Dualidades
5 Acontecendo de novo
Notas iniciais
Dualidades
Capítulo 4. Acontecendo de novo
*Lucy*
Estou em um quarto de hospital, mas não sou eu pelo menos não a mesma de hoje. Tenho 9, talvez 10 anos... Recordo-me vagamente disso. Dias difíceis para minha família. Eu estava morrendo.
E pelo que eu sei deveria ter morrido mesmo, mas não aconteceu... o que houve então?
Lembro-me de estar sentindo muita dor uma noite, quando uma linda moça veio me visitar. Era como um anjo, olhos verdes, longos cabelos loiros, o cheiro, o calor... Era tudo tão bom. Logo imaginei que a morte não era tão ruim assim. Foi então quando ela falou.
“Você não deve morrer pequena. Você precisa me ajudar em algo muito importante.” Ela sorriu, lembro de ter retribuído. E então continuou. “Vou enviar um guardião para você, e ele protegerá até que seja sua vez de me ajudar.” Sendo assim, ela se foi e eu adormeci.
No dia seguinte meus irmãos trouxeram uma maravilhosa surpresa pra mim: Hikari. Fiquei muito feliz ao vê-lo ao meu lado. Por um tempo me esqueci da dor.
Comecei a me recuperar, e na minha inocência de criança achei que aquilo não tinha sido nada. A doença se foi... Deixando uma pequena parte de si, adormecida. Os médicos estavam, confusos, e eu cansada de hospitais, voltei para casa.
Quatro anos mais tarde eu voltaria a ver a linda moça que eu apelidara de anjo.
“Esmeralda”... Sussurrei, ou pelo menos tentei, ao acordar no leito. Pude sentir alguns tubos, abri os olhos lentamente.
Takeru e Massaru estavam no quarto, olhando pra mim. Tentei me levantar, mas a cabeça reclamou.
“Ei, fica quietinha aí!” Exclamou Massaru, veio até mim e me fez um carinho. Takeru também chegou mais perto e pegou na minha mão, tive a pior sensação de deja vú que já tive em minha vida. Eu não estava gostando nem um pouco daquilo.
“Já ligamos pro papai e pra mamãe, eles já estão vindo.” Massaru disse. Então eu pude entender que estava acontecendo de novo.
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Triste reencontro
Takeru saiu do quarto para avisar ao irmão que Lucy havia acordado. Surpreendeu-se ao vê as amigas da irmã com ele.
“Como sabiam que...”
“A gente tem uma ligação muito forte.” Marine respondeu.
“Não duvido disso”. Satoru rebateu, lembrando o quanto a caçula crescera depois de ter encontrado as garotas. Passando de uma fase depressiva até voltar a ser tão alegre e muito mais madura. Ele ainda tinha esperança de saber o que tinha acontecido a elas.
“Lucy está acordada”.Takeru interrompeu a linha de pensamento do irmão “Massaru está lá, mas ela não parece compreender o que está acontecendo.”
Foi então que as garotas se olharam tristemente e com uma dúvida. Se era um tumor que causava o mal de Lucy, por que ela só sentia dor depois que votava de Gaia?
Entraram no quarto e viram uma Lucy pálida, fraca. Estava olhando perdidamente para as mãos. Os irmãos as deixaram sozinhas. A ruiva olhou para as amigas com olhos úmidos. Aquilo provocou uma reação em cadeia nas outras duas. E elas choraram juntas outra vez, como não faziam há tempos.
Lucy temia não poder retornar a Gaia, não ver mais seu amado e seus amigos.
“Esmeralda...” Ela disse choramingando. A citação do nome deixou as amigas em alerta. Então a ex-guerreira mágica do fogo contou-lhes seu sonho, a lembrança de ter sido salva pela princesa, o seu fiel amigo que devis ser seu guardião.
“Ela me usou...” Lucy lamentou. “... me deixou viva apenas para matá-la!” Disse com mágoa.
“Lucy...” Marine começou, mas não conseguiu terminar. As três se abraçaram mais uma vez e por um longo momento até que a ruiva resolveu.
“Temos que ir para Gaia... eu, eu preciso vê-lo.”
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Nya... mais um capítulo! Obrigada ao Skyler por acompanhar... segui o seu conselho de colocar com quem se passa a cena quando está em primeira pessoa, o que na primeira parte desse capítulo tem a ver com a Lucy... Dá pra ver que tá acabando, não é? O próximo provavemente será o último capítulo! Beijos!
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