Dual Personality

3 Eu não sou inocente.


Notas iniciais
Então, acho que as coisas vão piorar um pouquinho mais nesse capítulo u-u Desculpa pela demora, to cheia de problemas, vim escrever pra distrair um pouco .-.

Por cinco meses completos tive uma vida completamente normal e calma. Eramos apenas eu e Light contra o mundo... e mais ninguém. Nada de anormal, nenhum incidente, não apagava mais, não sumia mais, nada de ligações em lugares inconvenientes. Eu estava bem. Surpresa demais com minha estabilidade, com minha capacidade de controlar meu outro eu, que já não se mostrava mais presente.

Uma vez ou duas, eles tentou fazer algo, mas eu consegui ter controle... eu me senti forte. Minha vida só pertencia à mim, e era complementada pelo Light, porque eu queria.

Foi então que percebemos que eu já podia conhecer os pais dele.

[...]

Eram pessoas ótimas, adoráveis, receptoras. Foi ótimo para todos nós finalmente conhecermos uns aos outros. Eu podia sentir a minha estabilidade. Ele tinha um irmão mais novo, de 14 anos, e uma irmã de 16, que parecia ser mais velha que os dois.

– Misa, amei as suas roupas, tão impactantes, nossa. — A menina, Sayu Yagami, sorria, fechando os olhos, delicadamente, para mim.

– Pelo menos a namorada do Light é bonita, uma garota bonita nessa família. — Matsuda Yagami, o caçula, disse, zombando e dando língua para a irmã, ironizando. No entanto sua irmã é linda, com seus cabelos ruivos como o do Light, e olhos castanhos puxados pro mel.

– Então, Misa. Quer algo para comer? — O pai do Light, Soichiro Yagami, apontava para a cozinha.

– Ah, não, obrigada. — Eu lembrava que desde que os episódios pararam, eu já conseguia comer normalmente.

A Senhora Sachiko Yagami me tirou para tirar uma foto em família.

Uma foto em família.

Eu me sentia tão viva por isso. Eu... tinha uma família?

O Senhor e a Senhora Yagami ficaram juntos, ela com seu cabelo preto, como a noite, enquanto ele com seus cabelos ruivos. Porém, ela tinha olhos esverdeados, enquanto ele tinha olhos castanhos puxados ao preto. O Matsuda, que herdou os cabelos da mãe, completamente negros, ficava próximo da irmã ruiva, no meio da foto. Eu, a única loira ali, ficava no canto direito, junto com o Light, o membro mais importante daquela família pra mim.

Click.

– Ficou ótima! A Misa realmente ficou linda. — O Senhor Yagami, sorriu pra mim, que acabei corando as bochechas.

– Eu irei querer uma cópia, depois. Pode ser? — Eu adorei a foto.

– Claro que pode, querida. — A Senhora Yagami é tão simpática também.

Conversamos sobre tudo, acabamos nos divertindo bastante. Foi bem tranquilo, bem simples, apesar de eu sentir que tudo aquilo era muito especial. O tempo passou rápido, nem ao menos podemos notar. Quando fui perceber, já tinha que ir para casa, tinha que fazer as coisas para o dia seguinte e arrumar umas coisas para a faculdade.

– Já vai? Tão cedo? Foi um prazer, querida!

[...]

– Light, dorme aqui hoje? — Ele já se despedia para ir ao seu apartamento. Ele pensou um pouco, e assentiu com a cabeça, guardou sua motocicleta, e subiu comigo.

[...]

Tive pesadelos a noite inteira. Meu outro eu matava os Yagami.

Um por um.

E sentia o sangue de cada um escorrer por entre o machado que estava nas minhas mãos...

Repentinamente, acordei, impulsivamente, em um susto tão intenso. Aquele sonho parecia real. Mas, se o fosse, certamente não me lembraria. E pude ver o Light ao meu lado e ter certeza que minha estabilidade ainda não era extinta. Também não consegui mais descansar por toda a noite. Eu fiquei assustada. E, por um instante, eu pude perceber que depois de anos, fiquei sozinha outra vez. Mas agora eu não estava sozinha... eu tinha os Yagami.

Quando deu a hora, fiz todas as necessidades, e me despedi do Light. Fui para a faculdade. O sonho atormentava minha mente, parecia tão clichê.

– Misa, Misa. — Uma garota com a qual não simpatizava veio falar comigo. Ela tinha uma pele negra, no entanto não era tão escura. Olhos negros, cabelos negros. Acreditava ser sexy, tinha um nariz com traços grossos, uma testa grande, lábios finos e dentes certos, cabelos lisos. Estava acompanhada de duas pessoas: um garoto que dizia gostar de mim, com um corpo esbelto, olhos negros esverdeados, pele negra, e uns traços no rosto que me fascinavam; um menino que tem algum tipo de deficiência mental, nariz grosso, pelo extremamente branca, moreno, um pouco menor do que eu, e um pouco acima do peso; e uma menina perfeita, com um rosto lindo, olhos castanhos médios, lábios médios, usando um piecing no nariz e alargador, tinha um sorriso divino, uma pele branca, cabelos negros, cacheados.

– Oi. — Eu não entendi, realmente, porque ela veio falar comigo.

