Capitulo 54

(Victoria e Cesar, deitados sobre os lençóis frios daquela cama enorme, entregavam-se ao desejo a à paixão. Victoria põe-se sobre ele sem cessar beijos mas Cesar deixa escapar um gemido de dor que faz Victoria saltar para o lado, preocupada por ele)

Victoria (Paula) (pondo a mão sobre o ferimento) – meu bem, magoei-te?

Cesar (ofegante) – não, meu amor! Estou bem. (puxa-a para si) Vamos continuar, sim?

Victoria (Paula) (levanta-se da cama) – lamento, Cesar. Tenho imenso trabalho da escola. Preciso de o ter pronto até amanhã. (suspira por detestar o trabalho e vai em direção a porta)

Cesar (resmunga) – vai lá cuidar da vida da Paula!

Victoria (Paula) (vira-se para ele) – que disseste?

Cesar (desdizendo-se) – eu disse: vai lá cuidar da tua aula! (sorri nervoso. Victoria retira-se)

(Em Sintra, já o sol se está quase a por e Santiago vai ter com a Paula, no jardim, para lhe falar da festa de aniversário que seria preparada por ela)

Santiago (abraça-a e dá-lhe um beijinho) – olá, mamã! Como foram estes dias?

Paula (Victoria) – correu tudo bem, meu menino. (faz-lhe festinhas ao braço) Então, preparado para os dezoito? Amanhã já és um homem feito… (sorri)

Santiago – justamente venho para falamos sobre isto! Mamã, sei que tu adoras grandes festas mas… já não tenho os meus amigos comigo. Prefiro algo mais simples… que achas?

Paula (Victoria) (sorri) – oh, filho! É aquilo que tu quiseres. É o teu aniversário, tu decides!

Santiago (anima-se e dá-lhe um beijinho) – amo-te mamã, pensei que ficarias chateada… mas já vi que mudaste, e para melhor. Amo-te! (abraça-a e retira-se muito contente)

Paula (Victoria) (rir-se) – grandes festas! Só mesmo a Victoria. (ouvir: Rita Guerra – Preciso de Ti. Frederico abraça-a por trás arrancando-lhe um gritinho de susto)

Frederico (acaricia-lhe as mãos que estavam nas flores) – como está o amor da minha vida?

Paula (Victoria) (sorri) – aqui a cuidar das flores. (vira-se para ele e beija-o)

Frederico (aperta-a sorrindo apaixonado) – hum… então posso ajudar-te?

Paula (Victoria) (abre um sorriso de encanto) – claro! É bom estar na tua companhia.

(Frederico abraça-a por trás e segura nas suas mãos trabalhando com ela como quem molda vasos de barro. Dá-lhe beijinhos no pescoço que tiram-lhe a concentração e que lhe fazem suspirar de desejo enquanto aquelas mãos fortes apertavam as dela aprofundando os dedos na terra e sujando-as sem cuidado e atenção, embriagada pelos beijinhos carinhosos e quentes que lhe percorria o macio e branco pescoço de dama da corte real. Paula deixa a terra e abraça-se à Frederico deixando-se levar pelas caricias sedutoras que lhe faz. Paloma entra e assusta-os fazendo Paula deixar um vaso cair ao chão)

Paula (Victoria) (envergonhada) – oh, filha! Estás ai? (olha para as propiás mãos e esconde-as)

Paloma (desconcertada) – desculpem-me! Eu vim a tua procura mamã…

Frederico- bem… então deixo-vos a sós. (dá um beijinho à filha e retira-se)

Paula (Victoria) – então, que queres, minha filha?

Paloma- dizer-te que já estou inscrita na universidade e que começo nesta segunda.

Paula (Victoria) (corre e abraça-a) – parabéns, meu amor! A tua mãe está orgulhosa.

