Duas vida, apenas uma escolha
5 Apenas um sonho real
Notas iniciais
Quando acordei estava em uma sala estranha que logo depois percebi que era um quarto de hospital, eu estava ligada a uma maquina, o fio ia ate uma maquina que fazia uma zuada irritante que estava me deixando agoniada, eu olhei ao redor e a cortina estava meio aberta, a luz que estava entrando estava refletindo e me fazendo mal enxergar as coisas, aquilo era ruim para minha visão. Depois de três dias, fui liberada do hospital e minha mãe me levou de carro para casa, eu não reconhecia muita coisa. Logo assim que cheguei a minha casa, tinha um homem estranho, uma garota da mesma idade que a minha e um menino que devia ser um ano mais velho do que eu, ele estava sentado no sofá da sala totalmente esparramado. Olhei para minha mãe um pouco confusa e ela apenas assentiu rindo, subi ate o meu quarto e sentei na cama, minha mãe veio atrás de mim e sentou do meu lado de modo que continuou a me olhar.
–Mãe quem são essas pessoas?- perguntei confusa.
–Esse é o Julio o meu marido, a menina é a Anna, e o menino é o Dan- ela falou docemente com um tom monótono e arrastado- eles são legais.
–Mãe o que exatamente aconteceu comigo?- perguntei intrigada com uma ponta de raiva.
–Bom, na verdade... Você teve um súbito desmaio que resultou em um coma de três anos- ela falou me vendo ficar aterrorizada- Bom, você vai ficar em casa amanhã por indicação medica, mas na segunda você começa a ir para a escola com seus irmãos.
–Claro- falei com tom de raiva.
–Acho melhor você arrumar as coisas, no seu novo quarto.
Meu quarto ficava no andar de cima, tinha uma cama de casal com algumas almofadas lilás em cima, tinha uma poltrona no canto próximo á janela que tinha um pequeno espaço que dava para sentar, por algum motivo lembrei-me do sonho, o quarto era igual ao do sonho. Tomei um banho revigorador, mas logo estava cansada, e me deitei na cama, depois de quinze minutos vi a Anna parada na porta do meu quarto, a Anna era loira, tinha olhos azuis, e estava usando uma roupa branca. Ela sentou-se na ponta da cama e sorriu um pouco doce para mim, que retribui.
–Oi.
–Oi.
–Eu vou sair para um jantar, mas quando eu voltar pode conversar um pouco comigo.
Ela foi embora logo o que me deixou aliviada, acabei dormindo. Minha mãe havia errado o dia da semana. Acordei-me e fui diretamente para o banho, coloquei uma calça jeans e uma camisa preta e peguei a mochila. Fui com a Anna e o Dan para a escola, ele não era tão legal quanto minha mãe havia dito. Eles me deixaram sozinha no intervalo das aulas. Eu estava com saudade dos meus amigos: Aria e Lucas, eles estavam sentados na varanda da minha casa. Fiquei feliz em ver eles, o Lucas me abraçou fortemente e a Aria também, subimos para o meu quarto e eles sentaram na cama, fui ate a janela e dois carros pararam na casa da frente, olhei e duas pessoas saíram de dentro do carro. Uma menina e um menino, eles eram iguais aos do meu sonho. O garoto olhou para a janela de onde eu estava observando eles, ele deu um sorriso malicioso, e um aceno com a cabeça, eu não conhecia aquele garoto, mas havia mexido comigo aquele sorriso. Eu sabia que minha mãe me mandaria levar uma cesta de coisas para a casa dos novos vizinho. No outro dia acordei cedo demais, peguei a cesta e andei ate o outro lado da rua, bati na porta e uma mulher abriu, eu me lembrava daquela mulher de algum lugar apenas não sabia de onde. Eu iria ter levar os filhos dela para a escola, a menina e o menino desceram e foram comigo para a escola, a menina era da minha sala e o garoto não. As aulas passaram rapidamente e eu não liguei, na hora da volta para casa, voltamos apenas eu e o garoto.
–Eu acho que você é um pouco anti-social- ele falou.
–Eu não sou nem um pouco anti-social, eu só não sei o que falar com um garoto que não conheço. -falei rindo.
–Bom, então deixe eu me apresentar, meu nome é Sam Meriand, tenho dezessete anos, e moro na frente da sua casa.
