Dual-Miraculos 1: A historia de um Sacrificio
6 Capitulo 2-2:Surpresas, sustos e confusõs
Notas iniciais
Alguns minutos depois de comemoração no pátio da escola
Marinete tinha passado do choque a euforia pela comemoração, mesmo achando que ela não merecia. Ela não conseguia compreender por que tinha sido chamada e o Adrien não. Porém a alegria dos seus colegas era muito grande e Alya estava muito orgulhosa de sua amiga, falando que ela merecia com certeza o destaque. Para ajudar o Adrien, concordava enquanto os outros colegas assentiam sobre isso, menos duas pessoas que, indignadas, pararam a festa gritando para Jaqueline:
—ABSURDO, ISSO É COMPLETAMENTE ABSURDO! ESSA SITUAÇÃO E COMPLETAMENTE ABSURDA! — Gritava Chloé bourgeois — Como a bobona da Marinete Dupain-Cheng foi chamada e eu ou o Adrianzinho não?!? Isso não posso tolerar!
Todos ficaram atônitos e por um momento, todos os alunos ficaram receosos. Eles conheciam a personalidade da Chloé, se não pessoalmente, mas também pelos boatos que espalhavam durante os intervalos. Porém Jaqueline olhava de maneira gentil para indignada Chloé e essa forma de resposta a desarmou. Porém as palavras da Jaqueline foram ainda mais serenas, calmas e gentis.
— Então você e a famosa Chloé? That’s wicked! —Respondia animada, falando até em sua língua nativa que é o inglês britânico, dizendo que era fantástico: —Ou seria melhor dizer que é Miraculous? Seu primo fala muito de você, e ele pediu para te passar um recado, que entende os seus sentimentos, mas que você não poderá apelar para a família pois é decisão final do instituto, e que você ainda não está pronta ...E eu concordo com ele. Apesar da sua inteligência, você tem aspectos que precisa melhorar, se quiser, posso ajudar. Se quiser os detalhes pessoais podemos conversar em particular.
Chloé surpresa pela gentileza e honestidade de Jaqueline e diante do recado do seu primo, ficou envergonhada, porém saiu fingindo estar indignada, mesmo estando agradecida, porque não gostava que sua vida pessoal se tornasse pública, não queria as pessoas sentindo pena ou olhar para ela como alguém inferior. E por isso ela percebeu que Jaqueline tinha sido bem suave evitando explicações detalhadas, e por isso ela agradeceria internamente sem jamais demonstrar.
E com os olhares atônitos dos espectadores, voltaram a comemorar duplamente, primeiro, pelos seus colegas e segundo, por Chloé não ter conseguido estragar a festa. Adrien saia perto da Marinete possivelmente para tranquilizar a Chloé, devido a sua amizade de infância com ela.
Então Marinete começou a se focar, uma vez que quando o assunto é a Chloé ela sempre fica alerta. Respirando fundo ela começava a sentir que além da confusão da felicidade e do medo, ela não sabe se realmente iria tentar pegar essa oportunidade, pois ela já tinha muita responsabilidade como Ladybug e representante de turma. Ela ficava pensando nisso enquanto conversava com seus amigos e procurava institivamente o Adrian.
Porém o toque da escola começava a ecoar pela escola, então Jaqueline voltava a falar.
— Agora as aulas irão voltar, aqueles que foram indicados podem ficar e tirar as dúvidas e receberão os seus envelopes contendo o que nos propomos para vocês e as vantagens de se ter um estágio no instituto Gardner, e o lugar de onde vocês poderão pegar os testes caso queiram. Vocês têm o prazo de 1 semana para aceitarem e mais uma semana para o teste. –Dizia seriamente com um sorriso gentil no rosto, então Jaqueline se sentou numa mesa fora do palco e aguardou as pessoas voltarem para sala para poder conversar mais tranquilamente com os indicados, mas quando todos estavam voltando para sala ela dá o último aviso.- Boa aula para todos e saibam que os professores repassarão sugestões e conselhos que fizemos para aprimorar suas técnicas e ter mais chance de serem chamados na próxima vez.
Os professores rapidamente chamavam os alunos de volta a suas salas de aula, enquanto os alunos indicados eram parabenizados pelos seus feitos. Dentre eles a professora Bustier estava muito feliz pelos indicados e incentivando os que não foram, assim os animando.
