Notas iniciais
gente desculpa a demora estava sem pc

tom ainda não tinha voltado mas ao menos o telefone havia parado de tocar então eu pude começar a fazer as minhas tarefas em casa. era só oque eu podia fazer cuidar da casa e estudar pois tom não me deixava mais trabalhar eu até tentei dizer a ele que gravidez não é doença, mas ele nem me ouviu e ainda disse que em alguns meses eu teria que parar de estudar também pelo menos até que os bebes nasçam.

eu estava preparando o almoço quando tom chegou. ele ainda estava nervoso então eu fiquei na cozinha esperando que ele se acalmasse

– jeni?
– na cozinha amor — eu disse indo para a sala

mas ele não esperou que eu saisse da cozinha entrou lá e me abraçou.
eu me aninhei nos seus braços como sempre fazia e pensei que tudo voltaria ao normal até que o celular dele tocou. ele olhou o numero antes de atender e começou uma discução e eu soube que só poderia ser uma pessoa!
quando ele desligou olhou pra mim e disse:

– o bill quer que voce fale com ele, ele não acredita em mim. se voce falar com ele, ele vai parar de ligar.

eu não disse nada, não sabia se conseguiria dizer que eu não o amava mais pois eu o amava muito. talvez até mais do que queria admitir

eu não entendia como podia ama-lo do mesmo jeito depois de tanto tempo e de todas as mudanças em minha vida. eu o amava tanto quanto da primeira vez o vi, que ouvi sua voz eu ainda tinha a sensação de que só estaria completa se ele estivesse aqui comigo. mas não conseguia nem imaginar como seria não ter o tom por perto fazendo-me rir com suas brincadeiras e me dando beijos que me deixam louca.
– voce vai falar com ele? — tom perguntou
– não posso — eu disse bem fraquinho
– eu conheço o meu irmão e ele realmente não vai desistir
– tudo bem. eu vou tentar!
– ele pode vir aqui amanhã?
– ok. amanhã
– vou falar pra ele — tom disse

tom saiu para falar com o irmão e eu fiquei pedindo a deus que me fizesse forte o bastante para passar por isso.

não dormi bem á noite e acordei nervosa e agitada. tom sabia porque mas não disse nada. ele ficou comigo o dia inteiro dizendo que estava tudo bem.
quando a tarde chegou tom disse que logo o bill chegaria

– tudo bem amor eu consigo — eu disse tentando acalma-lo um pouco mas na verdade acho que estava tentando acalmar a mim mesma.

algum tempo depois a campainha tocou e meu coração começou a bater rapido demais. eu até podia ouvir os meu batimentos.

– oi tom — bill disse a voz dele fez meu coração doer
– oi cara — tom disse muito — entra ai

quando ele entrou eu pude ver que meu amor por ele realmente não diminuira nem um pouquinho nesse tempo todo. eu ainda o amava mais do que a minha própria vida.

– eu queria falar com ela asós tom — bill disse
– voce esta querendo demais bill
– por favor é só isso que eu to pedindo

tom veio até o sofá onde eu estava sentada e olhou nos meus olhos e disse

– eu vou sair tudo bem?
– sim — eu disse
– ja volto amor — ele me disse e me deu um beijo

tom saiu mas antes lançou um olhar para o bill que para mim pareceu um aviso

– jeniffer eu queria me desculpar por tudo que eu fiz voce passar, eu fui um idiota
– tudo bem — eu disse olhando meu proprios pés com medo de olhar nos olhos dele e me perder ali
– não. não esta tudo bem. eu quero saber se voce ainda me ama — eu não conseguiria dizer que não
– bill — dizer o nome dele doia demais. eu não ia sobeviver a isso. — eu estou gravida do seu irmão.
– eu sei. não me importo com isso, eu te amo. eu só quero ficar com voce — ele segurou as minhas mãos e eu senti as lagrimas escorrendo pelo meu rosto
– desculpa — ele disse secando as minhas lagrimas — eu não queria te fazer sofrer mais. voce quer que eu vá embora?
– não — eu disse em meio as lagrimas
– voce ainda me ama? — ele perguntou
– sim. mas não posso eu também amo o tom e estou gravida dele.
– voce não sabe o quanto eu queria estar no lugar dele. mas é tudo culpa minha

