Duas Fãs e Tanto
17 Capítulo 17: Essas meninas, duvidosas
Notas iniciais
((AVISO: O Q&A FOI CANCELADO PARA NÃO ATRAPALHAR A FIC. PODEM CONTINUAR, E NÃO SE ESQUEÇAM DE CHECAR A COR DO VESTIDO)).
– Ciel, peguei uma carta sua!!! – Grita uma voz do nada, e Ciel abre os olhos. Era meia-noite, e ele estava dormindo. Ele procura o dono da voz, quando ele olha para o outro lado da cama e vê uma Primrose totalmente vestida (ainda bem, né?) com uma carta na mão. Ela dá o seu sorriso mais macabro pra ele, como um Jeff the Killer.
– AH! – Ciel dá um grito de surpresa e cai da cama. – Primrose, não dava para esperar até amanhecer?!
– Não, eu estou entediada.
– No meio da noite, você me acordou, se vestiu e pegou uma carta porque estava entediada? – Ele arranca a carta da mão de Primrose e coloca sob a cabeceira da cama, suspirando. – Primrose, volte para o seu quarto. Agora. – Ordenou firmemente. Primrose juntou os dedos indicadores, seu rosto podia ser visto vermelho. – O que foi agora?
– Como eu volto?
– Faz o caminho de volta. Como você chegou aqui? – Ciel perguntou. Aliás, Sebastian fazia rondas checando cada perímetro e ele tinha um ouvido mais aguçado que o do Batman. A menos que a Primrose seja um Power Ranger, não tem como ela morfar. Ou tem? Mais um mistério do século XXI.
– Eu não sei. Eu decidi rondar por aí como eu fazia em casa, então eu fui pra lá pra fora, peguei uma carta sua e, quando fui voltar, magicamente tropecei e caí no seu quarto. Você não tem um sono leve. – Primrose explicou. Ciel jurou que essa garota não era normal (coisa que ele já devia ter descoberto desde que ela entrou naquela mansão).
– Tudo bem, pode ficar aqui. Mas assim que amanhecer, você sai. – Ciel sugeriu. Primrose concordou. – E sem “ideias”!
– Quem? Eu? – Perguntou com um sorriso inocente e uma voz de mula cagada que não engana ninguém.
– Sim, você. Agora dorme. Bem longe de mim. – Assim Ciel voltou a se deitar. Primrose fez o mesmo, mas olhava Ciel lentamente de canto. Ela sabia que ele a amava. Ele já tinha provado isso. Porém... será que era verdade? Ou uma ilusão? Lentamente, Primrose caiu no sono.
...
– _r_mro_e! Prim_o_e! PRIMROSE!
Primrose acordou do nada, com uma voz chamando-a. Uma voz masculina. Mas olhou em volta, e não viu nada. Não se parecia com a de Sebastian, nem com a de Ciel, muito menos com a de Meredith. Era uma voz mais suave, porém quase desesperada. Ela nunca ouvira essa voz na vida, não era de nenhum dos meninos...
Espera um minuto... Ela olha pra baixo, e nota que está EM CIMA de Ciel, que estava dormindo tranquilamente sem nem notar o peso absurdo de Primrose ((Primrose: me chamando de gorda, é?)).
– SURPRISE MODAFOCKA! – Grita Meredith, batendo uma foto dos dois com seu iPhone. Em alta definição. Claro, a “coisa” da Primrose era bem visível na foto.
– SUA FILHA DA...
– O que está aconte... – Os olhos de Ciel e Primrose se encontram. Ciel fica ali, parado, por alguns minutos sem reagir diante da neko. Primrose também não disse nada. De repente os dois coram que nem tomates, e cada um cai de um lado da cama. – PRIMROSE! Que ideia é essa?!
– Pergunta pra songa monga que tirou a foto, seu smurf gótico! – Responde Primrose de mau-humor, apontando pra Meredith que segurava seu iPhone e com um sorriso debochado.
– Meredith... – Ele rosna, lentamente se aproximando. – Me dê esta foto.
