Notas iniciais
Aqui temos uma pouquinho da vida de diaria de nossos personagens. Espero que gostem.

Capítulo 4



Na manhã seguinte ao baile todo o grupo de Netherfeild estava sentado tomando café e trocando opiniões sobre a festa.

"Há muito tempo eu não me divertia tanto!" Comentou Charles.

Cariel, que lia um jornal com toda calma do mundo- a única perturbação o pé que não parava de se mexer em baixo da mesa- respondeu com toda paciência:

"Certamente Charles toda noite que você vai a um baile é a mais divertida. Se tornou previsível com o passar dos anos irmãozinho. " Nunca tirando os olhos do jornal.

"Ora, você tem que admitir Cariel. Ontem foi uma noite divertida. " Ele se curvou em direção ao irmão energicamente.

"Admito foi agradável." Seus olhos ainda no jornal. “Então Darcy. A noite foi boa para você?” Cariel sorriu para o seu jornal.

“Acredito que não posso dizer.” Esse cavalheiro tinha sua atenção focada em um livro sobre agricultura.

“Sempre chato pelas manhãs. Darcy, com a sua previsibilidade eu o coloco na mesma situação que meu irmão.” O sorriso presunçoso no rosto e os olhos sobre o jornal. “Vamos alguém diga algo que me surpreenda! Hurst? Como foi sua noite?”

“Agradável. Boa comida se bem que um pouco rústica e o mesmo vale para a bebida. A música está boa também. E minha esposa no seu melhor. Belissíma.”

“Vejam isso foi impressionante! Hurst elogiando a música.” Embora essa cena possa parecer única, todos que estavam sentados a mesa haviam se acostumado com Cariel criar esse tipo de debates pela manhã.” A propósito quando pretendiam anunciar?” A pergunta surpreendeu o sr. e sra. Hurst e confundiu os outros.

“O que você quer dizer Bingley?” O sr. Hurst tentou despistar.

“Vamos Hurst… você não elogiaria minha irmã dessa forma se não tem uma notícia. Geralmente diria que ela estava bonita ou bem.”

“Cariel! Você estragou a surpresa!” A sra. Hurst repreendeu o irmão.

“Não, não estraguei foi o seu marido quem estragou.” Nem para isso ele se dignou a levantar o olhar para seu interlocutor. “Obrigado Ben, tornou minha manhã mais feliz e animada.”

“O que aconteceu?” Charles não havia prestado muita atenção ao discurso dos seus irmãos, acostumado com a cena e também por causa da fome. Sempre ficava faminto depois de um baile.

“Os Hurst tem uma grande notícia!” Ele olhou para o seu reflexo mais amigável sorrindo, nos olhos uma rara expressão de verdadeira de satisfação.

Sob o olhar do seu irmão Charles quase dava os parabéns, mas, sentindo a raiva da irmã mais velha achou prudente ignorar o significado. Não seria divertido ter Louisa zangada com ele.

“Certo.” Cariel resolveu falar novamente olhando para o jornal. “Ainda falta alguém para dar sua parecer sobre a reunião de ontem. Para Louisa eu não vou perguntar. Ela está frustrante essa manhã. Caroline diga você, o que achou da noite de ontem?” Para a atitude propositalmente infantil de Cariel ser completa apenas faltava que ele fizesse uma careta para a irmã mais velha.

“Eu acredito que encontramos um lugar onde falta tudo. Educação, classe... Hertfordshire não se compara a sociedade de Londres. Eu não devia ter concordado e ser a anfitriã de Netherfield.” Seu discurso terminou em total e completa frustração.

Cariel formou um “o” sorridente com a boca nada surpreso, para o papel nas mãos disse: “Agora isso foi extremamente rude. Principalmente se levarmos em consideração que você, irmãzinha, veio do campo.”

“Mas eu decididamente vim de uma sociedade mas educada. As pessoas daqui são barulhentas e escandalosas. E a falta de senso de moda então! Todas as roupas desatualizadas!”

“Não me lembro de você indo a eventos públicos em Staffordshire. É perfeitamente natural que as pessoas não sejam tão educados em locais assim. Pois toda população local pode participar, não apenas nobreza e cavalheiros. Quanto a moda… Caroline estamos no campo! Porquê isso deve ser importante?”

“Você pode até ter razão.” Disse ela fazendo um biquinho. “Mas até os membros nobres do lugar eram barulhentos!”

“E natural também. Em um lugar com a sociedade tão invariável, duvido que vivam aqui mais de vinte famílias repeitáveis. A educação pode ser um pouco ignorada.”

Em um ato de desespero Caroline tentou ganhar a ajuda do sr. Darcy perguntando o que ele achava.

“Acredito que toda atitude que as pessoas possam ter são resultados de onde e como foram criadas, e o que aconteceu em suas vidas.” Ele tirou sua atenção do livro que lia para olhar para os dois irmãos.

“Então uma pessoa pode ser vulgar desde que tenha sido criada assim?” Cariel não fez o mesmo.

”De certa forma…” O sr. Darcy sentia que estava a caminho de perder uma argumentação com o sr. Bingley. “O que justifica a sua idéia.”

“O grande problema aqui é que ninguém entende o que quero dizer exatamente.”

“Cariel, por favor.” Louisa interrompeu,” isso é apenas um café da manhã não uma aula de seja lá o que for!” Para isso e o incomodo ele teve que tirar os olhos do jornal.

