tá eliminado. Armas e magia são permitidos, e as formas de ser derrotado são cair fora da arena, desistência, desmaio ou morte, aliás, não damos indenizações por morte ou invalidez permanente. Há duas categorias, masculina e feminina, e as lutas de homens e mulheres são intercaladas. A inscrição custa uma bolada e o vencedor leva vinte boladas ou um item oferecido pelo nosso patrocinador.

– Vamos ver, nós temos cinco boladas...dá certinho pra todos nós – falou Hyugi.

– Vai sobrar uma, eu prefiro não participar – falou Sony.

– Covarde – resmungou Uroro.

– Ele está certo. Se nenhum de nós ganharmos, ficaremos praticamente zerados, mas isso não vai acontecer, eu vencerei esse torneio como sempre fiz – Hyugi no modo convencido on.

– Vá vendo, você passou anos na companhia daquele He-Gay, já deve estar enferrujado – provocou Junpei.

– Vamos fazer a inscrição logo. Sony, cuide do nosso dinheiro, e Uroro, deu sorte que eu não vou lutar com você, eu te faria pedir penico em dois minutos – disse Loren.

– Humph, idiota!

Eles pagaram a taxa de inscrição e foram até uma área de concentração, enquanto Sony foi para a arquibancada, próximo ao Kon.

Na área restrita aos lutadores, haviam algumas dezenas de homens e mulheres, além de algumas criaturas estranhas. Alguns faziam aquecimento, outros afiavam suas armas e alguns conversavam. Aparentemente, a maioria ali já eram competidores experientes.

– Olá novatos, animados para o torneio? – uma garota loira de uns treze anos de idade, com enormes marias chiquinhas e um vestido vermelho e branco se aproximou do grupo.

– Adoro competições, você vem sempre aqui? – disse Junpei.

– Venho quando estou sem dinheiro ou quando estou procurando um pretendente, aliás, ô bonitinho, eu sou solteira e estou procurando um novo namorado – a garota se dirigiu ao Hyugi, que continuou do mesmo jeito que estava antes.

– Ela falou com você – Loren cochichou para o garoto.

– Comigo, tem certeza? – ele estranhou.

– De qualquer forma, logo o juiz virá e anunciará as batalhas. Pense no que eu falei – a garota deu uma piscadinha.

– Qual é o seu nome? – perguntou Loren.

– Biscuit, mas pode me chamar de Biske.

– Te vejo na arena!

Biske se afastou, e Loren foi falar com o Hyugi.

– Ela te deu o maior mole, se fosse eu pegava – a loira brincou, enquanto o nariz do Junpei começou a sangrar.

– Eu até gosto de mulheres mais velhas, mas aquilo já é sacanagem.

– Mais velha? Acho que seus super sentidos estão furados, com certeza ela é mais nova que você – Uroro foi razoavelmente irônico.

– Ela cheira a naftalina, meu nariz nunca falha.

Logo em seguida entrou um homem loiro usando um terno e óculos escuros, então todos os lutadores se reuniram em torno dele, inclusive nossos heróis.

– Atenção, principalmente aos novatos. Eu sou o juiz e narrador do torneio, hoje os homens deverão vencer sete batalhas e as mulheres cinco para serem vencedores. Agora, irei anunciar a ordem das lutas decidida em um sorteio honesto e imparcial feito em um sala secreta por nossos patrocinadores.

O juiz anunciou as lutas, e a primeira seria entre Junpei e Hyugi.

– Dois novatos logo de cara, vai ser interessante — comentou um dos lutadores.

Os dois competidores foram para a arena, assim como o juiz.

– Saudações expectadores, estamos iniciando o torneio de hoje. A primeira luta será entre dois novatos, Hyugi Hatori, pesando cinquenta quilos contra Junpei, pesando cem quilos (ninguém sabe como ele chegou a esses valores já que não havia balança no local). Ambos estão armados e teremos uma luta até a mort. Lutem! – o juiz e narrador anunciou, enquanto a platéia foi ao delírio.

