Notas iniciais
Olá! Esta Fanfic foi excluida da minha conta e por tanto, passei a publicá-la em outro site (Wattpad). Então, decidi voltar a publicá-la por cá, no entanto, não a posso publicar desde o 1º capitulo, logo, publico-a a partir deste. Se for do vosso interesse, poderão acessar o site referido para obter a novela completa. Obrigada!

Capitulo 46

(Dolores e Olga chegam ao hospital acompanhadas por Francisco e Cristina)

Dolores- isto tudo é culpa da vossa mãe…

Cristina- como podes dizer isto, tia? Não foi ela quem disparou a pistola!

Francisco- ela tem razão, tia! O meu pai e a minha mãe são casados, esta mulher não tinha nada que intrometer-se na relação deles, ainda mais se não era correspondida.

Olga- os meninos têm razão, Lola, esta mulher… como se chama? Debora! Bem… ela…

Dolores- tu, cala-te! Se não tens nada te proveitoso a dizer, não dizes! E quanto à vossa mãe… continuo a dizer o mesmo: isto tudo é culpa dela… ainda mais agora que está tão mudada.

Olga- é verdade… a vossa mãe mudou da agua para o vinho, se não fosse muita loucura, diria que ela é outra mulher… alguém que está aqui a usurpar o lugar da vossa mãe.

Francisco (rir-se) – como o quê? Uma irmã gémea? (Olga e Dolores olham-se desconfiadas)

Dolores (rir-se forçadamente para disfarçar) – não… uma irmã? A vossa mãe não tem irmã!

Olga (põe-se nervosa) – sim, meus filhos… é loucura… ora, uma irmã… Francisco, as coisas que tu dizes, meu filho. (Olga e Dolores trocam olhares preocupados)

Cristina- tias, vocês parecem nervosas… o que foi? O que vos preocupa?

Dolores- nada… é que… é que ainda não sabemos como está o teu pai e… bom… é isso!

(Victoria sai para fora do quarto e todos levantam-se ansiosos por noticias)

Francisco (vai ter com ela e abraça-a) – então, mãe… como está o meu pai?

Victoria (Paula) – está bem melhor! Já não sente tantas dores e está bem acordado.

Cristina- quero vê-lo! Morro de vontade de abraçá-lo… ah! Meu pai, meu amado pai.

Victoria (Paula) – claro, filha minha. Vai lá ver o teu pai que ele também quer ver-te.

Francisco (anima-se) – e não podemos entrar os dois?

Victoria (Paula) – claro! Vão lá… enquanto eu vou comer qualquer coisa. (entram no quarto)

Cristina (ao ver o pai, corre e abraça-o) – pai! Não sabes como chorei por ti… preocupada!

Cesar- meu amor, minha menina tão bela! (acaricia-lhe o rosto) Já vês que estou bem.

Francisco- quando te foste por um momento… juro-te que eu queria morrer também.

Cesar- não, não meu filho! Não voltes a dizer isso e a pensar assim… se eu me fosse, e se algum dia isto acontecer… tens que ser forte para cuidar da tua mãe e da tua irmã.

(Victoria está no refeitório a tomar o pequeno almoço, Olga e Dolores sentam-se com ela)

Dolores- ainda há pouco, estava a dizer aos teus filhos que tu és a culpada disto tudo!

Victoria (Paula) – cala-te, Dolores! Não sabes o que dizes… és cega? Não viste quem atirou?

Dolores- e daí? Tudo de ruim que acontecer nesta família, é culpa tua!

Victoria (Paula) – porquê? Hã? Porque insistes em me culpar por tudo?

Dolores- é simples: porque odeio-te com todas as minhas forças, tu és uma coisinha cancerígena na minha vida… da qual eu já deveria me ter livrado há muito tempo, assim como a tua… (detém-se para não falar do crime de separar as irmãs)

Victoria (Paula) – o quê? O que ias dizer? Responde! De quem te livraste, Dolores?