Logo vários dos indicados foram pegar os envelopes e toda vez que abriam ouviam pessoas surpresas. Aparentemente o que eles propunham era o desejo de muitos deles, principalmente em ter acesso a equipamentos profissionais, uma remuneração de estágio de valor de profissionais da área de início em carreira ou acima disso, entre outras coisas. Era algo que sonhavam para o futuro, mas que tinha chegado dessa forma mais cedo. Eles começavam a fazer perguntas animadas para Jaqueline.
Alya e o Nino conversavam sobre os planos que tinham se conseguissem o estágio, era muito animador os equipamentos profissionais que poderiam usar e as aulas complementares e apresentações que eles propunham para melhora das qualidades e técnicas para algo que eles amam.
Kim, Alix, Nathaniel e Max estavam animados conversando entre si. Era um grupo curioso de amigos: Kim e Alix tiveram uma amizade realçada pela competitividade do Kim fazendo que os dois sempre dessem seus melhores nos desafios que ele sempre propunha a ela, enquanto Kim e Max foi uma amizade cultivada por anos graças a professora Bustier, fazendo duas pessoas completamente diferentes se tornassem amigos inseparáveis. Mas nada superava a inusitada amizade de Alix e Nathaniel, feito pelo tempo que passam na sala de arte conversando sobre grafites e desenhos.
Até a Sabrine, que esperou as pessoas se distraírem para ir, pegou o seu envelope e deu uma palavrinha com a Jaqueline e voltou toda alegre. Ela fazia isso de maneira discreta em nome de sua amizade com a Chloé, mas ainda assim estava muito feliz ter tido seu talento reconhecido.
Então depois de um certo tempo a Marinete vai para a mesa da Jaqueline... Jaqueline tinha aproveitado o intervalo de visita em sua mesa e tirava um mousse de morando que tinha sido embalado para viagem. Marinete reconhece o logo da padaria de seus pais e lembra um evento daquela manhã, então Marinete chegava com a Jaqueline e começava a falar.
—Oi Senhorita Kampmann, e um prazer em... – Ao tentar ser educada e abordar a Jaqueline, Marinete e interrompida pela mesma.
—Relaxe, não precisa ser tão formal, só sou um pouco mais velha que você, pode me chamar pelo meu apelido, Jackie. –Dizia com um lindo e gentil sorriso no rosto. — E seus pais sabem fazer doces Miraculosos, Marinete.
Marinete ficava atônita, não só pela gentileza, mas por ela ter reconhecido uma simples aluna de um colégio inteiro que nem tinha falado ainda com a Jackie, então Marinete se sente mais à vontade para conversar com ela.
—Jackie, por que eu fui chamada? Sou uma simples estudante. –Dizia Marinete indagando a orientadora. – E com certeza tinha pessoas mais indicadas como o Adrien...
Ao mencionar o Adrien sente sua insegurança vindo à tona, porem a Jackie só sorriu de volta falando.
—Não se preocupe, temos toda certeza de suas habilidades, você tem potencial de superar a rainha da moda e o Gabriel Agreste.- Dizia e aquelas palavras mexeram com a Marinete, que só queria ser como eles, nunca tinha pensando em supera-los. – Além disso acho que seria cruel botar mais pressão em cima do loirinho que você gosta.
Marinete então ficava confusa com essa frase, assustada e irritada também, porem com um respiro ela limpa a própria mente e pensa no que ela falou, e então responde.
—Err... Eu entendi, com as atividades cotidianas, ele seria sobrecarregado por atividades, mas do que ele já e atualmente... –Então Marinete ficava vermelha de encabulada e falava.- Eu gostar dele? Impossível... que dizer e claro que gostaria... não e isso que quis dizer e ele e maravilhoso... É claro que ele não teria interesse em mim...
—Relaxe Mary, eu não vou contar para ele, acho que a única pessoa que não percebeu sua queda por ele e o próprio loirinho. – Jackie dizia sorrindo.- E pessoas que não te conhecem, porém, nós do instituto pesquisamos tudo sobre os estudantes de várias fontes diferentes para melhor avaliação, todas legais, tudo para encontrar gênios como você Mary.
Então a Marinete compreendia parte dos processos para eles encontrarem os prodígios, eles analisavam as pessoas individualmente de maneira completa, assim procurando fatos e características que chamassem atenção, mesmo que eles tivessem mais trabalho que o normal nessas pesquisas.
