Drowning

7 Capitulo 7


Notas iniciais
HEY KITTIES! Cmo estão vocês? Bem? Eu estou muito, muito, muito animada pq esse capitulo está hot, hot, very, very hot. HAHAHAHA. Bem... Desculpa pela extensão, e o capitulo 8, infelizmente está em processo de escrita ainda. Mas terminarei logo, essa fic não será longa. Eu espero '-' Não, não vai ser não. Bem aproveitem o capitulo, gatinhos(as)!

Como poderia? Como poderia? Benjamin! Simon! Traíram ele! Jim corria por cima do telhado das casas de Vit. Uma telha se desprendeu e o pé de Jim escorregou. Ele rolou e caiu do telhado. Seus dedos se agarraram ao parapeito de uma varanda impedindo que caísse sete metros até o chão. Seu olhar encarou o vazio da rua, os barris e a sujeira entre os ladrilhos de pedra da cidade. Aquilo era tudo o que ele conhecia; sujeira, morte, roubo, trapaça. Ben era um tolo por achar que poderia domestica-lo.

Jim desceu da varanda pelos tijolos do prédio em direção ao chão e caminhou para dentro da ilha. Ele precisava ficar sozinho.

— Isso é algum tipo de brincadeira? – Perguntou Jack – Ben agora manda o timoneiro? Cadê a porra do seu capitão?

Homens barraram a subida do pirata no navio. Aquele era um navio em serviço de vossa majestade, piratas apenas estariam a bordo caso tivessem grilhões em seus pulsos.

Simon suspirou e respondeu com a calma que pode reunir: — Ele não deseja ser incomodado. Afinal, seu problema não merece a atenção de nosso capitão.

Jack tentou entrar no deque do navio, mas novamente braços de marinheiros mais fortes e jovens que o dele o jogaram de volta para a prancha que juntava o navio ao píer. Ele puxou a espada, mas os tripulantes que faziam o cerco sanitário também. O pirata recuou alguns passos.

— Eu fui roubado! E exijo que o encontre e traga a cabeça do infeliz! – gritou.

— Mas que irônico! – Benjamin finalmente saiu de sua cabine, ele mancava. Trazia consigo um ar de arrogância e um olhar sombrio. Jack engoliu em seco – Um ladrão registrando queixa de roubo. Achei que nunca viveria para presenciar isso.

— O infeliz roubou-me a escama! – Jack já estava agindo como um tipo de criança infeliz e mimada. – Um navio, Ben! Foi o que aquela vadia me custou. E agora ela fugiu e eu estou de mãos vazias!

— Guarde seus lamentos para si mesmo – Repreendeu Ben – A não ser que realmente queira que a justiça seja feita, terei de prender você e sua tripulação.

Jack bufou irado e exclamou: — E quanto a minha escama?

— Resolva esse assunto como você e sua prole bastarda de piratas sempre fazem. A única coisa que poderei fazer por você, é prometer que não interferirei – Disse Ben voltando para dentro da cabine.

A população que havia acordado para ver o que estava acontecendo voltou para dentro de suas casas, decepcionados com o resultado da situação. Jack bufou novamente, mas não pode fazer nada além de guardar a espada e ir embora. Ele caçaria o cão que o roubou e o estriparia como se estripa animais sujos.

Simon fez um rápido aceno com a cabeça para os homens que estavam na entrada do navio para que descansassem. Ordenou que todos voltassem a dormir ou mandaria que limpassem todo o deck durante a madrugada e todos obedeceram. Quando percebeu que não havia mais ninguém para observar, entrou na cabine, um pouco exaltado com a decisão de seu capitão.

— Deixará o destino do garoto nas mãos daquele homem? – Perguntou exasperado.

Ben estava em sua escrivaninha observando a escama de sereia esmeralda reluzir contra a luz das velas.

— O que mais posso fazer pelo garoto? Passaram-se sete anos, porém ele continua a mesma criança de quinze. – Disse Ben, seu tom carregava uma fina linha de decepção.

— Deixe-me ir atrás dele. Avisa-lo do perigo que corre. Traze-lo de volta para o navio – Pediu, não, melhor, implorou Simon

Ben guardou a escama em uma gaveta, levantou o olhar para seu timoneiro cheio de pesar e observa como o parceiro está preocupado.

