Drysteyn

3 Drysteyn Capitulo 1 parte 2


Notas iniciais
Derza pode estar há um bom tempo no internato Scarlet, mas agora que ela vai começar a viver de verdade sua própria história. O que é a criatura misteriosa que vagava entre os carvalhos? Será que essa criatura é pacifica ou pode se tornar um problema? O dia do teste está chegando será que ela irá falhar de novo? Essas perguntas podem ser só começo.

Capitulo 1 parte 2

No dia seguinte tudo que tenho em mente é conseguir invocar o meu Dimon; todos estamos na praia da ilha, estou sozinha sentada a beira de um coqueiro enquanto o professor passa as instruções, Shayla e Dilan estão do outro lado do círculo de alunos, ela insistiu para que eu ficasse ao seu lado, mas eu já disse para ela se virar, e que eu não gosto de segurar vela.

Sinto uma mão em meu ombro, olho pra cima e vejo Kylle, ele se senta ao meu lado.

— Então... você se chama Derza? – pergunta ele obviamente puxando assunto.

— Se você está aqui para debochar de mim é melhor ir embora. – eu tento o empurrar.

— Espera. – diz ele – Eu queria me desculpar com você.

— Eu não tenho tempo para brincadeiras. – digo me concentrando na explicação do professor.

— É sério! – ele insiste – Eu fui um mala até agora, vim lhe desejar boa sorte.

Eu me espanto com aquilo.

— Então quando você quer, você pode ser educado? – digo.

O professor chama Shayla, ela começa a recitar o encanto e de repente aos seus pés surge uma pequena criatura meio gato meio coruja, o professor analisa e diz que a criatura que Shayla invocou é uma neruja, um tipo raro de criatura. Shayla sai toda contente com o pequeno animal em seus braços.

Kylle me vira de frente para ele.

— Boa sorte. – diz ele e se retira da praia, ele ignorou meu comentário.

O professor me chama, eu me levanto e fico em meio ao pentagrama de invocação. Começo então recitar o encanto:

— “Apó ólo ton Kósmo

Óli tin óra pou epikaloúntai.

O ischyrós psychí mou

Tóra chórízetai se dýo

Aftó edó xekiná to laxídi sas.

Emfanízontai skiá mou.”

Um brilho azul ilumina toda a área do pentagrama, em meio as minhas mãos surge um ovo lilás com símbolos dourados, o ovo é grande mais ou menos 30 cm; o brilho acaba e o professor se aproxima ao meu lado:

— Bem... meus parabéns, parece que desta vez você conseguiu!

Os alunos a minha volta começam a cochichar e dar risinhos, não duvido nada que seja sobre mim.

— O que é isso professor? – pergunto a ele ignorando os deboches sobre mim.

— Bom... é um ovo de... de... – ele coça a cabeça tentando se lembrar.

— Pelo menos desta vez você não incendiou nada. – diz uma voz e todos caem na gargalhada.

Me viro para ver quem disse isso e não me surpreendo em ver que foi Sirena, por algum motivo essa garota sempre gostou de implicar comigo.

Os outros alunos começam a caçoar de mim também, então eu saio do pentagrama e da praia o mais rápido possível, deixando os meus pés me guiarem para bem longe dali.

Quando dou por mim estou na cachoeira abraçada com o ovo, entro em minha caverna. Faço uma pequena cama com folhas secas e aninho o ovo ali; estendo meu tapete velho ao lado do ovo e me deito ali, não percebi quando dormi.

“Sylthal levou Nemamiah até uma vila de fadas, ela curou seus ferimentos e insistiu que ficasse mais alguns dias para repousar. Os dias se passaram e Nemamiah acabou ficando meses na vila e esses meses acabaram se transformando em um ano, Nemamiah sentia uma conexão muito forte com Sylthal, logo após se passaram mais um ano e Sylthal deu á luz a uma menina moreninha de cabelos e olhos escuros, eles a nomearam de Derza cujo o nome significava “Esperança Celeste”. 6 meses se passaram, as fadas amavam muito Derza ela era doce e gentil assim como seus pais, as fadas resolveram lhe dar dois presentes o 1° era o dom sobre o elemento ar e o 2° a rainha lhe daria quando fosse maior; mais infelizmente a paz durou pouco, os anjos renegados descobriram sobre Nemamiah, não foram atrás dele apenas mas sim de todos a sua volta. Derza estava aninhada nos braços de seu pai quando os renegados invadiram a vila entraram em sua cabana e mataram seu pai em sua frente, sua mãe a pegou nos braços e fugiu para a floresta com ela, Sylthal corria o mais depressa possível entre chamas, galhos caindo e corpos de fadas. Elas encontraram uma estranha de capuz no meio da floresta, Sylthal entrega Derza a ela dizendo:

— Por favor cuide dela Kassandra. – ela tira de seu pescoço um colar com cruz de madeira e o coloca ao redor do pescoço de Derza- Aqui Derza, essa é a prova de que eu sempre olharei você, seu pai quem me deu isso há um bom tempo, mas agora é seu.

— Derza? — pergunta Kassandra estranhando o nome – O que isso significa?

Sylthal sorriu e disse acariciando sua filha:

— Ela saberá quando for a hora.