Então a conversa foi interrompida pela chegada de uma dupla, ambos eram de uma serie anterior a da marinete. O primeiro da dupla ficava a frente, era um garoto albino de olhos violetas, ele era simplesmente muito magro e que aparecia os ossos do corpo com facilidade, usava roupas pretas e um cabelo curto com uma pequena franja que cobria parcialmente seu olho esquerdo. Ele usava piercing no nariz e na boca e brincos que pareciam duas cobras. Já a segunda pessoa a princípio pensou que era um garoto tímido usando capuz, mas ao observar com atenção viu que era uma garota de quase mesma altura que o garoto. Possuía uma pele acobreada e características dos Ameríndios americanos, cabelos longos e pretos que se escondiam por de baixo do capuz. Apresentava uma linda face com olhos negros que demostravam timidez e sua roupa era simples de cores de bege acinzentado com calças jeans desbotada.
Marinete logo reconhece a dupla de estudantes, o primeiro era conhecido por seu amor aos filmes de terror, histórias macabras e creepypasta. Por isso e pela aparência ganhou um apelido maldoso de seus colegas, e como resposta o adotou como seu apelido oficial com orgulho, e desde então é conhecido como Caniçal. Quanto a garota era sua única amiga, assim como ele único amigo dela. Ela era tímida e sempre ficava escondida, sempre tentando passar despercebida e quando era abordada por alguém desconhecido ela falava tão baixo quanto um sussurro ou fugia, e assim ela era conhecida como Sussurrante, a linda garota tímida do canto da sala.
Então o Caniçal começava a falar com Jaqueline.
—Que história e essa de chamar a Erika em público? Sabe como assustou ela? — Dizia o aterrorizante garoto albino, então a garota puxava a manga do Caniçal e sussurrava algo quase inaudível. –E ela afirma que não tem esse talento todo, que ela só e uma pessoa normal.
Então um doce riso ecoa, a Jackie dava um lindo sorriso seguido por risada e então falou docilmente.
—Vocês são divertidos, são tão parecidos, mas tão diferentes.- Dizia ela sorrindo, ela suspirava e com olhar triste e serio ela fala. — Nós não erramos, vocês duas tem um potencial muito grande, mas você Marinete tem uma grande falta de confiança que faz você desistir antes de tentar e quando tenta acha que algo vai dar errado ou não conseguira. Tenha mais fé em si mesma para alcançar seus objetivos... E você Erika, minha linda flor, você se esconde na sombra dos outros para nunca ser notada, por isso que no papel do seu envelope propõe você ter uma sala própria e ter seu amigo como parceiro assistente, e desculpe sinceramente pelo transtorno, sei que isso ocorre devido à o que aconteceu a sua irmã...
Mesmo que tenham sido curtas, suas palavras afetaram os 3. Os outros começaram a conversar em sussurros enquanto Marinete percebia que os dois eram um casal de namorados, uma amizade que se aprofundou para o amor, enquanto ela se pegou se lembrando de todos momentos que quase desistiu por falta de confiança de se tornar a Ladybug.
Então Jackie, terminado seu lanche, se levanta com os dois envelopes dourados e entregava eles para suas donas com um sorriso gentil no rosto, falando que ela estaria ali naquele dia para esclarecer dúvidas e caso precisasse podiam procurar ela no Hotel Le Grande Paris.
Enquanto os Alunos indicados aos poucos voltavam para suas aulas, a Marinete caminhava pensativa e sem querer ela acabou esbarrando na garota tímida, e ambas caíram no chão derrubando o que estava segurando.
—Me desculpe, sou muito desastrada.- Dizia a Marinete se levantando rapidamente e oferecendo a mão.
Porém a Sussurrante começava a sussurrar aceitando a mão e logo fugia para sala, enquanto o amigo dela falava.
—Ela aceitou a desculpa e falou que você e muito gentil.- Dizia o estranho aluno albino e esquelético. –Com licença vou ajudar a Erika.
Apesar de educado ele tinha sido meio áspero pela pressa que tinha de ir ajudar a amiga dele, deixando a Marinete para trás. Depois a Marinete pegou seu envelope com pressa e voltou para sua sala deixando apenas um envelope dourado esquecido no chão do pátio.