eu não consegui aguentar. não pude mais conter o choro e desabei

– não chora por favor — ele pediu e parecia prestes a chorar também — eu queria ter percebido antes que voce me amava de verdade

eu o abracei bem forte não queria que ele fosse embora

– que otimo! — eu soltei o bill assim que ouvi a voz doo tom. eu não o tinha visto chegar
– tom — eu não sabia oque dizer ele pareci estar com muita raiva
– não precisa dizer nada jeni. eu ja sabia que isso aconteceria, voce sempre amou ele

eu não conseguia dizer nada eu só chorava

– tom não é nada disso bill tentou falar com ele mas tom não queria ouvir. foi para o quarto e começou a arrumar suas cosas para ir embora
– tom para de ser idiota ela esta gravida de voce — bill disse
– mas não é comigo que ela quer ficar. isso esta na cara. agora voce conseguiu o que queria — tom disse dando um soco no rosto do bill
– bill!!! — eu gritei quando vi o sangue e corri para ajuda-lo enquanto tom ia embora
– desculpa é tudo culpa minha — bill falou
– não. a culpa é toda minha bill eu não devia amar voces dois, na verdade voces é que não deveriam gostar de mim eu não mereço nenhum de voces
– não diz isso — bill pegou meu rosto nas mãos e me beijou. o beijo dele parecia queimar em minha alma tamanha era a dor que eu sentia por perder o tom mas eu queria, eu gostava da sensação dos labios dele nos meus, mesmo que o meu coração ainda estivesse sangrando, despedaçado.

– não, eu não posso — eu disse me afastando

eu não sabia oque fazer.

não me sentia bem, queria que o tom voltasse mas não queria que o bill fosse embora

– acho melhor eu ir atras do tom
– eu não quero ficar sozinha. por favor não vai embora — eu pedi
se eu ficasse sozinha agora não aguentaria a dor
– tudo bem eu vou ficar aqui com voce ele disse me abraçando

eu chorava como uma criança desesperada por carinho. eu tinha a certeza de que jamais estaria completamente feliz porque o destino faz isso comigo? meu coração estava tão dividido e nunca dicaria inteiro novamente
bill me abraçava enquanto eu chorava pelo irmão dele. como tom tinha feito muitas vezes antes.

de repente eu senti uma dor horrivel

– bill! — gritei
– que foi? — ele perguntou assustado
– ta doendo — eu disse em meio ao choro com as mãos na barriga
– ha não. droga. oque eu faço? ele perguntou
– me leva pro hospital — eu disse e ele imediatamente me pegou nos braços e me levou até o carro dele e me colocou no banco de trás e me levou ao hospital.

eu não acreditava que estava perdendo o unico motivoque eu ainda tinha para viver. por que a vida faz isso comigo? me da as coisas e depois as tira de mim.

não é justo!

– bill eu estou sangrando! meus bebes vão morrer — eu gritei desesperada

chegamos ao hospital e bill saiu do carro e abriu a porta e me pegou nos braços novamente e de repente tudo se apagou e eu não vi e nem ouvi mais nada

TOM

eu estava com tanta raiva. não conseguia entender como tudo tudo isso tinha acontecido. perdi a unica mulher que ja gostei o bastante para ter um compromisso serio e logo para quem. pro meu próprio irmão.

eu estava dando voltas de carro sem ter um rumo certo. eu não sabia oque fazer nunca tinha sentido isso antes. ciume eu ja tinha sentido e me acostumado mas isso era diferente doia, doia demais. eu não estava mais aguentando, queria voltar lá e leva-la embora para que ele nunca mais chegasse peto dela. mas eu tinha certeza que se voltasse lá eu não conseguiria me controlar, daria muito mais do que só um soco nele.
meu telefone estava tocando sem parar e isso estava deixando louco porque eu sabia que era o bill. então eu peguei o celular e atendi