Os dois fizeram a típica saudação japonesa que apenas os terráqueos entenderam, então ambos armaram suas bases e levantaram a guarda.

– Eu não pretendo te matar, apenas estou sedento por uma boa luta amigável – falou Hyugi.

– Falou e disse. Mas não pense que vou facilitar pra você – completou Junpei.

Junpei correu em direção ao seu oponente, atacando com socos. Hyugi apenas se esquivava sem qualquer dificuldade.

– Você é rápido, mas quanto tempo você consegue aguentar?

– Eu posso ser pequeno e não enxergar, porém fui muito bem treinado e tenho a determinação de um samurai.

Junpei deu dois chutes giratórios na altura do rosto do garoto, que abaixou de deu uma rasteira no grandalhão, que perdeu o equilíbrio e caiu, fazendo um enorme barulho.

– E agora o lutador Hyugi irá atravessar o coração do inimigo com sua espada – adiantou o narrador.

Ao contrário do que o narrador supôs, Hyugi segurou sua espada pela lâmina, se cortando levemente, e atacou com o cabo na direção da barriga de Junpei. Antes de ser atingido, o grandão segurou a espada do oponente e, se aproveitando de sua grande força física, a arrancou da mão do garoto.

– E agora, o lutador Junpei está com duas armas e vai esquartejar o inimigo!

– Eu não luto contra um inimigo desarmado, e odeio esse martelo pendurado na minha cabeça – Junpei retirou seu capacete e o jogou no chão, assim como a espada que tomou do Hyugi – agora é no mano a mano.

– Além de forte você é honrado, teremos uma grande luta!

Os dois começam a travar um combate desarmado bastante equilibrado. Hyugi é mais rápido e consegue acertar alguns golpes em Junpei, assim como se esquivar dos ataques, mas por outro lado, o corpo do maior competidor era duro como pedra, e os golpes que recebeu no máximo provocavam pequenas hematomas.

– A coisa tá feia pra mim, na hora que ele me acertar será o meu fim – Hyugi falava consigo mesmo, ofegante e na beira da arena, próximo de uma queda.

– Você é bom, mas o dia é meu. Yaaahhhh!

Junpei correu para cima do adversário, pronto para acertar um potente soco, porém quando o seu punho estava a poucos centímetros do rosto do Hyugi, este se deslocou ligeiramente para a esquerda, deixando o grandalhão no vácuo. Ele começou a endurecer suas pernas na tentativa de parar seu movimento e manter-se na arena, então Hyugi deu um pequeno chute no calcanhar do Junpei, que se desiquilibrou e caiu do lado de fora.

– E o campeão é....Hyugi Hatori!

A platéia começou a gritar. Hyugi desceu da arena e deu a mão para o amigo, o ajudando a levantar.

– Tivemos uma boa luta, mas ainda não acredito que me ganhou.

– Você não percebeu, mas eu me aproveitei do seu corpo grande e pesado. Seus movimentos fazem muito barulho e deslocam bastante ar, assim eu consigo prever seus movimentos com facilidade, mas confesso que se você tivesse acertado aquele último soco eu estaria dormindo como um anjo nesse momento.

– Até que você é esperto, em que dojô treinou?

– Nenhum. Eu tive um mestre nada convencional que só tinha um aluno, mas essa história fica pra outra hora.

Os rapazes voltaram para a área dos competidores, e os combates continuaram, com o número de classificados para as lutas seguintes diminuindo com o tempo. Loren ,Uroro e Hyugi venceram todos os confrontos dos quais participaram, e no fim da tarde, o juiz anunciou as semi-finais.

– Agora sobraram apenas quatro lutadores e quatro lutadoras que disputarão as semi-finais. Até agora, apenas o Kuririn morreu, mas isso ainda pode mudar porque as melhores batalhas ainda estão por vir. Na competição masculina, teremos Uroro Morpheu versus Hyugi Hatori e Galo versus Homem Lobo. Na competição feminina, teremos Biska...

