Drysteyn

10 Drysteyn Capítulo 4 parte 1


Notas iniciais
Olá a todos que estão acompanhando a história, eu não tenho aparecido recentemente por motivos de estudo, eu quero muito entrar na faculdade e espero conseguir, também tenho tirado um tempo para estudar outros idiomas. Eu espero que entendam, eu quero e pretendo continuar a historia (metade dela está em um caderno e é só digitar e revisar). É isso galerinha eu espero que vocês não desistam de mim, façam uma Boa leitura!

Drysteyn Capítulo 4 parte 1

Abro os olhos e vejo uma luz. “Então é assim que é depois da morte?” penso. A luz começa a ganhar forma, ei, isso é uma lâmpada. Me sento e olho ao redor, estou na enfermaria, e Shayla está chorando sobre minha perna.

— Shayla? – pergunto tocando-a.

— Derza? – ela levanta a cabeça e me olha, seus olhos estão inchados de tanto chorar – Ainda bem, você está bem? – ela pergunta me abraçando.

— Acho que s...

Não deu nem tempo de terminar a frase eu a empurrei e em seguida vomito sangue.

— Derza? HAICHA – Berra Chryshayla – HAICHA!

Haicha entra correndo seguida de Dilan e Kylle. Meu sangue ferve, e vomito ainda mais sangue.

Haicha me deita novamente e diz olhando minha cara de reprovação ao ver Kylle:

— Ele que te encontrou. Você estava moribunda, e cravada em seu estomago estava está espada.

Ela pega a espada de cima da cômoda, que está por sua vez esteva suja com meu sangue e um liquido roxo; eu coloco minha mão sobre meu estomago, mas o corte já se fechou. Shayla me entrega a bolsa com meu diário dentro, a mesma que eu deixei na sala quando o incidente aconteceu.

— Nela – prossegue Haicha – há um veneno muito antigo, infelizmente eu não tenho a cura, e muito menos os ingredientes para faze-la.

Shayla aperta minha mão com força.

— Então... – ofega Shayla – Derza vai morrer? E eu não poço fazer nada?

Haicha abaixa a cabeça.

— Tudo bem Shayla – digo com um meio sorriso para ela – eu não tenho medo de morrer e ...

Ela me dá um tapa no rosto, e eu fico em choque.

— Não fale como se não fosse nada Derza – ela diz isso irritada – Você não tem nenhum sonho? Um motivo para viver? Algo que você queira muito?

— Você já está em boas mãos Shayla – olho para Dilan – Não vejo necessidade de você passar mais perigo por minha causa. Eu quero que você esteja bem e feliz.

— Eu não vou estar feliz sem você Derza – ela choraminga – você é minha única amiga, mais do que minha amiga, você é minha irmã Derza; por você ter me salvado que eu estou aqui.

Ela vem até mim e me abraça. Eu afago seus cabelos e me lembro de uma Shayla de 6 anos, uma menininha que não dava a mínima pros outros, uma garotinha que sempre colocava fogo em tudo o que tocava.

— A rainha das fadas! – diz Dilan – talvez ela possa nos ajudar.

— A Rainha das Fadas? – pergunto.

— Você acha mesmo que a rainha nos ajudaria? – se irrita Kylle – Ela é muito cruel, e adora falar em metáforas e fazer joguinhos. Ela sempre vai querer algo em troca.

— Mas... a uma coisa que não se pode negar sobre ela – completa Dilan – Ela nunca mente, a palavra dela é Absoluta, a Rainha das fadas não pode mentir.

— Ir até a Rainha das Fadas pode ser perigoso. – diz Haicha.

— Mais não temos tempo e nem opção. – diz Shayla – temos que ir até lá Haicha.

Haicha olha para todos e seu olhar para em mim.

— Eu prometi a ela que eu cuidaria de você. – ela pensa um pouco e então prossegue – tudo bem, Chryshayla, Dilan e Kylle vocês vão até a rainha.

— O que? – exclamo.

— Você acha mesmo que ela nos fornecerá sem um de seus joguinhos? Isso é ridículo – diz Kylle.

