Notas iniciais
É apenas o prólogo, dispensável para as pessoas que já sabem das regras (ou para as pessoas que não querem saber das regras lol). Mas a primeira parte do prólogo dá início à história.

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“...daí eu vi uma luz brilhante, e depois eu acordei.” – dizia o garoto, aparentemente de quatorze anos. Conversava com sua amiga, da mesma sala que ele, enquanto iam juntos à escola, adequadamente uniformizados.

“Ehhhh?!” – exclamou a garota – “Eu tive um sonho com o final quase igual ao seu, mas eu não me lembro de tudo isso não...” – falou triste, mas logo continuou – “Só lembro de que no final era uma luz negra... E então eu acordei” – disse encabulada.

“Ah... Mudando de assunto, você já está conseguindo jogar Duel Monsters (Montros de Duelo) sem precisar pensar demais nas regras?” – certamente ele estava pretendendo perguntar isso desde manhã, mas acabou esquecendo-se de tão ansioso que estava para contar sobre o seu sonho. Afinal, fazia tempo que não tinha um sonho tão longo quanto aquele.

“Sim!” – sorriu confiante – “Apesar de que eu ainda travo em alguns momentos do jogo... Já sei! Que tal se você me ajudar na hora do lanche a revisar as regras? Neh, neh?” – disse, recebendo um sorriso e a resposta positiva de seu amigo.

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“Então, vamos começar pelas regras do deck (baralho)” – o garoto pegou seudeck de Duel Monsters e colocou em cima da mesa.

“Sim.” – ela fez o mesmo, porém, colocando a mão em cima do seu deck e, num movimento para a direita, abrindo-o como um leque em cima da mesa – “O deck precisa ter no mínimo quarenta cartas e no máximo sessenta, e o extra deck precisa ter no máximo quinze cartas.”

“Isso, e que tipos de carta tem no extra deck e no deck em si?” – perguntou.

“Hm... No deck ficam as cartas de monstro do tipo normal, effect (efeito), ritual, trap cards (cartas armadilhas) e magic cards (cartas mágicas). No extra deck ficam as cartas do tipo fusion (fusão) e synchro.” – respondeu, juntando as cartas e embaralhando, assim como o garoto a sua frente fazia – “Cartas de monstro normal são amarelas, efeito são marrons/alaranjadas, ritual são roxas, fusão são lilás e as synchro são brancas. Além disso as cartas de armadilha são rosas e as cartas mágicas são verdes.” – acrescentou.

“Você passou a noite decorando ou foi impressão minha?” – sorriu, levantando uma sobrancelha.

“Ehehehe...” – essa por sua vez deu um sorriso besta – “Mas enfim, voltando pras cartas mágicas. Dentro dos tipos de cartas mágicas, há seis subtipos: normais, continuous (contínuo), equip (equipamento), quick-play (rápida), field (campo) e ritual. Já nas cartas armadilhas, há apenas três subtipos, normal, continuous, e counter.”

“É, só não pode esquecer de que cada carta mágica ou armadilha tem uma ‘velocidade’ diferente. Uma carta só pode ser respondida por uma carta de mesma velocidade ou superior.” – complementou – “Speed spell 1: cartas mágicas normais, equipamentos, contínuas, campo e ritual; Speed spell 2: cartas mágicas quick-play, além das cartas armadilhas normais e contínuas; Speed spell 3: Cartas armadilhas do tipo counter. Além disso, você só pode ativar cartas mágicas no seu turno, com exceção das cartas quick-play. Já as cartas armadilhas, você pode ativar tanto no seu turno, quanto no outro, mas não no mesmo turno em que você coloca ela em modo set (de cabeça pra baixo).”

“Ah, eu ia dizer isso!” – a garota choramingava, agora trocando os decks com o amigo, embaralhando o dele – “Deixa que eu digo tudo sobre as cartas de monstro, não me atrapalhe.” – disse emburrada – “Tem dois jeitos de você invocar o monstro, por normal summon (invocação normal) ou special summon (invocação especial). Você só pode fazer uma invocação normal por turno, mas quantas invocações especiais quiser. Advance summon (invocação avançada, antigamente chamada como tribute summon) é considerada uma invocação normal, mas nela você deve sacrificar um monstro no campo para poder colocá-lo. Do nível um ao quatro, pode invocar sem nenhum sacrifício; níveis cinco e seis, é preciso fazer um sacrifício; e a partir do nível sete, é preciso fazer dois sacrifícios.”

“Aha, já sabe bastante das coisas, heim? E como é que ficam o Ritual Summon, Fusion Summon e Synchro Summon?” – parecia estar se entretendo com a conversa. Devolveu o deck para ela e pegando o seu de volta.

“Eu disse pra não atrapalhar!” – por um momento, ela pareceu uma criança mimada, mas logo recompôs-se e continuou – “Bom, todos eles são considerados invocações especiais, ou seja, você pode fazer quantas você quiser/puder por turno. Invocação por ritual só pode ser feita através de cartas mágicas de ritual e preenchendo seus requisitos. A fusão só pode ser feito com monstros específicos e com a carta mágica Polymerization (Polimerização), e os monstros não precisam estar no campo, podem estar na mão. Já a invocação synchro, é feita por dois monstros ou mais, e apenas um deles precisam ser do tipo tuner, não pode fazer synchro com mais de dois monstros do tipo tuner ou mais.” – explicou orgulhosa, deixando o seu deck de lado.

“Falando em monstros do tipo tuner...Você sabe quais são os outros “subtipos” de monstros que existem?” – colocou seu deck também de lado, e seu extra deck do lado oposto.

Gemini, spirit, toon e union.”

“Como eu suspeitei, você pesquisou!” – ‘zombou’ da cara dela, rindo.

“N-não ria de mim!” – gritou envergonhada.

“Ok, ok. Antes de começarmos, quais são as fases que tem em cada turno?”

DrawPhase (fase de compra), Standby Phase (fase de espera), Main Phase 1 (fase de manutenção 1), Battle Phase (fase de batalha), Main Phase 2 (fase de manutenção 2) e End Phase (fase de encerramento), em ordem. A fase de batalha é dividida em mais quatro subfases: start step, battle step, damage step e end step. Em gral, quick-spells e cartas armadilhas podem ser ativadas na start e end steps. Agora só algumas cartas podem ser ativadas na battle e damage steps. Nas fases de manutenção, você pode ativar cartas mágicas, invocar monstros e colocar cartas em set.” – falou pensativa.

“É... Cê estudou, neh?” – deu um sorriso cheio de dentes.

“Ahn, só porque um dia eu quero ser a mais forte duelista da cidade.”

“Ah, que bom que você quer ser da cidade... Porque eu vou ser do mundo todo.” – ele a provocou propositalmente.

“... Ah, deixa de sonhar, seu bobo!” – gritou

“Duel!” – falaram juntos, iniciando o duelo.

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