– o que voce quer bill! — eu gritei

ele estava chorando e eu não conseguia entender nada do que ele falava, só entendi quando ele disse jeni

– oque aconteceu bill? — eu perguntei
– ela passou mal estava sangrando — ele disse e eu quase bati o carro
– onde voce esta — eu perguntei parando o carro
– eu trouxe ela pro hospital e...
que hospital bill?

ele me disse em que hospital estava com a jeni então eu fui imediatamente para lá
era tudo culpa minha.
quando cheguei ao hospital encontrei o bill sentado em uma cadeira chorando

– oque aconteceu? ela esta bem? — eu perguntei a ele
– eu não sei. o medico não me disse nada
– por que voce esta chorando? são meu filhos e ela é minha mulher! voce nem devia estar aqui — eu não conseguia conter minha raiva e meu ciume
– voce sabe que eu a amo tom e se voce não tivesse escondido as cartas de mim ela seria minha mulher
– ei voces não podem ficar gritando. se voce não perceberam isso aqui é um hospital. — disse uma enfermeira
– desculpa — eu disse

quando o medico apareceu bill correu até ele e eu fui atras para saber como a jeni estava

– como ela esta doutor? — bill perguntou
– voce é parente dela?
– eu sou o namorado. como ela esta? ela não perdeu os bebes né doutor?
– não ela não perdeu, mas chegou bem perto. ela esta muito fragil não pode ficar se estressando
– mas ela esta bem agora né?
– sim. mas vai ter que ficar aqui até amanhã em observação
– eu posso ver ela?
– claro. ela esta acordada agora

quando eu entrei naquele quarto de hospital e vi a jeni tão palida naquela cama eu tive a certeza de que não poderia viver sem ela

– me desculpa jeni — eu disse
– não. é tudo minha culpa — ela disse chorando
– não chora. não é sua culpa. voce não pode se estressar meu amor
– onde o bill esta?
– esta lá fora
– voce não bateu nele de novo não é?
– não. mas ainda tenho vontade
– por favor não faz isso
– tudo bem eu prometo. voce quer que eu o chame? — eu perguntei e ela não respondeu mas eu sabia que isso era um sim — eu vou chamar ele

eu fui lá fora e o chamei e ele veio correndo mas eu não sai do quarto, não queria deixa-la sozinha nem um momento
ele se inclinou para ela e passou a mão em seu rosto delicadamente

– oi — ele disse
– bill eu te amo, mas eu também amo o tom e estou gravida dele. nós não...

eu sabia oque ela estava fazendo e o quanto isso doia nela e lembrei a dor que senti quando a deixei e fui embora. não acreditava que ela estivesse disposta a sentir essa dor por mim

– jeni não precisa fazer isso — eu disse
– tom eu não quero viver sem voce — ela disse com lagrimas nos olhos
– eu sei e sei que voce também não quer viver sem o bill. eu sei a dor que voce sente quando esta longe dele e ainda mais agora sabendo que ele te ama
– mas eu não quero que voce me deixe. eu te amo
– eu também te amo jeni — eu não acreditava no que estava prestes a fazer
– bill eu quero falar com voce — eu disse chamando ele para fora do quarto
– tom — jeni chamou preocupada
– eu não vou bater nele amor. fica tranquila

quando estavamos do lado de fora o bill se virou pra olhar pra mim

– oque é tom?
– voce ouviu bem o que o medico disse?! a jeni não pode se estressar e eu sei que se voce se afastar ela vai sofrer muito então...eu não quero que voce se afaste dela. não agora
– mas se voce se afastar dela ela também vai sofrer. eu vi como ela ficou quando voce foi embora. é por isso que ela esta aqui agora
– eu não vou a lugar nenhum bill
– espera voce esta querendo dizer...?
– bill. nós dois vamos ficar por perto. talvez depois que os bebes nascerem ela possa escolher

– voce tem certeza disso tom?
– não. mas eu não consigo pensar em nada melhor, eu não quero ve-la sofrer