(As horas vão passando e Paula continua atarefada com a festa do Santiago. Frederico e ela vão juntos a procura da prenda ideal dos dezoito anos. Juntos caminham pelas calçadas de uma pequena vila repleta de lojas grandes e pequenas, passeiam, despercebidos, de mãos dadas, como se casados fossem. Paula solta-se de Frederico e vai em direção à uma concecionária, entretanto, Frederico não a segue. Em vez disso, entra numa charmosa joalheira e compra-lhe algo, escondido. Vai ter com ela, que está estupefacta com um fantástico Audi R8 GT prateado. O sonho de qualquer rapaz daquela idade. Compram-no imediatamente, mas Frederico não lhe dá a joia ainda. Ouvir musica: Rita Guerra — Preciso de Ti. Anoitece e faz-se dia, Paula abre os olhos e depara-se com Frederico a por a gravata ao pescoço em pé diante dela. Levanta-se, deixando a leve camisola de seda cor-de-rosa, deslisar-se suavemente pelas suas curvas. De joelhos na cama, ajeita-lhe a gravata e dá-lhe um beijo incandescente. Frederico sente o seu perfume sobre os seus bancos ombros macios e beija-os desejando deitar-se com ela sobre os lençóis brancos)

Paula (Victoria) (manhosa) – tens mesmo de ir já, meu amor?

Frederico (abraçando-a) – sim, minha vida! Tenho vários pendentes no trabalho. Deixei-os para passar aqueles dias contigo. (com malandrices) E tu nem mos compensaste.

Paula (Victoria) (sorri e dá-lhe um beijinho) – queres que tos pague? (Frederico agarra-a e beija-a entrelaçando os dedos nos seus cabelos) Já foste dar os parabéns ao teu filho?

Frederico- estava a tua espera! Arranja-te para lhe darmos a prenda de anos.

(Paula veste-se e desce com Frederico para a sala de jantar onde estão a tomar o pequeno-almoço (café da manhã) A primeira coisa que Paula faz, é abraçar Santiago)

Frederico (contente) – parabéns, filho! Agora também já és um dos homens da casa. (abraça-o)

Heitor (curioso) – o que ele vai ganhar, pai? São dezoito anos. Deve ser especial.

(Frederico apalpa os bolsos fazendo sai um som de chaves a bater. Santiago fica ansioso e afobado. Frederico ergue-lhe a chave aos olhos, Santiago quase tem um ataque. Agarra nas chaves e corre para o jardim onde encontra a fabulosa prenda)

Santiago (maravilhado) – mamã, papá, esta é a melhor prenda do mundo.

Frederico (abraça-se à Paula) – agradece à tua mãe! Ela escolheu este modelo.

Santiago (corre e abraça-a) – és a melhor mãe do mundo. (dá-lhe um beijo) Adoro-te, mamã!

(Entra na carro, os irmãos, animados, seguem-no. Arranca com ele e vão a passear)

Frederico (abraça-a mais forte) – nunca fizeste os meus filhos tão felizes, como agora. Amo-te!

(Paula retribui o elogio com um sorriso e Frederico não resiste àqueles lábios, dando-lhe um beijo apaixonado e grato sobre a relva verde e sob o céu azul)

(Em Lisboa, Cesar desperta-se e ao deparar-se com aquela visão majestosa de deusa mitológica adormecida ao seu lado, fica extasiado. Victoria dormia como uma rainha ao leito. Deitada para cima, encoberta por uns lençóis de algodão egípcio, deixando escapar uma perna desnuda que incendiava o desejo de Cesar. Sem resistir àquelas curvas macias, acaricia a perna descoberta enquanto beija-lhe o pescoço fazendo-a despertar)

Cesar- bom dia, minha tulipa vermelha ! (ouvir: Laura Pausini — Viveme con Alejandro Sanz)

Victoria (Paula) – bom dia meu deus romano de olhos celestes. Que fazes com esta mão?

Cesar (sorri sedutoramente) – tomo para mim o que me pertence. (beija-a)

Victoria (Paula) (manhosa) – hum… não sei se pertence… (sorri, provocando-o)

Cesar (a fazer joguinhos) – ah é? (puxa-a para si prendendo-a) E se eu fizer pertencer?

