Duas Partes de Um Coração
16 casa comigo?
Notas iniciais
tom estava se afastando de mim aos poucos, mas como bill sempre estava comigo me dando tanto carinho e atenção que eu mal percebia. quando eu perguntava ao tom porque ele estava tão estranho ele me dizia que eu estava sendo boba e que não havia nada de errado com ele.
apesar de sentir sua falta não queria cobrar nada dele.
minha barriga estava enorme — eu estava com 6 meses, mas parecia que ja estava com oito
– jeni — tom me chamou. eu me levantei do sofá — com bastante dificuldade — e subi as escadas e fui para o quarto
– oi amor — eu disse quando o vi me esperando na porta. ele pegou a minha mão e me levou até a cama para que eu me sentasse.
eu estranhei essa atitude ele sempre me abraçava ou me beijava antes de qualquer coisa
tom se sentou a minha frente olhando bem o meu rosto, vendo a confusão nos meus olhos.
– oque foi tom? — eu perguntei
– jeni...não da mais...
– o que? — eu não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. não de novo!
– eu não consigo mais viver assim jeni. eu vou embora sem olhar para mim
eu não conseguia dizer nada, parecia que iria sufocar. meu coração estava se partindo novamente
– eu sei que o bill vai cuidar bem de voce. ele te ama muito, mas sempre que voce precisar pode contar comigo.
– eu te amo
– eu sei mas voce também ama o bill
– por favor não faz isso — eu pedi
– voce sempre amou o bill jeni. voce vai me esquecer
– não vou!
– vai sim. desculpa por te fazer chorar, eu não queria isso, não queria que voce sofresse
– então não vá — eu disse — tom por que voce esta indo embora? diz a verdade! voce se cansou de mim não é! — eu sabia que isso aconteceria, mas não pensei que fosse doer tanto pensei que terias mais tempo
– não é isso jeni...- ele tentou explicar mas eu não queria mais ouvir mentiras estava com tanta raiva
– não precisa se explicar. pode ir embora tom, vai!!! — eu estava gritando — eu ja sabia que isso ia acontecer — bill ouviu os meus gritos e entrou correndo no quarto
– oque aconteceu? — ele perguntou
– nada — eu disse — bill me tira daqui por favor. eu não quero mais ficar aqui — eu não consegui mais aguentar estava chorando, chorando muito
bill pegou a minha mão e me levou para o outro quarto
– calma. não chora meu amor — ele me dizia enquanto afagava meus cabelos
– tom esta indo embora — eu disse e olhei pra ele e vi que ele não estava surpreso
– voce sabia?!
– sim
– por que não me disse antes
– que diferença faria jeni? — é verdade não faria diferença nenhuma doeria do mesmo jeito
– espera aqui que eu vou falar com ele — bill disse
– falar o que?
– não sei. pedir pra ele ficar eu acho
– não. não faz isso, não quero que ele fique porque se sente culpado
– mas voce esta sofrendo amor
– eu sei, mas...se ele não me ama mais é melhor que vá embora — era tão dificil dizer isso quando eu queria implorar que ele ficasse queria poder faze-lo ficar para sempre junto de mim.
– voce vai ficar aqui comigo não é?
– claro. eu não vou a lugar nenhum sem voce — bill disse me abraçando
parecia um pesadelo e eu não conseguia acordar
– calma meu amor, calma — bill dizia — isso não é bom para os bebes.
BILL
eu tentava acalma-la para que não tivesse que voltar ao hospital.
era horrivel ve-la sofrer daquele jeito e não poder fazer nada.
– bill — tom me chamou
– não! — jeni disse chorando e se agarrando a minha camisa
– calma jeni, eu só vou falar com ele e ja volto
sai do quarto com o coração apertado ao ve-la naquele estado.
– aqui a chave — tom disse me entregando a chave da casa da jeni
– tem certeza de que quer fazer isso tom?
– tenho. ela vai melhorar, ela não me amava antes, mas ela sempre te amou. ela vai me esquecer, eu sei que ela só começou a sair comigo para tentar te esquecer mas ela nunca conseguiu
– mas agora ela te ama, e esta sofrendo e voce a ama também. não pode negar isso
– eu não disse que não a amo mais, só não consigo ficar assistindo voces dois juntos bill. isso me mata
– então por que voce não a deixa escolher? — eu faria qualquer coisa para não ver o sofrimento dela, até implorar que tom não fosse embora.
é claro que eu também morria de ciumes quando via jeni com ele, quando via os olhos dela brilhavam quando olhava para ele. mas preferia ter isso a não ter ela perto de mim
– porque bill se ela me escolhece seria só por causa da gravidez
– tom...
