Notas iniciais


jeni

os dias passavam e as folhas do caderno ficavam cheias.
a kelly estava sempre tentando me animar e as vezes até conseguia

minha vida ja não estava tão deprimente como antes. eu havia prometido a mim mesma que nunca mais deixaria alguém me machucar assim até por que eu não achava que seria capaz de amar outra pessoa
mas apesar de todo o sofrimento eu não tinha raiva dele. eu era a culpada de toda a minha dor.
então eu fiz uma nova promeça a mim mesma que eu jamais me machucaria daquele jeito de novo nuca mais iria tão longe, eu não me enganaria de novo

eu estava com a kelly conversando sobre coisas futeis quando o meu celular começou a tocar eu não queria atender mas a kelly insistiu para que eu atendesse — ela sempre dizia que eu devia sempre estar aberta para as pessoas

- alô — eu disse e uma voz de homem que eu reconheci respondeu
- oi é a jeniffer?
- é ela mesmo e quem é voce? — eu perguntei mesmo com a sensação de ja saber quem era
- tom — ele disse e eu fiquei paralizada -tom kaulitz voce não se lembra de mim?
- eu me lembro de quem voce é! — eu disse quase gritando
- eu só liguei pra saber se voce esta bem
- er...eu estou bem mas por que voce quer saber?
- é que naquele dia que eu te vi voce parecia estar muito mal
- é eu estava, mas agora estou muito bem obrigado pela preocupação — minha voz era fria como gelo
- ta bom então. mas se voce quiser me ligar...
- eu acho que isso não vai acontecer. eu disse que não ligaria e não vou ligar
- eu gostaria muito que voce ligasse eu quero muito conversar com voce
- mas eu não quero!
- por favor
- oque voce quer comigo hein? eu não consegui me conter. por que ele estava me ligando? pelo que eu sabia ele era o tipo de homem que só usava as mulheres para sentir prazer e depois as descartava. ele só me faria sofrer mais ainda pois era irmão do bill — eu não vou sair com voce então me deixa em paz

eu desliguei o telefone e quando olhei para o lado a kelly estava olhando pra mim com uma cara de assustada por causa da minha explosão

- oque foi? — eu perguntei
- nada — ela disse mas eu sabia que não era nada
- fala logo kelly antes que eu fque louca
- ta. quem era?
- o tom.
- kaulitz? — eu fiz que sim com a cabeça
- por que voce falou assim com ele?
- eu sei oque ele faz com as mulheres e eu não quero isso pra mim
- voce sempre acha que conhece as pessoas — o que ela disse me acertou como um soco, pois eu achava que conhecia o bill e me dei mal meu olhos se encheram de lagrimas com minha triste lembrança
- eu não quis dizer isso jeni
- tudo bem. é verdade mas oque eu deveria fazer? ele é irmão gemeo do bill só escutar a voz dele ja me faz lembrar oque eu mais quero esquecer
- ha para com isso jeni o tom é muito diferente do bill cara
- eu não posso kelly
- não pode oque? tentar ser feliz de novo?
- quem me garante que ele vai me trazer felicidade provavelmente só vai me deixar pior
- voce quer ficar sozinha pra sempre?
- eu só não quero sofrer mais
- como voce vai saber se ele não é o cara certo? talvez o destino tenha reservado pra voce o tom e não o bill

eu nem conseguia pensar nisso, eu não me imaginava amando outra pessoa mesmo que isso significasse que a dor que eu sentia fosse embora

- mesmo assim eu não posso
- se ele ligar de novo voce conversa com ele eu fiz uma careta de dor meu coração partido doia muito no momento mas ela continuou — só conversar jeni voce não precisa fazer nada!
- ta bom — eu disse de má vontade
- otimo -

o tom ficava me ligando todos os dias mas eu nunca atendia sempre desligava o telefone antes que a kelly ouvisse o toque ela estava muito mandona esses dias.
mas um dia meu telefone tocou quando nós duas estavamos juntas e eu deixei tocar

