Notas iniciais
Oi pessoal, sei que fiquei meio distante, mais vou voltar com o gás todo. As pessoas se fixam tanto nas primeiras vezes. Mais é a última vez das coisas, que é realmente importantes pois, nelas nasce um novo eu.

–Consegui Ruth, consegui- Gritava Sophia toda a alegre.

– Consegui o que Soph?

–Passei no vestibular, farei jornalismo.

–Ai meu Deus, minha pequena, está crescendo, não posso acreditar tão pequeninha que era, e agora está na faculdade- Falava Ruth enquanto dava um pequeno abraço bem apertado na irmã.

– Ruth você pode me soltar só um pouco, por favor, para que eu possa respirar só um minuto.

–Há, ok- Disse ela soltando- Você sabe que eu estou muito orgulhosa de você, nossos pais ficariam o dobro. Precisamos comemorar está conquista, que tal eu e você, fazer alguma coisa hoje? Ein ein o que você me diz?

– Seria ótimo.

–Perfeito, então vai se arrumar como uma gata. E vamos sair,

–OK.

As duas foram ao shopping, assistiram um filme, comeram comida japonesa, e ficaram conversando por um bom tempo, sobre as coisas da vida, paixões e segredos, mais as duas não contaram completamente tudo uma para a outra. Afinal Sophia se sentia bem confusa pelo que senti por Babi, tinha medo daquela mulher tão mais velha do que ela, mais ao mesmo tempo se sentida tão atraída , o novo mundo apresentado, as oportunidades tudo era muito atrativo, mais sua irmã, não sabia de nada disso, era tão complicado de contar, era mais fácil fingir que estava tudo bem. Ruth também estava diferente aquela noite, Sergio tinha proposto casamento, pois ele ia se mudar para o Estados Unidos e queria que ela fosse com ele, mais como deixaria sua irmã, ali no Brasil, sozinha ela tinha prometido na noite fatídica que cuidaria dela, mais era uma grande oportunidade não podia se negar.

O engraçado da vida e que você nunca sabe quando está tendo um grande momento, aquele momento que você se pegará lembrando daqui 50 anos, que lembrará de cada pequeno detalhe, mais diferente dos filmes que mudariam a sonoplastia daquela cena, para dar a devida importância no enredo, na vida real você nunca sabe. Agora Sophia e Ruth, estavam vivendo isso, Sophia não sabia que aquele momento, seria o último que passaria com sua irmã, que nunca mais veria ela com vida, este era o grande momento delas, o seu pequeno infinito.

–Pequena, eu sei que hoje é o dia de sua comemoração, mais eu tenho que ter uma conversa séria com você. Tenho que te contar uma coisa.

–Pode contar, mana nossa que cara é esta relaxa nada pode ser tão ruim.

– Soph, eu estou me mudando para os Estados Unidos, daqui três meses.

–É isso, é uma coisa bem ruim, ops quero dizer boa sabe você nos Estados Unidos, bem legal, mais como assim se mudar tão rapidamente para lá?

– O Sergio, foi transferido para a sede, para ser coordenador, é uma grande oportunidade para a carreira dele, sabe.

– É lógico, tinha que ter dedo daquele cara, mais mana e você? E sua carreira?!!Tipo eu entendo é uma grande oportunidade, mais você vai ficar lá mercê daquele cara, num pais estranho. Me abandonando, é assim que você irá agir???!!!

–Soph, não é assim. Eu entendo que você não curta muito o Sergio, pois ele errou, todos nós erramos Soph, o que importa é que eu sei que ele me ama e eu amo ele, é isso que realmente importa no final. E você poderia vir comigo, assim eu ficaria de olho em você.

–Você sabe que eu tenho uma vida aqui, agora eu tenho uma vida, eu trabalho, vou começar a estudar. Mais é assim, que vai agir né? Quer saber vai, vocês se merecem, dois mentirosos, falsos, traidores- Gritava Sophia, enquanto despejava o dinheiro na mesa.- Eu não quero te ver nunca mais, sua mentirosa, egoísta como pode estragar minha comemoração.

– Sophia, pare de ser uma garota mimada, que acha que o mundo roda em torno de você, sente e vamos conversar...

–Não tenho mais nada para tratar com você. Tchau- Disse saindo da mesa correndo.

Sophia saiu correndo chorando, foi assim que conclui o último momento das duas. Horas mais tardes como ela queria ter voltado e dado um abraço em sua irmã, dizer que ela seria muito feliz com ele, diria que ela não pegasse aquele táxi, que as duas poderiam voltar juntas para casa, tomar um chocolate quente. Mais pessoal a vida não é assim, a vida é uma grande estrada sem placas de localização, uma vez que você pega um caminho, nunca mais poderá voltar, não existe volta. Foi isso que ela aprendeu, foi assim que ela lembraria com o passar do tempo

–----------------------------------------------------------------------------------

Babi, estava sentada há um bom tempo, em seu sofá, fitando seu copo de vinho, todas as ideias passam pela sua mente, naquele fim de sábado frio, pensava em Sophia, pensava em Lúcia, e principalmente pensava em sangue, muito sangue, rubro, fervente, algo dentro dela gostou muito da sensação de ter matado Lúcia, primeiro por que ela era o ser insignificante, a vida dela era um risco e segundo por que foi ótimo a sensação de esvaziar aquela vida, de ver seus olhos desaparecerem o sopro de vida que ali existia, ela era o caçador e ela a presa indefesa, uma sensação de poder que nunca sentiu em sua vida. Precisava fazer aquilo mais, quem sabe vingança contra aquele que tinha acabado com a sua vida, aquele que ensinou a dor.

Ela se levantou, foi até se cofre, digitou seus quatro dígitos, e ali estava reluzente, a coisa mais linda que já vira, toda branco, com o cano dourada, tinha uma arma em suas mãos, tinha comprado há muito tempo, por pura questão de segurança.

– É dona Barbara, é disto que você precisa, de poder, você quer isso- Falava sozinha Babi.

Caminhou pela sua casa com a arma nas mãos, criando um plano em sua cabeça, iria se vingar de todos aqueles que haviam a machucado, a incomodado, irá se vingar de todos, agora ela é caça, e eles são as presas.

Seu celular começou a tocar, viu no visor era Sophia.

–Vamos nos divertir um pouco.

Notas finais
Pessoal obrigado pela força, deixe um comentário do que acharam é bem importante para mim a opinião de vocês. Thanks.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.