Nisso Sylthal virou as costas e se foi, Derza viu sua mãe indo embora e berrou:

— MAMÃE! – não era um berro qualquer e sim sua primeira palavra a ser dita, que ao invez de ser um momento feliz foi o pior momento de sua vida.

Sylthal se virou e sorriu voltando ás sombras. Em seguida ouviu-se seu grito o que alertavam-nas de que Sylthal estava morta.”

— MAMÃE... – Acordo berrando e chorando, foi outro sonho, tenho esses sonhos desde sempre, Kassandra me disse que quando minha mãe me deu o colar me passou junto com ele suas lembranças. Ter esses sonhos sempre me assustam, essa é uma daquelas lembranças que não gosto de lembrar, mas por algum motivo minha mãe queria que eu me lembra-se.

Escuto um uivo de dor me levanto e vou até a entrada da caverna, é um uivo de um animal grande, saio as preces. Minha curiosidade me diz que talvez seja aquele animal estranho que vi na outra noite.

Quando dou por mim estou em um lugar que ainda nunca tinha visto, há um pequeno riacho e várias rochas, escuto mais uma vez o uivo me aproximo mais das rochas e encontro o dono do som. É o mesmo tigre da outra noite e realmente seu corpo é composto de raios azuis.

Ele está com a perna da frente inteira submersa entre duas rochas, não penso duas vezes antes de ajudar, com uma mão seguro uma das rochas e com a outra sua perna.

Empurro e puxo ao mesmo tempo ele uiva de dor mais eu continuo empurrando e puxando até que com um estalo eu consigo tirar sua perna; ele cambaleia e eu caio sentada, me viro em sua direção para ver sua condição, mas em um salto repentino ele me ataca, eu caio novamente em cima de alguns pedregulhos e ele rosna pra mim, seus olhos azuis como safiras me observam, ele me encara mais um pouco e recua mancando indo floresta a dentro.

— Espere! – grito indo atrás dele. – Deixe-me pelo menos curar sua perna.

Ele para subitamente e me encara, eu me aproximo mais dele.

— Deixe-me ajuda-lo. – digo estendendo a mão em sua direção.

Por um momento compreendo que ele me entende tão bem como qualquer um e que ele não é um cachorrinho. Toco sua cabeça e ele se aproxima mais de mim, acho que significa que tenho permissão.

— Primeiro, preciso verificar sua perna. – ele a estende para mim, eu analiso e toco-a provavelmente o estalo foi seus ossos sendo quebrados, quando a toco ele se arrepia todo.

— Você consegue me seguir? Preciso de umas ervas que só são encontradas no bosque das dríades. – Ele ergue a cabeça, acho que isso é um sim.

Após deixar o tigre na “minha caverna” eu saio para procurar algumas ervas que poderão ajudar a diminuir sua dor. Depois de colhe-las voltei imediatamente a caverna, e o encontro cheirando o meu ovo Dimon.

— Ei cuidado! – digo o afastando do ovo – O meu Dimon está aqui!

“Seu Dimon?” Pergunta uma voz dentro da minha cabeça, olho para os lados e não vejo ninguém exceto eu e o tigre.

“Algum problema?” sussurra a voz de novo.

— Quem está aí? – pergunto – Saia de onde estiver.

“Sou eu, estou bem na sua frente”.

Olho para frente e só vejo o tigre.

— Você... fala?

“Bem... aparentemente sim”.

— Você deveria ter dito algo desde o começo, assim não ficaria com cara de idiota.

“Mais você se saiu tão bem, não vi necessidade”.

— Enfim, por que você estava mexendo com meu ovo?

“Eu senti um poder espiritual muito forte, então cheguei a conclusão que era seu ovo”.

— Meu ovo? – olho em sua direção, o que será que tem dentro dele? – Bem eu trouxe as ervas de que precisava, agora me dê sua perna.

Ele a estica para mim. Eu enrolo as ervas nela e concentro minha energia para ligar o osso de volta.

— Como se chama?

“Raiju”.

— O deus dos trovões? – brinco com ele.

“Sim”.

Fico estupefata, como “ele” pode ser o deus dos trovões?

— O que um “deus” estaria fazendo nessa ilha?

“Isso não posso dizer”.

— Bem... – digo terminando de ligar o osso – eu sou Derza.

“Eu sei”.

— Como você sabe meu nome? – digo olhando em seus olhos.

“Só alguém tão especial seria a dona deste nome”.

Mais uma vez me impressiono com Raiju, ele é tão misterioso e esperto, não é a toa que é um deus.

“Mais e aí, me fala sobre seu Dimon”.

— Bem, eu não sei o que ele é, alias faz 222° vezes que já tentei invoca-lo e todas falharam. Acho que foi uma certa pessoa que me deu sorte hoje.

Terminei de enfaixar sua perna com o restante das ervas e ele me encara.

“Quem?” – pergunta ele se divertindo.

— Um idiota que se acha.

“Talvez ele só aja assim por estar perto de alguém que ele goste”.

— Você quer parar com isso? Vai descansar um pouco, você precisa de um repouso se quiser melhorar.

“Se você diz...”.

Ele se deita ao meu lado, e eu fico me perguntando como ele pode saber de tanta coisa que me envolve, e também me pergunto o que será que há dentro do meu ovo.

Notas finais
Caro leitor, por favor, se você gostou do capitulo ou acha que a história pode ser melhor deixe seu comentário irá ajudar bastante! Espero que tenham gostado.