Victoria (Paula) (deixa escapar um gemido) – até podes fazer, mas agora não dá! Tenho de me levantar para trabalhar. Hoje retorno à escola, meu amor. (franze os lábios insatisfeita)

(Cesar percebe a insatisfação pelo trabalho de Paula, exercido por Victoria e volta a beijá-la num gesto compensativo pelo sacrifício. Victoria cessa o beijo e levanta-se para arranjar-se)

(O dia vai passando e a festa de Santiago é preparada com precisão, apesar de ser apenas uma festa para amigos, não poderia deixar os dezoito anos passarem em branco. Paula está no quarto a arranjar-se para a festa. Usa um encantador vestido branco prateado, prolongado aos seus joelhos, com mangas curtas e um elegante laço na cintura. Sapatos a condizer, com um detalhe de pérola. O cabelo liso e encaracolado nas pontas, lembra fios de ouro tecidos por parcas da morte. Frederico, por trás, põe-lhe o colar de diamantes que comprou na joalharia. Paula fica encantada com aquela atenção e o presente. Abre um sorriso celestial)

Paula (Victoria) – é lindo, é colossal, é majestoso… objeto dos céus, é estonteante, é…

Frederico (sussurra-lhe) – é teu! (Paula vira-se e beija-o)

Paula (Victoria) – parece ter sido feito no século XV para condessas de Viena.

Frederico- não! Este foi feito no século XXI para a rainha do meu coração.

Paula (Victoria) (abaixa o olhar) – oh! Frederico, eu não mereço.

Frederico (levanta o seu queixo) – tu mereces o céu e além. (beija-a, dá-lhe o braço e, juntos, descem para o salão principal, onde há musica e dança. Paula tem uma agradável surpresa, encontra Rodrigo que espera-a a sorrir, mas Frederico não se agrada com sua presença)

Rodrigo (beija-lhe a mão) – Victoria, felizes fazes estes olhos que apreciam a tua beleza. (Paula sorri. Rodrigo olha para Frederico) – estimado amigo, como estás?

Frederico- surpreso! Não te esperava, caro Rodrigo. Como foi com os alemães?

Rodrigo- eu comparei-me à um antílope entre leões famintos. Mas tudo resolveu-se.

Paula (Victoria) – alegro-me! Fiquei deveras preocupada por ti. Frederico é testemunha.

Rodrigo- acredito que sim, minha adorada! Bem, agora quero cumprimentar o aniversariante. Até logo, luz dos meus olhos. (sorri e acena. Retira-se deixando Frederico em nervos)

Frederico (sarcástico) – deves estar muito contente pelo teu querido amigo.

Paula (Victoria) – por acaso estou! (percebe) Frederico, estás com ciúmes, meu amor?

Frederico (indigna-se) – com ciúmes? (torce o nariz) E se estiver?

Paula (Victoria) (põe as mãos sobre os ombros) – não tens motivos, e sabes! (beija-o carinhosamente) Vou ter com ele e já volto. Amo-te! (vai ter com Rodrigo)

(Patrícia vê Frederico sozinho e aproveita-se para atira-se à ele)

Patrícia (abraçando-o) – Frederico, querido, porquê tão sozinho? Onde está a Victoria? (avista-a com Rodrigo e aproveita-se envenenando Frederico) Ah! Já vi… como ela pode preferir estar com ele a estar contigo? Eu se fosse a tua esposa, não sairia do teu lado. (Frederico fica ainda mais inconsolado) Porquê não saímos daqui? Vamos para um lugar mais tranquilo, tu estás demasiado chateado para ficar nesta balburdia. (Frederico não hesita e segue-a, Paula avista-os de longe e não gosta nada do que vê. Apressa-se e vai até Frederico)

Paula (Victoria) (segura Frederico pelo braço demonstrando possessão) – olá, Patrícia!

Patrícia (com um sorriso sínico) – Victoria, meu bem! Eu já ia mesmo falar contigo. (as suas pupilas dilatam-se ao ver o colar de diamantes) Que colar mais exuberante!

Paula (Victoria) (sorri e demonstra vaidade) – não é? Frederico que mo deu. Ele é tão atencioso e carinhoso comigo! Está sempre a agradar-me com detalhes assim. Ele não é um amor?

