Dualidades
3 Dor de Amiga
Dualidades
Capítulo 2. Dor de amiga.
O começo de um dia longo na faculdade. Fiquei um pouco preocupada desde o telefonema de Anne ontem à noite. O que estava acontecendo com Lucy?
Desde que a conheci há seis anos, juntamente com Zefir e Anne, minha vida mudou totalmente. Como se eu visse o mundo com outros olhos, olhos que enxergavam o mundo além de mim mesma. Aprendi a valorizar as pessoas ao meu redor e a não julgar tudo sem conhecer cada ocasião. Aprendi duras lições, aprendi coisas doces também.
Ganhei tantos amigos e um amor. No início senti-me dividida entre Clef e Ascot, mas logo descobri que o que eu sentia pelo guru era uma admiração imensa, e que Ascot era minha verdadeira paixão. Fui a última a perceber que estava apaixonada. Anne e Fério eram feitos um para o outro e logo que se conheceram perceberam isso. Lucy e Lantis se sentiam desconfortáveis na presença um do outro (principalmente ela), mas vi que estava apaixonada depois de uma defesa impressionante que fez diante de uma acusação de Rafaga contra o Espadachim Mágico. E eu costumava brincar com a diferença de tamanho entre eles.
Mesmo no fim das aventuras nós continuamos a visitar o mundo que para nós se tornou um segundo lar.
De uns tempos para cá, Lucy diminuiu o ritmo. Passou a se demorar menos em Gaia, e era a que mais demorava a voltar ao mundo mágico. A princípio suspeitei que estava sobrecarregada de afazeres, mas era o mesmo caso de Anne e ela ainda assim arranjava tempo. Algo estava errado.
Pensei que talvez Lantis tivesse aprontado alguma, fiquei vigilante quanto a isso, mas Ascot disse que o guerreiro nunca faria isso.
Percebi também um certo cansaço no semblante de Lucy, a “inabalável”. Uma queixa de dor de cabeça discreta, seguida da resposta padrão: “Eu estou bem”.
Agora Anne me contou o que houvera com Lantis no castelo. Combinamos de nos encontrar e passar essa história a limpo. Tenho que saber o que está havendo com a minha amiga.
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Acho que estou resfriada. Depois da chuva que peguei ontem em Gaia não paro de espirrar. Espero que Fério esteja bem. Acho também que não condigo dirigir um pensamento a mim mesma sem inclui-lo. É muito difícil ficar longe dele, imagino como Lantis se sente quando Lucy fica muito tempo sem vê-lo. Nem mesmo sei como ele agüenta.
O que está havendo eu não sei, mas ela se mantém distante de tudo. Quando perdeu Hikari há algum tempo, desapareceu por duas semanas. Os irmão disseram que tinha ficado muito triste. Foi muito complicado tira-la de casa. Depois foi tudo voltando ao normal e creio que a ajuda de Lantis foi fundamental.
Pensei que tudo estava bem até ela reclamar do mal estar ao voltar de Gaia. Depois foi depois...
O caminho da biblioteca me lembra a nossa entrada na faculdade. Eu fazendo Engenharia de Sistemas, a Marine escolheu Diplomacia (será genético?) e a Lucy estudando a sua tão amada Veterinária. Não me admira que resista tanto á idéia de ir para Gaia definitivamente.
Tenho que encontrar Marine e tirar essa história a limpo. Seja lá o que estiver acontecendo à Lucy, nós vamos descobrir.
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De novo duas partes formando um pequeno capítulo. Espero que gostem!
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