— Pela manhã. Agora venha aqui – Ordenou. E seu timoneiro obedeceu

Enquanto Ben o despia, ele observou como os ombros de Simon estavam baixos, a única coisa que ele poderia fazer por ele era relaxa-lo. A blusa e o colete de Simon caíram no chão e Ben pode observar seu peito escuro como a noite coberto por cicatrizes marrons finas e grossas. Ele passou o dedo por cada uma delas sentindo seu peito subir e descer. Fechou os olhos pousando a mão sob seu peitoral sentindo sua pulsação ritmada. O capitão deslizou a mão para baixo, passando por seu quadril, para dentro de sua calça e colocou seus dedos em volta daquilo que procurava.

Simon o beijou calorosamente. Ele notou como os lábios do capitão estavam frios e então os beijou de novo com a esperança de aquece-los. Sentia o prazer tomar conta de sua cabeça, os calos do capitão davam uma textura estranha a seus dedos, porém davam uma sensação boa enquanto ele o massageava lá embaixo. Simon desabotoou a farda de seu capitão com delicadeza enquanto Ben começava a ficar mais rápido, subindo e descendo, subindo e descendo...

O timoneiro ergueu Ben pelas coxas encostando seu quadril no dele e deitou seu capitão na mesa. Tinta e papeis voaram. Ben agarrou o tinteiro antes que caísse e o colocou no chão com delicadeza, eles precisavam ser silenciosos, afinal, nem todos dormiam. Simon beijou seu capitão novamente e continuou beijando, seu queixo, seu peito, seu abdômen... Ele desabotoou a calça de Ben e passou levemente a língua por seu pênis. Benjamin sentiu o filete de saliva esfriar rapidamente e aquilo o fez estremecer arrepiando cada pelo de seu corpo.

Simon subiu para poder beija-lo e, antes de voltar a fazer o que deixaria Ben perder o controle ao ponto de usar uma mordaça para abafar seus gemidos, ele olha para o capitão e fala:

— Ele precisa saber sobre o pai

— É isso o que deseja? – Pergunta Ben, olhando-o por cima do queixo. Simon faz um sinal afirmativo com a cabeça – Então o farei

Ben deita a cabeça quando Simon sorri e volta a beijar o corpo do capitão mais calorosamente. Em retribuição, Simon fará coisas que fará Ben esquecer do próprio nome.

Ele correu. Correu. Correu. Não queria pensar em nada. Odiava o mundo. Odiava Benjamin. Simon. Jack. Sarah! Ele odiou Sarah por ter sido uma idiota. Quem pula para salvar outra pessoa de uma bala? Ele era um moleque. Ele dera dinheiro a ela, mas ela recusou. Toda noite. Toda noite quando ela escalava o telhado em que trabalhava para passar as horas observando as estrelas ao lado dele. Jogadas no lixo. Todas os planos que ela gostava tanto de tagarelar... agora eram apenas palavras.

O garoto parou apoiando-se em uma arvore retorcida. Seu peito chiava de cansaço e suas pernas ardiam. Ele não sabia dizer o quanto havia corrido. Ele apenas queria fazer aquele fogo em seu peito desaparecer. Mesmo arfando ele ainda tinha energia para avançar contra uma arvore com o punho nú.

— Palavras! – Exclamou. O nó de sua mão estava aberto e sangrando, ele não parou de investir – Palavras! São apenas palavras!

— Una noche tan bella para tanto odio, mi señor – Jack surgi das sombras.

Jim mal pode sacar a pistola quando homens o agarram pelos braços colocando grilhões em seus punhos e uma mordaça em sua boca para que não gritasse.

— Eu sabia que reconhecia seu rosto de algum lugar – O pirata pegou a navalha de sua jaqueta e a olhou contra a luz da lua que brilhava forte e prateada aquela noite – Sabe... Por um momento eu realmente achei que você tinha sido enforcado na Inglaterra. O coração de Ben, afinal, amoleceu depois de tanto tempo – A navalha brilhou na direção de Jim, sua lamina afiada reluzia – Mas então eu lembrei de seus olhos. Esse azuis não são fáceis de se esquecer. As cores de um covarde

Jim lutou contra os homens que o seguravam, mas era inútil. Eram mais altos e fortes que ele, além de estarem mais descansados. Correr até ali fora uma péssima ideia.

Jack se aproximou do garoto e deslizou a navalha pela maçã do rosto do garoto. Jim virou o rosto, lutando para manter a lamina longe de si. O metal se aproximou de seus olhos arregalados de medo. Seu coração batia forte, sairia de seu peito a qualquer momento.

— Pena que Ben não lhe ensinou o que acontece com homens que pegam o que não é deles.