– Quer a foto? Vem pegar.
Ciel pula em cima de Meredith, que tenta escapar sem sucesso. Primrose pula em cima dos dois, pensando que é alguma brincadeira. Os três dão patadas, chutes e etc, até que Ciel acaba em cima de Primrose, com Meredith agarrando Ciel por trás. Justo nesta irônica hora, Sebastian entra.
– Jovem mestre... – Analisando a cena, Sebastian para.
– Isso não é o que você tá pensando! – Meredith diz.
– Jovem mestre, as senhoritas Primrose e Meredith são convidadas nossas, não acha que podem fazer estas coisas quando forem maiores? – Ciel, Primrose e Meredith coram.
– É, com certeza terá milhares de garotas caindo aos seus pés. – Diz Primrose, sorrindo. Ciel dá um olhar like a ‘vou te matar sua vadia’ e cora um pouco. Mas ainda é visível.
– Você será uma delas. – Meredith sorri, saindo de cima de Ciel e se sentando no carpete. Primrose se segura para não dar um paranauê em Meredith, que dava a ela um de seus típicos sorrisos de vaca. Porque BFFs são para sempre. Não se esqueça disso, sempre que tiver uma amiga, valorize-a, você nunca sabe quando vai precisar fazer um bife de vaca.
– Quando eu tiver uma Death Note, cuidarei para que seu nome seja o primeiro a aparecer na lista, seguido da Elizabitch e daquela cópia barata de Pico (NA: ou seja, Armin Arlert). – Sim, Primrose é doida. Meredith dá um sorriso irônico. Quando Primrose adquirir uma Death Note, Meredith dará um jeito de furta-la.
– Não faz isso, a Elizabeth e o Arminho fariam um belo par.
– Belo par sua bunda, os dois são personagens chorões, inúteis para a história, precisam ser salvos toda hora e loiros. – Primrose para por um momento. – É, até que eles combinam. Mas isso é só uma coincidência. Especialmente porque a Elizabitch é uma espadachim e o Armin é inteligente. Nisso eles não tem nada em comum. Ah, e Ciel?
– Sim?
– Pode sair de cima de mim? – Ciel notou que ainda estava em cima de Primrose.
– Ah, claro. – Ciel disse, fazendo pouco caso e logo em seguida um som estranho com a boca, tipo um som de desprezo. – E então, Sebastian, alguma novidade te trouxe aqui além das altas putarias rolando nesta sua mente? – Ciel notou o que ele tinha falado. – Meu Deus, o que eu acabei de falar?
– Acho que todo esse encontro com pessoas do nosso século estão te afetando ou algo do tipo. – Primrose sugeriu inteligentemente (ou não). – Acho que, de alguma maneira, estamos alternando a história passada.
– Isso não vai alterar o futuro?
– Eu não sei! – Primrose deu um grito de agonia. Nunca tinha pensado que suas ações trariam consequências. – Quem me dera ser aquela garota Max que pode voltar no tempo. MERDA DE VIDA! – Gritou, se atirando no carpete.
– Não suje o meu carpete. – Ciel disse, indiferente ante a situação de Primrose.
– Eu estou em agonia aqui, com licença. – Primrose disse, com um tom que disse que ela (provavelmente) foi machucada pelas palavras frias de Ciel. Será que ele estava realmente voltando a si?
– Não me importa. Este carpete é caro, e se você suja-lo, eu mando o Sebastian te caçar. – Primrose notou, cuidadosamente, um tom brincalhão no tom de Ciel. Algo que só ela (NA: e provavelmente Sebby) teria notado. Ela deu um sorrisinho. Ele não tinha mudado, mas provavelmente tentou escapar de uma resposta “século XXI” usando uma resposta fria.
– Cala a boca, você me ama. – Primrose disse, de um jeito brincalhão. Mas ela não esperava as seguintes palavras saírem da boca de Ciel.
– Talvez. – Primrose sorriu. Ciel agarrou ela pela gola da camisa. – Agora sai de cima do meu carpete.
Fale com o autor