Dulce Antidoto Para Olvidar
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Uma hora depois, os Fabrays não podiam acreditar o que ouviam. Doía-lhes saber o que havia sofrido sua filha, sem que eles pudessem ter feito nada.
Quinn lhes contou com detalhes o que viveu por mais de um ano, e seus pais choravam com dor e raiva, como ela.
Rachel esteve acompanhando-a em todo o momento, Quinn não havia soltado sua mão por nem um segundo depois que a tomou após ter apresentado a seus pais, algo que os senhores Russel e Judy notarão.
– Quinn, além de tua salvadora, ela é algo mais?-
Perguntou sua mãe.
Ela olhou para Rachel, buscando uma resposta em seus olhos, já que não sabia o que eram.
– eu... Me apaixonei por sua filha assim que a vi, então a tirei de la. E sinceramente quero tentar algo serio com ela. Eu a amo — os pais da moça sorriram.
– tem nosso apoio -
Falou o pai.
– se nota que a ama, por tudo o que fez -
– Obrigada -
Rachel sorriu enquanto abraçava Quinn quem estava sem reação.
– eu... Os deixarei a sós para que converse melhor. -
Quinn olhou surpresa.
Apertou fortemente suas mãos
– não precisa ir-
– carinho, você ficará bem aqui. Prometo que de noite passo aqui para te ver -
– promete?-
– Prometo -
Sorriu e Quinn concordou.
– te amo minha linda-
Deu um beijo em seu bochecha
– te amo-
Respondeu ela.
A morena se levantou e todos fizeram o mesmo.
– te esperamos, pode vir quando quiser-
Lhe disse Judy.
– esta é sua casa. estamos eternamente agradecidos pelo que fez-
Disse o homem.
Quinn não entendia nada. Havia a dito que essa era sua casa? Que poderia vir quando quisesse? Como seus pais puderam mudar sua forma de pensar, se quando ela se foi dali o fez porque eles mesmos a haviam dito de alguma forma que não aceitavam sua opção sexual?
Rachel se despediu dos Fabrays, logo beijou ternamente Quinn e se foi. Ao sair se sentiu vazia, em tão poucos dias e já havia se acostumado a ter Quinn por perto.
Quinn, depois de Rachel ter ido, seguiu falando com seus pais. Eles já não eram os mesmos de antes, frios. Agora eram compreensivos, a abraçavam, a beijavam como nunca haviam feito.
– perdoe-nos filha, nos tivemos a culpa de algum modo, por ter te expulsado daqui. Estávamos tão furiosos.
Começou o pai.
– mais nos demos conta de que importa se você gosta de mulher ou de homem, é nossa filha antes de tudo... E sentimos muito a sua falta-
Acrescentou a mãe.
– então não se importam de que eu seja... Lésbica?-
– não filha. Fomos egoístas, pensamos em todos menos em ti, em tua felicidade-
Quinn se emocionou.
– a ama?-
Perguntou o pai.
– é incrível, a amo mais do que eu podia imaginar-
Disse com sinceridade, sorrindo ao pensar em Rachel.
Seus pais concordaram e não disseram mais nada, nem sequer perguntaram outra coisa. Era momento de deixa-la ser o que era. Haviam recuperado, e agora podiam remediar o dano que há causaram um ano atrás
Nas horas seguintes Quinn se reencontrou com suas amigas, que choravam ao vê-la sã e salva.
Toda a família passou o dia juntos (quando Digo família incluo a Lupe e as suas filhas já que eram parte da família, sempre foram.) e Quinn se sentiu novamente em casa. era algo que não podia creditar, e que sonhou tantas vezes, que não conseguia acreditar que nada disso era um sonho. Que estava ali com eles novamente, a salvo.
Seu antigo quarto o que usava antes de mudar-se para seu apartamento, estava como intocado. Lupe se ocupara em mantê-lo limpo e intacto, e esse dia preparou para que Quinn dormisse melhor. Eram dez da noite, Quinn falava com Santana tentava não pensar em Rachel, que havia a prometido visitá-la e não tinha aparecido.
– algum problema Quinn?-
Perguntou assustada sua amiga.
– você tá distante-
–não-
Negou sem olha-la.
– vamos, pode confiar em mim. Você sabe, somos como irmãs. Sigo sendo a mesma — tentou convencê-la e anima-la para que falasse com ela.