– Depois, nós — E mostrou todas as pessoas descritas acima que estavam ao seu redor — queremos falar com você. — Ela riu irônica, e saiu.

Nunca fui muito fã do tipinho dela. Sempre esnobe, querendo mostrar-se superior à todos, mesmo em situações fúteis.

Eu estava tonta. Liguei para a única pessoa que poderia me ajudar.

– Light, me ajuda...

– MISA? O QUE ACONTECEU? AONDE VOCÊ ESTÁ? — Várias hipóteses já se passavam na mente dele.

– Eu estou na faculdade, só um pouco... — Apaguei.

[...]

Acordei, deitada na rua.

E então... Olhei em volta...

Nada.

Não havia sangue, nem corpos, nem armas, nem lágrimas, nem vítimas. Minha estabilidade continuava, apesar de preocupada por ter acordado na rua, estava feliz por ninguém ter sido machucado.

– Misa Misa. — Uma voz surgia ao longe. Era psicopata, doentia, fria.

– Quem é você? O que você quer? — As minhas forças pareciam sumir.

– Quem somos nós, queridinha, seria a pergunta correta. — E outra voz aparecia em meio à escuridão.

– Vocês vão me machucar? Por favor, eu nunca fiz mal à ninguém...

– Hahahaha, e é necessário? Só queremos ver você sangrar — Outra voz surgia também.

– Mas eu nunca machuquei ninguém... — Eu tentava mentir para os desconhecidos.

– Sabemos que não. Mas iremos machucar você. — A última voz falou, e então todos se mostraram para mim.

A Makiko, A Kyoko, O Akihito e o Chikao. As pessoas mais cedo da faculdade. Eram assassinos por puro prazer...

Eu senti desmaiar, no entanto continuava acordada, dessa vez conseguia mover todos os meus membros, e tinha controle do meu corpo. Olhei pra todos, armados com facas e machados. Eles iriam me matar. Corri até um lugar que tinha um extintor, enquanto a Makiko jogava facas em mim, e os outros três corriam até a minha direção. Eu comecei a rir insanamente, porém não perdia o controle de mim. Queria vê-los morrer. Peguei o extintor, e bati contra a cabeça do Chikao, o mais lento e mais fraco, aquele que parecia ter algum retardo mental. Bati várias e várias vezes, até sentir a vida dele se perder entre minhas mãos. Recuperei a atenção, a Makiko se aproximou lentamente, eu peguei machado do Chikao, e cortei a mão dela, não queria mata-la rapidamente, queria faze-la sofrer, assim como ela me fez várias vezes, dizendo palavras para mim que ainda ecoavam na minha mente. Cortei a outra mão, e cortei os pés, enquanto a Kyoko e o Akihito viam em minha direção. Eles estavam lentos demais para assassinos. Peguei uma faca da Makiko e tentei acertar o coração da Kyoko, por todas as vezes que ela me feriu sentimentalmente, ela sabia que eu me importava com ela, porém fazia questão de me difamar enquanto eu não estava olhando. Mas errei. Atingiu uma pequena parte do braço dela, fez uma pequena ferida, ela lançou e o jogou contra mim, atingiu minha perna. Ela e o Akihito pareciam ágeis e eu realmente tinha certeza que iria morrer. Fechei os olhos, prestes a abraçar a morte. Foi quando lembrei que não estava sozinha, havia um outro eu.

– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA — Um grito insano entre risos, era o que eu precisava para mostrar que tinha perdido o controle, ou seja, mataria sem dó.

Uma mão minha jogava faca contra eles, enquanto o Akihito e toda sua força tentavam usar o Machado para arrancar minha cabeça.

– Me ajudem... — Makiko gemeu, tirando a atenção de Akihito e de Kyoko de mim, por um único segundo. O período rápido que eles viraram para dar atenção ao pedido de socorro, eu me livrei do mais forte. Akihito estava decapitado. Não era por isso que Kyoko desistiria. Eu, com dois machados, e ela ainda conseguiu atingir minha perna. Joguei um machado longe, peguei uma faca, e atingi seu coração. Todos mortos, exceto a Makiko, que estava quase tendo uma hemorragia. Eu poderia ficar lá a vendo morrer...

Mas a polícia começava a aparecer, as pessoas abriam suas janelas, para ver se todo aquele caos já havia acabado, as crianças haviam saído da rua... As pessoas ligaram para a polícia, elas me temiam... A sensação era boa, gratificante.

Exceto pelo fato de Sayu Yagami e Matsuda Yagami estarem passando por aquele local naquela precisa hora... Eles estavam paralisados, olhando para mim, quase irreconhecível, toda coberta com o sangue daquelas pessoas que eu havia acabado, literalmente com a vida.

– Por favor, não contem aos seus... — Dei um passo a frente e levantei o braço direito na direção deles para pedir sigilo, então eles correram.

E eu devia correr, se não a polícia me pegaria, eles já estavam me procurando. Só que dessa vez a culpa não foi minha, foram eles, eu andava tão estável... Não via a hora de correr para os braços do Light e desabafar.

Mas... Os irmãos dele... As coisas seriam tão fáceis dessa vez?

Notas finais
Então, espero que não tenham achado forçado e só.