– É Biske – a garota gritou de onde estava.

– Certo. Biske contra Atadolfa e Loren Raisen versus Frederica. E agora, vamos à primeira semi-final do dia, Uroro versus Hyugi.

A plateia gritava, enquanto os dois se dirigiram até a arena.

– Que vença o melhor, nesse caso, eu – gabou-se Uroro.

– Você deveria falar menos e lutar mais!

O juiz autorizou o início da luta, e rapidamente, Uroro segurou sua espada com as duas mãos e partiu para cima do seu oponente. Hyugi, ao perceber a aproximação do outro lutador, saiu da frente da sua trajetória pouco antes de ser atingido, e assim como fez com o Junpei, deu um pequeno golpe no calcanhar do loiro, que perdeu o equilíbrio, porém antes de cair, usou sua própria espada como escora, mantendo-se em pé.

– Você pensa que eu vou cair no mesmo truque que aquele miolo mole do Junpei?

– Eu teria ficaria decepcionado se a luta acabasse tão rápido. Agora é a minha vez.

Hyugi deu vários golpes rápidos contra o Uroro, que se esquivava de alguns e usava a espada para se defender de outros. Em um momento de descuido, uma espadada cortou o tórax do shinigami, causando um leve ferimento.

– Hyugi foi cortado, será que vai dar gangrena? – supôs o narrador.

– Estou vendo que o subestimei, mas um pequeno corte como esse não é nada para um grande shinigami como eu.

Os dois lutadores começaram a trocar golpes de espada, ficando bastante tempo em um combate extremamente equilibrado. Após vários minutos, ambos já estavam ofegantes, tanto pelo desgaste deste combate quanto dos anteriores.

– Cansado? Não acha melhor desistir? – provocou Uroro.

– Olha só quem fala, estou ouvindo sua respiração ofegante daqui.

Eles voltaram a lutar da mesma forma que antes, e após várias colisões entre as espadas, tão fortes a ponto de liberar faíscas, Uroro ao invés de se defender da investida do oponente, golpeou a mão do Hyugi. Neste momento, Hyugi teve sua mão seriamente ferida e sua espada foi ao chão, mas antes disso, ela fez um corte bastante profundo no peito do shinigami.

– Agora você está desarmado – Uroro sorria, tentando disfarçar a dor que sentia, e o ferimento sangrava muito.

– Posso te derrotar com uma mão apenas!

Hyugi começou a atacar, socando com a sua mão que não estava ferida e também dando elegantes chutes. Uroro se defendia, e no momento que o oponente deu um soco, ele percebeu que sua guarda ficou aberta, já que sua mão machucada estava para baixo e sangrando, então o shinigami bateu no garoto com sua espada de lado, em um movimento que parecia ter a intensão de empurrar ao invés de ferir. Assim, Hyugi foi arremessado e caiu fora da arena.

– E o campeão e primeiro finalista é Uroro!

A plateia gritou, e os dois voltaram à área dos lutadores.

– Você poderia ter me matado, por que não o fez? – perguntou Uroro.

– Meu inimigo é o Zerus e como você também está contra ele, não tenho motivo para mata-lo – falou Uroro com muita seriedade.

Depois que Uroro se afastou, Hyugi falou sozinho “Quem é Zerus?”

– E agora, teremos a primeira semi-final feminina, a estreante Loren contra Frederica, que já foi campeã várias vezes – anunciou o narrador.

A platéia gritava, e muitos assovios masculinos também podiam ser ouvidos.

– Vai Loren, acaba com essa Frederica! — gritava Kon da platéia.

Segundos depois, sobe na arena Loren, já com sua minúscula armadura e sua espada em mãos, e também a Frederica, uma mulher bastante alta, com longos cabelos verdes. Usava um macacão marrom longo tão apertado que parecia embalado a vácuo, mostrando perfeitamente suas curvas.

– Caramba, a outra também é gostosa..VAI FREDERICA! – Kon gritou.