- é o seu celular jeni? — kelly perguntou
- hãn? — eu me fiz de desentndida
- é o tom né?!
- ta bom é o tom mas eu não quero atender
- para de fazer graça jeni atende logo e ele deve estar mesmo querendo falar com voce
- ta bom
- oi
- jeniffer por favor não desliga
- eu não vou desligar mas me chama só de jeni
- obrigado jeni
- mas eu não entendo porque voce fica me ligando
- eu só quero te conhecer melhor e me desculpar pelo idiota do meu irmão — meu coração partido parecia latejar como uma ferida aberta quando ouvia o nome do bill, tom estranhou o meu silencio
- droga eu não devia ter falado nele né
- ta tudo bem
- então eu estou em turne agora mas quando acabar eu posso ir ai pra gente conversar melhor
- não sei, não
- sem segundas intenções. eu juro
- eu vou pensar
- tudo bem, agora eu tenho que desligar
- ta tchau
- tchau

tom

quando eu ouvia a voz dela eu tinha certeza de que era a menina que eu tinha visto aquele dia. eu ainda conseguia ouvir a dor na voz dela
mas eu resolvi perguntar talvez eu apenas estivesse ficando loucomas ela acabou com minhas duvidas e perguntou quem era eu disse meu nome e ela ficou em silencio então eu perguntei ela não se lembrava de mim e então ela disse que sabia quem eu era. ela parecia meio nervosa então eu expliquei porque tinha ligado e ela disse que estava bem e queria saber porque eu queria saber mas eu mesmo não sabia porque me importava tanto

eu falei a verdadepra ela mas ela não pareceu acreditar eu disse que se ela quisesse ligar pra mim, mas ela me interrompeu e disse que não ligaria. eu queria tanto falar com ela de novo mas ela disse que não queria e eu pedi por favor eu me ajoelharia aos pés dela se ela quisesse eu não entendia porque estava assim tão fascinado por uma garota. talvez seja porque nenhuma antes tenha me rejeitado como ela fez.
ela disse que não sairia comigo e desligou o telefone na minha cara e eu não conseguia sentir raiva delaao contrario eu me sentia pessimo como se eu a tivesse magoado.

eu queria muito falar com ela de novo e não havia mais nada que me fizesse esquece-la então eu resolvi que ligaria todos os dias até ela atender e falar comigo.
eu sempre ligava e ela desligava na minha cara. nem me dava chance de falar mas eu não desestiria eu ligaria quantas vezes fosse preciso até ela falar comigo. eu não sabia exatamente oque queria com ela só tinha essa vontade louca de abraça-la e fazer com que ella se sentisse bem

quando eu ligue uns dias depois ela atendeu e não me tratou tão mal quanto eu pensava que ela faria
então eu fui idiota o bastante para falar do bill e mesmo por telefone percebi que isso era muito doloroso pra ela. ela dizia que estava bem mas algo em sua voz a traia as suas palavras
era um saco eu estar em turne com a banda porque eu não podia ir até lá agora e abraça-la
eu não aguentava ficar sem saber se ela estava bem então eu ligava para ela todos os dias.
ela nunca se animava ao ouvir a minha voz, mas eu não me cansava de falar com ela. eu descrevia as cidades por onde eu passava e perguntava como tinha sido o dia dela, mas ela nunca tinha muito a dizer eu estava muito contente de estar voltando em poucos dias queria fazer uma surpresa a ela.

jeni

de pois de ter atendido ao telefonema de tom ele não parou mais de ligar. mas isso não mudou nada em mim eu continuava a mesma a kelly estava mais animada que eu, ela vivia me dizendo que eu devia demonstrar mais animação mas eu não conseguia.
eu nem precisava falar muito ele falava por nós dois sempre muito animado me contava tudo oque fazia e os lugares que visitava. ele sempre falava de como estava ansioso para voltar, dizia que queria falar comigo pessoalmente e eu dizia que também estava ansiosa mas tenho certeza de que não o convencia

um dia ele pediu o meu endereço e disse que mandaria uma coisa pra mim eu disse que não precisava mas ele insistiu tanto que eu desisti. dois dias depois chegou um cartão postal de paris, no dia seguinte um ursinho e no outro dia quando a capainha tocou e eu fui atender quando abri a porta tomei um susto. aquela figura forte me abraçou e me tirou do chão