— Não é ridículo. – Adverte Shayla – Não é sua vida que está em jogo. Temos que ir agora.

— Espera – me levanto – eu também vou, não quero que faça isso sozinha.

— Ela não estará sozinha – diz Dilan – Eu vou com ela.

— Mesmo assim eu vou.

— Não! Você deve descansar – diz Haicha – Confie neles.

— Eu confio neles – digo – mais eu sinto que devo ir. Onde está Saphy?

Haicha me aponta a cama ao lado. Saphy estava encolhida em posição fetal, e parece que está sofrendo muito.

— Esse veneno atingiu mais ela do que você. – sussurra Haicha.

— Mais um motivo para mim ir. – antes que Haicha pudesse protestar eu sai da enfermaria e fui para meu quarto seguida de Shayla.

Após eu ter trocado de roupa, Shayla e eu nos encontramos com Haicha em frente ao internato; ela nos entregou um frasco com um pouco do veneno e uma rosa totalmente dourada, eu a coloquei em meu cabelo para ter certeza que estava comigo, Haicha nos avisou para tomar cuidado com a rosa e que ela nos seria útil. Dilan e Kylle não demoraram muito para se juntarem a nós. Haicha nos explicou como chegar ao bosque das fadas e então partimos.

Ao decorrer da caminhada até o bosque das fadas, eu constantemente parava para vomitar mais sangue e Shayla preocupada comigo sempre perguntava se eu não queria voltar, pela minha teimosia eu insistia em continuar. Eu não queria que ela me vesse tão mal como eu estou, eu sei que estou parecendo um cadáver, mas eu me recuso a me deixar morrer assim, esperando alguém ir buscar algo que eu preciso e ficar deitada em uma cama sem fazer nada.

Depois de algumas horas de caminhada chegamos ao que parecia um enorme muro, só que era todo composto por roseiras gigantes e parecia não ter fim.

— Essas provavelmente são as roseiras que Haicha nos disse. – comenta Shayla.

— Sim – comento – mais como vamos atravessar? Provavelmente a rainha das fadas não gosta de visita.

— Deve ter algum jeito de atravessar – diz Dilan.

— E se passássemos entre as roseiras? – sugere Shayla.

— Ah sim, — ironiza Kylle – e quem sabe perder um braço, um olho ou até mesmo a cabeça! As roseiras são 10 vezes maiores que nós, mas o espaço entre elas são uns 10cm.

— Eu só uma ideia! Pelo menos estou tentando ajudar. – ela se irrita.

Eu cheguei mais perto das roseiras, e acidentalmente toquei a rosa em meu cabelo. Quando fiz isso as roseiras começaram a se afastarem entre si criando um caminho entre elas.

— Como você fez isso? – pergunta Shayla.

— Não tenho certeza... – respondo – acho que foi a rosa.

— É melhor seguirmos esse caminho, antes que as roseiras se juntem novamente. – nos apressa Dilan.

—certo. – todos nós respondemos e atravessamos.

Do outro lado das roseiras, encontrava-se um mundo literalmente de contos de fadas, aquele mundo que os humanos descrevem em suas histórias; com arco íris, unicórnios, muitas flores, ninfas, duendes, gnomos brincando, e fadas do tamanho da palma da mão, voando e cantarolando. A vida dessas criaturas me parecia maravilhosa, como se jamais tivessem encontrado alguma dificuldade ou tristeza na vida.

— Que lindo! – exclamou Shayla.

— Este lugar é magnifico! – respondi fascinada.

— Não se deixem enganar pela aparência – disse Kylle – as fadas são criaturas traiçoeiras.

Um unicórnio se aproximou de nós, e eu acariciei sua cabeça.

— Criaturas traiçoeiras? – zomba Shayla – ah sim, porque eles vão nos matar de encantos.

Kylle faz sinal para seguirmos ele, e nós o acompanhamos. Enquanto caminhamos atrás de Kylle olho para trás pare dar uma última olhada no unicórnio, mas este não está mais lá.

Notas finais
Espero que tenham gostado deste Capitulo, eu espero e quero rever vocês no próximo Capitulo. Bye Bye...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.