– Cuidado, se a Loren se zangar ela vai fazer churrasquinho de você – advertiu Sony, que estava ao lado dele na arquibancada.

As guerreiras ficaram se encarando, até que o juiz deu a ordem para a luta começar.

– Isso vai ser bem interessante, vou adorar lutar com você, afinal, nós somos muito parecidas – falou Frederica.

– Hum, é mesmo? Não vejo semelhança nenhuma – disse Loren com um tom desanimado.

– Não vê? Eu também sou uma assassina.

– Você deve estar me confundindo com alguém.

– Está bem, então você quer que eu acredite que um Dragão Real simplesmente te deu suas escamas de presente?

– Pra ser sincera eu nem sei de onde veio a minha armadura, mas isso não importa, vamos lutar!

– Está certo...mas como você usa uma armadura de escamas de dragão, tenho uma coisinha especialmente guardada pra essa luta.

Frederica tirou (ninguém sabe como) de sua roupa uma espécie de bracelete e o encaixou em seu antebraço direito. Na parte voltada para fora havia uma lâmina fina e aparentemente muito afiada.

– Ela vai usar um dragão assassino, será o fim da competidora Loren – vibrou o narrador.

– E o que tem demais nessa faquinha? – perguntou Loren.

– Esse é um dragão assassino, uma arma rara capaz de rasgar a pele de um dragão como se fosse manteiga. Matar dragões é a minha especialidade, nos seus covis é onde encontramos os melhores tesouros.

Os olhos de Loren ficaram vermelhos de raiva, nem ela sabia ao certo o porquê, então ela simplesmente pegou sua espada e partiu para cima da adversária, golpeando-a violentamente, enquanto Frederica apenas se esquivava, com um sorriso sarcástico no rosto.

– O que houve, ficou com raivinha?

– Cala a boca!

Loren dava golpes de espada na direção da sua inimiga, que desviava sem muita dificuldade. Em um momento, a loira deu uma espadada na direção do rosto de Frederica, que não foi atingida apenas porque colocou o dragão assassino na frente, o usando como escudo.

– Você tentou marcar meu lindo rosto, vai se arrepender!

Frederica começou a atacar com movimentos rápidos e vigorosos. Loren se defendia com dificuldade, e apesar da arma da adversária ser pequena, seus golpes pareciam pesar toneladas.

– Tá difícil? Vou te fazer uma proposta, se você me der sua armadura, eu desisto da luta e deixo você ir para a final.

– Como você é baixa, desistiria da luta como uma covarde só por causa de um item valioso. Minha resposta é não, além de não querer compactuar com essa patuscada, não tenho a menor intensão de tirar a armadura na frente desse bando de tarado que está na plateia.

– Como quiser. Sendo assim, vou rasgar essa armadura, junto com essa pele rosada, quente e macia.

– Que declaração gay foi essa? Cai pra dentro que eu quero é briga!

Frederica voltou a atacar, e Loren usava a espada para se defender, provocando um show de faíscas e som de metal se batendo. Um dos golpes foi tão forte que a nossa heroína não aguentou e a espada escapou de suas mãos, e praticamente voou em direção à arquibancada.

– Que pena, teria sido mais inteligente da sua parte aceitar minha proposta. Agora não adianta implorar que eu não quero mais, fiquei com um louco desejo de te rasgar todinha.

– E quem te disse que eu vou implorar? Não preciso de espada pra te descer o cacete, eu tenho dois cês: CTI e Cemitério – Loren mostrou seus dois punhos fechados.

– Você fala demais pra quem está em desvantagem.

Frederica continuou atacando, e Loren, desarmada, optou por esquivar-se dos golpes, enquanto analisava a inimiga, procurando algum descuido para ataca-la.

– Droga, se for para derrubá-la, vai ter que ser em um golpe só.