– não bill! ela vai melhorar, confie em mim. voce só tem que cuidar bem dela
– tudo bem vou cuidar dela
tom me abraçou e eu vi que ele estava sofrendo tanto quanto ela ao ir embora
eu coloquei a chave no bolço e voltei para o quarto
JENI
desde o começo eu sabia que se me apaixonasse pelo tom iria sofrer, mas não consegui ficar longe dele e agora era tarde demais. eu estava sofrendo estava aos pedaços de novo.
em quantas partes um coração era capaz de se partir? — eu me perguntava
bill entrou no quarto e eu vi pelo seu rosto que tom ja tinha ido.
– ele ja foi não é! — eu disse chorando ainda mais
– ja — ele disse me abraçando bem forte e eu notei que ele também estava chorando
– por que voce esta chorando bill? — eu perguntei quando consegui interromper o choro por uns instantes
– eu não gosto de te ver sofrendo assim — ele disse chorando tanto quanto eu
eu tentei me recompor, interromper o fluxo de lagrimas e os soluços mas não consegui.
odiava que o bill tivesse que me ver assim, não queria que ele sofresse comigo mas eu precisava dele. sabia que não conseguiria sozinha.
mas eu tinha que ficar bem, pelo bem dos meus filhos e do bill também
eu prometi a mim mesma que me recuperaria, que faria o bill feliz!
depois de muito tempo o meu choro cessou e as lagrimas secaram porem meu coração continuou a sangrar só que sillênciosamente.
eu não morava mais na mesma casa, agora eu morava com bill no apartamento dele.
bill me dizia que aquela casa tinha muitas lembranças do tom e que eu sofreria menos se saisse de lá.
e eu fui mesmo sabendo que isso não ajudaria em nada, porque as lembranças não estavam na casa. estavam em mim.
mas quando bill estava comigo eu ficava bem e até feliz -não completamente, sempre tinha aquela parte de mim que me lembrava o tom — era uma felicidade superficial mas era melhor que nada.
tom tinha se afastado do irmão da banda de todos. bill sentia muita saudade dele e eu me sentia muito culpada por isso
– oi amor — bill disse
– chegou cedo — eu disse me virando para olha-lo.
ele estava com um sorriso enorme no rosto. seu sorriso era tão lindo que eu não conseguia evitar sorrir de volta.
ele veio até mim me beijou e afagoua minha barriga enorme
– como estão os meus bebes?
– bem. as vezes parece que eles estão brigando aqui dentro — eu disse colocando a mão dele no local certo para que ele sentisse o os movimentos dos bebes
– sabe jeni eu estava falando com a minha mãe hoje... — bill tinha contado a mãe dele que estavamos morando juntos e que eu estava gravida, mas não disse que os filhos eram do tom, então ela deduziu que eram dele. eu também falara com ela — por telefone é claro — ela me pareceu muito jentil e feliz por ser avó -...então ela disse que queria te conhecer pessoalmente. o que voce acha?
– não sei não amor
– por favor — ele pediu fazendo carinha de cachorrinho pidão
– ai voce sabe que eu não resisto quando voce faz essa carinha!
– isso é um sim?
– é — ele começou a pular de alegria e não tinha como eu ficar imune a isso, então comecei a rir dele
– voce é muito bobo bill — eu disse. ele pegou a minha mão olhou nos meus olhos
– eu te amo muito jeni — ele disse
– eu também te amo
– serio?
– voce sabe que sim bill — era uma droga ver que ele tinha duvidas quanto a isso! eu estava realmente tentando. nem chorava mais á noite por causa do tom
– desculpa não queria que voce ficasse triste — como eu odiava quando ele se desculpava por uma situação que não era culpa dele.
não tinha nada de errado com ele o problema era eu.
– não é culpa sua — era tudo culpa minha. eu queria ter tudo ao mesmo tempo e acabaria sem nada. talvez eu mereça ficar sozinha mesmo
– é sim é tudo culpa minha jeni. voce estava feliz e agora...- eu percebi que lagrimas saiam involuntariamente de meus olhos.
que droga porque eu não conseguia me controlar?
– não é não bill e se voce ensistir nesse assunto ai sim eu vou ficar triste — eu disse enchugando as lagrimas e sorrindo — então quando é que a gente vai visitar a dona simone?
– no mes que vem. pode ser?
– mas só faltam duas semanas pro mes que vem
– voce esta com medo jeni?
– não! só...meio nervosa
– não precisa ficar nervosa. ela ja te adora amor, não tem como não adorar voce
– se voce esta dizendo — eu duvidava de que ela fosse gostar de mim se soubesse a verdade sobre a minha gravidez
os dias iam se passando e a minha barriga ficando a cada dia mais imensa. eu sempre choramingava pro bill que eu estava horrivel mas ele sempre me dizia que eu estava linda.
as vezes quando bill não estava em casa eu procurava na internet noticias sobre o tom.
ele parecia estar se divertindo muito, saindo para varias festa com lindas mulheres.
doia tanto ver isso, mas eu precisava. talvez isso me fisesse esquece-lo.
logo, logo eu estaria frente a frente com a dona simone e isso me dava muito medo e se ela descobrisse o que aconteceu? sera que diria ao bill para se afastar de mim?
eu ja havia falado com bill sobre isso, e ele me disse que nada nem ninguém o afastaria de mim.
