Drugs
1 Único
Notas iniciais
A ardência em seu nariz era a única coisa que conseguia sentir. Ardia muito e Jack começava a arrepender-se por ter ingerido aquele pó branco por local tão sensível.
Rolou no chão e murmurou algo incompreensível. Riu. Riu exageradamente, se assemelhando a um abestado. Mas o fim do riso abriu um espaço ainda maior para a sua dor. Odiava ser mais um drogado, um infeliz que precisa de uma agulha cravada na veia para se aliviar. Alex também odiava isso em Jack, mas Alex desistiu.
Depois que Alex foi embora de sua vida, o passatempo de Jack tornou-se se culpar por tudo, o que apenas levava mais drogas ao seu sangue. Mas nem assim sentia-se satisfeito, totalmente aliviado, apenas o amor de Alex tinha esse poder.
Rolou no chão mais uma vez, choramingando. As lembranças que invadiam seu pensamento apertavam seu coração, o diminuindo ao máximo, contra a sua vontade. Doia muito, mas era melhor lembrar do que esquecer, jurou jamais esquecer Alex. E mesmo que quisesse, não conseguiria. Era impossível esquecer o brilho daqueles olhos castanhos, era impossível esquecer os seis tipos de sorriso de Alex: o sorriso de quando estava realmente feliz, o de quando fingia estar feliz, o educado, o de deboche, o malicioso e o que apenas Jack conhecia, o mais sincero e indescritível. Era impossível esquecer as noites que passara gemendo o nome de Gaskarth, aquela mão pesada e ágil que percorria seu corpo, lhe fazendo delirar. Era impossível esquecer o cheiro de Gaskarth, os beijos de Gaskarth, os braços de Gaskarth, a voz de Gaskarth, as palvras de Gaskarth; era impossível esquecer Gaskarth! E Jack jamais se incomodou com esse fato, como já foi citado um pouco mais em cima, jurou jamais esquecer seu ativo.
Pegou a foto de Alex que estava sobre a mesinha de centro e a abraçou, fechando os olhos e entregando-se aos braços de seus sonhos, consequentemente aos braços do seu amado. Perdeu o momento em que alguém entrou no apartamento e o levou para cama, deitando-se ao seu lado. Era Alex, com malas.
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