– tenho muito medo, me sinto desprotegida. -
Confessou levantando o olhar, sua amiga segurou suas mãos
– não pode se sentir assim. Aqui você está segura, não vai te acontecer nada-
– não é somente por isso. preciso dela, aqui comigo-
– a ela?-
Perguntou sabendo a quem se referia. Quinn concordou com um movimento de cabeça, com o olhar fixo no lençol que lhe cobria as penas.
– porque não liga para ela?-
Sugeriu sua amiga com um sorriso.
– não. Ela disse que viria, mais talvez não pôde.-
– talvez teve algo urgente que surgiu de ultima hora-
– sim-
Disse com tristeza.
– vou tentar dormir, estou cansada-
Santana concordou e já se levantava quando bateram na porta.
– vou abrir-
A moça abriu a porta do quarto encontrando-se com uma linda mulher de olhos intensamente marcados, morena, muito sexy e com um sorriso em seu rosto. Levava uma mão por trás, ao que parecia esconder algo.
– oi-
Cumprimentou educadamente.
– oi-
Rachel esperou que a moça fizesse ou dissesse algo, mais essa a ficou olhando sem emitir palavras.
– desculpe, acho que me confundi de quarto-
– oh, não, perdão-
Falou por fim a mulher.
– esse é o quarto de Quinn, eu já ia embora-
Virou e fez um gesto a Quinn.
– entre-
Lhe disse e se retirou.
Quinn sorriu ao vê-a e se levantou rapidamente da cama.
– você veio-
A abraçou.
– claro meu amor, eu prometi que vinha-
A abraçou fortemente com um braço, o outro seguia atrás de suas costas. Quinn notou e tentou ver.
– o que esconde ai atrás?-
– feche os olhos-
Quinn o fez sem duvidar. Fechou os olhos e sentiu um fugaz beijo em seus lábios. Depois Rachel lhe entregou um urso de pelúcia que segurava um coração dizendo “ te amo” e segurava uma rosa.
Quinn abriu os olhos e a abraçou alegremente, encantada pelo presente.
– meu amor! É o presente mais lindo que já me deram-
– gostou?-
– amei-
Riu e logo beijou o bichinho peludo.
– tem seu perfume-
Expressou abraçando-o.
– para que não se sinta sozinha quando eu não estiver-
Quinn apagou o sorriso de seu rosto.
– quando não estiver?-
– quando eu viajar-
Rachel notou a tristeza nos olhos Avelã da moça.
– princesa... -
Levantou seu queixo para que a olhasse nos olhos
– já falamos sobre isso -
– não quero que você se afaste de mim-
– serão só alguns meses. Te ligarei, virei te ver-
– porque não posso ir contigo?-
Rachel se sentou na cama e fez com que ela se sentasse em suas pernas. Adorava tê-la em seu colo.
– não quero te pôr em perigo.-
– eu estarei bem contigo -
– não poderei te proteger sempre e não me perdoaria se algo te acontecesse-
Quinn fez manha.
– quando viaja?-
Perguntou com lágrimas nos olhos.
– por isso demorei, é que tive que comprar as passagens. Viajo amanhã à noite.
– já?-
Queixou franzindo o cenho.
– sim meu amor, quanto antes melhor.
Quinn desviou seu olhar.
– vou sentir sua falta.
A abraçou pelo pescoço.
Ao separarem-se a olhou intensamente aos olhos. Rachel a segurava ternamente pela cintura, e seu olhar estava fixo em Seus olhos Avelã. Quinn se derreteu por causa daquele olhar e a beijou.
Se acomodou melhor nas pernas dela e a beijou intensamente. As mãos que Rachel tinha em sua cintura, foram subindo para acariciar toda as suas costas.
Quando o ar lhes faltou se separaram. Quinn quis continuar o beijo mais Rachel a freou.
– se continuar me beijando assim não vou conseguir me conter-
– ninguém te impede de fazer amor comigo-
Rachel sorriu com admiração, colocou uma mexa de cabelo atrás de sua orelha e lhe deu um curto beijo.
– não meu amor, é tua casa, a casa de seus pais e... Tem que se respeitar-
Quinn fez um biquinho que comoveu a morena.
– amanhã você vai embora e não te verei por não sei quanto tempo Rach -
–Mais quero respeitar sua casa, a seus pais, e Quinn -
Quinn concordou e a abraçou.
– e em sua casa?-
Sussurrou.
Rachel a separou para olha-la aos olhos com uma sobrancelha levantada.
– quer ir a minha casa?-
– quero estar contigo, não me importo onde seja-
A beijou com desespero outra vez.
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