Na sala de aula pouco tempo depois
Marinete estava atormentada, perdida em pensamentos e desejos. Ela via o envelope dourado durante a aula, de maneira discreta para que sua professora não percebesse, ela não sabia o que fazer, queria ir para o banheiro para escutar os conselhos sábios da Tikki ou pedir ajuda para mestre Fu. Eram muitas coisas no que pensar e não sabia como abordar sua amiga ou seu mentor.
Porem sua inabalável amiga e colega de mesa Alya percebia o olhar preocupado da Marinete para o envelope, logo deduzia que a ansiedade e falta de confiança estava atacando sua amiga, deixando ela muito indecisa, então ela escreve em um papel e passa discretamente para sua amiga.
—Está preocupada se vai aceitar ou não? Estou certa, não e? — Escrevia a Alya com uma pequena figura dela mesma segurando um envelope e com uma cara preocupada.
—Mais ou menos, não sei se irei conciliar todas as atividades da escola, as de fora e representante da turma ao mesmo tempo- Respondia a Marinete com outro bilhete passado discretamente com imagem desenhada de si próprio meio confusa.
—Entendo Mari, mas se conseguir conciliar você pode realizar seus sonhos de estilista mais cedo que imagina. — Escrevia Alya deixando um desenho de si mesma pensativa.
Marinete lia com um baque a notícia. Era verdade que seu sonho poderia se tornar mais perto de se tornar realidade, porem seus deveres de estudante e de heroína ocupavam muito de seu tempo.
No entanto ela lembra que o período do estágio não era fixo, assim podendo ser adaptado o horário para poder fazer tudo e ainda aproveitar a saída com os amigos, então ela escreve.
—Eu não sei se tento, eu ainda acho que foi um engano me escolherem, e se não foi eu não sei se tenho coragem de fazer a prova de admissão.- Marinete escrevia deixando um desenho dela preocupada.
— Ok Mari, e você quiser tentar, podemos fazer a prova juntas para te dar coragem. Além disso você já foi reconhecida por muitos profissionais e também acredito no seu talento! — Respondia a melhor amiga da marinete deixando um desenho de uma mini Alya fazendo sinal de ok.
—Alya e Marinete, não gosto de ser rude, mas poderiam prestar atenção na aula.- Dizia a professora Bustier interrompendo a conversa de bilhetinhos.
Então as duas alunas voltavam a se concentrar na aula, mesmo que suas mentes tivessem vagando em pensamentos.
Mais tarde, as ruas de Paris
Marinete estava indo para a casa do mestre Fu e sua mente estava em um turbilhão de pensamentos, depois da conversa da Alya através de bilhetes. Ela foi no banheiro consultar a Tikki, pois os conselhos delas eram sempre bons, porém dessa vez ela não precisava de conselhos, mas de opinião.
A conversa foi curta, ela deu concelhos parecidos com que já tinha dado aquela manhã quando estava insegura de tentar ser representante de classe. Foi bom ouvir novamente eles, porém quando Marinete indagou que a Tikki pensava, ela responde que ela confiava na Marinete para essa decisão, que a Marinete tomaria a decisão correta, mas se quiser ajuda, poderia pedir para o mestre Fu.
Todos esses pensamentos estavam deixando a Marinete confusa, até mesmo meio sobrecarregada, andava apressada pela calçada ansiosa por chegar em seu destino. Ela segurava firmemente bolsa para evitar qualquer acidente, pois dentro dela se escondia a Tikki para que nenhum dos outros pedestres a visse.
Em um momento de distração Marinete, que não percebeu a mudança do sinal de pedestre, avançou sem perceber que na rua normalmente vazia vinha um carro em alta velocidade. Um grito foi ouvido e uma buzina foi apertada fundamente com o som frio, então Marinete se vira assustada e viu o carro em sua direção, e ele não iria conseguir parar a tempo.
O tempo parecia mais devagar, o medo enchia a Marinete, ela só pensava naqueles com quem ela se importava e que não queria morrer.
Ela pensava nos seus pais, nos seus amigos, nos seus sonhos e principalmente seu único arrependimento, não ter se declarado a seu amor, Adrian Agreste.
Ela então espera a sua morte.... Que nunca veio.
