Notas iniciais
Me desculpem pela demora pessoal ando muito ocupada.

Uma hora depois, os Fabrays não podiam acreditar o que ouviam. Doía-lhes saber o que havia sofrido sua filha, sem que eles pudessem ter feito nada.

Quinn lhes contou com detalhes o que viveu por mais de um ano, e seus pais choravam com dor e raiva, como ela.

Rachel esteve acompanhando-a em todo o momento, Quinn não havia soltado sua mão por nem um segundo depois que a tomou após ter apresentado a seus pais, algo que os senhores Russel e Judy notarão.

– Quinn, além de tua salvadora, ela é algo mais?-

Perguntou sua mãe.

Ela olhou para Rachel, buscando uma resposta em seus olhos, já que não sabia o que eram.

– eu... Me apaixonei por sua filha assim que a vi, então a tirei de la. E sinceramente quero tentar algo serio com ela. Eu a amo — os pais da moça sorriram.

– tem nosso apoio -

Falou o pai.

– se nota que a ama, por tudo o que fez -

– Obrigada -

Rachel sorriu enquanto abraçava Quinn quem estava sem reação.

– eu... Os deixarei a sós para que converse melhor. -

Quinn olhou surpresa.

Apertou fortemente suas mãos

– não precisa ir-

– carinho, você ficará bem aqui. Prometo que de noite passo aqui para te ver -

– promete?-

– Prometo -

Sorriu e Quinn concordou.

– te amo minha linda-

Deu um beijo em seu bochecha

– te amo-

Respondeu ela.

A morena se levantou e todos fizeram o mesmo.

– te esperamos, pode vir quando quiser-

Lhe disse Judy.

– esta é sua casa. estamos eternamente agradecidos pelo que fez-

Disse o homem.

Quinn não entendia nada. Havia a dito que essa era sua casa? Que poderia vir quando quisesse? Como seus pais puderam mudar sua forma de pensar, se quando ela se foi dali o fez porque eles mesmos a haviam dito de alguma forma que não aceitavam sua opção sexual?

Rachel se despediu dos Fabrays, logo beijou ternamente Quinn e se foi. Ao sair se sentiu vazia, em tão poucos dias e já havia se acostumado a ter Quinn por perto.

Quinn, depois de Rachel ter ido, seguiu falando com seus pais. Eles já não eram os mesmos de antes, frios. Agora eram compreensivos, a abraçavam, a beijavam como nunca haviam feito.

– perdoe-nos filha, nos tivemos a culpa de algum modo, por ter te expulsado daqui. Estávamos tão furiosos.

Começou o pai.

– mais nos demos conta de que importa se você gosta de mulher ou de homem, é nossa filha antes de tudo... E sentimos muito a sua falta-

Acrescentou a mãe.

– então não se importam de que eu seja... Lésbica?-

– não filha. Fomos egoístas, pensamos em todos menos em ti, em tua felicidade-

Quinn se emocionou.

– a ama?-

Perguntou o pai.

– é incrível, a amo mais do que eu podia imaginar-

Disse com sinceridade, sorrindo ao pensar em Rachel.

Seus pais concordaram e não disseram mais nada, nem sequer perguntaram outra coisa. Era momento de deixa-la ser o que era. Haviam recuperado, e agora podiam remediar o dano que há causaram um ano atrás

Nas horas seguintes Quinn se reencontrou com suas amigas, que choravam ao vê-la sã e salva.

Toda a família passou o dia juntos (quando Digo família incluo a Lupe e as suas filhas já que eram parte da família, sempre foram.) e Quinn se sentiu novamente em casa. era algo que não podia creditar, e que sonhou tantas vezes, que não conseguia acreditar que nada disso era um sonho. Que estava ali com eles novamente, a salvo.

Seu antigo quarto o que usava antes de mudar-se para seu apartamento, estava como intocado. Lupe se ocupara em mantê-lo limpo e intacto, e esse dia preparou para que Quinn dormisse melhor. Eram dez da noite, Quinn falava com Santana tentava não pensar em Rachel, que havia a prometido visitá-la e não tinha aparecido.

– algum problema Quinn?-

Perguntou assustada sua amiga.

– você tá distante-

–não-

Negou sem olha-la.

– vamos, pode confiar em mim. Você sabe, somos como irmãs. Sigo sendo a mesma — tentou convencê-la e anima-la para que falasse com ela.

