Drácula- Nova Versão.
6 Tempo de novidades.
P.O.V. Drácula.
O mundo dela era mesmo bem diferente do meu. Assim que chegamos entramos numa carruagem amarela que não tinha cavalo nenhum puxando, mas andava.
Tudo era tão colorido e cheio de sons.
–Está tudo bem?
–É que estou impressionado.
–Se está impressionado com isso espere até chegarmos ao aeroporto.
–Aeroporto?
–Você não tem medo de voar né?
–Não.
–Ótimo.
Ela estava certa, uns pássaros enormes feitos de metal decolavam e desapareciam no céu. Por dentro havia comida, televisão, computadores etc.
Melissa foi até um balcão e pediu alguma coisa, dando em troca papéis verdes.
–O que são os papéis verdes?
–Dinheiro. Dólares.
Entramos num dos pássaros que eles chamavam de aviões e em questão de horas estávamos numa cidade enorme.
–Bem vindo, a Nova York.
Melissa assobiou e mais uma carruagem amarela apareceu. Quando chegamos ao nosso destino fiquei impressionado. Uma casa modesta, mas cheia de coisas novas.
–Mamãe!
–Mel! Querida, quase me mata do coração.
–E o papai?
–Mandei ele caçar sapo.
–É isso aí, arrasou!
–E quando ele volta?
–Ele é?
–Vladslaus Drácula.
–Trouxe o Drácula pra nossa casa? Ficou maluca?
–Calma mamãe. Respire.
–Não vou ferir vocês.
–Não precisa ferir mais ninguém se não quiser.
–Mas, tenho que me alimentar.
–Pra isso existe o banco de sangue do hospital.
–O que?
–Pessoas doam sangue que fica armazenado no banco de sangue do hospital, tipo numa geladeira gigante.
–Geladeira?
–Vem.
Ela abriu uma porta e ela exalava frio.
–Incrível.
–Não é nada. Vou buscar sua comida e volto logo.
Quando chegou trazia muitas caixas azuis, uma empilhada sobre a outra.
–Toma. É só pra você.
–Sangue empacotado? Como?
–Pressurizado na verdade. Uma máquina, coloca o sangue doado da veia do paciente direto nos pacotes que são chamadas de bolsas, então esse sangue é levado até uma geladeira gigante e armazenado lá.
–Uau!
–o mundo é multifuncional agora, temos tratamentos para doenças que na sua época eram obra de Deus, mas agora é ciência, biologia, tecnologia super avançada.
–Como é um hospital?
–Cheio de gente doente, com médicos e enfermeiras vestidos de branco que estão sempre correndo de um lado para o outro, dando injeções, entubando pessoas.
–E quanto a sangue?
–Tem bastante, muitas vezes sangue contaminado com HIV, Sífilis etc.
–O que são essas coisas?
–DST's. Doenças Sexualmente Transmissíveis.
–Existe cura?
–HIV eu sei que não, mas Sífilis sim.
–Alguma outra doença?
–Hoje sabemos que a peste negra foi causada pela falta de higiene, de limpeza. Com isso o ambiente foi propício para proliferação de bactérias e a peste era apenas a manifestação de uma delas. A mesma que causou a epidemia de peste bubônica, é transmitida pela saliva e xixi de rato.
O nome desta bactéria é Yersinia pestis.
–Isso é incrível.
–Olha! Tá passando um dos seus filmes. Quer assistir?
–Claro.
–Senta, vai ficar ai plantado na porta?
–Tem que me convidar.
–Ah! Foi mal, esqueci. Entre.
Entrei e sentei-me ao lado dela, a televisão contava minha história, falava sobre Elizabeth, mas os nomes que davam a ela variavam os únicos que eram constantes eram o meu e o de Mina Murray.
Havia uma Lucy e o noivo Jonathan.
–É um filme lindo. Eu sempre choro nessa parte.
Ela fungava e os olhos estavam cheios de lágrimas.
Me vi morrer, literalmente e depois vi minha suposta amada se matar.
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