Algo cai em cima da Marinete empurrando junto a ela, caindo dolorosamente, mas fazendo ela ficar em segurança fora da frente do carro. Caída de cara do chão e meio tonto, ela escutava uma voz desconhecida falar.
— Tome cuidado Lady, você e uma pessoa realmente importante.- Dizia a voz misteriosa.
Então ao se recuperar da tontura percebia que o homem já tinha ido embora. Então procurou por ele, agradecida por tê-la salvo e queria agradecer a ele. Porém, algo das palavras do homem também a incomodava.
Então sem pensar ela correu atrás do homem. Atravessando a multidão de curiosos viu o homem virando a esquina e continuou a correr em um ímpeto para tentar alcançar o homem, porem quando ela pensou que o alcançou ela se depara num beco vazio.
Ela não tinha ido muito longe, mas percebeu que saiu da parte movimentada para uma parte perigosa e vazia e o medo começava a invadir. Ela só pensava que tinha que sair de lá urgentemente.
Porém ao se virar para sair, ela se depara com 3 homens adultos chegavam no beco cambaleando que estavam claramente bêbados. Marinete ficava extremamente preocupada e procurava algum lugar para se esconder. No entanto, não tinha nenhum esconderijo.
Então logo os três bêbados chegam no beco e vem a garota chinesa assustada, então o maior deles começava a falar.
—Olha ali? Aquilo é uma vadia? — Dizia o loiro de cabelo curto com roupas todas manchadas e amarrotadas, que parecia confuso.
—Não sei, mas pode ser, ei pirralha que está fazendo aqui sozinha? — Dizia o segundo homem, o mais baixo, de cabelos escuros e gravata torta.
—Isso não importa rapazes. Que tal dar um pouco de companhia para ela.- Dizia o terceiro homem, ele era ruivo e parecia estrangeiro, porém era o que tinha o olhar mais malicioso dos três e que realmente a assustava.
Marinete então se afastou para o fundo do beco gritando para não se aproximarem ou dizendo que só queria sair, mas os bêbados ignoraram os pedidos aclamados da Marinete.
Tikki estava desesperada, ela fala que iria tentar arranjar ajuda o mais rápido possível, e pedia para enrola-los um pouco. Marinete sabia que podia confiar na Tikki, mesmo não sabendo como ela faria isso, mas a Tikki faria.
Os bêbados estavam conversando entre si ignorando as palavras da Marinete, então ela resolve agir, primeiramente ela olhava ao redor procurando objetos uteis, porém, a maior parte que ela encontrou não era de utilidade imediata, mas ela percebe um cabo de vassoura, ela logo pega e se arma com ele, pois sabia que seria inútil numa briga sozinha, mas o que ela queria era ganhar tempo para a ajuda viesse.
Ela começa a sacudir o cabo da vassoura, tentando afastar os bêbados, porém o ruivo segurou o cabo e riu falando.
—Você realmente está dificultando as coisas sua vadia ingrata, nos só queremos nos divertir juntos.- Dizia o ruivo rindo da Marinete.
Marinete aproveitava e deu um soco no nariz do ruivo e um chute no saco dele, e tentava escapar por entre eles, porém os outros dois conseguem impedir logo a fuga dela, e jogavam ela no chão com violência. Então o ruivo com nariz quebrado se recuperou e foi aonde estava a Marinete com uma expressão assustadora.
—Sua vadia, sua puta inútil e imprestável, vamos ter que te ensinar uma lição, segurem ela rapazes.- Comandava o ruivo, que apesar de estar alcoolizado, ainda conseguia pensar ao contrário de seus dois amigos, que nem conseguiam julgar que estavam fazendo direito.
Ele então dava um chute na Marinete diretamente no estomago dela. Isso fez ela querer se encolher pela dor que ela sentia, mas os homens que a seguravam não permitiam isso. Então ela percebeu que em suas lutas como Ladybug não sentia tanta dor, devido a proteção que o miraculous oferecia.
Interrompida de seus devaneios momentâneos, ela percebeu que o ruivo preparava o próximo golpe furioso dele, porem um objeto de metal acerta na cabeça do ruivo, o fazendo cambalear.
—Seus imprestáveis e inúteis, parem com isso agora!!.- Uma voz masculina cheia de raiva clamava a atenção de todos naquele beco.
Então Marinete levantava a cabeça para ver quem tinha chegado para ajudar ela.
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