(Dolores e Olga põem-se nervosas… estão a um fio de serem descobertas)

(No hotel, Paula arranja-se para ir ao hospital com Telmo, e Frederico sai da casa de banho, apenas com uma toalha a cobrir-lhe as partes, Paula não percebe que ele saiu e ao levantar-se esbarra-se com ele. Ouvir musica: Mariza- Que Deus me perdoe. E ele, para não a deixar cair segura-a nos seus braços deixando-a em êxtase com aquele corpo molhado que a segura apertando-a entre aqueles braços fortes. Ela treme, e sem conseguir controlar-se, deslisa a sua mão pelo peito dele, e olha-o, sedutoramente, nos olhos)

Frederico (sussurra) – estás bem, minha flor de lótus?

Paula (Victoria) (estonteada e quase a derreter naqueles braços, sussurra) – beija-me! (ele, sem hesitar, beija-a esfomeado por aqueles lábios doces. Ouve-se bater a porta, é Telmo) Sim?

Telmo (entra e admira-se ao ver Frederico) – D. Frederico… peço imensa desculpa, não imaginava que estivesse aqui… (para Paula) Minha senhora, estou a sua espera! (vai a sair)

Frederico- Telmo! (Telmo vira-se) Não sabia que a tua mãe estava hospitalizada…

Telmo (olha para Paula que faz um sinal) – ah… pois… ela está doente!

Frederico- pois… quero que saibas: tens o meu total apoio para algo, se precisares!

Telmo- ah… obrigado… meu senhor! É muita gentileza a sua… ah… retiro-me, com licença!

Paula (Victoria) (suspira de alivio) – que bonito da tua parte… meu amor! (abraça-o)

Frederico- então… onde estávamos? (volta a beija-la mas ela cerra os beijos)

Paula (Victoria) – meu bem… não ouviste o Telmo? Tenho de ir ao hospital.

Frederico- ótimo! Visto-me e vou com vocês!

Paula (Victoria) (aflige-se) – não! Não… meu bem… não é preciso! Ficas cá e…

Frederico- como fico cá? O dia inteiro sozinho? Nem penses! Vim para estar contigo.

Paula (Victoria) (põe-se nervosa) – mas… não te quero no hospital e ponto!

Frederico- como é? (rir-se sarcasticamente) E desde quando dás-me ordens?

Paula (Victoria) – Frederico, por favor! Eu não estou a férias e…

Frederico- não, não… espera! Eu vim para estar contigo… porque sentia saudades.

Paula (Victoria) – mas eu disse-te que ficasses em Sintra… vieste de teimoso que és!

Frederico (chateia-se) – ah… então é assim? Está bem! Vou-me embora, se tanto incomodo-te.

Paula (Victoria) – estás a portar-te como uma criança. Deixa disso e faz o que eu pedi!

Frederico- claro… vou fazer bem mais que isso. Volto para Sintra! Estás satisfeita assim?

Paula (Victoria) (chateia-se com o comportamento dele) – olha, sabes? Fazes o que quiseres… eu não cedo à parvoíces infantis. Queres comportar-te com um miúdo, azar o teu! (vai a sair)

Frederico (vai atras dela e segura-a pelo braço) – então é assim que queres? Ótimo! Quando chegares, não me vais encontrar aqui… (Paula não diz uma palavra, agarra na bolsa e sai)

(No hospital, Victoria está com Dolores e Olga, que, por sua vez, tremem de nervosismo)

Victoria (Paula) – então, Dolores, não vais terminar a frase?

Dolores- não tenho porque dizer-te nada! Bem, já que Cesar está melhor, Olga e eu já nos vamos embora! (para Olga) Anda, vamos! (retira-se e deixam Victoria com a palavra na boca. Ela levanta-se e vai ao quarto de Cesar e senta-se junto dele abraçando-o com carinho. Ouvir musica: Laura Pausini — Viveme con Alejandro Sanz)

Cesar (corresponde o abraço, sorri e olha-a nos olhos) – e isto? Porquê foi?