– esta pensando em que amor? — bill perguntou
– nada não. — essa era a minha resposta sempre que ele fazia esta pergunta e ele sempre fazia esta pergunta quando eu ficava quieta demais. bill nunca me precionava, talvez ele não quizesse ouvir a verdade. que eu estava pensando no tom
– então é amanhã que vamos ver a sua mãe hein. quantos dias vamos ficar lá? — minha voz transparecia o nervosismo
– então era nisso que voce estava pensando? eu ja disse que não precisa ficar nervosa
na manhã seguinte bill me acordou bem cedo para irmos
– se voce não estiver se sentindo bem agente pode ficar — ele disse depois de me ouvir resmungar
– não bill eu estou bem só estou com sono — sabia que se não fossemos ele ficaria triste e eu não queria isso
o sorriso do bil era uma das unicas coisas que ma fazia sentir bem
– tem certesa?
– sim — eu disse — olha só ja estou até pronta pra irmos
– então vamos
nós fomos de carro até o aeroporto pegamos um avião
quando chagamos lá a mãe dele veio e nos abraçou
– estava morrendo de saudade bill! voce e o tom nunca mais vieram me visitar — ela disse — e falando no tom onde esta o seu irmão?
– eu não sei bem mãe ele também não me visita muito. ele saiu da banda.
– mas ele amava tocar com voces — eu me sentia tão culpada. droga onde eu vou deixo as pessoas tristes. eu sou uma peste. eu sempre estrago tudo
– mãe acho melhor nós irmos a jeni esta muito cansada — bill disse
– claro vamos — ela segurou uma de minhas mãos — voce é tão linda querida. com quantos meses voce esta?
– quase oito dona simone — nós conversamos o caminho todo. ela fazia muitas perguntas sobre mim e a minha familia, perguntou como bill e eu no conhecemos e bill contou a historia fora a parte em que eu morava com tom.
quando chegamos a casa da dona simone bill parecia uma criança cheio de manha com a mamãe simone eu não conseguia parar de rir. era muito engraçado. só era um pouco triste porque ela não parava de falar do tom e perguntar ao bill coisas sobre ele. bill sempre tentava mudar de assunto pois sabia que falar do tom me deixava triste mas ela sempre voltava a falar dele.
nós passeamos, bill me levou para conhecer a cidade em que nascera. era uma cidade linda, tranquila, eu poderia ficar ali para sempre com bill o unico problema era que parte do meu coração não estava ali. estava muito longe. provavelmente com outra mulher.
– jeni voce esta dormindo? — bill perguntou
– não amor — eu disse sonolenta
estavamos deitados na cama ele me abraçando como sempre dormiamos
– jeni quer casar comigo?
– que? — na hora achei que eu estava ficando maluca ou que era uma brincadeira
– casa comigo jeni — bill disse se levantando para poder olhar nos meus olhos
– bill eu acho que...
– voce me ama?
– voce sabe que sim bill
– então casa comigo. assim vamos ser uma familia feliz. eu voce e nossos filhos
– eu...
– jeni eu te amo mais do que eu achava que era capaz de amar alguém, e quero que voce seja minha esposa. se voce quiser eu fico de joelhos e imploro
– não. não faz isso
– voce aceita ou não?
– sim eu aceito.
– eu vou te fazer muito feliz jeni
– voce ja me faz feliz bill — eu disse abraçando ele — mas voce vai contar pra sua mãe agora ou depois que agente ja estiver em casa
– ela ja sabe
– como é?
– eu disse pra ela que ia te pedir em casamento hoje e ela adorou. ela gosta muito de voce
– mas eu só vou casar depois que eu tiver os bebes e ficar em forma de novo
– tudo bem — ele disse se levantando — mas eu tenho uma coisa pra voce — ele pegou uma caixinha dentro do guarda roupas e pos na minha mão e depois a abriu dentro dela tinha uma aliança
– ha! bill é linda
– voce não vai chorar, vai? — ele perguntou
– acho que sim, mas é de alegria
parecia que o sonho da minha vida estava se realizando. mas não era tão bom quanto eu pensei que seria.
eu estava estremamente feliz com bill mas ainda sentia muita falta do tom. eu me forçava a entender que não podia ter tudo, que tinha que ser feliz com o que tinha.
mas é tão dificil...
continua...
Fale com o autor