Dueto

Acordou e olhou para a janela, a lua estava cheia exibindo um prata pálido no céu escuro sem estrelas para enfeita-lo. Virou para a cabeceira, onde encontrava-se a única luz do quarto que estava consumido pelas sombras,00:35,ainda não era hora de acordar, apertou o cobertor xadrez e pensou se devia ou não sair da cama.

00:38,três minutos que passaram como horas, resolveu sair e encontrar a fonte do som de violino que a acordara, lembrava de como seu pai tocava para ela quando pequena, enquanto caminhava ate a porta do quarto ,encarou a porta de madeira por alguns segundos, respirou fundo e levou a mão para a maçaneta, logo viu um corredor estreito, escuro e curto, ao mesmo tempo ouvia o som do violino aumentar.

O corredor levava a três cômodos: o seu, o banheiro e o do seu falecido pai. O som vinha do quarto do pai, o qual ficava no fim do corredor escuro. Caminhou ate lá, a cada passo o som ficava mais forte e mórbido, notou que começou a ouvir as batidas do próprio coração. Chegou finalmente á porta, estava encostada, emburrou-a de leve e viu as paredes brilhando em tons de vermelho, demorou poucos segundos ao perceber que os desenhos eram notas musicais em uma partitura e com mais poucos segundos notou que o vermelho que pintava as paredes era sangue ,congelou ,arregalou os olhos e correu para o banheiro ,no caminho caiu e notou que o soma perseguia ,levantou e trancou-se no banheiro.

Sentada no chão atrais do vaso, será que seu pai acordou do tumulo só para assombra-la? Não, essas coisas não existem, era só um sonho; então porque parecia tão real? Por que o som a perseguia? Por que havia uma sombra atrás da porta? Por que estava sangrando pelos ouvidos? Por que recebia castigo este do pai? Estava com medo não queria morrer.

Notas finais
Obrigado por lerem, deixei comentários se gostaram ou se acham que algo pode melhorar.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!