A desleal guerreira fazendo ataques repetitivos, mas em um momento, deu um golpe circular na direção do pescoço de Loren, com a intenção de degolá-la. Para escapar, a loira se abaixou e deu um soco na boca do estômago da inimiga, fazendo com que ela abaixasse a guarda devido à dor. Em seguida, Loren deu uma cotovelada no rosto de Frederica, fazendo-a sangrar.

– Desgraçada, isso vai ficar roxo por dias, vou te matar. Peraí, eu já ia te matar de qualquer jeito há há há.

Ela voltou a atacar com mais raiva. Dessa vez, o dragão assassino acertou o peitoral (ou seria sutiã?) da armadura da Loren, que se quebrou e fez com que um dos seus seios ficasse totalmente a mostra, para o delírio da porção masculina da plateia.

– A armadura da Loren foi quebrada, no próximo golpe ela irá morrer! – supôs o narrador, muito empolgado.

– Se ela estivesse com a sua zampakutou isso não teria acontecido – falou Uroro, que assistia o combate na área dos competidores.

– Tá maluco, ela não tem essa zam qualquer coisa que você tanto fala – corrigiu Junpei.

– Verdade, é a força do hábito.

Na arena, Loren ficou com ainda mais raiva.

– Sua desgraçada, você me fez pagar peitinho na frente de todo mundo, agora tô puta com você.

A luta continuou, e por motivos óbvios, o público em peso começou a torcer para Loren, gritando seu nome em coro.

– Vejo que você conquistou a torcida masculina por causa de seus seios grandes e firmes, com esse belo mamilo rosado, mas é uma pena que logo logo irá morrer. Mas não se preocupe, aquele seu amigo do ratinho não vai ficar desamparado, ele será muuuuito bem acolhido no meu quarto depois que eu ganhar o torneio.

Loren rosnou, e ela foi tomada por um ódio profundo diante de mais uma afronta, não que fosse ciúme...tá, era ciúme sim, então instintivamente, ela posicionou suas mãos como se fossem garras e, inexplicavelmente, suas unhas cresceram e se tornaram duras como aço, então ela deu um salto e atacou com suas garras frontalmente ao estilo Venha Cobra, acertando em cheio o peito da Frederica, que caiu no chão em meio a uma poça de sangue que acabou de se formar.

– Aff...você... – Frederica tentava falar, mas faltava fôlego para continuar.

– Eu posso te matar, mas pouparei sua vida com uma condição.

Frederica começou a retirar sua arma, se preparando para entrega-la a Loren.

– Não quero essa arma, ela me dá arrepios, eu quero apenas que você admita para todos que eu sou melhor do que você, e então desista da luta.

A guerreira derrotada relutou, mas como não conseguia levantar, aceitou a condição.

– Você é melhor do que eu...desisto da luta!

– E a vencedora é...Loren Raisen! – anunciou o juiz, enquanto a plateia gritava e aplaudia freneticamente.

Loren voltou às suas roupas normais, que estavam inteiras, e então voltou à área dos competidores.

– Peitinho show de bola, vamos naquele parque quando voltarmos pra Terra? – convidou Junpei.

– Nem morta, que bom que eu tive um momento de iluminação e desisti daquele passeio, eu sei que faria muitos sacrifícios pela Beah, mas isso já é demais.

– Caraca, também não precisa humilhar.

Dois dos nossos heróis estão classificados para a final, Loren e Uroro, mas eles ainda não sabem quem serão seus oponentes. Quem irá para a final, Galo ou Homem Lobo? E na competição feminina, Atadolfa ou Biske? E o principal, por que eu estou falando igual ao narrador do Dragon Ball? Descubra no próximo capítulo de Dungeoneer: Galo e Biske vão para a final.

Notas finais
A aparição dos novos personagens foi bem curtinha, mas no próximo teremos mais linhas dedicadas a eles. E por onde anda a Beatrice? Só pra deixar claro, eu não a retirei da história, ela está só tirando agradáveis férias. Pra terminar, ainda tem um personagem de leitor para entrar, dessa vez um vilão. Vocês irão conhece-lo nos próximos capítulos. Obrigado pela paciência de todos e até o próximo.