– tenho muito medo, me sinto desprotegida. -

Confessou levantando o olhar, sua amiga segurou suas mãos

– não pode se sentir assim. Aqui você está segura, não vai te acontecer nada-

– não é somente por isso. preciso dela, aqui comigo-

– a ela?-

Perguntou sabendo a quem se referia. Quinn concordou com um movimento de cabeça, com o olhar fixo no lençol que lhe cobria as penas.

– porque não liga para ela?-

Sugeriu sua amiga com um sorriso.

– não. Ela disse que viria, mais talvez não pôde.-

– talvez teve algo urgente que surgiu de ultima hora-

– sim-

Disse com tristeza.

– vou tentar dormir, estou cansada-

Santana concordou e já se levantava quando bateram na porta.

– vou abrir-

A moça abriu a porta do quarto encontrando-se com uma linda mulher de olhos intensamente marcados, morena, muito sexy e com um sorriso em seu rosto. Levava uma mão por trás, ao que parecia esconder algo.

– oi-

Cumprimentou educadamente.

– oi-

Rachel esperou que a moça fizesse ou dissesse algo, mais essa a ficou olhando sem emitir palavras.

– desculpe, acho que me confundi de quarto-

– oh, não, perdão-

Falou por fim a mulher.

– esse é o quarto de Quinn, eu já ia embora-

Virou e fez um gesto a Quinn.

– entre-

Lhe disse e se retirou.

Quinn sorriu ao vê-a e se levantou rapidamente da cama.

– você veio-

A abraçou.

– claro meu amor, eu prometi que vinha-

A abraçou fortemente com um braço, o outro seguia atrás de suas costas. Quinn notou e tentou ver.

– o que esconde ai atrás?-

– feche os olhos-

Quinn o fez sem duvidar. Fechou os olhos e sentiu um fugaz beijo em seus lábios. Depois Rachel lhe entregou um urso de pelúcia que segurava um coração dizendo “ te amo” e segurava uma rosa.

Quinn abriu os olhos e a abraçou alegremente, encantada pelo presente.

– meu amor! É o presente mais lindo que já me deram-

– gostou?-

– amei-

Riu e logo beijou o bichinho peludo.

– tem seu perfume-

Expressou abraçando-o.

– para que não se sinta sozinha quando eu não estiver-

Quinn apagou o sorriso de seu rosto.

– quando não estiver?-

– quando eu viajar-

Rachel notou a tristeza nos olhos Avelã da moça.

– princesa... -

Levantou seu queixo para que a olhasse nos olhos

– já falamos sobre isso -

– não quero que você se afaste de mim-

– serão só alguns meses. Te ligarei, virei te ver-

– porque não posso ir contigo?-

Rachel se sentou na cama e fez com que ela se sentasse em suas pernas. Adorava tê-la em seu colo.

– não quero te pôr em perigo.-

– eu estarei bem contigo -

– não poderei te proteger sempre e não me perdoaria se algo te acontecesse-

Quinn fez manha.

– quando viaja?-

Perguntou com lágrimas nos olhos.

– por isso demorei, é que tive que comprar as passagens. Viajo amanhã à noite.

– já?-

Queixou franzindo o cenho.

– sim meu amor, quanto antes melhor.

Quinn desviou seu olhar.

– vou sentir sua falta.

A abraçou pelo pescoço.

Ao separarem-se a olhou intensamente aos olhos. Rachel a segurava ternamente pela cintura, e seu olhar estava fixo em Seus olhos Avelã. Quinn se derreteu por causa daquele olhar e a beijou.

Se acomodou melhor nas pernas dela e a beijou intensamente. As mãos que Rachel tinha em sua cintura, foram subindo para acariciar toda as suas costas.

Quando o ar lhes faltou se separaram. Quinn quis continuar o beijo mais Rachel a freou.

– se continuar me beijando assim não vou conseguir me conter-

– ninguém te impede de fazer amor comigo-

Rachel sorriu com admiração, colocou uma mexa de cabelo atrás de sua orelha e lhe deu um curto beijo.

– não meu amor, é tua casa, a casa de seus pais e... Tem que se respeitar-

Quinn fez um biquinho que comoveu a morena.

– amanhã você vai embora e não te verei por não sei quanto tempo Rach -

–Mais quero respeitar sua casa, a seus pais, e Quinn -

Quinn concordou e a abraçou.

– e em sua casa?-

Sussurrou.

Rachel a separou para olha-la aos olhos com uma sobrancelha levantada.

– quer ir a minha casa?-

– quero estar contigo, não me importo onde seja-

A beijou com desespero outra vez.