Cariel estava prestes a responder quando olhou para o seu irmão e o desconforto era visível em seu rosto . Apenas porque Charles era acostumado com esse tipo de discussão, não significava que ele gostava. Por amor ao seu irmão Cariel iria deixar o assunto acabar, por enquanto. Voltando ao seu jornal ele disse: “Caroline já que você está aí no aparador podia por obséquio me trazer um fatia de torta?”



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Em Loungbourn o clima era muito mais estrondoso. A sra. Bennet descrevia avidamente todas as danças dos três cavalheiros solteiros de Netherfield para o marido, na presença de três de suas filhas.

“Se esses rapazes possuem alguma piedade, não teriam dançado tanto ou melhor sequer teriam dançado.”

“Então o senhor vai gostar do sr. Darcy papai.” Lydia disse, falando um pouco mais alto do que era agradável. “Além de das irmãs dos senhores Bingley ele só dançou com Lizzy. Que chato, podia ter dançado comigo,”

Ela colocou uma mão embaixo do queixo e fez um biquinho. Mesmo sendo tão sério talvez o sr. Darcy fosse mais agradável do que sr. Bingley.

“Então ele tem muito bom gosto.” O sr. Bennet sorriu. “Minha Lizzy é uma das melhores escolhas que ele pode fazer.”

“Sr. Bennet como o senhor pode desprezar suas outras filhas dessa forma?”

A voz de sra. Bennet era estridente, nada que uma pessoa quer ouvir pela manhã. “Lizzy não é tão bonita como Jane ou tão agradável como minha Lydia.”

Lydia sorriu para o que sua mãe disse e Jane se sentiu envergonhada. E uma espécie de tensão se formou na sala. Foi então que Kitty e Elizabeth entraram, uma atrás da outra.

“O que foi?” Elizabeth disse sentindo a tensão do quarto. “O que vocês estão falando?”

“Sua mãe estava me contando sobre sua dança com o sr. Darcy. Você deve estar feliz de ser selecionada para tal honra.”

“Ah, papai. Ele foi obrigado a dançar comigo. O sr. Bingley e o sr. Charles o forçaram.” Principalmente o sr. Bingley.

“Então ele é tão orgulhoso e desagradável com as pessoas disseram?” Kitty perguntou inocente.

“Enquanto nós dançávamos eu não o achei desagradável. Mas ainda não tenho ideia do que ele é.”

A refeição passou então sem mais interrupções. A sra. Bennet fez comentários tolos como sempre. Lydia falava sobre roupas. E o sr. Bennet repreendia a todos levemente

Kitty comeu pensativa, ela precisava pedir ao seu pai ajuda como os livros. Se ela fosse mais como Lizzy não teria nenhum receio. Mas ela não era.

Seu pai já estava se levantando. Tinha que fazer algo agora.

“Pai.” Ela levantou depressa e falou mais alto do que pretendia. “Eh...eh…” Com certeza seu rosto estava vermelho. “Eu posso falar com o senhor na… biblioteca, só nós dois?”

O sr. Bennet viu a suplica no olhar dela e a hesitação da filha. Provavelmente ela queria algo tolo. Mas independente disso devia ser importante para ela.

Ele então suspirou. “Venha Kitty. Vamos ver o que é.” Sendo assim viu filha ficar estranhamente feliz e esperançosa ao ouvir essas simples palavras. Apesar de dar pouca atenção as suas filhas mais novas o sr. Bennet amava todas elas e ficou satisfeito com o tímido sorriso de Kitty.



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"Ah... Como você consegue ficar tanto tempo com um livro Darcy!? Eu já devo ter contado todas as folhas daquela árvore!"

"Então pare de contar e vá fazer outra coisa." Disse o sr. Darcy sem se preocupar em dar mais atenção ao amigo. Na sua o opinião o sr. Bingley mais velho já tinha recebido sua cota de divertimento as custas dos outros por hoje. E não ira morder a nova isca.

"Eu faria. Se houvesse o que fazer nesse interior." Cariel soltou um suspiro exagerando.

"Não deveria estar acostumado com o campo? Afinal é de lá que você vem."

"No campo de onde venho há sempre algo que eu devo fazer na minha propriedade. Então nunca fico entediado."

" ... " Foi toda a resposta de Darcy.

"Onde está meu irmão afinal?" Cariel levantou rapidamente. E o sr. Darcy agradeceu pela impaciência natural dos Bingley, logo ele seria liberto desse martírio.

"Não sei. Não vejo Charles desde de o café da manhã."

Cariel andou até a janela. "Que tal jogarmos bilhar Darcy?"

"Não obrigado. Estou bem." Caroline Bingley era realmente era a irmã de Cariel, como eles eram persistentes em buscar sua atenção. Cariel olhou pela janela.

"Ora vejam só. Temos visitas. Temos belas mulheres visitando. E Charles desaparecido." Ele soltou uma falso suspiro. "Que pena." Então abriu um largo sorriso provocante e o brilho maquiavélico que o seu pai costumava ver apareceu. "Aparentemente a sra. Bennet e suas filhas. Vai ser bom conversar com a srta. Elizabeth novamente." E com isso ele saiu da sala.

Maldição. Por que Cariel tinha que ser um observador tão bom? E por que que toda vez que alguem se desviava de sua armadilha ele tinha outra preparada?

E afinal, onde estava Charles? Ele podia ajudar a manter o seu irmão mais suportável!

Notas finais
Eu não tenho intenção de que essa história seja muito longa, só uns vinte capítulos no máximo. Porém vocês ainda vão ter que esperar mais um pouco para encontrar a segunda parte do titulo. Vai ser divertido! :D