–Seu sobrenome parece nome de mulher, Sam.
–Eu sei- ele falou rindo- E você não vai se apresentar?
–Vou sim- falei rindo- Meu nome e Sofia Mitchel, tenho quartoze anos, e moro na frente da sua casa.
–Seu nome è bonito.
–Obrigada.
–Gostei de conversar com você Sofia.
–Também gostei de falar com você.
–Você tem algum programa para hoje de tarde?- ele falou olhando para o céu.
–Você esta me chamando para sair?- eu falei perguntando- Você mal me conhece.
–Mas gostei de você, você parece ser legal- ele falou constrangido- Mas você aceita ou não?
–Eu aceito, não tenho nada para fazer hoje de tarde.
–Vou te buscar de três horas.
–Tenho que entrar agora, mas ate logo.
Eu lembrava-me daquela conversa, e aquilo era estranho, estava acontecendo exatamente o que eu não esperava. Deitei e fiquei deitada ate dar 2h50m, arrumei-me e desci, a minha mãe estava na sala sentada rindo enquanto davas beijos e mais beijos no meu padrasto, sinceramente fiquei enjoada. Sentei na varanda de casa, já estava escurecendo quando decidi entrar em casa, olhei para a porta e vi que a Anna estava sentada na sala e o Dan estava literalmente esparramado no sofá. Senti alguém tocar no meu ombro e me virei assustada, era o Sam Meriand e eu não acreditei, pensei que ele havia me dado um bolo. Ele estava com o mesmo sorriso que havia me lançado ontem de noite, revirei os olhos.
–Olá- ele falou tirando o sorriso do rosto ao ver que eu revirei os olhos.
–Hãn... Oi- falei sem entender.
–Você já ia entrar?- ele perguntou.
–Na verdade sim- falei rindo um pouco antes de ficar séria de novo.
–Você achou que eu havia me esquecido da nossa saída?
–Sim- eu falei rindo sarcasticamente.
Bom ele sorriu e me deixou mexida por algum motivo.
–Vamos?- ele perguntou.
–Claro.
Ele tinha carro, mas preferimos ir andando e foi agradável a caminhada com o Sam Meriand, eu adorava dizer o nome completo dele, era engraçado. Lanchamos e voltamos para casa, sentamos na varanda da casa dele e ficamos olhando as estrelas, rindo e ele me escutando cantar, o que eu fazia muito ruim, ou ate mesmo péssimo. Quando deu 00h00m eu ainda estava sentada na varanda com ele, a minha mãe já devia estar dormindo, mas eu não ligava, eu estava me divertindo muito. Ele disse que estava adorando a noite, eu também estava. Ele foi embora e eu entrei em casa, minha mãe estava na sala dormindo no colo do meu padrasto, ele me olhou e deu um sorriso generoso, subi para o meu quarto e me deitei. No outro dia quando acordei levantei-me e fui diretamente para o banheiro, fiquei parada na porta esperando a Anna sair do banheiro, depois entrei e tomei um banho um pouco rápido, escovei os dentes e desci para tomar café, andei lentamente e quando eu estava fechando a porta de casa a Julia estava saindo de casa, a Aria a chamava de ruivinha, ela acenou para mim e corri para ir ate onde ela estava, caminhamos juntas pelo caminho da escola.
–Como foi?- ela perguntou sorridente para mim, aquela expressão me assustou.
–Como foi o que exatamente?- eu perguntei dando de ombros.
–O seu encontro com o Sam?- ela perguntou rindo e eu não respondi- Vai, pode me dizer, eu sei que você saiu com o meu irmão.
–Hãn...
O Sam chegou e continuou a caminhada conosco, o caminho foi agradável, a Aria e o Lucas se juntaram a caminhada. No fim das aulas, fomos apenas eu, a Aria, a Anna, o Lucas, e o meu meio-irmão. Eles conversavam sobre algo que eu não sabia o que era exatamente, eu não estava prestando atenção na conversa deles.
–Hey, Sofia você saiu com o irmão da ruivinha?- a Aria perguntou.
–Sim, ela saiu- a Anna respondeu.
As meninas encontraram o namorado da Anna e ficaram conversando com ele, o Lucas foi embora para casa, e ficamos apenas eu e o Dan, o clima ficou estranho, pois eu não falava com ele e nem ele comigo.
–Hãn... Oi- Dan falou rindo, um sorriso estranho porem lindo.