Victoria (Paula) (sorri e dá-lhe um beijo nos lábios) – porque… amo-te! (repousa a cabeça sobre o seu peito e balbucia carinhosamente) Para tudo há um fim, nesta vida. O destino é cruel e escolhe o certo para o errado… como um imã e a madeira que não se podem juntar.

Cesar (franze as sobrancelhas) – e eu sou o imã e tu és a minha madeira?

Victoria (Paula) (sorri) – não… eu sou o metal, atrais-me e eu não me posso soltar. (olha-o lagrimas no olhar) Este é o problema. Há certos metais que não se podem atrair pelo imã.

Cesar (admira-se e preocupa-se) – porquê dizes isto?

Victoria (Paula) (Victoria fecha os olhos e quando vai responder, o telemóvel toca) – só um minuto! (quando percebe que é Paula, sai do quarto e atende) Que queres?

Paula- dizer-te que já estou a chegar, com o Telmo. É para me avisares se houver perigo.

Victoria- eu pedi-te que não viesses ao hospital. É demasiado perigoso… foi o combinado!

Paula- eu sei, eu sei! Mas é que tive um imprevisto.

Victoria- que raio de imprevisto tiveste agora?

Paula- Frederico! Está aqui em Lisboa. Veio para ficar ao pé de mim.

Victoria- ah… bonito! Como se já não bastasse a tua família, agora também ele é perigo.

Paula- olha, tu não me culpes! E depois eu explico-te mais. Até logo!

Victoria- não… Paula, espera! Não podes… (Paula desliga) Esta mulher está a gozar comigo.

Cristina- mãe, com quem estavas a falar? Estás chateada? Pareces preocupada.

Victoria (Paula) – não… não, filha! A mãe está bem… é que não dormi muito esta noite…

Cristina- e o pai? Está tudo bem com ele, não é?

Victoria (Paula) – sim, sim! Olha… o teu pai já está muito melhor… então… acho bom tu ires embora com o teu irmão.

Cristina- não senhora! Eu prefiro ficar com o meu pai.

Victoria (Paula) – o teu pai está bem, e tu tens escola… vá lá, filha! Estás no 12º ano num curso exigente… tens de estudar. O teu irmão está na faculdade, vocês os dois têm coisas a fazer e as vossas tias são o meu calcanhar de Aquiles. Agora vai… é uma ordem!

Cristina- está bem… mas ligas-me se algo se passar com ele. (dá-lhe o um beijo e sai)

Victoria (Paula) (suspira) – até que foi fácil… (ao virar-se depara-se com Paula e Telmo)

Paula- bom dia! E o Cesar, como está?

Victoria- bem e não graças à ti… ah sim… porque se fosse por ti… estava morto!

Paula- não digas isso! Não é verdade e sabes. Onde estão os outros?

Victoria- se estás a falar dos teus filhos e do Tico e Teco… suponho que já se tenham ido.

Paula- Tico e Teco? (apercebe-se) Oh… sim! Dolores e Olga. (rir-se) Gostei da alcunha.

Victoria- e tu, Telmo? O gato comeu-te a língua ou o quê?

Telmo- não, minha senhora! Mas não quis falar no meio da vossa conversa.

Victoria- ouve lá, mas se o Frederico está cá, porquê não ficaste com ele?

Paula (para Telmo) – dás-nos licença, meu Telmo?

Telmo- claro, minha senhora! (para ambas) Vou buscar café, para os três!

Victoria (depois que Telmo sai) – vá, diz lá! Porquê não ficaste com ele?

Paula (fica envergonhada) – porque… porque… queria passar o dia comigo a…

Victoria (fica ansiosa) – o que? Vá lá… diz de uma vez, mulher!

Paula (nervosa e envergonhada) – a… a fazer o amor! Pronto, querias ouvir, ouviste-o!

FIM (DO CAPITULO 46)