- me solta — eu gritei, ele me largou e me olhou nos olhos
- desculpa é que eu estava doido pra te ver — ele parecia estar esperando que eu dissese o mesmo mas eu só conseguia olhar pra ele e ver as semelhanças entre ele e o irmão. eram tantas que me deixavam triste
- entra tom — disse kelly vendo que eu não falava nada e nem me mexia. ele olhou para mim como se pedisse permissão
- er...entra senta ai — eu gaguejei e ele entrou e sentou no sofa
- então eu vou lá pro seu quarto ta jeni — disse kelly sorrindo pra mim
- então como voce esta? — ele perguntou
- bem — eu disse como sempre dizia a todo mundo
- hãn...agente podia sair qualquer dia desses né?!

eu olhei pra ele com a minha cara de desconfiança
— só como amigos ta
- não sei. eu não sou boa conpania
- ha vamos por favor, eu só te animar e se voce não aceitar eu vou ficar te pertubando todo dia
- ta bom mas nenhum lugar muito agitado e nem cheio de gente ok
- agente pode dar uma voltinha por ai hoje
- hoje?
- é agora. vamos?
- ta. espera só um pouquinho — eu subi as escadas e entrei no quarto calcei meus sapatos e a kelly me olhou e disse;
- isso ai vai passear um pouco — eu sorri pra ela sem nenhuma animação e desci as escadas
- vamos — eu disse
- claro — ele disse levantando — então...porque voce não me fala mais sobre voce, voce quase não me conta nada
- voce não quer realmente saber
- eu quero sim — ele disse

eu contei a minha historia todo pra ele, contei como era a minha mãe e ele disse

- que bom que voce foi embora de lá! sua mãe é doida — e eu até consegui sorrir do comentario dele
- pois é mas ela acha que ela é normal e que todo mundo é que é louco, principalmente eu — ele riu também e quando eu vi o sorriso dele pensei no bill e meu coração partido doeu e sangrou e eu estremeci
- oque foi? voce esta bem?
- tudo bem — eu disse tentando ignorar a dor
- voce não parece bem. quer ir pra casa?
- quero — eu disse não aguentava mais olhar pra ele eles se parecem tanto

ele me levou pra casa e parecia muito triste em me ver daquele jeito

- jeni oque aconteceu? — perguntou kelly quando o tom foi embora
- nada — eu disse a ela
- eu pensei que voce ficar mais animada e não desse jeito — ela apontou para mim e eu vi que involuntariamente eu tinha me encolhido no cantinho do sofa como uma criança com medo — acho que é melhor ele ficar longe de voce
- ele até que é legal sabe, não é como eu pensava
- então voce esta dizendo que ele foi legal com voce? — ela disse disconfiada eu balancei a cabeça afirmativamente — então como foi que voce acabou assim?
- é que ele me lembra tanto o bill — eu disse a ela e as malditas lagrimas que nunca secavam voltaram
- ta bom. não fica assim não — a kelly disse me abraçando

no dia seguinte ele ligou e como sempre perguntou como eu estava e eu disse que estava bem como sempre fazia
ele pediu desculpa por qualquer coisa que tivesse feito ou dito e eu tive que explicar que não era culpa dele eu é que er meio louca
então ele me chamou para sair de novo e eu pensei que talvez a semelhança dele com o irmão não fosse tão ruim assim.
eu aceitei o convite, eu achava que era seguro sair com ele. ele nunca me magoaria eu não o amava.
marcamos de sair no sabado á noite. ele me levaria pra jantar.

continua...

Notas finais
ajudem a escritora doando alguns reviews plase