A pele foi aberta e sangue escorreu. Sua pálpebra estava dividida em duas e o sangue o cegava. Jim imaginou que seu olho também fora cortado pois ele perdera o lado direito da visão. Ele xingou. Xingou e gritou, mas a mordaça abafou-lhe os sons.

— O que? Eu não estou te entendo! – Caçoou Jack e os homens a sua volta também riram.

Jim aproveitou aquele momento e investiu contra um dos homens. Como um touro ele o empurrou com o ombro em sua barriga fazendo-o perder o ar. O homem caiu no chão. Mas mal houve tempo de fazer nada mais quando o comparsa deu-lhe um soco em seu estomago e o garoto caiu de joelhos. Outro pirata segurou seu ombro empurrando-lhe no chão deixando Jim imóvel.

Jack se aproximou rindo e disse:

— Muy, muy, muy forte. Seria um homem de grande talento em minha tripulação. Mas agora, aos negócios. Onde está minha escama? – A navalha brilhou novamente.

Dessa vez, Jim manteve-se quieto como uma gárgula. Seu rosto estava baixo, sombrio e silencioso. Ele não contaria nada. Que fosse para o inferno.

— Diga! Ou abrirei cada orifício seu para acha-la! – Ameaçou Jack.

Nada.

Jack sibilou com a cabeça e Jim foi jogado no chão. Homem rasgaram sua camisa para mostrar seu peito. Nada. Ele não estava com a escama no peito nem nos bolsos. Apenas uma pequena caixa dourada, que para sorte de Jim, Jack havia esquecido que aquilo lhe pertencia. Então ele pegou a caixa e guardou no bolso.

— Diga! Ou te fatiarei como um porco! – Gritou novamente

Nada.

Jack ergueu o garoto pelo cabelo. Seu queixo estava erguido. O pirata podia olhar dentro daquela tempestade escura e azul que eram seu olhar, sombrio e medonho. Aquilo era ódio como Jack nunca havia vista. O homem engoliu a seco tentando manter a compostura, colocou a navalha na garganta de Jim esperando algum sinal de fraqueza, algum tremor, lagrimas. Mas nenhuma pitada de medo surgiu ali. Apenas aquelas águas escuras e sombrias, ondas gigantes e furiosas que derrubariam qualquer embarcação em menos de um minuto. Vozes soaram dentro da cabeça do capitão, vozes de homens pedindo ajuda, de madeira quebrando e água se chocando com o mastro e velas de navio. O som da morte.

Então veio um chiado que se transformou em uma longa e alta risada. Apesar da mordaça podia ouvi-lo em alto e bom tom. Jim ria do fundo do peito. Uma risada que não dera em anos, algo que guardou dentro do coração por todo aquele tempo. E agora ele ria com a navalha cortando a primeira camada da pele de sua garganta. Mas ele não se importava, então ria pela ironia da situação. Ele ria da felicidade de ver o homem que havia tirado-lhe seu mundo. O homem que havia tirado Sarah de seu lado agora estava a sua frente implorando que recuperasse o que havia perdido, seu único tesouro.

Jack recuou alguns passos, sua mão estava tremula. Por Deus, quem era aquele garoto? Aquele olhar, essa risada... Nem o pior homem que havia conhecido possuía tanto horror dentro de si. Ele não poderia mata-lo. Ele não conseguiria mata-lo. Queria que se calasse, pois, sua risada fazia seus ossos estremecerem. O garoto estava claramente louco. Seu olho ferido e sangrando apenas tornava sua imagem mais assustadora. Nenhum de seus homens ousou se aproximar de Jim. Todos ficaram a três passos de distância.

Teve de ser Jack a se aproximar cautelosamente de Jim e apunhala-lo na cabeça para que enfim se calasse. Mesmo com o jovem inconsciente no chão demorou alguns segundos para que seus homens percebessem que era seguro se aproximar e toca-lo.

Notas finais
Entonces????? Cara eu n sei escrever luta, perdoem-me. Mas indo a sessão spoiller... Próximo capitulo! Eu contarei sobre a vida de Ariel e cmo ela acabou nisso tudo e oq aconteceu com ela. Vou deixar a historia de Jim de lado até a historia dos dois se cruzarem. Não se preocupem! Se estiverem muito ansiosos eu vou postar algo com ele logo... Bem.. logo Obrigado por lerem, gatinhos(as)! Pf comentem para continuar a me inspirar e motivar! E obrigada!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.