Drunk
1 Capítulo Único
James Sirius havia abandonado uma festa antes das duas da manhã e estava indo para sua casa, o que era bastante incomum. Mas ele não estava no clima para festas, e nunca admitiria o porquê disso, nem sob tortura. Ele não estava tão bêbado, mas mesmo assim percebeu que o caminho que seguia não levava para a casa dos Potter. Na verdade, ele não sabia se levava para qualquer lugar.
Tudo o que ele conseguia ver era um playground, onde uma garota estava em pé em um dos balanços e, apesar de estar de costas, James reconheceria aqueles cabelos loiros cobreado brilhantes em qualquer lugar. Ele se se aproximou dela e segurou a corda do balanço, evitando que ela se lança-se no ar.
–Por favor, que não seja um psicopata que vai me estuprar e depois me jogar em um poço para morrer. -Ela disse desesperada fechando os olhos.
James teve que segurar uma gargalhada. Dominique bêbada era simplesmente hilária.
–Quanto você bebeu?
Ela se virou rapidamente ao reconhecer a voz de James, o que teria causado um encontro maravilhosamente doloroso com o chão, se o mesmo não tivesse se movido para a frente da garota segurando agora o balanço pelas duas cordas. Ele estava perto agora. Perto demais para que eles -no estado em que estavam- pudessem raciocinar muito bem.
–Eu nunca, nunca mesmo, bebi nadinha na minha vida. -Ela respondeu envolvendo seus braços no pescoço de James, aproximando se mais ainda.
Ela estava bêbada, não sabia o que estava fazendo. James sabia que tinha que ser a mente sã. Mas, cara, era tão difícil com ela tão perto, encarando-o com aqueles grandes olhos azuis luminosos. Mesmo assim, ele foi capaz de resistir ao impulso de juntar seus lábios.
–Yeah, aqui está o que vamos fazer -ele puxou Dominique, fazendo com que ficassem grudados, ela arregalou os olhos mas não se afastou. — eu vou te levar para sua casa, ou a minha, o que eu achar primeiro.
—Já quer me levar pra casa? Olha, a gente nem se beijou ainda. Eu ainda não sei se quero transar com você. -Ela disse se embolando nas palavras, fazendo James revirar os olhos.
Ele puxou as pernas de Dominique, fazendo com que ela ficasse pendurada em seu ombro. Como um saco de batata.
–Eu quero dizer que vou te levar para casa, do tipo; não vou abandonar minha prima bêbada em um playground deserto- ele disse enquanto caminhava balançando-a — não do tipo; vamos transar no sofá onde assistíamos desenhos.
Ela bufou e revirou os olhos, mesmo que ele não fosse ver.
—Eu não sou um saco de batata, babaca.
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