–Oi Dan- eu falei olhando para o cominho a minha frente.
–Você não se sente muito intima comigo, não é verdade?- ele perguntou meio tímido.
–Na verdade não- falei meio frustrada.
–Você queria falar comigo sobre o seu coma e como você esta se adaptando?
–Claro, é bom falar com alguém sobre isso.
–Eu vou ter que ir a lanchonete do Crush-Night, mas quando eu chegar em casa falo com você.
Ele foi embora e eu andei lentamente pensando em nada na verdade, olhei para a minha frente e uma garota passou correndo por mim, a garota tinha cabelos pretos, olhos pretos e tinha um colar com o nome Sofia como pingente. Pisquei e não vi a garota que eu tinha acabado de ver. Cheguei em casa e fui tomar um banho, entrei no meu quarto e me olhei no espelho, eu estava com uma roupa roxa com detalhes brancos, virei para pegar o telefone e quando olhei novamente para o espelho, a garota do espelho era eu, mas estava com roupas brancas, ela sorriu para mim e eu estava muito assustada. Ela colocou a mão no espelho e eu coloquei a minha por cima, gritei alto demais.
–Não precisava gritar, eu sou você- o meu eu que estava dentro do espelho falou.
–Como isso é possível?- eu perguntei abismada.
–Eu vou te explicar.
O meu outro eu se materializou na minha frente, eu estava prestes a entrar em estado de pânico. Ela era totalmente real, e eu sabia disso.
–Eu sou você, na vida do seu sonho, e que sabe que você pode viver. Basta apenas escolher.
–Eu não estou entendendo. Eu não vou escolher nada.
–Observação: Eu sou muito intima do Sam, e do Lucas.
Ela me fez se aproximar do espelho, quando virei, ela me empurrou fortemente pelo espelho, eu estava caindo cai um bom tempo como no filme Alice no País das maravilhas, eu já estava ficando enjoada.
Quando parei de cair passei pelo espelho da minha outra casa, olhei em volta e vi que o quarto era igual ao meu, abri o guarda-roupa e vi que as roupas eram iguais as minhas. Desci devagar e percebi que a casa era igual a minha, ri um pouco da bela ironia. Andei até a cozinha e peguei uma maçã, andei até a porta da frente e sentei na varanda, olhei para frente da minha casa e vi que o Sam estava vindo na direção da casa, lembrei das palavras do meu outro eu, ela era muito próxima do Sam. Ele me deu um beijo e eu me entreguei, de repente eu me lembrei da vida do meu outro eu. Vou chamar o meu outro eu de Sonham. Ele sorriu e sentou-se do meu lado.
–Tem planos para hoje?- ele perguntou mordendo o lábio inferior.
–Sim, eu estava com planos de ir com o Lucas, e a Aria em uma festa do primo da Aria.
–Que pena, eu tinha planos para a nossa noite.
–Que tipo de plano?
–Planos.
Ri da resposta dele, mas estava confusa. Ele riu de mim e me beijou novamente, eu não entendi a razão de eu querer tanto ele perto de mim, aquela vida não era minha, eu não ficaria ali por muito tempo. Eu não podia começar a me apaixonar por o Sam daquele mundo, porque eu sabia que quando eu voltasse para o meu mundo eu não teria o mesmo relacionamento com o Sam do meu mundo. Eu andei com ele até a escola, eu sentei e sorri para as pessoas. Fiquei sabendo que teria um baile na escola, eu não iria participar, pois não tinha um par, na hora da saída andei até o quadro de avisos da escola, peguei um dos panfletos e andei calmamente até a biblioteca, peguei um dos livros sobre a Segunda Guerra Mundial, e comecei a folhear as paginas de um modo calmo e sem pressa. Quando parei percebi que havia anoitecido, andei lentamente até a saída da escola, o Sam estava de carro me esperando, entrei no carro e sentei no banco de trás, alias deitei, pois estava cansada. Lembrei de que o Sam Meriand tinha planos para mim, o que não me deixou muito animada, eu fiquei olhando para fora da janela, ele colocou a mão na minha perna e apertou, tirei a mão dele da minha perna, ele me pareceu sem graça. Quando chegamos de frente a uma propriedade que me parecia grande, o portão abriu e eu e ele entramos, tinham três pessoas no portão, eu não entendia nada.
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