Patrícia (disfarça a inveja) – é claro que é! Estou a procura de um homem como ele e garanto-te que se encontro, não o deixarei escapar. Bem, eu já vou indo. Adeus Frederico (dá-lhe um provocante beijo no rosto que ferve os nervos de Paula) Adeus, Victoria! (retira-se)

Paula (Victoria) (resmunga) – naja! (vira-se para ele) E eu posso saber onde os senhores iam?

Frederico (inocente) – não sei… à saleta, talvez!

Paula (Victoria) (enfurece-se) – ai não me digas! E para fazer o que, num lugar tão discreto?

Frederico (ainda inocente) – conversar! Já que estavas tão ocupada com o teu amiguinho.

Paula (Victoria) (chateia-se) – sabes qual a diferença? É que ele sabe o seu lugar e ela não perde tempo para atirar-se à ti… mas parece que tu não percebes os interesses dela.

Frederico (rir-se) – parece que hoje estamos os dois, enciumados. (agarra-a) Adoro quando ficas assim… brava! (sussurra) Excitas-me! (Paula fica nervosa) Vamos para o quarto?

Paula (Victoria) (em êxtase) – mas… e os convidados? Não os podemos deixar assim.

Frederico (apertando-a) – são adolescentes… eles não se vão importar se os “coroas” saírem.

Paula (Victoria) – Não sou assim tão velha! (Frederico agarra-a pelo braço e leva-a para o segundo andar. Agarra-lhe a mão e puxa-a para o interior do quarto, fechando a porta. Ouvir: Rita Guerra – Preciso de ti. Acendeu a luz e olhou para ela. Estava no meio do quarto como uma oferenda pagã, com os lábios já húmidos e inchados pelos seus beijos. Viu-a engolir em seco e achou notar-lhe uma sombra de vulnerabilidade no rosto. Frederico dirigiu-se para ela. Escrutinou os olhos velados, procurando algum rasto de apreensão, decidindo que pararia se visse algum vislumbre de incerteza. Felizmente, o olhar dela teria sido capaz de fundir ferro. De derreter a sua vontade férrea. Afastando a suspeita insidiosa de que uma vez nunca seria suficiente com aquela mulher, apoiou-lhe a mão na nuca e ela pôs-se nas pontas dos pés. Paula apoiou as mãos nos seus ombros e inclinou a cabeça para trás, oferecendo-lhe a curva elegante do pescoço. A luxuria aquecia-lhe o sangue e levantou a mão para acariciar a pele delicada que ela tinha exposto. Ela abriu os olhos e fez algo que ele não esperava: assumiu o comando e apertou os lábios contra os seus. Deixou-a beijar-lhe e mordiscar-lhe a boca durante alguns segundos, antes de o instinto primitivo que ela lhe despertava, ganhar partida. Paula tirou-lhe o casaco, afastou os dedos da camisa e abriu-a devagar enquanto Frederico deleitava-se dos seus doces beijos famintos de amor. Ele desata o laço que fechava o vestido, desnudando-lhe os ombros macios. Num súbito de paixão, pega-a nos braços e deita-a sobre os lençóis que esperavam por aquele amor. Frederico põe-se sobre ela e beija-a enquanto os seus corpos, já quase livres de roupas, juntam-se no espirito conjugal e amoroso. Ela apoiou os cotovelos e observou-o enquanto a livrava do vestido. Finalmente desnudos, sobre os lençóis brancos não mais frios, já cálidos da paixão, faz-se o amor. Frederico agora a tem como sua mulher, tem os corpos unidos pelo fogo do desejo. Frederico beija-a enquanto faz-lhe sua, Paula deixa escapar gemidos de prazer apertando-lhe as cortas com as unhas. Põe-se sobre Frederico mas deixa-o conduzir o ato limitando-se apenas, a beijá-lo e deixar-se beijar derretendo naqueles braços fortes entrelaçavam as suas curvas, fazendo com que estremecesse e lhe arrepiasse a espinha. As estrelas brilham mais forte esta noite)

FIM (CAPITULO 54)